quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Missão do Japão 01/09/2024: 22º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Mc 7,1-8.14-15.21-23) Homilia

  


Para os fariseus e os escribas, lavar as mãos antes de qualquer refeição era muito significativo porque essa era a tradição dos seus antepassados.  A preocupação, porém, não era com a higiene, mas com a prática religiosa.

E com o passar do tempo, esses líderes religiosos de Israel se aproveitaram de sua posição, manipularam esse costume simbólico, mudaram seu valor e significado originais para seu próprio interesse.

Obviamente, Jesus era contra, não à lavagem das mãos, mas à noção de que tais ações formais e meramente externas constituíam a religião de uma pessoa.

Porque, verdadeiramente, de dentro da pessoa, de dentro de nós, vêm os maus pensamentos, o homicídio, a ganância, o adultério, a malícia, o engano, a inveja, a blasfêmia, a arrogância, etc.

Nossa liturgia de hoje basicamente nos lembra de analisar os motivos que temos para fazer o que fazemos, especialmente em relação à prática de nossa religião e nossa fé.

Por exemplo, por que vamos à missa num domingo?  Por que alguns de nós somos ativos na realização de serviços aqui no altar, ou por que participamos ativamente da celebração litúrgica?  Quais são os nossos motivos para fazer todas essas boas coisas?

À luz da história dos escribas e fariseus, se todas essas coisas boas que fazemos são feitas apenas porque queremos que as pessoas vejam nossa bondade, nossa religiosidade, ou para ter uma boa imagem, ser reconhecido e se tornar popular, ou talvez para encobrir nossa pecaminosidade,  então, no padrão de Jesus, essas coisas boas que fazemos não são nada além de absurdo. Sem sentido.  Nenhum valor.

Porque fazer um ato bom ou religioso por ostentação é uma piedade sem alma.  Um serviço sem coração.

Em tudo o que fazemos, que o Amor seja nosso motivo mais forte.  Pois Cristo não tinha outro motivo quando aceitou a Cruz e Sua morte — somente Amor, somente Amor Altruísta. Amém

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Missão do Japão 04/08/2024: 18º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Jo 6,24-35) Homilia


Depois de alimentar milhares de pessoas, Jesus foi embora porque percebeu que elas queriam que Ele fosse o Rei delas. Mas as pessoas procuraram por Ele e O encontraram. 

Quando Ele reencontrou essas pessoas, sabia que a motivação delas para segui-lo não era o fato de terem sido convertidas pelo milagre que Ele fez.  Era só porque estavam saciadas fisicamente, que queriam estar com Jesus.  Por isso, Jesus fez esta declaração:  "Trabalhem, pois, não por alimentos perecíveis, mas pelo alimento duradouro que dá vida eterna".

O que Jesus estava tentando dizer àquelas pessoas que vinham a Ele?  Era basicamente um aviso para que as mesmas verificassem seus verdadeiros motivos para segui-Lo. Jesus queria que elas O seguissem não apenas porque recebiam algo d’Ele. O que Ele queria era que elas O seguissem porque tinham fé n’Ele. /Porque, uma vez que acreditassem em Jesus, isso significaria que eles também fariam e refletiriam as obras de Jesus em suas próprias vidas.

Quando pediram que Ele lhes desse o pão de que estava falando, Ele disse: "Eu sou o pão da vida; quem vem a mim nunca terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede". 

Com essa declaração, Jesus se apresenta, claramente, como o "alimento" de que eles precisam, para não ter mais fome.

A mensagem importante dessa declaração de Jesus é que, quando as pessoas O recebem, Ele se torna o alimento e a nutrição de suas almas. E espera-se que aqueles que O receberam sejam transformados à imagem de Jesus.

As mensagens de Jesus, que aprendemos em nosso evangelho de hoje, não se destinam apenas às pessoas da época de Jesus.  É por isso que é bom nos perguntarmos: qual é a nossa motivação para seguir Jesus? Recebemos Jesus muitas vezes na comunhão. Fomos transformados à Sua imagem?  Será que nos tornamos melhores e dignos da vida eterna? Amém.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

MISSÃO DE FÉRIAS EM EQUADOR


Aspersão após a missa das 9h (Crianças e Jovens)


Deus é muito bom e coloca pessoas especiais em nossas vidas. Logo, tudo que Ele nos permite viver, é motivo de agradecimento. É com este sentimento que partilho com vocês, aquilo que estou chamando de “Missão de Férias em Equador”.

Maily, Pe. Jesus e Eu em feira de artesanatos de Ipiales - Colômbia


Equador, país da América do Sul, limitando-se a norte pela Colômbia, a leste e sul pelo Peru e a oeste pelo oceano Pacífico, cuja capital é São Francisco de Quito. Seu povo fala espanhol (94% da população) e idiomas tradicionais. O país tem renda média, com um índice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,740 (2022), pontuação considerada elevada pelas Nações Unidas. A moeda é o dólar americano, que substituiu o sucre desde 1998. A Congregação da Missão está presente no País com aproximadamente 20 membros, servindo em diferentes frentes missionárias: formação, paróquias e escolas. Saiba mais em: www.colegiosanvicentedepaul.edu.ec

Pe. Max, Visitador da CM Equador, mostra-nos o Colégio SVP 


Em contato com os coirmãos dali desde a época de seminarista, tive a oportunidade de nestas férias visitá-los in loco. A missão no país é exigente, mas gratificante. Com eles, pude aprender muito e também doar um pouco de mim, aquele povo andino.

