terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Felizes Festas!!!


“O Natal não é um tempo, é uma pessoa, um menino, o pequeno Filho de Deus que segue buscando onde nascer. Oferece-lhe um lugar em seu coração e conhecerá o verdadeiro sentido do Natal”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Las Calles de Madrid



Una vez en Madrid, tu siempre desearás regresar, la ciudad es bella, sus calles ni hablar, es una maravilla por donde pasa, ven acá a confirmar

Sus calles esconden misterios, son escenarios de luz, unas te llevan a la gloria, algunas hasta la cruz, pero todas de seguro, buena sensación producen.

Los edificios son obras, que te pueden inspirar; alegría y compañía, en sus plaza vas a encontrar; no se admire se un día, cuando por Madrid camines, tu corazón te lata, como el de un enamorado está.

domingo, 2 de outubro de 2011

Meu Aniversário - 2011

Meu dia de aniversário foi sendo excelente. Pela manhã, missa na Capela da Casa Provincial Santa Luisa, onde servi como coroinha, pela tarde fui com P. Pavol ao Vale dos Caídos, lugar onde estão enterrados vários corpos padecidos durante guerras espanhola, foi um momento de reflexão, onde pude refletir um pouco o valor da vida, o lugar é gracioso e muito bonito. Pela noite fomos a um Show Filipino na Basílica da Milagrosa. - Eles foram premiados em Londres em 2010: http://www.youtube.com/watch?v=pBLNlXe9Ae0 Eles cantaram e dançaram classicamente e divinamente bem - um verdadeiro espetáculo. Para finalizar a noite, saímos para jantar com Pe. Fernando. Durante todo o dia, desde la primeira hora recebi maniestações de carinho de meus amigos e familiares, por meio da red, que foram muito atentos e afectuosos. Obrigado a todos. Os amo. Obrigado meu Deus por tudo. Amém, aleluia!!!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

São Vicente de Paulo: um místico a serviço dos pobres


“Lembre-se, padre, de que vivemos em Jesus Cristo pela morte em Jesus Cristo, e que temos de morrer em Jesus Cristo pela vida de Jesus Cristo e que nossa vida tem que estar oculta em Jesus Cristo e cheia de Jesus Cristo, e que para morrer como Jesus Cristo, tem que se viver como Jesus Cristo”. (P. Coste I, 295, 320).

Os místicos são pessoas que vivem mergulhadas em Deus. A Igreja da época de São Vicente era marcada pela vida monástica, pois o Concílio de Trento tinha enclausurado os religiosos. A meta era alcançar a perfeição na vida puramente contemplativa, separada do mundo. A reflexão teológica e a piedade ajudavam a cultivar uma vida santa. A leitura das Regras Comuns deixadas por São Vicente mostra claramente o rigor disciplinar e ascético a que estavam submetidos os religiosos.

São Vicente percebeu que a vida de clausura não levava à verdadeira santidade, que tal estilo de vida não tinha fundamentação evangélica, pois lendo o Evangelho descobriu que Jesus foi enviado para evangelizar os pobres (cf. Lc 4, 18); descobriu que Jesus não viveu uma vida enclausurada, distante das pessoas. A meditação evangélica e a triste situação da vida dos pobres de seu tempo levaram-no a concluir que Jesus é o missionário Pai, o evangelizador dos pobres.

Neste sentido, São Vicente percebeu que o ministério presbiteral na Igreja só tem sentido se o presbítero se colocar a serviço dos pobres, porque este foi o ofício do Filho de Deus. Aqui está a centralidade do carisma e da espiritualidade vicentina. Fora deste ofício divino não há missão verdadeiramente cristã e vicentina. Na Igreja, a Família Vicentina tem a missão profética de desempenhar este ofício divino. Certa vez, Karl Rahner, um dos maiores teólogos da Igreja do séc. XX afirmou que no séc. XXI não haveria separação entre ser cristão e ser místico.

Para entender o jesuíta Karl Rahner seria necessário discorrer a história dos grandes místicos nos diversos períodos da história do Cristianismo. Aqui não é lugar para isto, mas, a partir do testemunho de São Vicente podemos ousar algumas afirmações, pois graças ao Espírito do Senhor, no séc. XVII, fora da vida monástica ele conseguiu ser um místico no serviço dos pobres.

Anthony de Mello, SJ, um místico cristão de espiritualidade oriental falecido em junho de 1987, aos 56 anos de idade, em sua obra Apelo ao amor, falando da santidade afirma: “O segundo atributo da santidade é a ausência de esforço” (p. 50). Ser místico é ser santo a partir do amor, no amor e para o amor. Segundo A. de Mello, a santidade não é fruto do esforço humano, não pode ser desejada, não é fruto da consciência da pessoa nem pode existir juntamente com os apegos.

O místico é uma pessoa livre dos apegos. Ele só precisa do amor para viver. O apego às pessoas, às coisas e a si mesmo é causa de impedimento para que exista o místico. Este não se preocupa com nada, a não ser com o amor; amor que não é posse do outro, mas abertura permanente para o outro. Abertura não para a dependência do outro, mas para o amor para com o outro. O místico não depende de ninguém para ser feliz. Ele não é especial para ninguém nem pessoa alguma lhe é especial.

