domingo, 11 de agosto de 2013

JMJ – MOMENTO DE ENCONTRO


A JMJ Rio 2013 começou em Madrid, naquela manhã de agosto de 2011, quando O Papa Bento XVI disse:

“Queridos amigos, é hora de voltar a seus lugares habituais e seus amigos vão querer saber que foi o que mudou em vocês depois de terem se encontrado nessa nobre cidade com o Papa e com milhares de jovens do mundo inteiro.”
Que finalizou sua fala anunciando que a próxima jornada seria no Brasil.

O anuncio gerou muita euforia na Igreja Católica do Brasil e de todo o mundo.
Para alguns o evento era uma novidade, daí que surge a pergunta: Jota-Eme-o-que? 
Desvendamos para você: JMJ – Jornada Mundial da Juventude com o Papa...

Tudo começou em 1984, quando se realizou o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II
Foi quando os jovens receberam pela primeira vez, a cruz peregrina, que se converteria em um dos mais importantes símbolos da jornada.
No ano seguinte, a ONU declarou 1885, como o ano internacional da Juventude.
Em março daquele ano, houve outro encontro internacional e o Papa instituiu a Jornada Mundial da Juventude.

Desde então, todos os anos, ela acontece nas Dioceses, no Domingo de Ramos, e a cada 02 ou 03 anos acontece internacionalmente.
1986 - Buenos Aires
1987 - Santiago de Compostela
1991 – Czestochowa
1993 – Denver
1995 – Manila
1997 – Paris
2000 – Roma
2002 – Toronto
2005 - Colonia
2008 - Sidney
2011 – Madrid
2013 – Rio de Janeiro

Então alguém pode perguntar: E toda essa euforia por quê?! Tudo bem que encontrar-se com o Papa não está mal, mas...
Assim que explicamos: Não se trata, simplesmente, de encontrar-se com o Papa... É participar da Jornada. E mais ainda, encontrar-se com jovens do mundo inteiro.
O encontro faz parte das jornadas, mais não é um encontro qualquer, senão aquele que nos ajuda a viver a verdadeira jornada.
Estamos sempre buscando um sentido para todas as coisas que fazemos. Isso vem do desejo de felicidade, de beleza e de justiça que todos nós temos. E são tantas as coisas que fazemos: estudamos, brincamos, trabalhamos, namoramos... mas sempre parece nos faltar algo. É como si algo, que está mais além de toda a realidade, através de todo isso que fazemos, nos chamasse a buscá-lo.
É o mistério.

Da mesma forma que chamou ao coração de João e André aquele dia...
- “Esse é o cordeiro de Deus!” Anunciaram.
- Será que é mesmo? Perguntaram-se, e decidiram:
- Sigamos O!
Aquela provocação fez com que os dois fossem atrás de Cristo. Necessitavam saber se era realmente Ele, a resposta para tantas outras perguntas.
- Que querem de mim? Indagou o Senhor.
- Mestre, onde vives? Quiseram saber João e André. Uma pergunta tão simples dá inicio a algo extraordinário.
- Vinde e vede! – Respondeu Jesus.
E eles seguiram a Cristo, através desse encontro, permanecendo em sua amizade.
É aí que esse mistério começa a revelar-se... tudo vai ganhando sentido. Realmente tudo, pois Deus sente até o maior de nossos dramas: a morte. Mas não fica nela, ressuscita em seguida para continuar dando sentido aos encontros dos amigos, outrora e hoje como Igreja centrada Nele.

Foi por ter a consciência do tamanho do desejo que está no coração de cada jovem que o Papa João Paulo II resolveu encontrar-nos, como amigos, nas Jornadas Mundiais da Juventude.
Em Argentina (1986) o Papa João Paulo II afirmou:
“Somente acolhendo a Cristo, morto e ressuscitado, podereis responder as grandes e nobres inquietudes de vosso coração. Jovens, Cristo a Igreja e o mundo esperam o testemunho de vossas vidas, fundamentados na verdade que o próprio Cristo revelou. O Papa agradece vosso testemunho e os anima a que sejam sempre testemunhos do amor de Deus, semeadores de esperança e construtores da paz”
E o Papa Bento XVI, vendo a beleza do gesto de seu antecessor, dá continuidade ao seu legado com alegria e muita fé. Em Madrid (2011), nos recorda que:
“...da amizade com Jesus, nascerá também o impulso que nos levar testemunho a fé nos mais diferentes ambientes. Incluindo os lugares onde prevalece a exclusão e a indiferença. É impossível encontrar a Cristo, e não mostra-lo aos demais. Por isso não guardem Cristo para vocês mesmos; comunicai aos demais a alegria de vossa fé!”
O Espírito Santo sopra aonde quer, e mirando rumo ao oeste nos dá Francisco, com toda a sua luz e carisma, que animando a JMJ Rio 2013 nos vitaliza:
“Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor (...) a experiência deste encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento, da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde. A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história (cf. Rm 10,9).

A JMJ Rio foi espetacular!
Destacamos a pre-jornada com suas Semanas Missionária, nós, os vicentinos, a vivemos no Encontro Internacional de Jovens Vicentinos de 18 a 21 de julho, na Cidade dos Meninos em Belo Horizonte, MG, com o tema: “Vicentinos: Missionários de Cristo. Vamos aos pobres!” 
No Rio, também foi só alegria. Fomos acolhidos na Paróquia Nossa Senhora da Apresentação em Irajá, tivemos catequeses na Paróquia Imaculada Conceição em Duque de Caxias, Festivais da Juventude e Atividades Diversas por toda a Arquidiocese do Rio de Janeiro, com especial atenção aos Atos Centrais: Missa de Acolhida, Acolhida do Papa pelos Jovens, Via Sacra, Vigília e Missa de Envio.
  
Ademais cumprir a missão a que fomos enviados a partir da última JMJ, devemos, desde logo, nos preparar para a próxima jornada, que será em Cracóvia 2016. Muito temos que fazer. Une-se a nos!?

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