quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Missão do Japão 18/12/2022: IV Domingo do Advento (Mt 1,18-24) Homilia


Qual é a mensagem de Deus para nós neste domingo, envolvendo os pais de Jesus?

Em primeiro lugar, nos dizem que Maria e José eram pessoas realmente boas. Maria, desde o início, foi dedicada a Deus, além do fato de ter sido concebida de maneira imaculada. José era um homem justo e também tinha um relacionamento profundo com Deus. Então, ser gente boa, estar conectado com Deus, tornou-se sua arma mais forte para poder suportar as dificuldades que se apresentavam. Foi por causa de sua profunda conexão com Deus que eles puderam agir corretamente em meio à situação em que se encontravam naquele momento.

A fé em Deus e a confiança em Sua Palavra guiaram ambos, Maria e José, a fazer a coisa certa e confiar tudo ao Autor da Vida. O fato de acreditarem na Vontade de Deus e serem obedientes a esta vontade, tornou possível a realização do EMMAUEL. Jesus, que é Deus, está entre nós, porque Maria e José fizeram bem a sua parte.

Maria e José nos recordam hoje que, quando somos iluminados pela Palavra de Deus, quando temos fé e confiança no Seu Amor, não vacilamos. Certamente seremos guiados em nossas decisões. Que, como a Maria e a José, em meio a problemas ou condições críticas, Jesus seja nossa fortaleza. E porque Ele está entre nós, não há como não suportarmos os desafios da Vida. Amém

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Ordenações Presbiterais na Província Brasileira da Congregação da Missão 2022



A PBCM têm muitos motivos para se alegrar, entre eles, algumas Ordenações Sacerdotais. Dois de seus diáconos agora poderão servir na Missão como Presbíteros, são eles: O Diác. Cleber Teodósio, CM e o Diác. Michel Araújo, CM.



O primeiro, recebeu o segundo grau da Ordem pela oração da Igreja, prece de ordenação e imposição das mãos de Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, Bispo da Diocese de Sobral, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição de Bela Cruz – Ceará, às 18h, do dia 26 de novembro de 2022.

Pe. Cleber, que tem como lema: "Eleva os humildes" (Lc 1, 52), presidiu a primeira missa na mesma Igreja, às 7h, no dia em que solenemente a Família Vicentina e toda a Igreja celebram a Medalha Milagrosa de Maria Santíssima (27 novembro). Ele continuará servindo na Paróquia Pai Misericordioso em Belo Horizonte – Minas Gerais, onde desenvolveu o seu diaconato.   



O Diác. Michel, por sua vez, foi ordenado presbítero pela oração consecratória e imposição das mãos de Dom José Carlos Chacorowski, nosso coirmão, bispo da Diocese de Caraguatatuba, na Igreja Matriz Sant'Ana, em Bambuí – Minas Gerais, cidade marcada pela santa presença dos Lazaristas, às 19h, do dia 03 de dezembro de 2022.

O lema que esse nosso coirmão escolheu para nortear seu ministério foi tirado de Filipenses 2,5: “Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus”. O neopresbítero presidiu pela primeira vez a Santa Missa no Santuário São Sebastião, também em Bambuí, às 9h30, do dia 04 de dezembro de 2022, com alegria de celebrar os 35 anos de matrimônio de seus pais. O mesmo seguirá servindo na Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em Riacho Fundo II - DF, onde trabalhou como diácono.

Em ambas as ordenações estiveram presentes, o Visitador Provincial, Pe. Eli Chaves, CM, diferentes Padres, Diáconos e Estudantes da Província, Clero e Seminaristas das dioceses anfitriãs, Filhas da Caridade, Juventude Mariana Vicentina, Sociedade de São Vicente de Paulo e outros ramos da Família Vicentina; bem como alguns membros de outras congregações religiosas, pastorais e movimentos; familiares, amigos e os demais filhos da Igreja das respectivas localidades, que se confraternizaram com os neopresbíteros, celebrando tríduos vocacionais nos dias que antecederam as ordenações, conhecendo pessoas novas, fazendo novas amizades, e descobrindo as belezas naturais, cultura e gastronomia das regiões onde se deram os dois eventos. 

