quarta-feira, 14 de setembro de 2022

NOVENA A SÃO VICENTE DE PAULO: Pelos caminhos de São Vicente de Paulo



“Corazón de Paúl”
2022

APRESENTAÇÃO

“Os atletas se abstêm de tudo; eles, para ganhar uma coroa perecível; e nós, para ganharmos uma coroa imperecível” (1Cor 9,25). A edição deste ano da novena nos convida a seguir os passos de São Vicente de Paulo, pelos lugares onde viveu, estudou, evangelizou e trabalhou.

Conheceremos a França da época, e faremos uma verdadeira peregrinação por aquelas vilas e cidades onde São Vicente exerceu seu apostolado missionário.

Mergulhemos nesta aventura de nove dias, desfrutando das meditações, dos sinais, mas sobretudo do fervor das pessoas simples que celebram com alegria a festa do Padroeiro das Obras de Caridade na Igreja Universal.

Animo a todos a que este ano a novena a São Vicente de Paulo seja um lugar de encontro com os irmãos e irmãs que vivem nas periferias de nossas comunidades e cidades. Levemos a novena a essas casas simples e empobrecidas, rezemos com eles, anunciemos àqueles que nunca ouviram falar do nosso Carisma Vicentino, a alegria de servir a Cristo na pessoa dos mais pobres.

Este ano a novena, além de nos localizar todos os dias em uma cidade ou vila diferente, também nos convida a sair em busca dos passos de São Vicente que nos chama a encontrar maneiras sempre novas e inventivas de fazer arder a caridade nos corações dos homens e mulheres do nosso tempo.

 

Pe. Andrés Felipe Rojas Saavedra, CM
Pároco do Santo Cristo de Guaranda

www.corazondepaul.org

Para iniciar esta peregrinação, convidamos você a levar na mochila os seguintes itens:

A Palavra de Deus, que é a bússola dos caminhantes de Jesus, nela ouvimos a voz do Pastor que nos conduz a pastos seguros.

O Mapa da França do século XVII, necessário para nos localizarmos histórica e cronologicamente nos espaços onde viveu São Vicente de Paulo.

Umas sandálias e um cajado, para nos colocar em nosso caminho seguindo o mandato de Cristo de ir a todos os povos e nações.

 


Você tem tudo pronto? Perfeito, convidamos você a começar conosco esta peregrinação de nove dias pelos caminhos de São Vicente de Paulo. Vamos lá!


Aprovação:

Pe. Diego Luis Vásquez Marín, CM
Superior Provincial - Colômbia

Reflexões:

Pe. Marlio Nasayó, CM (Dias 3 e 4); Pe. Carlos Arley Cardona, CM (Dia 7); Pe. Andrés Felipe Rojas, CM (Dias 2, 8 e 9); Seminaristas: Oscar Betancourt, CM (Dia 1) e Diego Aguilera (Dias 5 e 6)

Correção:

Pe. Carlos Arley Cardona, CM

Tradução:

Diác. Cleber Fábio Oliveira Teodósio, CM

 

  ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS



Oh Deus, Pai Amoroso, que por tua grande bondade nos chamaste a ser evangelizadores dos pobres, seguindo os caminhos de teu amado Filho, Jesus Cristo, ajuda-nos com o exemplo de São Vicente de Paulo, a sermos diligentes e corajosos diante das necessidades de nossos irmãos, de coração sensível, diante das velhas e novas pobrezas.

 

Concedei-nos o Espírito Santo, que nos torna capazes de anunciar e ser testemunhas do Reino de Deus em todas as partes do mundo, para que nenhuma periferia seja privada do alegre anúncio da salvação.

 

Que, contemplando o teu Filho feito carne e presente até hoje no meio de nós, possamos passar da mesa do altar à mesa dos pobres, para partilhar com esses que representam o teu Filho, a mensagem libertadora que nos torna irmãos e irmãs, filhos e caminhantes em busca da paz e do amor que só o Teu Pai nos dá. Pedimos isso por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

ORAÇÃO A SÃO JOSÉ (Papa Francisco)

Salve, guardião do Redentor

e esposo da Virgem Maria!

A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem.

Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida.

Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,

e defendei-nos de todo o mal. Amém.

Pai Nosso.


ORAÇÃO À VIRGEM

(Dos escritos de São Vicente de Paulo)

Bem-aventurada Virgem Maria, ajuda-nos a estar dispostos a praticar as máximas evangélicas, pedimos-Te que encha nosso espírito com as virtudes; encha nossos corações com seu amor, para vivermos conforme as mesmas. Intercede, oh Mãe, pois, melhor do que ninguém, penetraste no significado desses ensinamentos e os praticou. Esperamos que, olhe por nós nesta caminhada, a fim de que vivamos de acordo com essas máximas, e elas nos sejam favoráveis no tempo e na eternidade (cf. XII, 114-129),

Oh, Virgem Santíssima, roga ao Senhor este favor, pede-lhe a verdadeira pureza para nós, para toda a Família Vicentina! Este é o pedido que Te fazemos (cf. XI, 447-449). Amém.

Deus te salve…. Glória

 

No dia correspondente é dito

 

ALEGRIAS

 

“São Vicente de Paulo, acende em nós

o fogo da caridade”

 

 

Fogo da caridade, do campo à cidade,

como camponês ou tutor; de missionário a fundador.

A chama ardente do seu zelo nos convida à amizade

Com escravos e aflitos dando com ardor um amor abrasador.

 

No horizonte, nos convida a olhar,

amor eficaz reivindicam os pobres.

Que seja nossa caridade inventiva e fundamentada

para dar com paixão e zelo a Cristo o Pão da Vida.

O povo está faminto e condenando-se!

É urgente trazer o pão com justiça,

que só por nosso amor

os pobres vão nos perdoar

 

Pai dos pobres, pregador infatigável

de zelo pelas almas, dá-nos o exemplo;

para dar aos pobres testemunho confiável

que conduzam os homens ao verdadeiro templo

 

Ó Vicente de Paulo, que não se encontre em nós

um amor subjetivo, mas deve ser uma doação!

Com a força de nossos braços,

e no rosto o suor, para mostrar ao próximo

o amor do nosso Deus.

 

Seus filhos e filhas carregam apaixonadamente seu arauto,

no firmamento poderosa luz do teu amor nos guia

com a força imperativa de amar sem medo,

quem da cruz com amor nos olha.

 

Missão e Caridade são as asas

que te levaram ao céu.

Á tua entrada, ricos e pobres te esperavam.

Alegres teus filhos, enquanto Cristo te coroou

de louros e santidade, pai e apóstolo,

a Igreja em ti foi refletida. 

 

 

ORAÇÃO FINAL
AO CORAÇÃO DE SÃO VICENTE DE PAULO

Ó Coração de São Vicente de Paulo que tiraste do Sagrado Coração de Jesus, a caridade que derramaste sobre todas as misérias morais e físicas do teu tempo, alcança-nos para nunca deixar passar nenhuma miséria ao nosso lado sem socorrê-la.

Faz com que nossa caridade seja respeitosa, delicada, compreensiva, eficaz como foi a tua. Coloca em nossos corações uma fé viva que nos faça descobrir o Cristo sofredor em nossos irmãos desventurados.

Enche-nos com o zelo ardente, luminoso, generoso, que nunca encontra dificuldade em servi-los. Nós vos pedimos, ó Coração de Jesus, por intercessão daquele cujo coração não batia nem agia senão por impulso do vAmém

 

 

PRIMEIRO DIA

Pouy- 1581

    Ambientação: imagens que refletem o campo, a casa de São Vicente de Paulo, algumas ovelhas ou imagens referentes à família.

Pegue o seu mapa, começamos esta peregrinação em Pouy, a terra onde nasceu São Vicente de Paulo e que hoje leva seu nome. Uma pequena aldeia de Ranquines, na freguesia de Pouy, diocese de Dax, região episcopal situada no limite das Landes de Bordeaux.

 


Canção: Iba por las calles

https://www.youtube.com/watch?v=U93cXK1NVRA

         Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto: Mt 13,31-32

 

         Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “Falarei com prazer ainda maior das virtudes das boas aldeãs, pelo conhecimento que delas tenho por experiência e por nascimento, pois sou filho de um pobre lavrador, e morei no campo até os quinze anos. Além disso, nosso trabalho há muitos anos tem sido entre os aldeões, a ponto de ninguém os conhecer melhor do que os sacerdotes da Missão” (IX/1, p. 92).