Concelebrando com Pe. Carlos e a Comunidade da Medalha Milagrosa


Dia 15 de julho de 2024, cheguei ao país e fui acolhido no aeroporto de Quito, pelo Pe. Jesus Celi, que me conduziu pelo centro histórico da capital equatoriana, onde podemos visitar uma série de igrejas, museus e casas religiosas (jesuítas, franciscanos, carmelitas, etc.), onde além de rezar percebi a riqueza artística, sacra e cultural ali preservada. Destaco, especialmente a Basílica do Voto Nacional neogótica do Sagrado Coração de Jesus, um lugar que nos remete aos céus; templo este, construído para comemorar a consagração do Estado Equatoriano ao Sagrado Coração de Jesus, celebrado durante a presidência de Gabriel García Moreno em 1873. Tem 115 m de altura e é composta por 24 capelas internas que representam as províncias do Equador. É curiosa a devoção que os equatorianos têm pela Virgem das Dores, quadros com sua imagem estão presentes em altares em praticamente todas as igrejas, devido ao Prodígio da Virgem Dolorosa ocorrido em 20 de abril de 1906, quando alunos internos do Colégio San Gabriel de Quito, contemplaram à Virgem abrir e fechar os olhos por aproximadamente 15 minutos; bem como a devoção aos Santos de Equador: Santo Irmão Miguel, Santa Marianita de Jesus, Santa Narcisa de Jesus e Beata Mercedes de Jesus Molina. Na noite do mesmo dia, fomos acolhidos pelo formador, Pe. Carlos Mendes, e estudantes, David, Ignácio e Jaime, no Seminário São Vicente de Paulo, onde também está a Paróquia da Medalha Milagrosa, cujo pároco, Pe. José Luís.

Vista de Cima da Basílica do Sagrado Coração de Jesus

Visita ao Centro Histórico de Quito

Santos de Quito e Virgem Dolorosa


No dia seguinte, 16, visitamos ao Teleférico de Quito, onde se pode apreciar toda a capital e as montanhas vulcânicas que a circundam. Dali fomos ao encontro do Pe. Max Reyes, Visitador Provincial, que nos mostrou o colégio que está sendo reformado e ampliado e nos convidou para o almoço. À tarde, fomos à Imantag, local onde Pe. Jesus é vigário do pároco, Pe. Bladimir Andrade. Ali chegamos a tempo de presidir missa de conclusão de catequese, pe. Jesus concelebrou. Foi gratificante estar com aquele povo, especialmente indígena, que animaram a missa com contos em sua língua nativa, quinche. No final, entregamos os certificados aos catequizados, a cruz missionária e administramos benção com aspersão a todos os presentes.

Presidindo missa com comunidade rural de Imantag

Vista panorâmica de Quito e Vulcões ao redor a partir do alto do teleférico (Bondinho)


Dia 17, os coirmāos me presentearam com a realização de um sonho, peregrinar ao Santuário da Virgem de Las Lajas em Ipiales, Colômbia, cuja origem está por volta de 1754, quando a imagem da Virgem do Rosário foi descoberta por uma indígena chamada María Mueses com Rosa, sua filha, conta-se que quando se dirigiam a sua casa; ao verem-se surpreendidas por uma tormenta, Maria e sua filha buscaram refúgio na beira da estrada entre as cavidades formadas pelas pedras planas e imensas lajes naturais que caracterizam essa zona do cânion do rio. Para surpresa da mãe, a criança, que até aquele momento era considerada surda, chama sua atenção falando: "Mamãe, a mestiça me chama…" mostrando a pintura certamente iluminada de forma sugestiva pelos relâmpagos. Noticiado o prodígio à Igreja, rezou-se missa no local e se construiu, em etapas sucessivas, o maravilhoso Santuário tal como se vê hoje, com pedras em cinzas e listras brancas, confundindo-se com o ambiente local, sobre uma espécie de ponte contemplando o rio Guaritara e a encosta. O local tem uma cripta e um museu. O prédio principal é composto por três naves, vê-se uma parede de pedra natural da garganta do Cânion e na nave central está em destaque a imagem da Virgem do Rosário, pintada por um autor desconhecido em uma laje de pedra. Ali nos confessamos e tivemos a oportunidade de alcançar indulgências plenárias por ocasião do Ano Santo Mariano local.