Essas celebrações são sinais do amor de Deus para com a Igreja e nossa Companhia e fruto de muitas mãos que se empenharam com amor e gratuidade. A todos, muito obrigado. Que Jesus, Maria e São Vicente consigam de Deus valiosas bênçãos sobre todos e cada um.

Mais fotos:



Tríduo na Capela São Paulo Apóstolo

Compartilhando Vocações com o Pe. Marcelo Pontes, CM

Presença do Pe. Gleison, SSCC

Pronto para cumprimentar os fiéis

Pais e Irmãos do Pe. Cleber

Homenagem da JMV ao Pe. Cleber

Filhas da Caridade presentes.

Recepção do Pe. Cleber



Coirmãos e Amigos do Pe. Cleber

Primeira Missa do Pe. Cleber



 


Tríduo Vocacional do Pe. Michel

Imposição de Mãos ao Pe. Michel

Familiares do Pe. Michel

Pe. Danilo, SSP e Lazaristas

Diáconos Túlio e Allan com Pe. Cleber preparados para celebração do Pe. Michel

Prostração do Pe. Michel

Pe. Cleber e Pe. Michel

Pe. Cleber e Pe. Michel

Recepção do Pe. Michel


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Missão do Japão 04/12/2022: II Domingo do Advento (Mt 3,1-12) Homilia



Por que esta mensagem de arrependimento na época do advento?

Em primeiro lugar, porque uma vida tortuosa e pecaminosa certamente é um obstáculo para a nossa entrada no Reino de Deus. Se vivemos uma vida contrária aos valores do Reino, ou contrária aos ensinamentos do bem e do amor, como podemos ter um lugar no Reino regido pelo amor e pelo bem? Se o tipo de vida que temos for contra esses valores, não há como merecermos a alegria eterna prometida.

Em segundo lugar, o chamado ao arrependimento e à mudança de coração é um convite para permitir que a bondade e o amor cresçam em nós. E à medida que a bondade e o amor vão crescendo em nós, é que pouco a pouco nos transformamos em pessoas prontas e preparadas para acolher Jesus, seja neste Natal ou na Sua Segunda Vinda.

Em terceiro, o chamado ao arrependimento nos lembra que Deus permanece esperançoso apesar de nossas fraquezas. O fato de que Ele ainda está nos convidando, Ele não nos vê como pessoas sem esperança. Ele ainda acredita em nossa capacidade de recuperação, o que prova que nos considera Seus filhos.

Nesta época de advento, João Batista nos convida a destruir as diferentes formas de pecaminosidade que temos. Ele nos chama ao arrependimento, porque isso nos torna prontos e preparados para receber Jesus.

O Natal está se aproximando rapidamente. E a única maneira de tornar esta celebração do nascimento de Jesus significativa é ter certeza de que nossos corações estão limpos e semelhantes ao de Cristo - corações que perdoam e são amorosos. Amém

Missão do Japão 27/11/2022. I Domingo do Advento (Mt 24,37-44) Homilia



Esta época especial nos chama à conversão. E nos encoraja a olhar mais profundamente para dentro de nós mesmos, examinar nossa maneira de viver e nos transformar em alguém digno de Jesus.

É, portanto, um apelo a uma preparação substancial, em vez de superficial. Porque é um convite ao arrependimento pelas vidas tortuosas que escolhemos viver. Um convite para perdoar e deixar de lado o ódio que se acumula em nossos corações. E um apelo enfático para compartilhar e promover a paz e o amor.

Ao atender ao chamado da época do advento, não estamos apenas manifestando nossa esperança e confiança na promessa de Jesus de que Ele voltaria, mas estamos definitivamente expressando nossa esperança e desejo de merecer uma oportunidade de estar com Ele quando Ele venha. Ao responder positivamente ao chamado do Advento, declaramos que preferimos estar no Reino de Deus, do que em qualquer outro lugar.

