sábado, 29 de agosto de 2026

Missão do Japão: 30/08/2026: XXII Domingo do Tempo Comum. ANO A Homilia


 

Meus irmãos e minhas irmãs,

bom dia!

Que bom estarmos juntos, mais uma vez, na casa do Pai Misericordioso.

A Palavra de Deus deste domingo nos coloca diante de uma pergunta muito simples, mas muito profunda:

O que significa, de verdade, seguir Jesus?

·         Porque é fácil dizer:
“Eu tenho fé.”
“Eu sou católico.”
“Eu venho à missa.”
“Eu rezo.”

Mas Jesus hoje nos pergunta algo a mais:

A minha vida está realmente seguindo os passos de Jesus?

No Evangelho, Jesus começa a explicar aos discípulos que iria para Jerusalém, que iria sofrer, ser morto e depois ressuscitar.

E Pedro não gosta nada daquela conversa.

Pedro chama Jesus de lado e diz, mais ou menos:

“Senhor, isso não! Isso não pode acontecer com o Senhor!”

Pedro queria um Jesus sem cruz.

E talvez nós também sejamos um pouco como Pedro.

Nós queremos um Jesus que resolva nossos problemas, mas não queremos um Jesus que transforme nossa vida.

Queremos que Jesus abençoe nossos planos, mas nem sempre queremos perguntar:

“Senhor, quais são os teus planos para mim?”

E Jesus diz uma frase muito forte:

“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.”

Mas atenção!

Jesus não está dizendo que devemos procurar o sofrimento.

Não!

A cruz cristã não é a violência.
Não é a injustiça.
Não é a fome.
Não é aceitar o mal como se fosse vontade de Deus.

A cruz é o preço do amor.

·         É continuar fazendo o bem quando é mais fácil desistir.

·         É perdoar quando fomos machucados.

·         É cuidar de alguém quando estamos cansados.

·         É permanecer fiel à família quando surgem dificuldades.

·         É trabalhar honestamente mesmo quando ninguém está olhando.

·         É servir na comunidade mesmo quando ninguém agradece.

·         É ajudar alguém que precisa, mesmo quando sabemos que não receberemos nada em troca.

Isso é carregar a cruz.

E nós sabemos disso porque vivemos a vida real.

Aqui na nossa comunidade, existem muitas pessoas que carregam cruzes todos os dias.

·         Tem gente preocupada com o emprego.

·         Tem família lutando para pagar as contas.

·         Tem mãe preocupada com os filhos.

·         Tem pai cansado.

·         Tem jovem procurando um caminho.

·         Tem gente enfrentando solidão.

·         Tem pessoas carregando dores que ninguém conhece.

E talvez alguém tenha chegado aqui hoje pensando:

“Eu não sei mais se vou conseguir.”

A Palavra de Deus diz:

Não desista!

Mas também diz:

Você não precisa carregar sua cruz sozinho.

Jesus caminha conosco.

 

E olhem para a primeira leitura.

Jeremias também estava cansado.

Ele tinha sido chamado por Deus para uma missão, mas encontrou dificuldades, críticas e sofrimento.

E chegou um momento em que ele pensou em desistir.

Mas Jeremias diz que a Palavra de Deus era como um fogo dentro dele.

Ele queria parar...

Mas não conseguia.

Porque quando Deus realmente entra no nosso coração, alguma coisa muda dentro de nós.

A gente pode até ficar cansado.

Pode até chorar.

Pode até dizer: “Senhor, eu não aguento mais.”

Mas, lá dentro, permanece uma voz dizendo:

“Continue. Eu estou com você.”

 

E São Paulo, na segunda leitura, nos dá um caminho muito concreto.

Ele diz:

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da mente.”

Ou seja:

Não basta ouvir o Evangelho. É preciso viver o Evangelho.

E aqui está uma coisa muito importante:

A missa não termina quando a gente sai pela porta da igreja.

A missa continua amanhã.

·         Continua na nossa casa.

·         Continua no trabalho.

·         Continua na escola.

·         Continua na rua.

·         Continua no WhatsApp.

·         Continua quando encontramos aquela pessoa que não gostamos muito.

·         Continua quando alguém nos irrita.

·         Continua quando precisamos escolher entre responder com raiva ou responder com amor.

