EJV + JMJ Madrid 2011 - Papa em Espanha



Viva a Juventude, Viva o Papa!

JMJ + EVJ

Em tempo de crise, dois em um, é mais barato

Em Agosto de 2011 a temperatura vai subir significativamente em Madrid, pois, cerca de dois milhões de jovens, vindos de todo o mundo, devem reunir-se nas grandes Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ). Reunir-se por quê e para quê? Para nos encontrarmos com o Papa Bento XVI que nos convocou com o lema: “Enraizados e edificados em Cristo. Firmes na fé”.

Estas Jornadas, como as anteriores, serão o maior encontro de jovens a nível mundial. São uma ocasião extraordinária de fazer festa, de promover o encontro entre jovens, o diálogo, a partilha, o confronto salutar e a afirmação dos valores do Evangelho.

Para nós, jovens portugueses, a proximidade é um estímulo fortíssimo a mobilizarmo-nos; a fazermos um esforço extra para, mesmo se, ou porque estamos em crise, envolver o maior número possível de jovens.

Está ainda bem presente na memória de todos a visita do Papa Bento XVI a Portugal em Maio. Ela funcionou – se me permitis a expressão – como um “lifting” facial do Papa. A verdade é que, aquela imagem austera, distante e fria que se dizia ter o Papa Bento XVI quando comparado com o João Paulo II, foi completamente derrubada. Em Portugal, o que vimos e experimentamos foi um Papa, no mais rigoroso sentido da palavra. Isto é, um pai na fé: próximo, cálido, afável, carinhoso, bem humorado, alegre e que confia nos jovens para renovar (fazer um lifting completo) a «face da terra».

Caros jovens, está, pois, na hora de devolver a visita. Foi o Papa quem te convidou. Agarra este convite.

É para nós claro que todo este entusiasmo à volta da JMJ encerra alguns “riscos”. Tornarmos a pastoral juvenil num mero operador turístico, ao ritmo rockeiro, ao estilo anárquico dos festivais de verão. Fazer uma pastoral juvenil baseada em epi-fenómenos, no consumo de actividades e emoções. Têm alguma razão os que criticam a JMJ nestes termos. Mas quando olhamos para a grande maioria dos jovens que ao longo destes anos têm participado, vemos que foi muito mais relevante o impacto positivo. Há vidas mudadas. Há perdão trocado. Há reconciliação. Há reaproximação a Deus e à Igreja. Há esperança reencontrada. Há vidas com sentido.

Por isso, acreditamos que o potencial que a JMJ oferece é muito superior aos seus “riscos”. Quem aceitar o convite do Papa – e quem não aceitará um convite de um Papá que nos ama incondicionalmente – vai fazer uma experiência eclesial extraordinária. Não só pelo grande número de participantes. Mas, acima de tudo, pela diferença, diversidade e riqueza que ela encerra. Quem participar vai poder partilhar orações, catequeses, espectáculos, liturgia, refeições com outros jovens de tradições e vivências diferentes. E vai poder experimentar que a fé em Jesus Cristo é a “maior ponte” entre a humanidade e Deus.

É evidente que a JMJ não se delimita apenas Madrid e ao Agosto do próximo ano. Ela terá tanto mais qualidade, dará tanto mais frutos, quanto melhor preparada for. E não falamos tanto da preparação logística (orçamentos, autocarros, alojamento, etc.), embora reconheçamos que esta também merece atenção e empenho, mas referimo-nos à possibilidade de ao longo deste ano ir fazendo um caminho de aprofundamento e enraizamento sério e comprometido na fé. Como disse o Papa Bento XVI, antes de aterrar na Austrália em 2008: “a JMJ não é apenas um evento momentâneo, é preparado durante um longo caminho”.

A nossa preparação já se iniciou e deve ser reforçada nos próximos meses. Será ainda enriquecida com o Encontro de Juventude Vicentina que decorrerá, igualmente em Madrid, de 12 a 15 de Agosto 2011 e funcionará como pré-jornada com o lema: “Vicentino, um estilo de vida para hoje”. Vai ser uma oportunidade única de nos encontrarmos e reforçarmos os alicerces do nosso carisma e laços da Família Vicentina mundial.

Por tudo isto – porque a Família Vicentina te acolhe, porque o Papa te convidou, porque a Igreja te espera, porque o mundo necessita de ti e, acima de tudo, porque Cristo te ama – bora lá, daí … em 2011, hala Madrid!

Pe. Fernando, CM

(Assessor Nacional)


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