O evangelho de hoje, em relação ao tempo do advento, nos lembra que devemos estar despertos e alertas, pois Sua Segunda vinda é desconhecida para nós. É bom que todos os dias, enquanto esperamos pelo Seu retorno prometido, sejamos cristãos não apenas de nome, mas pela maneira como vivemos nossas vidas. Para que, se acontecer o fim, e Ele voltar em Sua Glória, não tenhamos medo. Em vez disso, estejamos todos dispostos e felizes por sermos governados por Jesus, nosso Senhor e Rei.

Ao entrarmos no tempo do Advento, lembremo-nos de que Jesus está vindo para você e para mim, para nós. E Ele espera que em Seu retorno Ele encontre filhos fiéis e dignos.

Se Ele vier neste exato momento, Jesus verá filhos fiéis e dignos em nós? Amém.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Missão do Japão 20/11/2022. Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo - Solenidade | Domingo (Lc 23,35-43) Homilia



A Festa de Cristo Rei, como já ouvimos e aprendemos, é um lembrete para nós de que no fim dos tempos teremos um encontro definitivo com Jesus, nosso Senhor. Ele virá novamente como o Rei do Universo, para julgar a todos nós. Quando Ele vier, conduzirá aqueles que merecem estar com Ele ao Seu Reino, mas dará o julgamento necessário àqueles que escolheram viver uma vida longe de Seus ensinamentos.

Portanto, basicamente, neste face a face com Jesus, quando seremos julgados, a pergunta é simplesmente esta: “Nos tornamos um verdadeiro seguidor do Rei?” Ou, “Reconhecemos, realmente, Cristo como o Rei de nossas vidas?”

Talvez esta seja a nossa realidade no momento: Seres desobedientes aos ensinamentos de Cristo. No entanto, acredito que existe outra realidade presente em nós, que é o desejo de ser um verdadeiro seguidor e ser governado apenas por Jesus, o Rei.

O que nós temos que fazer? Qual o primeiro passo a dar?

Voltemos à nossa leitura do evangelho de hoje. Aprendamos e nos inspiremos no exemplo do bom ladrão. O que o bom ladrão está nos dizendo? Convida-nos a uma mudança de coração; ter a humildade de admitir nossa maldade, e permitir que Jesus trabalhe e nos transforme de pecadores em pessoas humildade e arrependidas.

E certamente, quando tivermos feito isso, e quando chegar a hora certa, ouviremos as mesmas palavras: EU TE GARANTO QUE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO.

Amém.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Missão do Japão 13/11/2022. 33 Domingo Tempo Comum C (Lc 21, 5-19) Homilia

 


Mais do que qualquer outra coisa, o tema de nossa liturgia, embora pareça assustador, é na verdade o lembrete amoroso de Deus de que enquanto ainda temos tempo e oportunidade de mudar, devemos fazê-lo. Que em vez de medo e confusão, sejamos encorajados a endireitar o caminho que estamos trilhando. Comecemos uma vida de amor, de perdão e de partilha. Deixemos para trás o egoísmo, a ganância, a inveja, o ódio e coisas semelhantes.

A liturgia deste domingo é, na verdade, uma oportunidade para louvar e agradecer ao Senhor. Porque apesar da realidade do pecado e da maldade em nós, Deus não se cansa de nos alertar e efetivamente nos convidar, por diferentes meios, a mudar a nós mesmos, a retornar a Ele e a viver fielmente. Ele não exige e nem condena, mas nos alerta por meio de Suas gentis e maravilhosas admoestações.

Como cristãos esforçando-nos para seguir os passos de Jesus, somos lembrados de que é importante estarmos sempre cientes de que somos herdeiros do Reino e que há uma verdadeira Vida preparada para nós. Que tudo o que possuímos nesta vida terrena, são bens temporários. Mais cedo ou mais tarde, todos eles desaparecerão, envelhecerão e terão seu fim. Todas as coisas são passageiras, e somente Deus é eterno. Portanto, digamos não a essas coisas, e sim à verdadeira riqueza, que é o Amor de Deus, onde nossa vida deve estar enraizada. Nosso rumo deve ser em direção ao nosso verdadeiro Lar, o Reino dos Céus.