A vida de São Vicente de Paulo começa a ser gestada em uma família camponesa. Seus pais Juan de Paúl e Beltrana de Moras eram agricultores e cuidavam de animais, estavam expostos ao cansaço e às exigências do campo. Ali São Vicente aprendeu a ser um homem de ação, de sentido prático e de amor efetivo. Ele foi um homem treinado nas duras leis da terra, um homem que teve a clemência do céu, mas também a força de seus braços, por isso em um de seus escritos dizia: “Amemos a Deus, irmãos, amemos a Deus, mas que seja à custa dos nossos braços e do suor do nosso rosto”.

Graças aos seus primeiros anos no campo, São Vicente se forma numa fé prática, de ações, de uma existência comprometida com o bem do outro. Para ele, a verdadeira fé se expressa em ação, em trazer uma tigela de sopa à mesa. Como camponês, aprendeu a vigiar o céu e a terra, ou seja, que suas horas de oração não os separassem das horas de trabalho.

São Vicente foi educado nas leis da caridade que podem ser vistas em um ambiente camponês: hospitalidade, partilha de alimentos, generosidade entre vizinhos, ou seja, o amor vivido em ações concretas. Inspirado pelo que viveu na infância, mais tarde apresentará o retrato que fará das Filhas da Caridade, camponesas comprometidas com o serviço.

Perguntas:

        '  Quais são as minhas origens? Sou capaz de valorizar a casa e a família em que nasci e     cresci?    

       '  O que São Vicente de Paulo descobriu em sua família?

        '  Que características tinha a região onde nasceu São Vicente?

 

SEGUNDO DIA
Dax - 1594.

    Ambientação: Alguns livros, que representam a academia, estudo universitário, imagens de professores ou missionários dando aulas.

     Vamos com espírito alegre e passo firme, desta vez São Vicente deixou sua pequena aldeia, em direção à cidade de Dax, a 163 km de distância, que caminhando ou a cavalo dura cerca de 30 horas. Vicente deixou, de bom grado, as pernas de pau e os animais da aldeia, para apanhar os livros. É aplicado e progride.

 


   Canção: El Corazón de San Vicente de Paúl

https://www.youtube.com/watch?v=H1_-1s73SXA 

     Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto Mt 13,24-30

      Reflexão:

 Escutemos São Vicente: "Lembro-me que, quando jovem, ao acompanhar meu pai à cidade, porque estava mal vestido e era um tanto coxo, tinha vergonha de ir com ele e reconhecê-lo como meu pai. Ó miserável! Como fui desobediente! (XII, 222).

Um pequeno jovem camponês que acaba de deixar seus pais e irmãos e ingressa no mundo da educação, é um jovem corajoso, talvez muito mais corajoso do que os jovens de hoje e as crianças que têm medo de sair de casa para conhecer um mundo muito maior que eles. Dax, uma cidade muito perto do mar, é cheia de confortos e uma atmosfera muito diferente da pequena vila francesa de onde vem o nosso jovem Vicente de Paulo.

Os seus biógrafos dizem-nos que Vicente é uma pessoa dedicada no estudo, e é em Dax que conhece o Sr. Cometa, juiz da sua cidade natal, pessoa próxima da sua família, que vendo as qualidades do nosso jovem santo, apoia, financeiramente, seus estudos e permite que ele seja o instrutor de seus filhos para lhe ajudar a financiar seu curso escolar.

Mas sua passagem por este mundo, um pouco mais confortável, o leva a uma de suas crises mais profundas, faz com que ele se envergonhasse de seu pobre pai e desejasse uma vida cheia de confortos e seguranças temporárias. Ele vai se perder? O que acontecerá com Vicente nesta estrada? Continuemos avançando dia a dia em busca de seu encontro definitivo com os pobres.

Perguntas:

    '  O que mais sabemos sobre este momento da vida de São Vicente de Paulo?

    '  O que achamos que poderia acontecer a São Vicente se continuar a sentir vergonha de suas     origens?

    '  Tive medo de deixar sua cidade ou vila para conhecer novos lugares ou novas experiências?

 


TERCEIRO DIA
Saragoça e Toulouse - 1597-1599

    Ambientação: Você pode usar os mesmos símbolos de ontem, adicionando um caminho ou sandálias que indicam um caminho e as bandeiras da França e da Espanha ou algumas imagens representativas desses dois países.

Não se canse, continue levando sua bagagem e vamos em frente, hoje viajaremos cerca de 270 quilômetros mais ao sul, chegando à Espanha, a uma cidade bem próxima da França, mas não se perca, voltaremos à França, chegando à Toulouse a 400 quilômetros de distância. Em 1598 seu pai morreu, mas antes havia pedido a seus familiares que não poupassem recursos para continuar dando educação ao filho Vicente.

  


 Canção: Vicente de Paúl eres un hombre para hoy

https://www.youtube.com/watch?v=QhkRPXDr3FA    

     Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto 1Cor 1,26 -31

 

      Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “É a continuação dos trabalhos de Jesus Cristo, e, portanto, a inteligência humana nada pode a esse respeito, a não ser estragar tudo, se Deus não coloca nisso a sua mão. Não, senhor Padre, nem a filosofia, nem a teologia, nem os discursos operam nas almas: é preciso que Jesus Cristo aja conosco e ou nós com ele, que operemos nele e ele em nós, que falemos como ele e no seu Espírito, assim como ele estava em seu Pai e pregava a doutrina que ele lhe ensinara. É a linguagem da Sagrada Escritura” (XI, 153).

Desde a infância Vicente foi muito inquieto, primeiro em suas aventuras com as ovelhas através de pastagens e pântanos em Pouy e seus arredores. Já imerso nos livros, partiu para Saragoça, em Aragão, na fronteira com a Espanha, e é muito provável que sua permanência nas salas de aula universitárias não tenham durado mais que um ano (1597), pois seu pai faleceu em fevereiro de 1598, o que acelerou seu retorno para sua terra natal. Retornando à França, ele vai para Toulouse e lá conclui seus sete anos de estudos teológicos em 1604.

Todos esses estudos o formaram bem, Vicente mergulhou na filosofia, na teologia, na Sagrada Escritura, no direito canônico, na história da Igreja... Nosso futuro santo não foi um padre ignorante, ele foi bem instruído, mas nunca se tornou um intelectual puro, encontramos nele a ciência sabiamente fundida, com sua experiência prática de gascão e camponês.

O nosso futuro santo nunca imaginou, que a seriedade dos seus estudos o levaria a trabalhar e aterrar tanta doutrina na formação do clero, dos seus Missionários, das suas Filhas e de todo um exército de almas que beberiam no futuro, dos ensinamentos de sua vida e doutrina. Sim, os caminhos de Deus não são os nossos caminhos.

Perguntas:

      Como São Vicente me ensina hoje a valorizar a formação que recebo?

      Como devemos combinar a ciência humana com a sabedoria de Deus?

      Para o serviço de Deus, em que temos que aprofundar mais?

 

QUARTO DIA
Chateau-I'Eveque - 1600

    Ambientação: Imagens alusivas ao sacerdócio, um círio ou uma vela, a imagem de uma ordenação sacerdotal.

Estamos subindo. São Vicente agora nos leva ao local onde recebeu sua ordenação sacerdotal aos 19 anos. Neste lugar iniciou o seu ministério sacerdotal, mas grandes aventuras nos aguardam. Percorremos 219 quilômetros, são cerca de dois dias de caminhada.

    


    Canção: Nada puedo por mi mismo.

https://www.youtube.com/watch?v=InbgMtQXxtI     

     Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto 1Tm 1.12

  Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “Meus irmãos, quanto o ofício dos eclesiásticos sobrepuja todas as demais dignidades da terra, mesmo a realeza e como deveis conceber uma profunda estima dos padres, cujo caráter sagrado é uma participação do sacerdócio eterno do Filho de Deus, que lhes conferiu o poder de sacrificar o seu próprio corpo e dá-lo em alimento, a fim de viverem eternamente aqueles que dele se nutrirem” (XII, 196).

Não deixa de nos inquietar que o jovem Vicente, com apenas 19 anos de idade, tenha recebido em Tarbes, bem perto de sua casa, o subdiaconato e o diaconato em 1598, e no meio de seus estudos inacabados, foi para uma diocese distante, Périgueux, longe de sua casa e de sua família, e lá no Château l'Eveque, na capela da residência rural do bispo, Dom Francesco Bourdeille, foi ordenado sacerdote por este bispo idoso.

Quaisquer que tenham sido as motivações do jovem Vicente, já o encontramos ordenado em 1600, para sempre sacerdote do Deus Altíssimo, sacerdote para a eternidade. Aqui começa a peregrinação de um sacerdote, que não tinha as convicções profundas de um ministério tão elevado. É um sacerdote com motivações muito humanas, diríamos hoje, com um “ideal ascendente”, na sua expressão “buscava uma aposentadoria honrosa”, uma vida suave, desejando “ser servido e não servir”. Até agora, encontramos um santo que não queria ser santo...