Para o místico, o outro é simplesmente pessoa. Esta não lhe representa superioridade nem inferioridade. Neste sentido, o medo deixa de existir em sua vida. As ameaças, os condicionamentos, constrangimentos, perseguições, incompreensões e até a morte não significam nada para o místico: nada disso tira a sua vida. Elogios, aplausos, críticas, premiações, honras e tantas outras coisas tidas como boas e que são oferecidas aos homens também não significam nada para o místico: ele não depende destas coisas para viver. A isto chamamos liberdade.

No interior da Paraíba aprendi com um místico a seguinte verdade: “Tu não dependes do louvor nem da crítica para viver, mas somente do amor. Ama e serás verdadeiramente livre. O que importa é Jesus e a força de Deus, o Espírito. Quando estiveres convicto disto nada mais te interessará, mas somente o amor, pois é o amor que permanece para sempre, o resto é apego e passa”. Viver segundo esta verdade é ser místico. O Evangelho mostra que Jesus foi assim: livre. Por isso que sua mensagem pode ser chamada Evangelho da liberdade.

Para viver num estado místico de vida é preciso cultivar a atenção ao essencial, deixando de lado tudo aquilo que tenta desviar e/ou desvirtuar. Há muitas coisas neste mundo que não levam à verdadeira felicidade, o místico se despoja de todas estas coisas. Neste sentido, o místico é uma pessoa livre das ilusões, da alienação e da agonia provocada pela pressa e pela busca desgastante de ser feliz. Quando percebeu que a verdadeira felicidade se encontra na fonte da vida, que é Deus, o místico não perde o seu tempo com coisas supérfluas e/ou futilidades.

Assim foi São Vicente, não fez outra coisa na vida senão amar o próximo, preferencialmente os pequenos e sofredores. Nestes encontrou a felicidade, encontrou Deus. As autoridades religiosas e civis, assim como as mulheres e homens ricos da época ficavam admirados ao vê-lo e escutá-lo; assim como as multidões ficavam admiradas diante de Jesus de Nazaré. Quem viu São Vicente esteve diante de homem entregue a Deus e aos irmãos. A isto chamamos santidade.

Infelizmente, o barulho e as coisas produzidas pelo homem têm levado à perturbação e ao consumismo. As pessoas perdem a paz de espírito consumindo, incansavelmente. A doutrina mercadológica é: consuma e seja feliz! Esta doutrina invadiu as Igrejas cristãs e estas manejam grandes somas de dinheiro. O mercado religioso oferece todas as bênçãos e milagres que as pessoas precisam para serem escravas e perturbadas da cabeça. É uma verdadeira maldição! No fundo, as pessoas nunca se libertam, e não se libertam porque foram buscar a libertação no lugar errado.

Felizmente, no silêncio da vida das Igrejas e do mundo há mulheres e homens místicos. Eles não aparecem porque o aparecer lhes é incompatível. São tão simples que, na maioria das vezes, morrem sem ser percebidos. Isto lhes é motivo de alegria, sinal de foram fiéis ao princípio evangélico da humildade, que exige discrição e simplicidade. Os místicos são pessoas de ações singelas e palavras profundas, quando discursam incomodam bastante, porque aproveitam para proclamar Jesus, Boa Nova do Pai para a vida e a liberdade do gênero humano.

São Vicente permite-nos dizer, finalmente, que a mística vicentina se dá numa vida que se encerra no amor aos pobres, numa vida que é pleno estado de caridade. Ele nos ensina que deixar-se conduzir pelo Espírito nos leva irresistivelmente ao encontro rosto do outro. E como dizia o filósofo francês E. Lévinas, o rosto do outro me fala, me interpela, me incomoda, clama por socorro, liberta-me. A isto chamamos alteridade. Não há prática do amor sem a alteridade. Que São Vicente interceda a Deus por nós!


Tiago de França

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Madrid - Capital da Juventude



Uma maré de jovens banha Madrid e os Vicentinos dentro...

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Rosa, Ruth, Dani, Ana, Isabel, José, Gema, Bea, Ir. Juani, Ir. Isabel, padre Juanjo, padre Óscar… e assim até 160 nomes mais, de voluntários vicentinos que já estão em Madrid. O objetivo destes dias é preparar os alojamentos e receber a formação necessária para exprimir ao máximo o Encontro de Jovens Vicentinos (EJV), e posteriormente a JMJ.

Os kms acumulados e as horas de viagem não pesam nas mochilas de nossos voluntários que, desde a terça-feira pela manhã, estão enchendo de trabalho todas as comissões para ter uma ideia global do funcionamento do EJV e da JMJ. Pouco a pouco vão se perfilando as responsabilidades e chegando a conclusões de tarefas que terão que desenvolver os voluntários durante esses dias, que resultam do mais variado: vigilância nos corredores, informar aos peregrinos, coordenação de ornamentação e painéis informativos, preparar os dormitórios, limpar as zonas comuns, coordenar aos responsáveis dos centros de alojamento, protocolos de evacuação e emergências, etc.

O trabalho dos voluntários se apóia na oração, já que não podemos esquecer o que realmente nos trouxe aqui. Esses momentos de oração comunitária se unem a formação que nossos voluntários vicentinos estão recebendo nestes dias. Está formação está enfocada em polir nossa atitude em relação ao peregrino, e sempre vista sobre o carisma vicentino e de serviço. A paciência, a hospitalidade, a acolhida e o espírito de sacrifício serão algumas das riquezas que os voluntários irão descobrindo nestes dias.

O caminho do voluntário começou, tu, peregrino, és parte de nossos passos.