Amém.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Missão do Japão 30/10/2022. 31 Domingo Tempo Comum C (Lc 19,1-10) Homilia



Essa ação de Jesus para com Zaqueu, disse-lhe claramente e está nos dizendo hoje, que apesar de ser pecadora, a pessoa ainda é amada por Deus. Que uma pessoa pecadora, que O aceita e se arrepende de seus pecados, certamente receberá o que seu coração deseja. E nenhuma quantidade de pecado pode impedir um coração arrependido de receber o amor misericordioso de Deus.

A liturgia de hoje enfatiza que não há limites para a possibilidade de salvação oferecida por Jesus. A graça de Deus é capaz de transformar a vida e mudar uma pessoa pecadora. Quanto maior o pecado, e quanto mais humilde for um pecador, maior é o perdão e a graça de Deus em sua vida. Pois não há passado ou experiência negativa, por mais vergonhosa que seja, que não possa ser recomeçada. Porque Deus sabe que, no eu interior de cada pessoa, há um coração desejando ser uma pessoa melhor e participar da verdadeira felicidade que só encontramos em Deus.

Esperamos que todos, tornemo-nos sensíveis a Jesus, que realmente passa em nossas vidas, através de eventos, pessoas, situações, sacramentos, etc. Permitamos que Ele permaneça em nossos corações e em nossas vidas. Porque não importa o quão pecadores sejamos, desde que nos humilhemos e nos arrependamos, somos especiais aos olhos de nosso amoroso Salvador, Jesus.

Amém.



quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Missão do Japão 23/10/2022. 30º Domingo Tempo Comum C (Lc 18,9-14) Homilia



Este evangelho, de certa forma, põe em palavras uma atitude vergonhosa que muitos de nós temos, mas relutamos em admitir: justiça própria. E muitas vezes, sendo hipócritas, e porque sentimos que somos justos, acreditamos que somos mais merecedores das bênçãos de Deus do que outras pessoas.

Hoje, nosso Senhor nos diz que não é assim. Bênçãos são presentes de Deus. Não é mérito nosso. Nós as obtemos por meio de Sua misericórdia e generosidade. Não temos o direito automático de conseguir o que queremos apenas por causa dos pontos que ganhamos fazendo algo bom. Elas se limitam à Bondade e Graça de Deus.

Nosso Senhor é muito claro com Sua mensagem para nós neste domingo: reconhecer nossa necessidade da misericórdia e do perdão de Deus, porque somos pecadores, é um ato de grande valor e agradável a Deus. Ser humilde certamente não nos levará a errar. De fato, nos conduzirá diretamente ao Amor Misericordioso do Pai. Por outro lado, a justiça própria é uma enorme pedra de tropeço que nos impedirá de reconhecer a verdade de que precisamos da misericórdia de Deus. Esta é uma atitude vergonhosa que não apenas nos distanciará de outras pessoas, mas também de Deus.

Lembre-se, aos olhos de Deus somos todos iguais. Mas se começarmos a sentir e ver que estamos acima das outras pessoas, e deixarmos de reconhecer e aceitar nossas fraquezas e falhas, as pessoas humildes e arrependidas estarão em uma posição melhor em seu relacionamento com Deus.

O Senhor ouve o clamor dos humildes. Ele ouve as orações daquele que tem o coração sincero. Amém.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Missão do Japão 16/10/2022. 29º Domingo Tempo Comum C (Lc 18,1-8) Homilia



Essas histórias de nossas leituras enfatizam que há valor em uma comunicação ininterrupta com Deus. Que não devemos nos abster de orar, mesmo que haja momentos em que sentimos que as orações feitas por nós, parecem não ter efeito ou às vezes parecem inúteis. Não devemos desanimar e nunca ter dúvidas sobre nosso valor pessoal. Porque, na verdade, nossas orações perseverantes chegam a Deus e são importantes para Ele. Portanto, elas nunca são inúteis. Em nossas orações persistentes, Deus vê e vem a saber que tipo de filhos somos.