Mas o Senhor que “escreve direito em linhas tortas”, com sua sabedoria, vai purificá-lo para que no futuro não o conheçamos como Vicente de Paulo, mas sim como São Vicente de Paulo. A obra da graça de Deus, quantas surpresas nos dá na peregrinação da vida.

Perguntas:

      Que possíveis motivações levaram São Vicente a tornar-se sacerdote?

      Como São Vicente viveria seu sacerdócio hoje?

      Como encorajar os jovens de hoje a serem sacerdotes missionários?

QUINTO DIA
Túnis - 1605

    Ambientação: Algum barco, imagens da África ou de um porto, algumas imagens de escravos.

Em 1605, a Tunísia é o menor país do norte da África e faz fronteira com a Europa por mar. No século XVII, fruto de várias guerras e conquistas, ali vivia um grande número de turcos e muçulmanos, especializados na compra e venda de escravos cristãos; estes foram retidos de várias maneiras, especialmente em assaltos a barcos e navios. Mas, por que motivo São Vicente se encontraria em tão pouco tempo em um país africano, sem aviso prévio e embarcando em uma viagem cheia de perigos: cativeiro e escravidão, uma grande prova para o jovem padre da época.



Canção: Por los caminos de Vicente

https://www.youtube.com/watch?v=NxQfP2bzn90

       Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto 2Cor 1,3-4

  Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “Minha situação é tal, numa palavra, que, em Roma, onde continuo meus estudos, estou sendo mantido pelo Monsenhor Vice-legado que estava em Avinhão. Ele me dá a honra de me querer bem e de desejar meu progresso, porque lhe ensinei muitas coisas belas e curiosas que aprendi, durante o meu cativeiro, daquele velho turco a quem fui vendido, conforme vos escrevi” (I, 2).

Como muitos outros cristãos que habitaram terras europeias e embarcaram no mar para se deslocar de um lugar para outro, São Vicente enfrentou a grande prova do cativeiro e da escravidão, o jovem padre francês não imaginava que ao viajar para receber uma herança concedida por uma boa mulher em Castres (cidade francesa), no retorno, sofreria um assalto, por turcos, o barco que o trazia à Toulouse (França), cidade onde estudou teologia. O cativeiro o levou para a Tunísia, norte da África, onde foi acorrentado e desfilou pela cidade para ser vendido pelo maior lance.

Esta experiência, sem dúvida, se refletirá na grande preocupação de São Vicente pelos prisioneiros, especialmente os das galés (navios usados como prisões), que sofrem grande desconforto, dor e tristeza de seu cativeiro. Tanto os sacerdotes da Congregação como as Filhas da Caridade estarão prontos a servir estes irmãos.

Perguntas:

      Você coloca seus problemas e dificuldades nas mãos de Deus com esperança, ou pelo contrário, você se desespera e sua fé enfraquece?

      Quais são as "escravidões" que você tem amarrado à sua vida neste momento e não permite que você confie plenamente em Deus como fez São Vicente?

SEXTO DIA
Roma e Paris - 1607

    Ambientação: Algumas imagens alusivas à Roma, um navio, imagens que representam a cidade de Paris, várias velas acesas e a Palavra de Deus no centro.

Viajante, não se canse, acompanhamos São Vicente até a África, sua passagem pela escravidão lhe ensinou muitas coisas, agora fazemos uma curta viagem pela cidade eterna e depois voltaremos à capital francesa, continuemos com nossa mapa em busca do encontro daquele Vicente com Cristo.



   Canção: "Vicente de Paúl", Ixcís

https://www.youtube.com/watch?v=AREQ43godwc

     Iluminação Bíblica: Pegue a Bíblia do seu viajante e procure o texto 1Pd 3,12-16

  Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “A água de um grande pântano, por estar sempre parada, se corrompe, torna-se lodosa e fétida. Pelo contrário, as ribeiras e as fontes que correm com rapidez entre as pedras e os rochedos mantêm suas águas belas e sadias. Ora, quem não haveria de preferir, a este preço, ser antes arroio do que charco? Importa não nos espantarmos com nos desgostar das mesma coisas, visto que somos compostos da mesma maneira” (XI, 103).

Neste sexto dia de nossa novena, e depois da grande prova do cativeiro e escravidão de São Vicente na África, voltamos agora nosso olhar para a capital da França: Paris. São Vicente chega a Paris no final de 1608 com o desejo de não passar muito tempo ali, o que não sabia era que sua permanência na grande cidade francesa duraria quase toda a sua vida. Ali São Vicente viveu grandes acontecimentos que marcaram significativamente sua vida e seu processo de conversão. Ele também conheceu personalidades ilustres como Monsenhor de Berulle e São Francisco de Sales, que contribuíram com grandes qualidades para sua personalidade. Em Paris, São Vicente experimentaria a injusta e falsa acusação de roubo e seus primeiros passos para a conversão que transformaria definitivamente sua vida.

Depois de uma curta estadia em Roma, ele parte para chegar à capital da França: Paris. Ele não pretendia passar muito tempo lá, querendo estar com sua família depois de seus dois anos de ausência inadvertida; o que ele não sabia era que a Divina Providência tinha planos muito diferentes dos seus, e seria nesta cidade que sua mentalidade mudaria completamente. Muitas experiências tiveram sua origem ali, mas a primeira, após sua chegada em 1608, não seria a melhor. Sem dinheiro, Vicente fica em uma casa simples, onde dividia um quarto com um conterrâneo, um juiz da pequena cidade de Sore.

Perguntas:

      Como a história de São Vicente se relaciona com momentos de sua vida pessoal?

     Quantas vezes você tem sentimento de tristeza ou crise de fé?

     O que você aprendeu nestes dias de novena?

SÉTIMO DIA
Folleville e Chatillon les Dombes - 1617

    Ambientação: Dois caminhos, o primeiro referente a Folleville, o segundo referente a Châtillon les Dombes, um pode levar a palavra Missão, o outro, Caridade.

Hoje será um dia de longa caminhada, acompanhemos São Vicente de Paulo numa busca mais corajosa entre os pobres em duas experiências que em 1617 marcaram definitivamente a sua vida e a vocação: a confissão de um camponês em Gannes-Folleville, e a pobreza e miséria de uma família em Chatillon-les-Dombes, agora Chatillon-sur-Chalaronne, na França. Nestes dois lugares, Vicente descobre a vontade de Deus para ele: dedicar-se inteiramente à evangelização dos pobres do campo e trabalhar pela caridade, mas caridade organizada.

 


Canção: Amigo Vicente.

https://www.youtube.com/watch?v=hl5NMCavmCY 

      Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto Lc 15,4-7

          Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “Por que motivo, meus Senhores, pensais vós que Nosso Senhor tenha querido que seus discípulos fossem enviados dois a dois? Foi porque, assim como recomendou a cada qual exercesse a caridade para com o próximo, e o próximo supõe uma segunda pessoa, assim, também os enviou dois a dois, a fim de que ambos se estimulassem continuamente à mútua caridade, e que, se um deles caísse, tivesse quem o levantasse, ou o encorajasse em seus trabalhos, se estivesse prostrado de cansaço” (XI, 155).

A confissão do camponês de Gannes-Folleville, que todos consideravam um homem bom, honesto e virtuoso e que se declarava condenado se não fosse por essa confissão, foi uma grande revelação para Vicente de Paulo: dedicar-se completamente à evangelização dos pobres rurais. Tais são os desígnios do Senhor que, através das pessoas e dos acontecimentos, nos ensina sua Vontade e nos mostra os caminhos que somos chamados a percorrer e que nos conduzem à santificação de nossas vidas. Além disso, esta confissão do camponês fez com que Vicente pregasse em 25 de janeiro de 1617, na festa da conversão de São Paulo, o "primeiro Sermão da Missão" chamando à conversão; Deus abençoou suas palavras e as pessoas se reuniram para a confissão. Que alegria para todo este povo voltar seus corações a Deus e encontrar em Vicente e outros sacerdotes que o ajudaram, o instrumento do perdão e da misericórdia divina.