Altar principal da Basílica da Virgem do Rosário de las Lajas



Panorâmica do Santuário de las Lajas

Vale salientar que antes mesmo de chegamos ao santuário descrito acima, tivemos a felicidade de visitar a família do jovem da JMV Paulo VI, Pablo, que está no Brasil por estudos. A família nos acolheu muito bem, preparando-nos pratos típicos do lugar. De nossa parte, fizemos a bênção das casas dos pais e avós, a pedidos de Pablo e a família nos levou a conhecer o impressionante Santuário da Virgem da Paz, que a exemplo do de Las Lajas está num cânion e sobre um rio, outra obra de arte de Deus e dos homens que vale a pena peregrinar.

Nave Principal do Santuário da Virgem da Paz (Gruta de onde também corre um rio)


Visita e bênção da casa da Família de Lucia e Marcos, pais do JMV Pablo, em San Gabriel 

Dia 18, estivemos nas cidades próximas de Imantag: Otavalo, Ituntaqui e Cuicocha, na primeira visitamos a féria de produtos artesanais, na segunda nos saboreamos com o cuy, uma iguaria da culinária, local feita com preá, milho, batata e legumes e na terceira, visitamos a lagoa de Cuicocha, que paira a mais de 3 mil metros de altura acima do nível de mar, sobre a cratera de um vulcão, espantosamente, ativo. A água da lagoa, que era para ser naturalmente fria, pela altura, é consideravelmente quente e nos passeios de barco que os mais corajosos se atrevem a fazer, pode-se ver a água borbulhar. A partir das 15h, de volta à Paróquia da Virgem da Apresentação em Imantag, unimo-nos ao Pe. Bladimir na escuta de confissões das crianças, jovens e seus familiares, que receberiam, também, os sacramentos da primeira eucaristia ou crisma no fim de semana seguinte. O dia terminou com a Adoração e bênção do Santíssimo e Eucaristia, presidida pelo Pe. Jesus e concelebrada por mim.

Igreja da Virgem da Apresentação - Missão/Paróquia de Imantag

Concelebrando com Pe. Jesus em Imantag

Administrando o Sacramento da Reconciliação em Imantag

Visita a Lagoa de Cuicocha, que fica em uma cratéria vulcânica.
A peça de roupa que uso se chama ponche, algo típico do lugar.  

Provando uma iguaria da culinária equatoriana: Cuy (Preá)

Nossa Senhora da Apresentação de Imantag.
O chapéu e as correntes são adereços característicos das mulheres indígenas locais. 

Confraternizando com a comunidade missionária de Imantag: Pe. Bladimir e Pe. Jesus

No dia seguinte, 19, tocava voltar a Quito, para dali voar ao Brasil. Pe. Jesus, com uma amabilidade e acolhida exemplar, continuou me conduzindo por alguns locais que o tempo ainda nos deixasse alcançar. Era seu desejo que fôssemos a outras regiões do país, águas termais, costa ou até a região amazônica, mas o tempo foi pouco, mas ainda pudemos apreciar a Cascata de Peguche, o zoológico em Guayllabamba, concluindo com a visita ao Santuário Nacional da Virgem do Quinche. El Quinche é uma pequena vila nas encostas geladas da Cordilheira dos Andes. Entre tantas manifestações da devoção mariana naquele país, a de Nossa Senhora da Apresentação de EI Quinche foi a mais notável, merecendo-lhe o título de Padroeira do Equador, desde sua coroação em 20 de junho de 1943, em Quito. O templo, dedicado à Virgem, tem uma estrutura belíssima, um modelo alemão, criado pelo Missionário Vicentino, Pe. Pedro Humberto Brüning, que também construiu mais de 100 igrejas no país.

Santuário Nacional da Virgem del Quiche 

Mulher reza à Virgem del Quiche 

Visita às Tartarugas Gigantes de Galápagos no Zoo de Quito

Cascata de Peguche


Uma vez em Quito, encontramo-nos com outros ramos da família vicentina: Juventude Mariana Vicentina, Filhas da Caridade e Sociedade de São Vicente de Paulo. Foram encontros informais durante as atividades normais do final de semana. É certo que houve uma atividade extra, pois a paroquia da Medalha Milagrosa teve, naquele sábado, dia 20, sua assembleia paroquial anual. No mesmo dia 20, pela manhã, tive o prazer de partilhar com os estudantes o tema: Ser Presbítero em São Vicente de Paulo, cuja fonte, Pe. Corpus, que nos fez aprofundar no assunto no recém-concluído Master em Vicentinismo. À tarde do mesmo dia, fomos até a Metade do Mundo, ponto por onde passa a linha imaginária do Equador, ainda que para a crença popular, há apenas dois pontos posicionados exatamente sobre o equador: o sítio arqueológico de Catequilla e o Quitsato Sundial. Concluímos à noite tomando o famoso “canelazo”, bebida quente feita de suco de laranja e canela, aos pés da Virgem do Apocalipse, que desde o topo do morro gelado do Panecillo, está voltada à basílica de Sagrado Coração de seu Filho como a contemplar-Lhe e à cidade de Quito, da qual é padroeira.