Quando O invocamos incessantemente, Ele vê a profundidade de nossa confiança e fidelidade. Quando oramos consistentemente, somos capazes de manifestar a força de nossa crença em Seu Amor Divino e nossa confiança em que Ele é um Pai para nós. E nesse sentido, nosso relacionamento com Ele se aprofunda ainda mais. E mais importante, esse relacionamento com Ele é selado por Seu inabalável Amor por nós.

Deus pode não responder nossas orações como gostaríamos agora, mas Deus pode ter outros objetivos que são melhores para nós a longo prazo. Lembre-se, se o que oramos é bom para nós, Ele nos dá isso. Se não, também não nos dá. E se ainda não for bom neste momento, Ele nos pede para esperar.

Somos solicitados a perseverar em oração, não para mudar Deus, mas no processo, para mudar a nós mesmos. Porque se espera que, ao continuarmos orando, desejemos ainda mais o Senhor. E se isso acontecer, certamente seremos direcionados apenas para fazer o que é bom e apropriado para os filhos de Deus.

Com a escala de 1 a 10, como avaliamos a qualidade de nossa própria vida de oração? Estamos sempre perseverando em nossas orações? Valorizamos nosso tempo de oração? Amém.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Missão do Japão 09/10/2022. 28º Domingo Tempo Comum C (Lc 17,11-19) Homilia



Uma velhinha se juntou a um grupo carismático e lá aprendeu a louvar a Deus em todas as circunstâncias. Certa vez, ela foi vítima de um ladrão. Quando sua bolsa foi roubada e o ladrão começou a fugir, ela gritou instintivamente “Louvado seja o Senhor! Aleluia!" Quando o ladrão ouviu esta oração de ação de graças, largou a bolsa e fugiu em pânico. Assim, a velhinha recuperou sua bolsa. Tudo por causa de seu grito de ação de graças.

Sabemos muito bem que, nos tempos bíblicos, estar doente, especialmente com a lepra, era uma das situações mais dolorosas e difíceis que alguém poderia ter. Naquela época, se você fosse leproso, seria condenado ao ostracismo. Seria cortado da comunidade. Impedido de entrar no templo para adorar. Muito mais difícil seria se a pessoa fosse um gentio ou um pagão. Essa seria considerada uma morta-viva, uma não-pessoa. Portanto nada poderia fazer um leproso mais feliz e agradecido, do que ser curado de tal doença. Essa foi a razão pela qual Jesus concedeu o desejo deles. E vendo a fé deles em Seu Poder, o Senhor os curou. Porque Jesus queria que eles voltassem à vida e fossem testemunhas vivas da graça e misericórdia de Deus.

Não que Jesus estivesse faminto de reconhecimento e louvor ou de um “obrigado”. Quando Jesus perguntou por que apenas um voltou para agradecer a Deus, não foi para exigir dos outros nove fizessem o mesmo. Era mais para perguntar, por que apenas um, um estrangeiro, reconheceu a Bondade e Generosidade de Deus. Por que apenas um parecia perceber que Deus tornou sua cura possível. Os outros nove estavam ansiosos demais para serem reconhecidos como curados e aceitos, mais uma vez, por suas comunidades, mas de certa forma não estavam entusiasmados demais para agradecer à fonte e ao motivo de seu reingresso e aceitação.

Lembremo-nos, quanto mais agradecermos a Deus por Sua Bondade e Generosidade, mais estaremos abertos para receber a alegria de Suas bênçãos. A melhor maneira, porém, de ser verdadeiramente grato é nos tornarmos discípulos fiéis de Jesus. Quando, como Ele, fazemos o bem e mostramos generosidade para com os outros, mostramos como Deus é bom e generoso conosco, estamos expressando com razão nossa gratidão ao Senhor. Amém.

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Missão do Japão 02/10/2022. 27º Domingo Tempo Comum C (Lc 17,5-10) Homilia

 


Foi dito que a fé é um dom de Deus, ou seja, não a conquistamos. Não é algo como um salário que recebemos depois de fazer um trabalho ou um serviço. Recebemos o dom da Fé pela generosidade e graça de Deus.

