Missão de Semana Santa na Ilha Rasa – PR, Março 2016


A missão da Igreja é evangelizar! É o que tentamos fazer diariamente, até em nossos mais simples gestos do dia a dia, pois anunciar Cristo, mas que proferir bonitas palavras, é vivê-las, testemunhando o Ressuscitado em cada momento de nossa existência.

A ação pode e deve vir acompanhada da palavra, ambas se complementam. O movimento também é necessário. Jesus mesmo enviou os seus discípulos a evangelizar, e logo os recebeu para que partilhassem a alegria da missão (cf Lc 10, 3-24); assim o ir e vir do missionário, hoje, legitima-se e se faz necessário. 


Os formadores, do Seminário Nossa Senhora das Graças de Curitiba - os padres Guilherme Schelbauer*, CM, Ilson Hubner, CM, e Wilson Garcia, CM, estão atentos a essa questão e sempre enviam, nós, seus formandos inspirados no “ide” de Mateus capítulo 28 versos 19. Na última Semana Santa, fomos enviados às diversas paróquias vicentinas instaladas no Paraná, ao Júlio Cardoso e a mim (Cleber Teodósio), nos tocou a Paróquia de Bom Jesus dos Perdões de Guaraqueçaba, mais precisamente à comunidade de Nossa Senhora Assunta ao Céu de Ilha Rasa. 

Após quase duas horas de ônibus até Paranaguá e de aí mais quase três até Ilha Rasa, fomos recepcionados pela jovem Isabele Barbosa na tardinha da segunda 21, que nos conduziu até a casa do seu Pai e coordenador da Comunidade Oromar Barbosa. Bem acolhidos descansamos e no dia seguinte, acompanhados pelo jovem Maurício Lima, visitamos a comunidade de Almeida, ali visitamos as cinco únicas casas cujos moradores eram católicos, voltando a comunidade de Ponta do Lanço, ainda visitamos uma família, a tarde e nos dias seguintes as visitas se deram na comunidade de mesmo nome da Ilha, acompanhados por Isabele e/ou por Mateus Ribeiro. 

A Ilha Rasa é uma área de proteção ambiental que se encontra no litoral norte do Estado, tem aproximadamente 15 km de extensão e 03 de largura. É um local simples e acolhedor, com uma média de 800 pessoas que têm como fonte de renda a pesca ou a educação. Na Ilha há duas escolas com ensino fundamental e médio, oito templos religiosos, dois católicos e os demais de quadro denominações evangélicas. O turismo não é muito ativo na ilha pelo fato de quase não apresentar praias, mas sempre recebe visitantes, especialmente na festa da padroeira do lugar, que se realiza no terceiro fim de semana de agosto.

Na comunidade realizamos as celebrações comuns da Semana Santa: Instituição da Eucaristia (quinta, 24), Paixão do Senhor (sexta, 25), Vigília Pascal, com a presença do Pároco, Pe. Luiz Carlos, CM, (sábado, 26) e Ressurreição do Senhor (domingo, 27), bem como participamos do grupo de oração, ministramos o terço na quinta, e realizamos diferentes encontros com as crianças, jovens e adultos, todos de cunho espiritual, formativo (Campanha da Fraternidade Ecumênica) e de animação vocacional. Na tarde de sexta, Júlio e eu ainda fomos a sede da Paróquia em Guaraqueçaba em busca de Hóstias Consagradas e da vela que se tornaria Círio Pascal na Vigília do dia seguinte.   

Na tarde do domingo deixamos a Ilha e nos dirigimos à Ilha das Peças, onde nos unimos àquela Comunidade e aos seminaristas Edvaldo Cordeiro e Ramon Aurélio, para celebramos com eles o encerramento das missões. Ali dormimos e no dia seguinte voltamos ao Seminário em Curitiba, não antes de rezar pelo povo, agradecer a Deus pela missão e passar pela Porta Santa do Ano da Misericórdia da Catedral de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá.   

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