Visita à Metade do Mundo com Estudantes CM

Virgem de Asas do Apocalipse a lua e eu no Morro do Pãozinho

Estudantes da CM Equador


Formação: "Ser Presbítero em São Vicente de Paulo" aos Estudantes da CM Equador

Domingo, dia 20, coube a mim, duas missas, a de 7h e a de 9h na Paróquia da Medalha Milagrosa, pois os padres dali foram celebrar noutros locais. Depois das missas, pedi a bênção de Deus sobre dois carros e alguns fiéis que se aproximaram do Padre. E logo, pe. Carlos e os estudantes me acompanharam até o Aeroporto Internacional Mariscal Sucre.

Bênçãos a fieis da Paróquia da Medalha Milagrosa  

Bênção de Carros

Despedida no aeroporto de Quito

Presidência de Missas na Paróquia da Medalha Milagrosa
O Cartaz, a direita, alude ao 53º Congresso Eucarístico Internacional,
que se dará em Quito, de 8 a 15/09/2024 


Foi uma experiência positiva e digna de repetição. Oxalá, outros missionários e eu, tenhamos mais oportunidades semelhantes a esta e continuemos crescendo no serviço aos pobres e na fraternidade entre as províncias da Congregação da Missão.

Balanço na Cordilheira dos Andes.
Ao fundo se vê Quito e um de seus majestosos vulcões 





quarta-feira, 10 de julho de 2024

Missão do Japão 14/07/2024: 15º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Mc 6,7-13) Homilia

 



O evangelho deste domingo começa nos dizendo que Jesus chamou Seus 12 apóstolos e os enviou, de dois em dois, para anunciar o evangelho e lhes deu autoridade sobre os espíritos imundos.

Ele não era poderoso o suficiente para fazer isso sozinho? Vamos dizer que não. Definitivamente, Jesus, sendo Deus, é poderoso o suficiente para fazer qualquer coisa. Ele chamou e enviou os apóstolos para participar de Sua missão de evangelização, objetivando enfatizar a eles e à próxima geração de discípulos, que crer e seguir Jesus não se limita apenas a ouvi-Lo ou a fazer parte de uma comunidade cristã.

No momento em que nos tornamos Seus seguidores, nós O seguimos de perto no trabalho de difundir o Evangelho, no serviço de denunciar os males de nossa sociedade e na missão de multiplicar o amor, a misericórdia e a paz ao nosso redor, ou seja, devemos desempenhar um papel ativo na renovação de nossa sociedade. 

Com certeza essa responsabilidade cristã não será fácil, como não o foi para os apóstolos. Mas, assim como os apóstolos, somos chamados e enviados não por nós mesmos, porque a verdade é que, nessa empreitada, Cristo está conosco. Cristo está presente para nos apoiar, inspirar e incentivar, especialmente nos momentos desafiadores.

Não nos esqueçamos, entretanto, de que para sermos eficazes na missão que fomos enviados a cumprir, como os apóstolos de Jesus, temos de viver uma vida de simplicidade, coragem e confiança na Providência Divina. Da mesma forma, devemos ter sempre em mente que essa missão é também nossa forma de demonstrar gratidão a Jesus, que não apenas nos salvou, mas também nos ensinou como nos tornarmos salvadores uns dos outros. Amém.

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Missão do Japão 07/07/2024: 14º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Mc 6,1-6) Homilia



/Quando chegou a hora de voltar ao lugar onde nascera, em Nazaré, com os discípulos, Jesus foi à sinagoga e ensinou.

/Muitos ficaram admirados com sua sabedoria. Os que estavam na sinagoga o admiravam muito. /Mas as palavras que ele dizia, infelizmente, não entravam em seus corações para que tivessem fé nele. /Porque, para eles, Jesus era apenas uma pessoa comum. Filho de um carpinteiro e de uma mãe comum.

/Mas espere... vamos parar um pouco antes de realmente dizer que o povo de Nazaré era ingrato. Vamos olhar para nós mesmos. /Cristo tomou sobre Si os nossos próprios pecados.  Ele sofreu e morreu para nos salvar. /Mas, apesar dessa bondade e preocupação, por que ainda há muitos pecados ao nosso redor, como bebês que não têm a chance de viver por causa do aborto?

/Por que há famílias que podem ser desfeitas por causa de infidelidades e desonestidade?  /Por que os pobres estão ficando mais pobres e mesmo fracos ainda são usados? /Por que ainda há muitas pessoas que só pensam em si mesmas para serem ricas e poderosas e se esquecem daqueles que não têm nada e estão desamparados?

/Isso não é uma clara rejeição a Jesus?  Não é essa a negação do Cristo que ofereceu Sua vida por nós?

/Quando não perdoamos alguém que nos ofendeu, quando o amor não está atuando em nosso relacionamento com os outros, isso não é uma clara frieza em relação a Jesus e Seus ensinamentos?

/Se esse é o tipo de vida que estamos vivendo, não somos semelhantes ao povo de Nazaré, que rejeitou e negou Jesus e Sua oferta de salvação? Amém.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Missão do Japão 30/06/2024: 13º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Jo 21,15-19) Homilia



O ponto óbvio e a ênfase comum do nosso evangelho de hoje é a realidade da fé, que estava muito presente nos dois personagens da história do evangelho.