Na segunda leitura, São Paulo reconhece que, embora a fé seja um dom de Deus, que não pode ser conquistado, ele nos lembra, no entanto, que temos a responsabilidade de cuidar e nutrir essa bênção que Deus nos dar para que ela se mantenha.

Como? Primeiro, precisamos abrir nossos sentidos, nossos corações e nossas mentes, para reconhecer a verdade de que o mundo está pulsando com vida, o amor e a beleza de nosso amável Criador. As coisas boas e belas ao nosso redor são sinais e símbolos do Amor de Deus. E se apenas reconhecermos verdadeiramente quão belo, quão maravilhoso e especial é o nosso entorno, certamente isso animará nossa fé n’Aquele que é responsável e a razão de tudo isso.

Em segundo lugar, quando fazemos todos os esforços para ler e ouvir a Palavra de Deus, e permitir que as palavras inspiradoras de Deus penetrem em nossas mentes e corações, certamente isso contribuirá muito para a nutrição de nossa fé.

Por fim, tentemos voltar aos muitos momentos difíceis em nossas vidas e lembremos como enfrentamos e superamos esses desafios. Com certeza perceberemos que sozinhos não podíamos superar e lidar bem com esses momentos. E a Fé nos fará recordar que Alguém estava presente em nossos os momentos difíceis, ajudando-nos e inspirando-nos a atravessá-los com bravura.

Com razão os apóstolos pediram a Jesus: “Aumentai a nossa fé”. Porque a fé no amor de Deus, a fidelidade, a bondade e sua capacidade de trazer o melhor de nós no meio de nossas piores experiências, nos permite voar acima dos campos da dor e da tristeza, mesmo com asas quebradas. Porque, para um discípulo, a Vida não é um problema a ser resolvido; é um mistério a ser vivido na fé.

Amém.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS DA MEDALHA MILAGROSA


 

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

 

Antífona da entrada cf. Jt 13, 23.25

O Senhor Deus vos abençoou, Virgem Maria, mais que a todas as mulheres na terra. Ele exaltou o vosso nome: que todos os povos cantem vosso louvor.

 

Oração do dia

Senhor, pela Imaculada Virgem Maria, intimamente unida a seu Filho, nos cumulais de alegria pelos vossos imensos benefícios. Certos de seu socorro maternal, concedei-nos corresponder sempre à vossa infinita bondade e associar-nos com fé inabalável ao mistério da vossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

Primeira Leitura

Leitura do Livro do Apocalipse 12, 1.5.14-17

Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher revestida do sol, a lua debaixo de seus pés e na cabeça, uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. À mulher, foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro. A serpente vomitou contra a mulher um rio de água, para arrastá-la nas suas águas. A terra, porém, acudiu a Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o dragão vomitara. Este então se irritou contra a mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Palavra do Senhor.

 

Salmo responsorial Sl 44, 11-12.14-15.16-17

R. Posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir.

- Ouve, filha, vê e presta atenção, esquece o teu povo e a casa de teu pai. Da tua beleza se encantará o rei. Ele é teu senhor, rende-lhe homenagens.

- Toda formosa entra a filha do rei, com vestes bordadas de ouro. Em roupagens multicores apresenta-se ao rei; após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras.

- Levadas entre cantos de alegria e de júbilo, ingressam no palácio real. Tomarão os vossos filhos o lugar de vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra.

 

Aclamação ao evangelho

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. Vós sois bela, ó Maria, e o pecado original não se encontra em vós.

