Um lembrete importante neste domingo é a respeito do
representante de Jesus, nesta geração. O rebanho atual de Jesus, a que chamamos
Igreja, está confiado ao Papa. Ele é o pastor do rebanho desta geração. Junto
com o Papa, estão os bispos das dioceses e os sacerdotes das paróquias e
algumas comunidades, como eu. Agora, todos nós, o Papa, os bispos e os padres,
somos os pastores da Igreja. Certamente, como seres humanos frágeis, não somos
perfeitos e, portanto, não podemos realmente corresponder às qualidades perfeitas
de Jesus, como o Bom Pastor.
Portanto, creio que este Domingo do Bom Pastor é também uma
lembrança para as ovelhas de hoje, de seu papel e responsabilidades para com
seus pastores. Que como membros da Igreja, sendo servidos por eles, seu papel é
orar pela fidelidade desses pastores à sua missão e trabalho, para que cada um
deles se torne um reflexo do Bom Pastor, Jesus.
Por fim, este domingo é uma lembrança de uma bela relação,
entre o Amoroso Jesus e as pessoas que Ele tanto ama. Um lembrete da promessa
de Cristo Ressuscitado de cuidado e preocupação contínuos para com todos. Amém.
Tendo recebido essa fé através dos esforços dos discípulos
inspirados por Jesus, o que então devemos fazer com isso? Mantenho essa verdade
de Jesus na privacidade de minha pessoa? Acredito que não seja isso que nosso
Senhor quer que façamos. A boa notícia de nosso Senhor não poderia nos alcançar
se ficasse guardada num lugar, se quem a tem, a mantivesse somente para si.
Certamente, como aqueles que receberam esse primeiro anúncio e o transmitiram,
Jesus também quer, que anunciamos, compartilhemos e demos testemunho de sua
mensagem.
Mas como testemunharmos a Cristo em nossa vida cotidiana? Percebemos
que muitos trapacearam ou entenderam errado a transmissão da mensagem. Não é
ameaçando as pessoas com o fogo do inferno. Não é brigando com elas sobre versículos
ou teorias bíblicas. Mas simplesmente, realizando o que os discípulos fizeram, anunciando
a história de nosso próprio encontro pessoal com o Senhor.
Como, hoje, você está compartilhando com os outros, o seu modo
de ser cristão?
A sétima arte, mas
especificamente ao filme “Cobaias” (Miss Ever’s Boys - 1997), “reflete muito
bem os aspectos éticos envolvidos no projeto de pesquisa conhecido como Estudo
Tuskegee, realizado em seres humanos no período de 1932 a 1972, pelo Serviço de
Saúde Pública dos Estados Unidos da América” (SILVA, 2007).
Nesse estudo um grupo
de pessoas de aproximadamente 400 negras do Condado de Macon, Alabama, Estados
Unidos, foi utilizado como cobaia num experimento sobre a evolução da sífilis
não tratada. Essas pessoas não foram informadas que tinham sífilis e tiveram o
tratamento negado mesmo depois do aparecimento da penicilina, que segundo Tauana
Campos (2011), foi descoberta em 1928, por Alexander Fleming, mas utilizada
como fármaco somente a partir de 1941. O Estudo Tuskegee foi patrocinado pelo
governo americano e só foi interrompido quando a imprensa o revelou publicamente,
causando protestos e indignação no povo americano.
Esse estudo somado ao
“Estudo de Oslo”, citado no filme, e ao “Estudo de Rosahn”, bem como outras
experiências desumanas, conformeCampos
(2011),os realizados por Adolfo Hitler no
contexto da Segunda Guerra Mundial (1939–1945), onde prisioneiros de guerra,
eram expostos a baixas temperaturas por períodos prolongados; infectados com diversas
doenças (tifo, malária e outras) para testar drogas e vacinas; administração
venenos para estudar seus efeitos letais; testes aplicando corantes químicos nos
olhos de presos na tentativa de mudar suas cores, experiências com gêmeos,
entre outros, serviram para abrir os olhos da sociedade sobre a criação de
leis, no campo da bioética, que controlassem a pesquisa com seres humanos.
Conforme Campos (2011), mesmo existindo documentos
como o Código de Nuremberg (1947), que prevê o consentimento voluntário como
prérequisito essencial para a participação do ser humano em pesquisas médicas;
a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), que defende o nascimento
livre de todas as pessoas e igualdade em dignidade e direitos, e a Declaração
Helsinque (1964), que configura-se como o primeiro esforço significativo da
comunidade médica internacional para regulamentar a investigação em si; à
comunidade negra do Condado de Macon foi negado esse direito, pois nunca lhe
foi informado que estava sendo usada como sujeito de pesquisa. Conforme o
filme, as pessoas ali estudadas acreditavam que estavam sendo tratadas da
doença do “sangue ruim”. Como compensação, eram avaliadas periodicamente pelo
médico, recebiam uma refeição quente no dia dos exames e o pagamento das
despesas do funeral.