Jairo se prostrou aos pés de Jesus e suplicou fervorosamente. Ele se aproximou de Jesus com humildade e fé em Seu poder.

A mulher, por outro lado, não tinha coragem nem mesmo de encarar Jesus. Mas ela foi fiel o suficiente para acreditar que o poder e a misericórdia de Jesus estavam presentes até mesmo em Suas roupas.

O evangelho nos diz, então, que a FÉ autêntica em JESUS é a chave, se não o segredo, para a felicidade, a integridade e a VIDA. Somente a fé verdadeira pode nos levar a reconhecer o amor e a preocupação genuínos de Jesus por nós.

Outro ponto importante que o evangelho deseja nos dizer é a disponibilidade de Jesus. /Ele prontamente compartilhou Seu tempo e Seu poder para ajudar a filha do oficial e para curar a mulher. Com essas ações, Jesus mostra que Ele está disponível para qualquer pessoa que venha a Ele com humildade e fé.

Como Cristo, ajudar os necessitados nunca deve ser visto como um obstáculo, quando o chamado para fazer o bem, não faz parte da programação do nosso dia. Como cristãos enviados para continuar a missão de Jesus Cristo, espera-se que sejamos trabalhadores em tempo integral na vinha de Deus. Espera-se que entreguemos o melhor de nossas habilidades, a bondade de Deus a outras pessoas a qualquer hora, em qualquer lugar, e em qualquer situação.

E que essa bênção nos transforme em instrumentos ávidos do Senhor, dispostos e disponíveis para compartilhar e servir porque o Amor está vivo e a Fé é autêntica em nossos corações. Amém.

quarta-feira, 26 de junho de 2024

A exegese dos três evangelhos sinóticos (Marcos, Mateus e Lucas)


 

A exegese dos três evangelhos sinóticos (Marcos, Mateus e Lucas) envolve a análise detalhada desses textos para entender melhor seu conteúdo, contexto histórico e teológico, bem como suas semelhanças e diferenças. Esses evangelhos são chamados "sinóticos" porque podem ser vistos juntos (do grego "synoptikos", que significa "ver junto"), permitindo uma comparação paralela.

Evangelho de Marcos

  • Autor e Data: Acredita-se que Marcos tenha sido escrito por João Marcos, um companheiro de Pedro. Provavelmente foi escrito por volta de 65-70 d.C.
  • Público-alvo: Principalmente os gentios (não-judeus).
  • Características: É o mais curto dos evangelhos e é conhecido por seu estilo direto e urgente. Marcos enfatiza as ações de Jesus mais do que seus ensinamentos. O evangelho começa com o batismo de Jesus e se concentra na sua atividade milagrosa e nos eventos que levaram à sua crucificação.
  • Temas Principais: O Messias sofredor, a incompreensão dos discípulos e a urgência da missão de Jesus.

Evangelho de Mateus

  • Autor e Data: Tradicionalmente atribuído a Mateus, um dos doze apóstolos. Provavelmente escrito entre 70-85 d.C.
  • Público-alvo: Principalmente judeus cristãos.
  • Características: Mateus contém muitas citações do Antigo Testamento, mostrando como Jesus cumpriu as profecias. Inclui o Sermão da Montanha (capítulos 5-7), que contém muitos dos ensinamentos éticos de Jesus.
  • Temas Principais: Jesus como o cumprimento das profecias judaicas, o Reino de Deus, e a importância da justiça e da ética.

Evangelho de Lucas

  • Autor e Data: Atribuído a Lucas, um médico e companheiro de Paulo. Provavelmente escrito entre 80-90 d.C.
  • Público-alvo: Tanto judeus quanto gentios, com uma ênfase especial em mostrar a universalidade da mensagem de Jesus.
  • Características: Lucas é o mais longo dos evangelhos e inclui muitos detalhes únicos, como os relatos do nascimento de Jesus e parábolas como o Bom Samaritano e o Filho Pródigo. É notável por sua ênfase nos pobres, nas mulheres e nos marginalizados.
  • Temas Principais: A compaixão de Jesus, a importância da oração, e a obra do Espírito Santo.

Comparação dos Evangelhos Sinóticos

  • Fontes Comuns: Mateus e Lucas usaram o Evangelho de Marcos como uma de suas fontes, além de uma fonte hipotética chamada "Q" (do alemão "Quelle", que significa "fonte"), que contém ditos de Jesus não encontrados em Marcos.
  • Diferenças Narrativas: Cada evangelho tem diferenças narrativas que refletem os objetivos e o público-alvo dos autores. Por exemplo, Mateus enfatiza o cumprimento da lei judaica, enquanto Lucas destaca a universalidade da mensagem de Jesus.
  • Paralelismos: Muitos eventos e ensinamentos aparecem em todos os três evangelhos, permitindo uma comparação detalhada. Exemplos incluem o batismo de Jesus, a tentação no deserto, e a transfiguração.