 

Evangelho Jo 2, 1-12

† Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Naquele tempo, celebravam-se bodas em Cana da Galileia. E achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles não têm mais vinho”. Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, isso nos compete a nós? Minha hora ainda não chegou”. Disse, então, sua mãe aos serventes:” “Fazei tudo o que ele vos disser”. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham, cada qual, duas ou três medidas. Jesus ordenou-lhes: “Enchei as talhas de água”. Eles encheram-nas até em cima. “Tirai agora”, disse-lhes Jesus, “e levai ao chefe dos serventes”. Logo que o chefe dos serventes provou a água tornada vinho, não sabendo de onde vinha (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o esposo e disse: “É costume servir primeiro o vinho bom, e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora”. Este foi o primeiro sinal de Jesus. Realizou-o em Cana da Galileia. Manifestou sua glória e os seus discípulos creram nele.

Palavra da Salvação.

 

Sobre as oferendas

Ó Senhor, celebrando a memória da Santíssima Virgem Maria, nós vos oferecemos exultantes este sacrifício de louvor e vos pedimos que a gratidão pelos vossos benefícios faça de nossa vida uma contínua ação de graças. Por Cristo, Nosso Senhor.


Preces

Celebrando Maria, a Virgem Imaculada, demos graças a Deus, nosso Pai.

R. A vós, Senhor, louvamos; a vós, Senhor, cantamos. 

Vós escolhestes Maria desde a criação do mundo para ser santa e imaculada; louvor a vós, Deus, nosso Pai. R.

Vós destinastes Maria a ser a mãe do vosso Filho e a enchestes com a força do vosso Espírito; louvor a vós, Deus nosso Pai. R.

Vós fizestes de Maria vossa humilde serva, disponível à vossa Palavra e mensageira da Boa Nova; louvor a vós, Deus, nosso Pai. R.

Vós quisestes que Maria estivesse presente no nasci- mento da Igreja e que a acompanhasse ao longo do tempo; louvor a vós, Deus, nosso Pai. R.

 

Antífona da comunhão Lc 1, 48.49

Todas as gerações me chamarão bem-aventurada, por que o Poderoso fez em mim grandes coisas. E santo é o seu nome.

 

Depois da comunhão

Revigorados pelo sacramento da eterna redenção, nós vos pedimos, ó Senhor nosso Deus, que, celebrando com alegria a Imaculada Mãe de vosso Filho, prossigamos mais vigorosamente na peregrinação da fé, até que, admitidos à mesa do vosso Reino, possamos com ela glorificar-vos na eternidade. Por Cristo, Nosso Senhor.


quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Missão do Japão 18/09/2022. 25º Domingo Tempo Comum C (Lc 16,1-13 – Forma breve: 16,10-13) Homilia



O elogio do servo desonesto pode nos trazer um pouco de confusão. Mas deixe-me esclarecer primeiro que, o evangelho não elogia a pessoa na parábola por causa de sua desonestidade. Porque, os Evangelhos rejeitam todas as formas de desonestidade. No entanto, durante aquele momento crucial, o servo desonesto foi esperto o suficiente para pensar o que seria melhor para ele fazer. Mostrando determinação, desenvoltura e prudência durante aquela crise de sobrevivência. Essas eram realmente boas qualidades. Podemos usar essas qualidades de sermos decisivos, engenhosos e prudentes na construção de comunidades, em programas de evangelização e em muitas atividades de adoração.

Na segunda parte do evangelho, especialmente no final, lembra-nos que nossa vida não é assegurada pela riqueza material, pois nosso real destino é o Reino de Deus. Quando a vida chega ao fim, as riquezas se mostram inúteis e precisam ser deixadas para trás. Não podemos levar nada, exceto o bem que fizemos em nossa vida terrena. Nossa riqueza, como nosso dinheiro, pode comprar tudo, mas não a felicidade. Com nosso dinheiro podemos comprar passagem para todos os lugares, mas não para o céu.

A liturgia de hoje nos lembra que nosso relacionamento com Deus ainda deve ser a principal prioridade. É esta fidelidade a Deus que nos dá uma alegria autêntica que o dinheiro não pode dar. Riqueza e dinheiro por serem coisas materiais são limitados. Portanto, não são eternos e logo imperfeitos. Deus é Perfeito e é Amor. E este Amor de Deus, se nos deixarmos transformar por ele, certamente nos conduzirá à Vida Eterna. 

Amém