No longa, outros
detalhes não passaram despercebidos aos nossos olhos, como foi o caso do
racismo explícito, com locais específicos para os brancos lavarem as mãos; a
luta da enfermeira e médicos negros, que mesmo cientes das deficiências do
experimento, apostaram no mesmo, para provar, ainda que pela doença, que também
nisso, brancos e negros estão no mesmo pé de igualdade; a manobra do Senado
Americano em querer culpar os funcionários negros pelo escandaloso experimento,
e o desejo dos protagonistas negros de fazer o melhor na fidelidade ao
juramento da profissão.
O filme mostra que os
valores econômicos, de poder e sucesso estão acima das vidas humanas,
especialmente, quando essas vidas são de negros, pobres e periféricos, algo
infelizmente presente também em nossos dias em diversos espaços da sociedade.
Itens estudados em sala, como o comportamento do médico que sabe, pode falar e
fazer e do paciente que é leigo, deve apenas obedecer e se submeter aos
procedimentos; a questão da linguagem técnica ou a acessível aos clientes, e o comportamento
que fere os atuais quatro princípios da Bioética estiveram presentes nas cenas,
até porque, como foi comentado em sala, os mesmos ainda não tinham sido
elaborados, passo dado apenas em 1978, por meio do Relatório Belmont, instrumento
produzido graças a experiências como o Estudo Tuskegee, que ganhou mais
repercussão internacional, com a publicação, em 1981, do livro “Bad Blood: The
Tuskegee Syphlis Experiment” e da estreia, em 1997, do filme: “Miss Evers' Boys
/ Cobaias”.
Hoje, em se tratando de
ciência, quase tudo que se pode imaginar, poderia ser realizado ou criado nos
laboratórios, porém graças ao desenvolvimento da Bioética e da cobrança pelo
cumprimento do que rege os princípios do Relatório Belmont, a saber: Autonomia,
Beneficência, Justiça e Não-Maleficência, pesquisas tendem ser realizadas no
âmbito da ética respeitando as pessoas em seu consentimento livre e
esclarecido, levando em consideração a relação custo-benefício, permitindo a igualdade
de acesso à participação nos estudos e distribuição dos resultados, e determinando
a obrigação de não infligir danos intencionalmente ao paciente.
Ver o filme na íntegra!
REFERÊNCIAS
CAMPOS,
Tauana. Filme “Cobaias” e o Caso Tuskegee: onde estava a bioética?. Biosferas. Unesp - Rio Claro, 2011.
Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/biosferas/Art0036.html> Acesso em:
30 mar. 2021.
SARGENT, Joseph. Cobaias. Filme, Drama/Guerra, 1h 58min.,
Estados Unidos, 1997. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=5H24-PHs3Us> Acesso em 29 mar. 2021.
SILVA, Inês Schmitz
Wessling da. Ética na pesquisa: uma
abordagem do filme “Cobaias”. Disponível em:
<https://web.unifil.br/docs/Congresso_Multiprofissional_III/artigo63.pdf>
Acesso em 31 mar. 2021
Com Sua ressurreição, Jesus prometeu vida eterna em Seu
Reino. E não há absolutamente nenhuma razão para duvidar desta grande promessa
do Senhor Ressuscitado. Por um lado, Jesus não quebra Sua promessa. Por causa
de Seu amor e grande misericórdia, Jesus cumpre Sua promessa. O que Ele nos
pede é só que trabalhemos duro, em dobro, se necessário, para nos tornarmos seu
seguidores fiéis. E, como Seus seguidores, permite que nossas vidas se tornem
um sinal da Ressurreição.
Vamos irradiar e manifestar em nossa vida cotidiana paz,
alegria e amor. Sejamos agentes desses frutos genuínos da volta à vida de
Jesus. Portanto, evite o tipo de vida que nega ou contradiz a verdade do Senhor
Ressuscitado - uma vida atribulada, violenta e triste.
Neste tempo de incertezas, preocupações e medos devido a esta
pandemia, Jesus, neste tempo pascal, saúda-nos e traz-nos a mesma paz que deu
aos seus discípulos. A mesma paz que nos levará a confiar na Sua Divina
Misericórdia. E a mesma paz que nos levará a uma fé e otimismo mais profundos.
Neste Domingo de Ramos, ou Domingo da Paixão, estamos
reunidos porque conhecemos a verdade de Jesus. Sabemos que no momento em que
decidiu ir para Jerusalém, Ele estava fazendo uma declaração clara de que tinha
aceitado a missão do Pai. Ele estava declarando estar pronto para sofrer e
morrer pela salvação da humanidade. Naquele momento de Sua entrada em
Jerusalém, Jesus estava pronto para oferecer Sua vida em obediência ao Pai. E
Ele estava pronto para oferecer Sua própria vida por causa de Seu grande amor
por todos nós.