A exegese desses evangelhos exige um exame cuidadoso dos textos, considerando as diferenças e semelhanças entre eles, bem como o contexto histórico e cultural no qual foram escritos.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Missão do Japão 23/06/2024: 12º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Mc 4,35-41) Homilia

 


O evangelho de hoje nos conta um evento importante na vida dos apóstolos de Jesus que, de alguma forma, causou um impacto muito forte neles. Nessa experiência, Jesus enfatizou para os discípulos que a falta de fé traz medo e covardia. Jesus estava com eles. Mas o medo os impediu de reconhecer isso.

O evangelho nos diz que o medo nos impede de ver as boas oportunidades à nossa frente. Quando o medo está presente em nós, vemos as coisas como negativas, prejudiciais e assustadoras. E, por causa disso, não aprendemos. /Não nos desenvolvemos. /Não crescemos.

Hoje, com o uso dessa história, nosso Senhor nos lembra que a fé n’Ele é nossa defesa mais forte contra qualquer problema ou "tempestade" na vida. A partir dessa fé que temos, podemos viver a vida com calma, porque acreditamos que tudo está nas mãos de Deus.

Portanto, em contraste com o MEDO, a FÉ nos dá a coragem de arriscar e de nos desafiar. A fé, portanto, nos ajuda a ver a vida de forma mais positiva. A fé nos traz esperança. A fé nos dá o foco e a direção certa.

O que significa que, quando somos fiéis, estamos convencidos de que nossa jornada de vida é somente em direção ao Reino. Nossa atenção se concentra apenas nas coisas que nos ajudarão a alcançar o Reino preparado por Jesus. Significa que nosso único objetivo é alcançar a vida eterna prometida a nós por Jesus.

O Senhor nos diz hoje que, se quisermos crescer como verdadeiros discípulos d’Ele, devemos nos livrar dos medos que temos. Em vez disso, alimentemos e desenvolvamos a fé que Deus plantou em nosso coração. Porque a fé nos incentiva a servir mais. E a amar mais.

Amém.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Missão do Japão 16/06/2024: 11º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Mc 4, 26-34) Homilia



Muitas vezes no evangelho, Jesus usa a Semente para falar sobre o Reino de Deus e Sua Palavra. E provavelmente a mais popular seria a Parábola do Semeador. Mas a razão pela qual Jesus usava frequentemente a Semente na Sua pregação não é porque a Semente descreve perfeitamente o Reino de Deus e a Sua Palavra. Acredito que é porque, na sua simplicidade, ensina e nos lembra algumas lições valiosas e necessárias ao nosso dia a dia. /

O que quero dizer com isso? Quais são as lições que isso pode nos ensinar?

Primeiro, sempre acredito que em cada um de nós foi plantada, pelo próprio Deus, a semente da Bondade, em virtude de sermos criação de Deus. E para nós, cristãos, esta Semente de bondade foi fortalecida em virtude do nosso batismo. A SEMENTE para promover o Reino de Deus e difundir a Palavra de Deus está disponível dentro de nós.

Em segundo lugar, tendo sido dito que temos a SEMENTE e somos capazes de proclamar o Reino e a Palavra, não somos obrigados a dar um grande passo ou ação para cumprir a nossa responsabilidade como cristãos. Um pequeno ato genuíno de caridade mútua traz muita esperança de unidade e harmonia.

Terceiro, quando cada um de nós tiver consciência desta SEMENTE de Bondade presente em nós, e quando cada um de nós, mesmo que de forma pequena, concretizar esta bondade na forma como nos relacionamos, o reinado de Deus é fortalecido. O valor e a importância da Palavra de Amor de Deus se espalha.

Nossa principal tarefa é nutrir e cuidar com ternura desta SEMENTE de Bondade plantada em nós, para que Ela possa geminar, crescer e dar muitos frutos. As orações que fazemos e os Sacramentos que recebemos nos dispõem a praticar boas obras e atos de bondade amorosa.

A prática constante de partilhar até mesmo um pequeno ato de bondade com os outros, permite-nos compreender que quanto mais fazemos o bem, mais nos tornamos instrumentos eficazes de Jesus, no anúncio do seu Reino e na difusão da Sua Palavra. 

Amém.

VOCÊ SABIA COMO OS APÓSTOLOS MORRERAM?



1. Mateus. Ele sofreu o martírio na Etiópia, morto por um golpe de espada.


2. Marcos. Morreu em Alexandria, no Egito, depois de ser arrastado pelas ruas por cavalos até morrer.


3. Lucas. Foi enforcado na Grécia como resultado de sua tremenda pregação aos perdidos.


4. João. Ele enfrentou o martírio quando foi cozido em uma enorme bacia de óleo fervente durante uma onda de perseguição em Roma. No entanto, ele foi milagrosamente poupado da morte.

João foi então condenado às minas na prisão da ilha de Patmos. Ele escreveu seu livro profético de Apocalipse em Patmos. Mais tarde, o apóstolo João foi libertado e voltou a servir como bispo de Edessa, na Turquia moderna. Ele morreu já idoso, o único apóstolo a morrer em paz.


5. Pedro. Ele foi crucificado com a face para baixo em uma cruz em forma de X. De acordo com a tradição da igreja, isso aconteceu porque ele disse aos seus torturadores que não se sentia digno de morrer da mesma forma que Jesus Cristo havia morrido.