Em Chatillon-les-Dombes foi através de uma família muito pobre, onde todos os seus membros estavam doentes, famintos e sem ninguém para ajudá-los, que Vicente descobriu outro chamado de Deus: dedicar-se ao cuidado material dos pobres organizando a caridade. Em 20 de agosto de 1617, foi informado do estado desta família e, deixando-se tocar no coração, fez um apelo à caridade. A resposta foi tão grande que as pessoas iam e vinham trazendo provisões para a referida família. Lá ele decidiu criar as Irmandades de Caridade (atualmente, Associação Internacional de Caridade - AIC) para que a ajuda aos pobres fosse feita de forma organizada. Que ideias magníficas o Senhor revela a quem ouve a voz dos pobres e se mobiliza para responder às suas necessidades. Hoje, não só a AIC realiza um belo trabalho de serviço seguindo o exemplo de Vicente, mas também muitas outras Associações e toda a Família Vicentina se sente chamada a esta grande vocação de serviço, amor, generosidade e ajuda mútua, porque "os pobres eles nos evangelizam” e continuam a nos mostrar o rosto sofredor de Cristo.

Perguntas:

      Busco confissão e minha própria conversão como o camponês de Gannes?

      Sinto-me chamado ao servir como o descobriu e fez Vicente de Paulo?

      Como estou respondendo ou como posso responder às necessidades dos pobres?

 

OITAVO DIA
Marselha - 1618

    Ambientação: Um barco, imagens de prisioneiros, escravos, algumas correntes, também imagens de guerra, várias imagens que mostram a pobreza.

Caminhante, sai Vicente com todo o seu ímpeto, ainda jovem, tem 36 anos, já passou por muita coisa, mas o seu espírito fervoroso já o afasta das pretensões humanas, agora percorre toda a França estabelecendo as irmandades da Caridade, conhece Santa Luísa de Marillac, sua grande companheira missionária, e começa a reunir outros amigos sacerdotes que o ajudarão em sua missão, hoje vamos a Marselha, a 750 quilômetros de Paris, cidade portuária, onde os presos são obrigados a trabalhar como escravos de galé, muitos deles eram submetidos a condições subumanas. O que vai acontecer lá?



Canção: Un amor ardiente a Jesucristo

https://www.youtube.com/watch?v=BAJiZ91-MZk  

     Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto Gal 3,26-29.

 Reflexão:

 Escutemos São Vicente: “Quem, pois, não vê que a mortificação deva ser inseparável de um missionário, para agir não só com o pobre povo, mas também com os retirantes, ordinandos, forçados e escravos? Realmente, se não somos mortificados, como acolher o que temos que suportar nesses diversos ministérios?” (XII, 211).

Seguindo os passos de São Vicente, encontramos hoje um dinamismo missionário acompanhado de uma preocupação por todas as realidades de pobreza de seu tempo. É vendo a realidade dos presos nas galés, em sua viagem a Marselha, onde há uma cena particularmente heroica, ali Vicente toma o lugar de um dos prisioneiros para sentir o sofrimento em primeira mão. Mas ele não está sozinho nisso, graças à sua gestão, ele ajuda esses presos a terem um lugar mais digno para viver. Os sacerdotes da Congregação os assistiam espiritualmente junto com as Filhas da Caridade.

E tanto é o fervor que São Vicente desperta, que cada vez mais pessoas aderem a este apostolado entre os pobres, abrem-se irmandades em toda a França; Santa Luísa fica depois encarregada de visitá-las, cuidando das vítimas da guerra em região fronteiriça da Lorena, preocupa-se com os enjeitados ou crianças abandonadas que são jogadas nas ruas mesmo no inverno, comove-se com a fome dos idosos, o sofrimento das mães, há muitas realidades de miséria, mas ele não se detêm.  

Perguntas:

      Quais são as novas formas de pobreza que temos em nosso tempo?

          Meu apostolado é dinâmico, seguindo o exemplo de São Vicente?

      Consegui sair em missão e levar o Evangelho a outros irmãos?

 

NONO DIA
São Lázaro - 1660

    Ambientação: Algumas velas, um crucifixo, alguns elementos que recriam a velhice, imagens da casa de São Lázaro (a antiga)

Você se lembra de quando, oito dias atrás, partimos com São Vicente de Paulo, um menino que deixou a casa dos pais para ir estudar em uma cidade muito diferente de seu vilarejo? Acho que viajamos muito com São Vicente e voltamos para sua casa em Paris, chamada São Lázaro, ele não é mais criança ou jovem, nem adulto, tem 80 anos e está na cama, mas ele tem um sorriso muito grande, porque se lembra com amor de todo o seu trabalho incansável, venha ver as memórias de seus últimos dias.



Canção: Vicente de Paúl en ti vemos a Dios.

https://www.youtube.com/watch?v=AREQ43godwc     

     Iluminação Bíblica: Pegue sua Bíblia de viajante e procure o texto Rm 8,31-39

  Reflexão:

 Escutemos a São Vicente: “Eu mesmo, embora velho e na idade em que estou, não posso deixar de ter dentro de mim estas disposições, até mesmo a de ir para as Índias, a fim de conquistar almas para Deus, mesmo que devesse morrer pelo caminho ou no navio” (XI, 167).

São Vicente nunca deixa de nos surpreender, não só aquela caridade que irradiava em todos os homens e mulheres do seu tempo, mas também nos hospitais, orfanatos e escolas. Seu espírito fervoroso, mesmo nos últimos dias de sua vida, percorreu um longo caminho, centenas de milhares de quilômetros em busca de Jesus Cristo, aquele que encontrou na pessoa dos mais pobres, dos vulneráveis, dos simples de coração.

Mas São Vicente teve uma audácia como nenhuma outra: seus amigos pobres foram atendidos graças a todos os esforços que São Vicente fez com as classes altas e ricas de seu tempo, ele foi estimado pelo rei e pela corte real, ele foi um amigo dos mais altos funcionários; mas continuava simples, a ponto de usar orgulhosamente sua batina um pouco gasta e surrada.

Mas, chegou a hora de nos despedirmos do nosso pai Vicente deste mundo temporário, ele fará uma peregrinação à Missão do Céu, de lá continuará abençoando e acompanhando todas as obras que foram confiadas ao seu patrocínio, “aqui estão em seu quarto em São Lázaro, enquanto todos os seus filhos e filhas espirituais o lamentam” e nós mais adiante no tempo, estamos profundamente felizes em celebrar sua festa amanhã.

Perguntas:

      O que aprendi nesta peregrinação com São Vicente?

      Como quero passar o resto dos meus dias?

      Sinto-me confiante de que Jesus guiará constantemente meus passos?

CANTOS A VICENTE DE PAULO


Em Português:
http://vocacaovicentina.blogspot.com/2016/07/musicas-vicentinas-cifradas.html

 

Em Espanhol:


        Amigo Vicente.

Amigo Vicente, vamos a caminar

tómame de la mano, enséñame a amar. (Bis)

 

 1-Fue tu vida dura lucha para progresar

hoy a mí me invitas junto ti a caminar,

encuentro un camino angosto, lleno de espina y dolor.

si a mi lado tu caminas, lo venceré con el amor.

 

2-El clamor de los que sufren tu vida cambio

ya no buscas gloria y fama amas al Señor,

tu quisiste hacerte pobre para llenarte de Dios,

y entregarte a los que sufren, y amar de corazón.

 

3-La miseria de la vida el hambre y el dolor

pide ya una respuesta sin vacilación,

el amor con que respondas el perdón te acarreará

de los que hayas ayudado, a encontrar su libertad.

        

        Gloria a ti Padre augusto del pobre.

Gloria a ti padre augusto del pobre,

gloria a ti servidor del Señor

porque en ti se cumplió la promesa,

de ensalzar a quién siempre sirvió.

 

Fuiste tú instrumento de Cristo, de su paz,

de su inmensa bondad y doquiera mostraste tu rostro,

rostro fiel de una gran caridad.

Los pequeños sin madre ni afecto,

los ancianos sin techo ni pan,

los enfermos mendigos y presos,

en ti hallaron amor y verdad.

 

También hoy nuestro pueblo

reclama más que pan, el amor fraternal,

el respeto, la paz, la justicia,

garantías que da la igualdad.

Danos, pues, el sentido del pobre,

que intuye cualquier aflicción;

y un amor generoso, efectivo,

que nos lleve a aliviar su dolor.

 

No se trata de fría limosna,

que degrada y no es solución;

ayudemos al hombre a que sea

el agente de su promoción.

Este mundo que sufre

 angustiado desamor, egoísmo y rencor,

necesita de ti San Vicente

y en nosotros te tiene que hallar.

 

        Enséñanos a amar.

Enséñanos a amar,

Vicente de Paúl,

al pobre nuestro hermano

como lo amaste tú.

 

No sabemos sufrir con los que sufren,

rehusamos llorar con los que lloran,

ignoramos la voz que nos suplica

y la mano que hambrienta nos implora.

 

Acallamos, a veces entre rezos

el clamor de los pobres que nos gritan

con palabras de Cristo y su evangelio

que solo es el amor lo que da vida.

