sábado, 10 de outubro de 2026

Missão do Japão: 10/10/2026: XXVIII Domingo do Tempo Comum. ANO A Homilia

 


Meus irmãos e minhas irmãs, que a paz de Jesus esteja com todos vocês!

Hoje, a Palavra de Deus nos fala de uma festa. O profeta Isaías anuncia um banquete preparado pelo Senhor para todos os povos. No Evangelho, Jesus compara o Reino dos Céus a um rei que prepara a festa de casamento de seu filho e convida muitas pessoas.

Mas acontece algo triste: os convidados não dão importância ao convite. Estão ocupados demais com seus próprios interesses e deixam de participar da alegria que lhes foi preparada.

Irmãos e irmãs, Deus continua nos convidando para a sua festa! Ele nos chama para a Missa, para a oração, para a vida em comunidade e, sobretudo, para o amor ao próximo. Mas será que temos dado a Deus o lugar que Ele merece em nossa vida? Será que não estamos tão preocupados com o trabalho, as dificuldades financeiras e os problemas de casa que acabamos nos esquecendo da fé e dos irmãos?

Na periferia, conhecemos bem o peso da vida. Há famílias que lutam para colocar o pão na mesa, mães que choram pelos filhos, jovens que enfrentam a falta de oportunidades e pessoas que sofrem com a violência. Justamente para essas pessoas, Deus prepara uma mesa de vida, dignidade, esperança e fraternidade.

São Paulo nos ensina, na segunda leitura, que aprendeu a viver tanto na abundância como na necessidade, confiando naquele que lhe dá força. Isso não significa aceitar a injustiça ou cruzar os braços diante do sofrimento. Significa manter a esperança em Deus e continuar lutando pelo bem, mesmo quando a caminhada é difícil.

Hoje, também olhamos com carinho para Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do Brasil. Maria, que apareceu pequena e frágil nas águas do rio Paraíba, tornou-se sinal de esperança para milhões de brasileiros. Sua imagem nos recorda que Deus olha com amor para os pequenos, os pobres e os esquecidos.

Peçamos à Mãe Aparecida que proteja nosso Brasil. Que ela interceda pelas famílias, pelos desempregados, pelas crianças, pelos jovens e pelos idosos. Que ajude nossos governantes a trabalharem com honestidade, justiça e compromisso com os mais pobres. Que nosso país supere a violência, a fome, a corrupção e a divisão, e se torne uma grande família, onde todos tenham pão, moradia, trabalho e dignidade.

E há um detalhe importante no Evangelho: o rei encontra um homem sem a veste adequada para a festa. Essa imagem nos recorda que não basta aceitar o convite de Deus com palavras; precisamos vestir a roupa do amor, da misericórdia e da conversão. Não basta estar na igreja: precisamos levar Jesus para dentro de nossas casas e para as ruas do nosso bairro.

Certa vez, um homem muito simples recebeu um convite para participar de uma grande festa. Ficou muito feliz, mas, olhando para suas roupas velhas, pensou: “Não tenho uma roupa bonita para essa ocasião. Acho que não posso ir”.

O dono da festa soube da situação e mandou entregar-lhe uma roupa nova. O homem ficou agradecido, vestiu a roupa e foi para a festa.

No caminho, porém, encontrou um vizinho que passava fome. O homem parou, partilhou com ele o alimento que levava e o ajudou a chegar até sua casa. Quando finalmente chegou à festa, estava um pouco atrasado, mas levava no coração uma alegria muito maior: havia ajudado alguém que precisava.

O dono da festa o recebeu com alegria, porque percebeu que aquele homem não tinha apenas vestido uma roupa nova por fora; seu coração também estava revestido de amor.

A roupa que Deus deseja de nós é a roupa da misericórdia, da solidariedade e da caridade!

No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina que somos todos convidados para a festa do Reino de Deus. Mas não basta aceitar o convite apenas com palavras. É preciso mudar o coração e demonstrar nossa fé por meio de nossas atitudes.

De que adianta participar da Missa e ignorar um vizinho que passa necessidade? De que adianta rezar a Nossa Senhora Aparecida e não tratar com amor as pessoas da nossa própria família?

Meus irmãos, Nossa Senhora Aparecida nos aponta o caminho de Jesus. Que ela nos ajude a vestir, todos os dias, a roupa do amor e da fraternidade, especialmente junto aos mais pobres e sofridos.

Para levarmos para casa, fica esta pergunta: se Jesus olhasse hoje para a roupa do nosso coração, encontraria nela os sinais do amor?

Como missionários e discípulos de Jesus, seguindo o exemplo de São Vicente de Paulo, somos chamados a reconhecer Cristo nos pobres e a transformar nossa fé em gestos concretos de caridade.

Que Nossa Senhora Aparecida nos ensine a dizer “sim” a Deus, e que esse “sim” se transforme em serviço, solidariedade e compromisso com o nosso povo.

Amém! 🙏

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