6. Tiago (chamado de O Justo) O líder da igreja em Jerusalém foi jogado a mais de 30 metros de altura do pináculo sudeste do Templo quando se recusou a negar sua fé em Cristo. Quando descobriram que ele havia sobrevivido à queda, seus inimigos o espancaram até a morte com uma clava.

Esse era o mesmo pináculo para onde Satanás havia levado Jesus durante a tentação.


7. Tiago, filho de Zebedeu, era um pescador de profissão quando Jesus o chamou para uma vida de ministério.

Como um forte líder da igreja, Tiago foi decapitado em Jerusalém. O oficial romano que o guardava observou com espanto enquanto ele defendia sua fé no julgamento.

Mais tarde, o oficial o acompanhou até o local da execução. Dominado pela convicção, ele declarou sua nova fé ao juiz e se ajoelhou ao lado de Tiago para aceitar a decapitação como cristão.


8. Bartolomeu. Também conhecido como Nathaniel. Foi um missionário na Ásia. Ele deu testemunho de nosso Senhor na atual Turquia. Bartolomeu foi martirizado por sua pregação na Armênia, onde foi esfolado até a morte com um chicote.


9. André. Ele foi crucificado em uma cruz em forma de X em Patras, na Grécia. Depois de ser severamente açoitado por sete soldados, seu corpo foi amarrado à cruz com cordas para prolongar sua agonia.

Seus seguidores relataram que, ao ser conduzido à cruz, André os saudou com as seguintes palavras: "Há muito tempo desejo e espero por este momento feliz. A cruz foi consagrada pelo corpo de Cristo nela pendurado". Ele continuou a pregar aos seus carrascos por dois dias até morrer.


10. Thomas. Foi apunhalado com uma lança na Índia durante uma de suas viagens missionárias para estabelecer a igreja naquele continente.


11. Judas Tadeu - Foi morto com flechas quando se recusou a negar sua fé em Cristo.


12. Matias. O apóstolo escolhido para substituir o traidor Judas Iscariotes. Foi apedrejado e depois decapitado.


13. Paulo. Foi torturado e depois decapitado pelo maligno imperador Nero, em Roma, em 67 d.C. Paulo suportou uma longa prisão, o que lhe permitiu escrever suas muitas epístolas às igrejas que havia formado em todo o Império Romano. Essas cartas, que ensinavam muitas das doutrinas fundamentais do cristianismo, formam uma grande parte do Novo Testamento.

Talvez isso nos lembre de que nossos sofrimentos aqui são, de fato, menores em comparação com a intensa perseguição e a crueldade fria enfrentadas pelos apóstolos e discípulos durante seu tempo pela fé.

E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

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Por que nos sentimos sonolentos durante a oração, mas ficamos acordados durante um filme de três horas?

Por que ficamos tão entediados quando olhamos para o LIVRO SANTO? Mas você acha fácil ler outros livros?

Por que as orações estão ficando cada vez menores, mas os bares e clubes estão se expandindo?

Por que é tão fácil adorar uma celebridade, mas é tão difícil se relacionar com Deus?


quinta-feira, 6 de junho de 2024

Missão do Japão 09/06/2024: 10º Domingo do Tempo Comum | ANO B (Mc 3,20-35) Homilia



Porque Jesus era diferente e difícil de entender, sua família achava que Ele estava fora de si.

Provavelmente pensaram que, por estar tão ocupado com seu trabalho, às vezes sem comer, sem descanso e sem dormir, ele havia ficado doente e quase louco.

Pode não ser uma acusação tão séria contra Jesus, mas só porque alguém é diferente ou difícil de entender, julgar alguém como “fora de si” ou louco, acho que ainda é preocupante.

Por tudo o que você sabe, essa impressão ou julgamento pode vir de um motivo mais profundo. A inveja pode estar se infiltrando.      

O que foi sério foi o que os escribas e fariseus disseram sobre Jesus. Eles o acusaram de estar possuído pelo poder de Belzebu, o chefe dos demônios.

Por quê? Porque queriam arruinar sua reputação e desacreditar o bem que Jesus estava fazendo. E por que eles queriam arruiná-lo e desacreditá-lo? Porque tinham inveja de Jesus. 

O que o evangelho nos diz neste domingo?

Primeiro, às vezes é um fato da vida que, quando nos dedicamos ao serviço do Senhor, ou quando estamos realmente comprometidos em seguir Jesus, há pessoas que têm dificuldade em nos entender.

Devemos interromper o tipo de compromisso que temos só porque os outros não entendem e não reagem?

Não. Porque nosso relacionamento com Jesus é mais importante do que os comentários e as opiniões dos outros.

Em segundo lugar, o evangelho nos lembra que a inveja sempre será uma obra do diabo.

E a inveja só trará ruína, fracasso e divisão. 

Foi por causa da inveja que a serpente enganou Adão e Eva.

E o fruto desse engano foi o pecado de Adão e Eva, sua desobediência a Deus.