 

Vicente de Paul que descubriste

a Cristo desvalido entre los pobres,

que a la luz de tu vida descubramos

que ellos son ''nuestros amos y señores''.

 

        Vicente de Paúl para hoy.

 

Vicente de Paúl eres un hombre para hoy hiciste con tu gente lo que siempre habrá que hacer.

Del Cristo el gran amor tu diste al pobre en la aflicción mostraste generoso su poder de encarnación. /por eso tu obra aún no termina sigues con nosotros viendo los que sufren con Jesús/

 

Tus palabras sencillas pero llenas del Evangelio que viviste a plenitud, /siguen hoy animando nuestro espíritu confortan nuestra entrega y nos nutre en la oración /

 

Aún existen mendigos por las calles niños y ancianos que no tienen un hogar viudas y enfermos, jóvenes desorientados solos, tristes y amargados de ti esperan protección/

 

Enséñanos Vicente cada día

a vivir con los pobres y a ser pobres a llevar la enseñanza siempre nueva la misma de Jesucristo la noticia del amor (2)

 

Por los Caminos de San Vicente.

Autor: Eduardo Salas A.

 

En las entrañas de un vientre fértil,

Dios me arrullaste y me acariciaste,

amor de madre, me fuiste formando,

y en tu regazo aprendí a querer.

 

Y me llamaste, Señor, me dejé caer,

y me formaste, alfarero, me restauraste,

con voz de niño, con miedo, con fe,

te digo que sí, quiero ser parte de ti.

 

Soy vicentino

que busca en el pobre el amor de su Dios,

por los caminos

anuncio su amor, su justicia y su paz,

soy un heraldo

que anuncia a su rey, a su Dios y Señor,

nos ha amado, nos ha liberado,

nos quiere dignos, nos quiere humanos.

 

Entre los pobres levantas tu casa,

entre sus voces nos llamas sin pausa,

que no haya llanto en la casa del pobre,

que no haya olvido, que no falte el pan.

 

Iré llevando tu voz, no claudicaré,

corazón tierno, amante, incondicional,

no más ultrajes que hieren al hombre,

y a cada mujer, ya no más humillación.

 

En cada herida aparece el desdén,

en tu agonía descubro el desprecio,

la soledad que encadena a tu alma,

la indolencia que ignora tu mal.

 

Quiero sanar tus heridas, servirte así,

rostro de obrero, de jornalera, de campesino,

quiero en tu suerte vivir mi pasión,

quiero hacer el bien, quiero hacerte vivir.

 

        El Corazón de San Vicente de Paúl.

Autor: M. y L. Federico Carranza

 

Oh Señor, dame una Canción para Vicente de Paul,

Una que pueda transmitir la gran urgencia del amor

Lo imperativo de servir a los mas pobres de los pobres

Y el fuego abrasador por predicarles la verdad

 

Oh, Señor, dame como a él un corazón enardecido

Que esté dispuesto de verdad a darlo todo por amor

Que no se canse de entregarse sin medida en caridad

Y que en los pobres reconozca tu presencia, oh Señor

 

CORO:

Señor la tierra gime de miseria y de desgracia,

Y el egoismo infecta el corazón de los hombres,

Cada vez hay mas pobres, Señor, cada vez mas

Y hace mas falta el corazón de San Vicente de Paul

 

Oh, Señor, dale a mi Canção el fuego de tu Santo Espíritu

Para con ella yo encender la llama ardiente del amor

Que la misión de Jesucristo, que es amar a los mas pobres

Brote en cada corazón como un fuego abrasador

 

Oh Señor dale a mi Canción la fuerza viva de la gracia

Para que el celo y el fervor de San Vicente de Paul

Inunde cada corazón con caridad santa y urgente

Con dulce y santa caridad, la que Cristo nos mostró

 

CORO...

 

Final:

Danos, Señor el corazón de San Vicente de Paul

///Danos, Señor el corazón de San Vicente de Paul ///

 


 

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Terço das Virtudes Vicentinas com Meditações

 




“TERÇO DAS VIRTUDES VICENTINAS”

 

Como rezar:

 

Inicia-se com o sinal da cruz – símbolo dos cristãos que nos exorciza do mal; seguido de um Pai Nosso, “a oração dos pobres” (Papa Francisco, Mensagem para o 1º Dia Mundial dos Pobres), e de uma Ave Maria, em louvor à nossa Mãe. Em seguida, reza-se, no lugar dos cinco Pai Nossos e das 50 Ave Marias do terço, as orações que seguem abaixo, coroando cada mistério com um Glória ao Pai. Finaliza-se o Terço com a oração indicada.

 

·         Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

·         Pai Nosso…

·         Ave Maria…

 

Contas grandes:

Deus, nosso Pai, dai-nos, por intercessão de São Vicente de Paulo, as virtudes missionárias, a fim de melhor seguir vosso filho Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres.

 

Contas pequenas:

Por vossa vida e missão, / morte e ressurreição, / vivamos o zelo, a humildade e a mansidão, / a simplicidade e a mortificação.

 

Conclusão do mistério:

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.

 

Oração conclusiva:

São Vicente de Paulo, exemplo de docilidade ao Espírito, que com, vosso amor afetivo e efetivo, organizastes o serviço dos pobres, promovestes os leigos, renovastes o Clero e a Vida Consagrada, alcançai do Senhor para nós a graça que agora vos pedimos (pedir a graça), e ensinai-nos a crescer na prática das virtudes, seguindo a Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres. Amém

 

Ó Maria concebida, sem pecado. Rogai por nós que recorremos a vós!

 

 

 

Diác. Cleber Teodósio, CM

MISSIONÁRIO VICENTINO

 

TRÊS OPÇÕES DE REFLEXÕES SOBRE AS VIRTUDES VICENTINAS PARA OS MISTÉRIOS DO TERÇO:

 

OPÇÃO 1:

1º mistério – contemplamos a virtude da SIMPLICIDADE

 “A simplicidade é a virtude que mais amo, eu a chamo de meu evangelho.” (SV I, 284)

 

2º mistério – contemplamos a virtude da HUMILDADE

 “Deus abençoa os humildes, está na origem do bem que fazemos, nos chama a fazer grandes coisas.” (SV X, 128)

 

3º Mistério – contemplamos a virtude da MANSIDÃO

“Se não se pode ganhar uma pessoa pela amabilidade e pela paciência, será difícil consegui-lo de outra maneira.” (SV VII, 226)

 

4º Mistério: contemplamos a virtude da MORTIFICAÇÃO

 “A mortificação significa submeter as paixões e os impulsos à razão.” (SV X, 56)

 

5º Mistério – contemplamos a virtude do ZELO APOSTÓLICO

 “Se o amor de Deus é um fogo, o zelo é a sua chama. Se o amor é um sol, o zelo é o seu raio.” (SV XII, 307-308)

 

OPÇÃO 2:

1º mistério – contemplamos a virtude da SIMPLICIDADE

Para São Vicente a virtude da simplicidade educa-nos na capacidade de desenvolver os valores da verdade, da sinceridade, da transparência. Viver plenamente a simplicidade nos ajudará a evitar sermos falsos uns com os outros e muito menos com o povo, por esta virtude somos chamados a ser simples, a dizer as coisas como são, sempre com sinceridade em relação à outra pessoa.

 

2º mistério – contemplamos a virtude da HUMILDADE

São Vicente de Paulo define a Humildade com a virtude que já a característica essencial à nossa missão. A Humildade é a virtude que nos torna capazes de reconhecer e admitir nossas fraquezas e limitações, criando assim a possibilidade de confiar mais em Deus e menos em nós mesmos. A humildade ajuda-nos a nos livrarmos da nossa autossuficiência, a reconhecermos nossa dependência do amor do Criador e nossa interdependência comunitária. Ao mesmo tempo, a humildade nos capacita para reconhecer nossos talentos, que dever ser postos a serviços das outras pessoas. É a virtude que permite aos pobres aproximar-se de nós. É a virtude que nos ajuda a ver com que todos somos iguais aos olhos de Deus. A vivência desta virtude educa-nos e capacita-nos, em contrapartida, para aproximar-nos progressivamente dos pobres.

 

3º Mistério – contemplamos a virtude da MANSIDÃO

Para São Vicente a mansidão se entende como a força, a virtude, que permite a pessoa moderar razoavelmente sua ira e indignação. A mansidão não é agressiva, raivosa, barulhenta. Certamente uma virtude chave na comunidade. É a virtude que ajuda a construir a confiança de uns nos outros, porque, quando somos amáveis, os que são tímidos se abrirão em relação a nós. Por estas razões podemos dizer que a mansidão é a virtude por demais vocacional, como constatou o próprio São Vicente ao escrever: “Se não se pode ganhar uma pessoa pela amabilidade e pela paciência, será difícil consegui-lo de outra maneira”.