Ao iniciarmos esta Semana Santa, voltemo-nos ao lugar onde
esses significativos últimos dias de Jesus aconteceram. E testemunhemos por nós
mesmos, como Jesus, através de cada dor, cada ferida e cada gota de Seu sangue,
expressou Seu amor genuíno por cada um de nós. E ao nos lembrarmos e
refletirmos, possamos ver claramente que aquelas dores, feridas e gotas de
sangue foram oferecidas por todos nós pecadores, para nos salvar. Amém
Ao continuarmos com nossa reflexão sobre as mensagens do
tempo da Quaresma, que possamos ser lembrados das palavras importantes que o
Senhor nos ensinou hoje.Que possamos
ver também que, como a morte de Jesus, qualquer sofrimento e dificuldade que
encontramos também são bênçãos disfarçadas. Parecem ser problemas, mas na
verdade são oportunidades de crescimento e renovação. Não podemos esquecer que,
como o sacrifício de Jesus na Cruz, nossos próprios sacrifícios são
valiosos.Nossa vida se torna mais
significativa por causa desses sacrifícios.Por fim, ao refletirmos sobre o que Jesus fez por nós, que sejamos
encorajados a nos humilhar e buscar o perdão de Deus.E se for possível nos tornarmos uma fonte de
bondade e vida para os outros. Amém
Na verdade, Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu Filho,
não para nos condenar, nem para tratar nossas ações erradas com punições, mas
para nos salvar. Lembre-se, mesmo na nossa infidelidade, a missão dada a Jesus
pelo Pai foi, é e sempre será nos amar e nos fazer felizes, nos trazer
conforto, iluminação e esperança.
Sabemos muito bem que foi exatamente isso que Jesus fez
quando ainda estava conosco. Ele nos ama incondicionalmente, porque Seu Pai nos
ama incondicionalmente. Ele aceitou os sofrimentos e a cruz, mesmo que essa
tenha sido, provavelmente, a experiência mais humilhante por causa de Sua
obediência à Vontade do Pai. E Jesus esperava que pudéssemos reconhecer o
enorme e misericordioso Amor do Pai, por meio de Seus sacrifícios.
Como batizados cristãos, o
Espírito Santo veio a nós. Se conservamos essa verdade viva, todos os dias em
nossa consciência, teremos presente que Deus e o Espírito Santo estarão presentes
em todos nós, e de uma maneira particular, presente em cada pessoa.
Se isso estiver claro para nós, respeitar
à dignidade e os direitos de cada um, não será um problema. Se estamos sempre
conscientes da presença do Espírito em cada um que nos rodeia, certamente
acreditamos que, fazer o bem e compartilhar amor, não será um problema.
A consciência da presença do
Espírito não dificultará que nos tornemos povo de Deus, uma igreja real. Uma
igreja com um objetivo e missão que é trazer o rosto do amor de Deus para
todos, e especialmente para os mais pobres e os abandonados. Uma igreja com um
gol nesta jornada – que é a implantação do Reino de Deus.
Também nosso Senhor quer nos
dizer essa mesma mensagem. A vida pode ser difícil por causa dos sofrimentos,
mas a vida não para por ai. Portanto, não há razão alguma para desistir, para
ficar deprimido e pior, alguns chegariam ao ponto de suicidar-se.
Lembremo-nos, depois de nossa
vida física, há uma vida prometida para nós, que é a Vida Eterna. Tudo o que
precisamos fazer é permanecer fiéis, acreditar e confiar no Senhor.
Como aos apóstolos, Jesus nos
convida a esperar esse dia. E sonhar com o momento de estar com Ele na
Ressurreição e no Seu Reino.
Nesta Quaresma, mais uma vez,
somos encorajados a considerar seriamente a mudança de nossos corações.
Neste tempo litúrgico, somos
convidados a ouvir a Palavra de Deus. Para acreditar n’Ele e permitir que Ele
continue vivo em nossas vidas. A graça de Deus está transbordando.
Repetidamente, Deus manifestou Seu amor e misericórdia. Mas o triste é que a
maioria de nós ainda é o mesmo impenitente, desobediente e hipócrita. Mesmo
assim, apesar dessa verdade, Deus continua nos convidando.
Que nesta Quaresma, todos sejamos
tentados a mudar o coração. E que essa mudança nos defenda contra a tentação do
pecado. Amém
É evidente na liturgia da Palavra
de hoje que Jesus nada tem a não ser o desejo de que sejamos livres e felizes.