Foi por causa do coração invejoso dos fariseus e escribas que eles foram levados a mentir e inventar histórias falsas sobre Jesus e Sua obra.

Foi por causa da inveja de Jesus que eles queriam matá-Lo.

Assim, somos lembrados de tomar cuidado para não ter inveja dos outros. Porque a inveja não nos levará a promover a paz, a unidade e o amor.

A inveja é uma ferramenta do diabo para causar divisão, caos, ódio, etc.

Em vez disso, cultivemos o amor dentro de nós. Sim, Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, mas o Amor de Deus ainda prevaleceu. Deus não os abandonou.

Jesus sofreu e morreu, mas Seu grande amor pela humanidade trouxe a salvação e a vida eterna quando ressuscitou.

Cultivemos o amor e suas diferentes expressões, como o perdão, a compreensão, a harmonia, o respeito, etc., em nossos corações e em nossas vidas.

Porque isso nos identifica cada vez mais como verdadeiros filhos do Pai.

Fazendo isso, refletiremos cada vez mais a verdade sobre Jesus. Amém.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Algumas pessoas que influenciaram São Vicente de Paulo

São Vicente de Paulo, com seu exemplo de docilidade ao Espírito, fiel seguidor de Jesus a quem tomou como referência de sua vida, a quem amou afetiva e efetivamente na evangelização, organização e o serviço dos pobres, promovendo os leigos e renovando o Clero e a Vida Consagrada quis estimular-nos, por meio de seu exemplo de vida, obras e escritos, a praticar as Virtudes de Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres.

São Vicente colhe desses autores outros conhecimentos de especial valor e aplicou em diferentes dimensões da sua vida e obra: De Pacômio aprendeu sobre a vida fundamentada na Bíblia e o valor da koinonia; de Basílio, o valor da caridade na vida comum; Bento ensina a Vicente a consideração que a vida de comunidade é escola para o serviço divino, porém conduzida pelo “discernimento”; Bernardo de Claraval que se deve imitar o que Cristo realizou sobre a terra e valorizar os sacramentos; de Francisco nosso Santo recolhe a aceitação, a adesão total que é o movimento de toda a pessoa que renuncia explicitamente às perspectivas pessoais por um seguimento literal (“sem interpretações”); David de Augusta - o Rodrigues, indicou-lhe os graus da humildade; de Santo Tomás chega a São Vicente a confrontação entre a vida contemplativa e a ativa. Vicente também se inspira no método inaciano “in actione contemplativus”, segundo o qual, a ação do apóstolo deve ser inspirada pelo único interesse da Vontade Divina, de modo que se encontre na vida de oração o impulso para a ação, e na ação a necessidade da oração. O “deixar Deus por Deus” também é inspiração jesuítica que reagindo a espiritualidade tardomedieval acentuou os perigos da ação, num mundo do qual devíamo-nos guardar “imaculados”, os jesuítas colocaram-se na primeira fila na reconquista missionária e na valorização da cultura. Era lógico que desta presença no mundo se tirasse a conclusão de que tudo o que se faz pelo homem se faz por Deus e vice-versa. 

MEZZADRI, Luigi. Autores nos quais São Vicente se inspirou. In Vincentiana. Roma, Año 48, nº 4/5 septiembre-octubre 2004. p. 198-202 



terça-feira, 28 de maio de 2024

Missão do Japão 30/05/2024: Corpus Christi | ANO B (Mc 14,12-16.22-26) Homilia



Hoje, toda a Igreja está celebrando a Festa do Corpo e Sangue de Jesus.           

Essa festa nos lembra de que a hóstia consagrada não é apenas um pão milagroso que recebemos durante a comunhão, mas verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Jesus, nosso Senhor.   

Esta festa nos lembra mais uma vez que, por causa de Seu grande amor por nós, Jesus ofereceu Seu Corpo e Sangue para nossa salvação.

E toda vez que o pão e o vinho se transformam no Corpo e no Sangue de Jesus em cada celebração da missa, somos lembrados desse grande amor e misericórdia que Jesus tem por nós. 

Lembre-se de que Jesus diz: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. A consciência de que Jesus está presente em nosso corpo nos dá esperança de que isso nos levará a viver uma vida de acordo com os ensinamentos do Senhor.

Na celebração da missa, muitos de nós recebemos durante a comunhão o Corpo de Cristo.  Isso é muito bom.

Mas será que isso tem algum efeito em nossa vida cotidiana?

Tornamo-nos pessoas melhores?  As boas palavras e os bons pensamentos saem de nós?

Tornamo-nos como Jesus, preocupados com as necessidades e situações dos outros, especialmente dos pobres ao nosso redor?

Desenvolvemos uma conexão mais profunda com Deus, que não se cansa de nos fazer experimentar o amor que Ele tem por nós?

Durante esta festa, renovemos mais uma vez nosso apreço pela Sagrada Eucaristia.

Continuemos a ser gratos a Jesus por nos convidar a participar de Seu banquete de Amor. E nos comprometamos a ser um verdadeiro reflexo de Jesus, em qualquer lugar, a qualquer hora, em palavras e ações. Amém