 

4º Mistério: contemplamos a virtude da MORTIFICAÇÃO

São Vicente afirma que por esta virtude somos interpelados a morrer para nós mesmos. É a virtude que pede que nos entreguemos totalmente, pensemos primeiro nos outros, pensemos especialmente nos Pobres antes de pensar em nós mesmos. Esta virtude educa-nos para o altruísmo em detrimento do nosso egocentrismo.

 

5º Mistério – contemplamos a virtude do ZELO APOSTÓLICO

Podemos identificar o zelo apostólico com paixão pela humanidade. O zelo é a consequência de um coração verdadeiramente compassivo. Trata-se da paixão por Cristo, paixão pela humanidade e paixão especialmente pelo pobre. O zelo é a virtude verdadeiramente missionária. Expressa-se em forma de disponibilidade, de disposição para o serviço e a evangelização mesmo quando as forças físicas já estão decadentes.

 

OPÇÃO 3:

 

As virtudes vicentinas foram apresentadas por São Vicente como as faculdades da alma de toda a Congregação (RC, II,14). “As cinco limpidíssimas pedras de Davi, com as quais em nome do Senhor dos Exércitos venceremos o infernal Golias” (RC, XII, 12). Conhecer as Cinco Virtudes Vicentinas é essencial para aqueles que desejam trilhar o caminho espiritual de São Vicente de Paulo. A partir da leitura e vivência das máximas do Evangelho, São Vicente selecionou cinco virtudes que devem emoldurar o caráter daqueles que desejam trabalhar na evangelização dos pobres, através do Carisma Vicentino: Simplicidade, Humildade, Mortificação, Mansidão e Zelo Apostólico.

 

 

1º mistério – contemplamos a virtude da SIMPLICIDADE

Para São Vicente a simplicidade educa-nos na capacidade de desenvolver os valores da verdade, da sinceridade e da transparência. Por esta virtude somos chamados a ser simples.

Assim o expressa numa carta a Francisco du Coudray, em 6 de novembro de 1634: “Você sabe que a bondade de seu coração me deu, graças a Deus, a liberdade de lhe falar com toda confiança e sem nada lhe ocultar; creio que sabe disso pela minha conduta com você. Jesus, meu Deus! Terei que reconhecer com pena algo do que disse ou fiz contra a santa simplicidade? Deus me guarde, padre, de agir assim com alguém. É a virtude que mais aprecio e na qual ponho mais atenção em meu proceder, segundo creio; e, se me é permitido dizê-lo, diria que obtive alguns progressos na prática desta virtude, pela misericórdia de Deus” (I, 310s).

“Pelo que se refere a mim, não sei, mas parece-me que Deus me deu um gosto tão grande pela simplicidade, que eu a chamo meu Evangelho. Sinto uma devoção especial e consolo ao dizer as coisas como são” (IX,546).

O missionário, à imitação de Cristo, deve ser simples nos seus discursos, “se quer que o povo o entenda, quando anuncia a Palavra de Deus” (XI,347 – conselhos ao Pe. Antônio Durand, 1656).

 

2º mistério – contemplamos a virtude da HUMILDADE

A humildade, definida do São Vicente, é a virtude que é essencial a missão vicentina. É aquela que torna capaz de reconhecer e admitir nossas fraquezas e limitações, confiando, desta forma, mais em Deus. É a virtude que permite aos pobres aproximar-se de nós. É a virtude que nos ajuda a ver que todos somos iguais aos olhos de Deus.

Escreve a Férmin Get a 8 de março de 1658: “Não digamos: eu fiz tal ato bom, porque devemos fazer tudo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo” (VII,91). “Tenha muito cuidado em nada atribuir a si mesmo. Se fizer assim, comete latrocínio e causa injúria a Deus, que é o único autor de todo bem”, escreve a Santiago Pesnelle a 15/10/1658 (VII,250).

Em uma carta a Carlos Nacquart de 22/03/1648 escreve falando sobre a graça da vocação: “Somente a humildade é capaz de receber esta graça. A ela deve seguir um total abandono de tudo o que você é e de tudo o que poderia ser junto com uma suprema confiança no soberano Criador” (III,256).

“Concede-nos que a humildade seja a virtude característica da Missão. Oh! virtude santa, como sois bela! Oh! Pequena Companhia, como sois digna de amor, se recebeis a graça de Deus” (XI,489). É também a virtude característica da Filha da Caridade (IX,1069).

“É a virtude de Jesus Cristo, a virtude de sua santa Mãe, a virtude dos maiores santos, e finalmente é a virtude dos missionários” (XI,745).

“Que será da Companhia se viveis em humildade? Fareis desta pequena Companhia um paraíso, e as pessoas dirão que este é um dos grupos mais felizes do mundo” (IX,1000).

“... nossa finalidade são os pobres, a gente vulgar do povo; se não nos acomodamos a eles, não os poderemos servir em nada; o meio pelo qual podemos tornar-nos úteis é a humildade, porque a humildade faz com que nos ‘aniquilemos...’” (XII,305. Conf. De 22/8/1659).

“Já é algo que alguém se afeiçoe particularmente a este desprezo de si mesmo, porém não basta: é necessário afeiçoar-se também ao desprezo pela Companhia. Não basta que aceitemos as humilhações cada qual em particular; devemos aceitá-las em geral, contentes de que se diga que a Missão é inútil na Igreja, que é composta de alguns pobres homens...” (XII, 203 – Conferência de 18/4/1659)

 

3º Mistério – contemplamos a virtude da MANSIDÃO

São Vicente dizia que a mansidão se entende como a força, a virtude que permite a pessoa a moderar, razoavelmente, sua ira e indignação. É a virtude que ajuda a construir a confiança de uns nos outros, porque, quando somos amáveis, os que são tímidos se abrirão em relação a nós.

São Vicente escreve a Luísa de Marillac a 1º de novembro de 1637: “Se a doçura do seu espírito precisa de um pouquinho de vinagre, peça-o emprestado a Nosso Senhor. Oh! Mademoiselle, como Ele sabia encontrar o acridoce, quando necessário!” (I,408).

Escreve a Dionísio Laudin, superior de Lê Mans, a 7 de agosto de 1658: “Assim pois, padre, pode continuar com ele, fazendo-o guardar o que pode do regulamento, conforme o espírito de Nosso Senhor, que é ao mesmo tempo suave e firme. Se não se ganha uma pessoa pela mansidão e pela paciência, será difícil ganhá-la de outro modo” (VII,197)

“Não há pessoas mais constantes e mais firmes no bem do que os que são mansos e pacíficos; pelo contrário, os que se deixam levar pela cólera e pela paixão dos desejos irascíveis, são geralmente muito inconstantes, porque agem pelos ímpetos e impulsos. São como as correntezas, que só têm força e violência nas enchentes e secam logo após ter passado o temporal, enquanto que os rios, que representam as pessoas pacíficas, correm sem ruído, com tranquilidade, sem jamais secar” (XI,752).

“... são as pobres gentes que vem a se confessar, toscos, ignorantes, tão fechados e, por assim dizer, tão animais, que não sabem quantos deuses há e nem quantas pessoas em Deus; ainda que se lhes diga cinquenta vezes, no final continuarão sendo tão ignorantes como no princípio... Se alguém não tem mansidão para aguentar a sua rusticidade, que poderá fazer? Nada; ao contrário, assustará essas pobres gentes” (XII, 305 – Conferência de 22/8/1659).

 

4º Mistério: contemplamos a virtude da MORTIFICAÇÃO

Esta é a virtude que nos pede para que entreguemos ao trabalho vicentino. Devemos nos entregar aos Pobres. Com a mortificação conhecemos o altruísmo.

“Padres, tenhamos sempre este exemplo diante dos nossos olhos e nunca percamos de vista a mortificação do Senhor, e que estamos obrigados a nos mortificar, para podermos segui-lo. Ponhamos nossos afetos sobre os seus, para que seus passos sejam a regra dos nossos no caminho da perfeição. Os santos são santos por terem seguido suas pegadas, por saberem renunciar a eles mesmos e por se terem mortificado em tudo” (XI,524).

“Outro meio, minhas filhas, que as ajudará muito na oração, é a mortificação. São duas irmãs tão estreitamente unidas que nunca estão separadas. A mortificação vai na frente e a oração a segue; de modo que, minhas queridas irmãs, se quereis ser mulheres de oração, como é necessário, tereis que aprender a vos mortificardes” (IX,391).