É por isso que Ele traz a cura por meio de Seu amor misericordioso e cheio de
perdão por nós, para que possamos viver uma vida, verdadeiramente feliz. E como
um desafio para nós, Jesus quer que façamos o mesmo. Se Jesus oferece e dá a
cura para nós, como Seus seguidores, Ele quer que sejamos instrumentos de cura
para outras pessoas. Nosso amor e bondade para com as outras pessoas,
especialmente aquelas que estão feridas e sofrendo, com a bênção de Deus,
certamente, trará cura e alegria para os seus corações.
Espero que possamos ver isso
muito claramente. Para que em meio a qualquer sofrimento que possamos ter nesta
vida, reconheçamos ainda Deus presente em nosso meio. Que ainda podemos ver
Jesus oferecendo Sua ajuda, Sua preocupação e Seu amor. E, como São Paulo,
possamos ser igualmente entusiasmados em compartilhar esta verdade de Jesus, a
verdade do evangelho da salvação. E como Jesus, como cristãos, que possamos nos
tornar sinais da bondade de Deus para os outros.
A vida é um presente de Deus.
Portanto, Deus deseja que ela permaneça tão bonita quanto Ele nos deu. A vida é
bela, especialmente se esta vida está cheia de tamanha confiança e segurança em
Jesus, que é o Amor Belo e concreto do Pai por cada um de nós. Amém.
O filme “O garoto” é mudo e em preto e branco, gravado nos Estados Unidos e lançado em 1921. Pertence ao gênero comédia dramática e foi dirigido e estrelado por Charles Chaplin.
Chaplin foi um grande artista da sétima arte, seu legado e genialidade são difíceis de ser superados, pois o brilhante trabalho que fez com os recursos que se tinha disponível naquela época, em comparação com o tempo atual, percebe-se que Chaplin foi um gigante do cinema. Seus filmes trazem, majoritariamente, o humor, aspecto pelo qual, por meio de seu personagem mais emblemático, o “vagabundo”, ele terce crítica aos problemas sociais, econômicos e/ou políticos de seu tempo.
No filme sem questão, além de denunciar a diferença de classe, enfatizando os problemas porque passam os pobres, mostra os valores ligados à ética e à justiça. Tais valores são identificados nos personagens da mãe solteira que depois de sair de um hospital de caridade com seu filho recém-nascido, vive a dor de perceber que não tem as condições necessárias para criar o bebê, não por questões econômicas, mas pelos preconceitos maquiados de valores morais da sociedade de não aceitar “mães solteiras” ou “filhos da perdição”. A mãe, desejando o melhor para o seu filho, deixa o mesmo em um carro luxuoso carro de uma família rica, com o um bilhete, pedindo que quem o encontrasse cuidasse dele. Porém o veículo é roubado e quando os ladrões percebem que no banco detrás há um bebê, eles o abandonam numa rua da periferia da cidade, mostrando assim toda falta de caridade no coração daqueles dois homens. Minutos depois, um “Vagabundo” passa por ali e encontra a criança. De início ele tenta se desfazer da criança, mas é impedido por um guarda que acreditava ser dele o bebê. Depois ele vai se afeiçoando da criança que logo conquista todo o seu carinho, cuidado e amor. O garoto cresce e retribui o amor a seu “pai”, um cuida do outro. Mesmo vivendo pobremente, vivem bem, pois no lar tem proteção, abrigo, alimentação e uma boa convivência.
Uma cena inusitada no filme é o caso do garoto sair jogando pedras nas janelas da vizinhança e o pai, que é vidraceiro, passa atrás oferecendo seu serviço de conserto, algo considerado errado, mas foi a forma humorada que o Diretor encontrou para mostrar o drama de quem precisa ser criativo para poder sobreviver em um mundo tal rico, mas tal desigual, bem como, para denunciar as falcatruas que acontecem no mundo trabalho por parte de grandes empresários.
Noutra parte do enredo, a mãe, que passou a cantar ópera, arrependida de ter abandonado o filho tinha empreendido uma busca a encontrá-lo, inclusive agora daria recompensa a quem o encontrasse. Já o lar do Vagabundo é visitado por agentes do orfanato da cidade que tentam extrair a criança e deixá-la aos cuidados do Estado, pois vivia um duro estado de pobreza. Porém os laços de amor criados entre os dois impede a separação. Tempo em que a mãe os encontra e os acolhe em sua casa.
Apesar de mostrar uma situação complicada e uma triste realidade de sofrimento por que passam a maioria das pessoas que são vítimas da pobreza, Chaplin termina o longa com uma mensagem positiva, onde independente de nossos limites e fraquezas, no fim, o que nos move, o que vence e o que vale são o amor, a solidariedade e a entrega gratuita de nossa vida a gerar vida nas outras pessoas e no mundo.
REFERÊNCIAS
CHAPLIN, Charles. O garoto. Filme, p&b, 68 min., Estados Unidos, 1921. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=8Fc5fwLWHYc> Acesso em 03 set. 2020.