Meus irmãos e minhas irmãs, que a paz de Jesus esteja
com todos vocês!
Hoje, a Palavra de Deus nos fala de uma festa. O
profeta Isaías anuncia um banquete preparado pelo Senhor para todos os povos.
No Evangelho, Jesus compara o Reino dos Céus a um rei que prepara a
festa de casamento de seu filho e convida muitas pessoas.
Mas acontece algo triste: os convidados não dão
importância ao convite. Estão ocupados demais com seus próprios interesses e
deixam de participar da alegria que lhes foi preparada.
Irmãos e irmãs, Deus continua nos convidando para a
sua festa! Ele nos chama para a Missa, para a oração, para a vida em comunidade
e, sobretudo, para o amor ao próximo. Mas será que temos dado a Deus o lugar
que Ele merece em nossa vida? Será que não estamos tão preocupados com o
trabalho, as dificuldades financeiras e os problemas de casa que acabamos nos
esquecendo da fé e dos irmãos?
Na periferia, conhecemos bem o peso da vida. Há
famílias que lutam para colocar o pão na mesa, mães que choram pelos filhos,
jovens que enfrentam a falta de oportunidades e pessoas que sofrem com a
violência. Justamente para essas pessoas, Deus prepara uma mesa de vida,
dignidade, esperança e fraternidade.
São Paulo nos ensina, na segunda leitura,
que aprendeu a viver tanto na abundância como na necessidade, confiando naquele
que lhe dá força. Isso não significa aceitar a injustiça ou cruzar os braços
diante do sofrimento. Significa manter a esperança em Deus e continuar lutando
pelo bem, mesmo quando a caminhada é difícil.
Hoje, também olhamos com carinho para Nossa Senhora
Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil. Maria, que apareceu pequena e frágil nas
águas do rio Paraíba, tornou-se sinal de esperança para milhões de brasileiros.
Sua imagem nos recorda que Deus olha com amor para os pequenos, os pobres e os
esquecidos.
Peçamos à Mãe Aparecida que proteja nosso
Brasil. Que ela interceda pelas famílias, pelos desempregados, pelas crianças,
pelos jovens e pelos idosos. Que ajude nossos governantes a trabalharem com
honestidade, justiça e compromisso com os mais pobres. Que nosso país supere a
violência, a fome, a corrupção e a divisão, e se torne uma grande família, onde
todos tenham pão, moradia, trabalho e dignidade.
E há um detalhe importante no Evangelho: o rei
encontra um homem sem a veste adequada para a festa. Essa imagem nos recorda
que não basta aceitar o convite de Deus com palavras; precisamos vestir a roupa
do amor, da misericórdia e da conversão. Não basta estar na igreja: precisamos
levar Jesus para dentro de nossas casas e para as ruas do nosso bairro.
Certa vez, um homem muito simples recebeu um convite para
participar de uma grande festa. Ficou muito feliz, mas, olhando para suas
roupas velhas, pensou: “Não tenho uma roupa bonita para essa ocasião. Acho que
não posso ir”.
O dono da festa soube da situação e mandou
entregar-lhe uma roupa nova. O homem ficou agradecido, vestiu a roupa e foi
para a festa.
No caminho, porém, encontrou um vizinho que passava
fome. O homem parou, partilhou com ele o alimento que levava e o ajudou a
chegar até sua casa. Quando finalmente chegou à festa, estava um pouco
atrasado, mas levava no coração uma alegria muito maior: havia ajudado alguém
que precisava.
O dono da festa o recebeu com alegria, porque
percebeu que aquele homem não tinha apenas vestido uma roupa nova por fora; seu
coração também estava revestido de amor.
A roupa que Deus deseja de nós é a roupa da
misericórdia, da solidariedade e da caridade!
No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina que somos
todos convidados para a festa do Reino de Deus. Mas não basta aceitar o convite
apenas com palavras. É preciso mudar o coração e demonstrar nossa fé por meio
de nossas atitudes.
De que adianta participar da Missa e ignorar um
vizinho que passa necessidade? De que adianta rezar a Nossa Senhora Aparecida e
não tratar com amor as pessoas da nossa própria família?
Meus irmãos, Nossa Senhora Aparecida nos aponta o
caminho de Jesus. Que ela nos ajude a vestir, todos os dias, a roupa do amor e
da fraternidade, especialmente junto aos mais pobres e sofridos.
Para levarmos para casa, fica esta pergunta: se
Jesus olhasse hoje para a roupa do nosso coração, encontraria nela os sinais do
amor?
Como missionários e discípulos de Jesus, seguindo o
exemplo de São Vicente de Paulo, somos chamados a reconhecer Cristo nos pobres
e a transformar nossa fé em gestos concretos de caridade.
Que Nossa Senhora Aparecida nos ensine a dizer
“sim” a Deus, e que esse “sim” se transforme em serviço, solidariedade e
compromisso com o nosso povo.
Amém! 🙏