“Em relação ao que você me propôs a respeito de trabalhar seriamente para mortificar o juízo e a vontade dos seminaristas”, escreve São Vicente a Pedro de Beaumont, “dir-lhe-ei, senhor, que isto não se pode fazer de uma vez, mas pouco a pouco, com mansidão e paciência. A mortificação, como as outras virtudes só se adquire por meio de atos repetidos” (V,415s).

 

5º Mistério – contemplamos a virtude do ZELO APOSTÓLICO

Pode ser identificado como a paixão pela humanidade. É a paixão de Jesus pela humanidade e, em especial, pelo Pobre. O zelo é a virtude missionária, pois expressa a vontade de evangelizar independente das circunstâncias.

“Peçamos a Deus que dê à Companhia esse espírito, esse coração que nos faz ir a qualquer parte, esse coração do Filho de Deus, coração de Nosso Senhor, coração de Nosso Senhor que nos dispõe a ir como ele iria e como teria ido se sua sabedoria eterna tivesse achado conveniente ir para trabalhar pela conversão das pobres nações. Para isso ele enviou seus apóstolos e nos envia como a eles, para levar seu fogo a todas as partes” (XI,190.281.590).

“Vejam, meus padres e irmãos, devemos ter em nosso interior esta disposição, e até este desejo, de sofrer por Deus e pelo próximo, de nos consumirmos por eles. Oh! quão felizes aqueles aos quais Deus concede estas disposições e desejos! Sim, padres, é preciso que nos ponhamos totalmente a serviço de Deus e a serviço do povo; temos de nos entregar a Deus para isto, consumirmos-nos por isto, dar nossas vidas por isto, despojarmos-nos para nos revestirmos de novo; ao menos, querer estar nesta disposição, se ainda não a temos; estar dispostos e preparados para ir aonde Deus quer, seja às Índias ou a outra parte; numa palavra, expormos-nos voluntariamente ao serviço do próximo, a fim de dilatar o reino de Cristo nas almas. Eu mesmo, embora já seja velho e de idade, não deixo de ter dentro de mim esta disposição e estou inclusive disposto a ir às Índias para ali ganhar almas para Deus, mesmo que tenha de morrer no caminho ou no navio” (XI,258.158.292).

Insiste com Luísa de Marillac (I,1158): “Tenha cuidado de conservar sua saúde por amor a Nosso Senhor e de seus pobres membros, e evite trabalhar demasiado. É uma astúcia do diabo que engana muitas almas boas, levando-as a fazerem mais do que podem, para que logo não possam fazer nada”.

 

ORAÇÃO DA FAMÍLIA VICENTINA

Senhor Jesus, Tu que te fizeste Pobre, / Faze que tenhamos os olhos e o coração voltados para os Pobres/ E que possamos reconhecer-Te neles;/ Em sua sede, em sua fome, em sua solidão e em sua dor.

Suscita em nossa Família Vicentina/ A unidade, a simplicidade, a humildade/ E a chama de Caridade que inflamou o coração de São Vicente de Paulo.

Dá-nos a força para que, fiéis à prática dessas virtudes,/ Possamos contemplar-Te e servir-Te na pessoa dos Pobres / E um dia unirmo-nos a Ti e a eles no teu Reino. / Amém

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Missão do Japão 11/09/2022. 24º Domingo Tempo Comum C (Lc 15,1-32 – Forma breve: Lc 15,1-10) Homilia

 


Esta parábola, mais do que qualquer outra coisa, nos diz por que Jesus e Seu evangelho são Boa Nova. Alguém disse que, se o restante dos quatro Evangelhos se perdesse, exceto esta parábola, ainda teríamos o coração da mensagem de Jesus: Deus é Amor e Misericordioso.

Desde a época em que o Pai criou o mundo por causa de Seu Amor transbordante, esse Amor por Sua criação nunca mudou. Mesmo que muitas vezes nos tornemos filhos pródigos e infiéis, por causa desse amor inabalável de Deus, Ele permaneceu fiel a nós. Porque Deus nos vê como santos em potencial, e não pecadores para sempre.

O evangelho deste domingo, além de ser uma Boa Nova para nós pecadores, também nos faz questionar sobre nossa própria atitude para com os pecadores. Nós nos parecemos com o irmão mais velho, que se colocou como juiz? Somos semelhantes, no sentido de que, como este irmão mais velho, também temos corações endurecidos, incapazes de compartilhar o perdão?

Podemos seguir a deixa do próprio São Paulo. Depois de perceber que Deus o havia perdoado por meio de Jesus, Paulo glorificou a Deus tornando-se um instrumento de divulgação da Boa Notícia. Lembre-se, cada vez que perdoamos, cada vez que oferecemos paz e misericórdia, espalhamos a Boa Nova do Amor de Deus. E toda vez que fazemos essas coisas, provamos que somos, de fato, filhos do Pai.

Amém

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Missão do Japão 04/09/2022. 23º Domingo Tempo Comum C (Lucas 14,25-33) Homilia



O Evangelho nos diz que é preciso sacrificar algumas coisas na vida, como as relações familiares e é preciso suportar a cruz da vida, para provar a fidelidade a Jesus e ser considerado digno do dom da vida eterna.

Ao colocar essas exigências, Jesus não está relativizando o valor do 4º mandamento, “amar e honrar os pais”, muito menos desvalorizando a importância à tendência natural das pessoas de cuidar dos outros. Mas o que Jesus quer nos lembrar é que, um verdadeiro discípulo reconhece a forma mais elevada do Amor. E esse amor é Amor por Deus.

Porque se uma pessoa tem esse tipo de Amor, certamente ela é capaz de deixar para trás qualquer coisa. Se alguém tem esse amor profundo por Deus, é capaz de carregar a cruz que lhe foi dada, por mais pesada que pareça. Um discípulo, que dá prioridade ao seu amor pelo seu Criador, certamente será capaz de seguir Jesus, apesar dos desafios que lhe são exigidos.

Lembremo-nos, ao seguir o Senhor, não há exigência de uma personalidade agradável. Nem mesmo alto desempenho acadêmico. Você não é obrigado a ser bom em inglês ou especialista em informática. O que Jesus precisa são aquelas pessoas cujas mentes e corações estão abertos aos Seus ensinamentos. Aqueles que são capazes de amar e perdoar.

As exigências de Jesus parecem duras e pesadas demais. Mas lembre-se, as dificuldades dos requisitos não são nada comparadas às grandes bênçãos que receberemos se pudermos suportar as exigências de seguir o Senhor.

Amém.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Missão do Japão 28/08/2022. 22º Domingo Tempo Comum C (Lucas 14,7-14) Homilia


Diz-se que certa vez foi feita uma pergunta a Santo Agostinho: “Que virtude é mais importante e necessária de se ter?” E sua resposta foi: “Humildade”. Quando lhe perguntaram qual era a segunda, ele disse: “Humildade”, e perguntado qual a terceira, sua resposta foi: “Humildade”.

A nossa liturgia de hoje, especialmente o Evangelho, recorda-nos esta grande virtude.

O que é humildade? O que há de bom em ser humilde? Aonde essa humildade nos levará?

Humildade significa Verdade. Porque ser humilde é um reconhecimento e valorização da nossa própria personalidade. É integridade, sinceridade e honestidade. Uma pessoa que tem humildade conhece sua própria força, assim como sua própria fraqueza. Uma pessoa humilde certamente se esforçará para fortalecer sua fraqueza e usar adequadamente sua força. E uma coisa importante é esta: uma pessoa humilde sabe muito bem a quem dará o crédito por sua bondade e realizações. Ela sabe que certamente isso pertence a Deus, a Fonte e Razão de tudo o que ela tem.

Em nossa primeira leitura, nos é dito que, se formos humildes, Deus certamente encontrará bondade em nós e nos abençoará com a graça necessária. Mas se manifestarmos o contrário, sendo repugnantes, orgulhosos e muito autoconfiantes, seremos envergonhados. Porque, como diz o evangelho, “quem se exalta será humilhado”.

Uma pessoa que não é humilde é muito cheia de si mesma. Acreditando que qualquer conquista que obtenha, quaisquer coisas boas que possua, são todas por causa de sua própria capacidade. Não inclui a contribuição de outros. Não considera as oportunidades e situações trazidas a ela que a ajudaram, de uma forma ou de outra. E o pior de tudo, para ela, Deus não está no controle. Porque para ela, Deus está tão distante e nunca se relaciona com ela e com qualquer vitória que ela consiga. Infelizmente, para pessoas assim, a vida termina em condenação e sofrimento eternos.

Se tivermos em nós, porém, a qualidade da humildade, isso nos levará a fazer qualquer coisa que seja boa. Seremos encorajados a fazer uma obra de bondade sem esperar nada em troca; sem condições. Seremos encorajados para amar e servir honestamente os outros, especialmente os necessitados, porque este é o verdadeiro fruto da humildade. E este comportamento cristão, de serviço e amor, nos conduzirá definitivamente ao Grande Banquete no Reino de Deus, com Cristo e com todos os que viveram fielmente a sua vocação cristã.

Lembremo-nos: a humildade nos deu o dom da salvação. Foi porque Deus se humilhou, se tornou homem como nós, exceto no pecado, que nos foi dada a chance de estar com Deus na vida futura. Apesar do fato de que Ele é Deus e Poderoso, Deus em Jesus, ofereceu Sua própria Vida, para nos dar Vida. Ele tomou a Cruz, sofreu e morreu, para aliviar nosso fardo e termos a chance de viver eternamente em Seu Reino.

Amém.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Missão do Japão: Homilia: 20º Domingo do Tempo Comum C (Lucas 12,49-53)

 




O Evangelho de hoje não foi escolhido ou lido para causar confusão. No entanto, pode parecer um pouco confuso. Todos sabemos que desde o princípio, nosso Senhor Jesus é o Príncipe da Paz. Ele vem a nós como uma fonte de harmonia. Mas aqui no evangelho segundo Lucas, Jesus proclama fortemente que Ele veio “não para estabelecer a paz, mas a divisão.”

Com as palavras que Jesus usou, Ele honestamente revela que há exigências em segui-Lo. Jesus revela aos seus “pretensiosos” evangelizadores a verdade e o que esperar se eles aceitarem a responsabilidade de se tornarem mensageiros da Boa Nova.

Em certo sentido, Jesus está dizendo a Seus discípulos que, se eles escolherem se tornar Seus instrumentos na divulgação do Evangelho, primeiro, eles devem esperar oposições e críticas. Infelizmente, essas oposições e críticas não são apenas de qualquer estranho, porém ainda mais, das pessoas próximos ou queridos a eles, como suas famílias. Em segundo lugar, de certa forma, Jesus está lhes dizendo que, enquanto proclamam a verdade, denunciam e atacam os males e os valores errados ao redor, aqueles que lhes são queridos, até mesmo suas próprias famílias, podem estar inseridos neste grupo.

Isso é realmente doloroso e difícil. Mas esta é um alerta honesto de Jesus para aqueles que desejam se tornar Seu discípulo.

Isso é inevitável. Já que a mensagem de Jesus não é só “leite e mel”. Não é doçura e luz. Como sabemos, a Palavra de Deus é como uma “espada de dois gumes”. Quando a verdade da Palavra atinge alguém que não está vivendo de acordo com a Palavra, é realmente doloroso.

Continuando nossa reflexão, vemos que, mesmo que a divisão pudesse ser o resultado do trabalho dos discípulos de Jesus, a verdade ainda permanece que Jesus veio trazer a Paz. Mas a Paz que Ele traz não é uma “paz falsa”, assim como a que o mundo nos dá. A Paz de Jesus não se baseia em concessões, barganhas, meias verdades ou equilíbrio de poder. Não é ceder ao errado, quando é conveniente. Não é disposição para acompanhar o mal quando é lucrativo.

É uma paz que avalia e transforma o coração humano. É uma paz que se alcança pela Cruz de Cristo e pela ação purificadora do Espírito. A Paz de Jesus é real, duradoura e pode levar à nossa salvação. Porque esta Paz não vem do egoísmo e nem da ganância.

Talvez a única pergunta para nós neste domingo seja: Estamos todos prontos para aceitar o desafio do discipulado cristão? Estamos preparados para correr o risco de uma possível divisão?

Se estamos, de fato, prontos para nos tornarmos seguidores fiéis e verdadeiros evangelizadores de Jesus, isso significa que estamos “em chamas” e ardendo de amor por Jesus.

Mas se não estivermos, talvez a pergunta seja: O que aconteceu com o “fogo” ateado por Jesus quando fomos batizados? 

Amém.

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

NOTÍCIA: Terço das Virtudes Vicentinas



Todas as quartas-feiras, às 19h, acesse Lazaristas Brasil nas redes sociais e reze conosco!


Desde o dia 13 de julho, o Serviço de Animação Vocacional Vicentino (SAVV) tem rezado, todas as quartas-feiras, às 19h, via redes sociais, um modelo de oração denominado Terço das Virtudes Vicentinas. A intenção está em pedir a Deus as Virtudes Evangélicas: Humildade, Simplicidade, Mansidão, Mortificação e Zelo Apostólico. O Diác. Allan, animador vocacional da PBCM, é quem está a frente da iniciativa e convida a todos os que quiserem se reunir, virtualmente, nesta corrente de oração.


Conforme lembrou o Diác. Cléber Teodósio, CM, a importância de rezar foi enfatizada pelo Superior Geral da Congregação da Missão, Pe. Tomaž Mavric, CM, em uma carta que o mesmo cita o exemplo de Cristo: “Jesus rezava com frequência, retirando-se para um lugar de solidão onde pudesse ficar sozinho com Deus-Pai”. "Se até Jesus, que é Filho Unigênito de Deus, via a necessidade da oração, quanto mais nós, suas criaturas".


E continua Pe. Mavric: “ao longo da história e ainda hoje, muitos santos e outros cristãos dedicaram e dedicam tempo em seus empreendimentos e serviços cotidianos para ir ao “deserto” para ficarem sozinhos com Jesus. Possa a nossa oração se tornar um presente que oferecemos uns aos outros. Sejamos testemunhas do poder transformador da oração.”


Existem muitas formas de oração:


  • a litúrgica, aquela que se realiza dentro de um rito sagrado, a missa ou a liturgia das horas, por exemplo;
  • a comunitária, sem fórmula fixa, mas realizada com um conjunto de pessoas, comum nas comunidades eclesiais missionárias, como o ofício divino das comunidades, terço ou ofício de Nossa Senhora, e
  • a mental, modo recomendado por São Vicente de Paulo a seus missionários, cujo formato, aproxima-se ao que popularmente conhecemos como leitura orante da Palavra de Deus ou lectio divina.

 

Desse modo, podemos compreender que a oração não se limita à leitura de textos, repetição de fórmulas, posições corporais e regras que se deva seguir.


Para conseguir viver uma experiência salutar de oração somos convidados a aproximar-nos de Deus por meio de um diálogo amigo. Utilizando um modo de rezar que nos faça sentido, e nessa relação com o Criador, apresentemos louvores, pedidos e agradecimentos, bem como, escutemos e deixando-nos guiar pelo Espírito de Deus.


Deus quis ficar mais perto de nós por meio da encarnação de seu Filho, logo somos convidados a compartilhar com Jesus Cristo, a nossa vida e ver n’Ele o modelo primeiro a ser seguido. Esse encontro com Jesus, na oração, implica a adesão do mesmo em nossas vidas, desejos, sonhos e projetos. Quando damos esse passo conseguimos sentir a força transformadora da oração em nossa caminhada.


 “TERÇO DAS VIRTUDES VICENTINAS”



 Como rezar:


Inicia-se com o sinal da cruz – símbolo dos cristãos que nos exorciza do mal; seguido de um Pai Nosso, “a oração dos pobres” (Papa Francisco, Mensagem para o 1º Dia Mundial dos Pobres), e de uma Ave Maria, em louvor à nossa Mãe. Em seguida, reza-se, no lugar dos cinco Pai Nossos e das 50 Ave Marias do terço, as orações que seguem abaixo, coroando cada mistério com um Glória ao Pai. Finaliza-se o Terço com a oração indicada.


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso…

Ave Maria…

 

Contas grandes:

Deus, nosso Pai, dai-nos, por intercessão de São Vicente de Paulo, as virtudes missionárias, a fim de melhor seguir vosso filho Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres.


Contas pequenas:

Por vossa vida e missão, / morte e ressurreição, / vivamos o zelo, a humildade e a mansidão, / a simplicidade e a mortificação.


Conclusão do mistério:

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.


Oração conclusiva:

São Vicente de Paulo, exemplo de docilidade ao Espírito, que com, vosso amor afetivo e efetivo, organizastes o serviço dos pobres, promovestes os leigos, renovastes o Clero e a Vida Consagrada, alcançai do Senhor para nós a graça que agora vos pedimos (pedir a graça), e ensinai-nos a crescer na prática das virtudes, seguindo a Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres. Amém


Ó Maria concebida, sem pecado. Rogai por nós que recorremos a vós!


Fonte: Site da PBCM