É aí que a nossa fé aparece.

Porque é muito fácil dizer:

“Jesus, eu te amo!”

Aqui dentro da igreja.

O desafio é dizer isso com a vida lá fora.

 

E é justamente aqui que entra a nossa espiritualidade vicentina.

São Vicente de Paulo nos ensinou que não podemos amar a Deus de verdade sem olhar para o irmão.

Não basta rezar.

Precisamos servir.

Não basta falar de misericórdia.

Precisamos praticar misericórdia.

Não basta pedir:

“Pai Misericordioso, tende piedade de nós.”

Precisamos também ser instrumentos da misericórdia de Deus na vida das pessoas.

·         Talvez alguém precise de uma cesta básica.

·         Mas talvez alguém precise também de uma conversa.

·         Talvez alguém precise de uma visita.

·         Talvez precise de um abraço.

·         Talvez precise simplesmente de alguém que diga:

“Eu estou aqui. Você não está sozinho.”

Às vezes pensamos que precisamos fazer coisas extraordinárias.

Mas não.

O Evangelho começa nas pequenas coisas.

 

Por isso, eu gostaria de deixar três desafios para esta semana.

Primeiro desafio: dentro de casa, faça um gesto de amor.

·         Talvez seja pedir perdão.

·         Talvez seja ouvir alguém.

·         Talvez seja ajudar mais.

·         Talvez seja deixar de lado uma discussão.

·         Talvez seja simplesmente dizer:

“Eu te amo.”

Segundo desafio: procure alguém que precisa de você.

·         Faça uma ligação.

·         Faça uma visita.

·         Ofereça uma ajuda.

·         Dê uma palavra de esperança.

Terceiro desafio: escolha alguma coisa da sua vida que precisa mudar.

Pode ser uma mágoa.

·         Uma fofoca.

·         Uma falta de perdão.

·         Um orgulho.

·         Uma atitude que está afastando você de Deus.

 

E diga:

“Senhor, eu quero mudar.”

No final do Evangelho, Jesus faz uma pergunta que continua muito atual:

“Que vantagem terá alguém se ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida?”

Pense nisso.

·         De que adianta ganhar dinheiro e perder a família?

·         De que adianta ter razão e perder um amigo?

·         De que adianta ter muitas coisas e não ter paz?

·         De que adianta ser admirado por fora e estar vazio por dentro?

Jesus está dizendo:

Não perca o que realmente importa.

·         Não perca a família.

·         Não perca a fé.

·         Não perca a capacidade de amar.

·         Não perca a misericórdia.

·         Não perca Deus.

Meus irmãos e minhas irmãs,

talvez hoje Jesus esteja nos dizendo:

“Você quer me seguir?”

Então venha comigo.

Mas não fique apenas dentro da igreja.

Leve-me para sua casa.

·         Leve-me para o seu trabalho.

·         Leve-me para sua família.

·         Leve-me para o seu bairro.

·         Leve-me para aqueles que sofrem.

·         Leve-me para onde existe necessidade de amor.

Porque seguir Jesus é isso:

·         menos palavras e mais gestos;
menos julgamento e mais misericórdia;
menos comodismo e mais serviço;
menos “eu” e mais “nós”.

Que a nossa Paróquia Pai Misericordioso seja uma comunidade onde as pessoas possam experimentar concretamente o amor de Deus.

E quando sairmos daqui hoje, eu gostaria que cada um levasse uma pergunta no coração:

“Nesta semana, através de mim, quem vai experimentar um pouco da misericórdia de Deus?”

·         Que a nossa resposta não fique somente nas palavras.

·         Que ela apareça nos nossos gestos.

·         Que Nossa Senhora nos acompanhe.

·         Que São Vicente nos ensine a servir.

E que o Pai Misericordioso faça de cada um de nós instrumento da sua misericórdia. Amém!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Reflexão — “O jovem rico”



Evangelho: Mt 19,16-22

 

O Evangelho de hoje nos apresenta um homem que se aproxima de Jesus com uma pergunta muito bonita: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Ele deseja a vida eterna, procura fazer o bem e afirma que desde a juventude observa os mandamentos. Aos olhos humanos, parece alguém que já está no caminho certo.

Mas Jesus olha para ele com amor e revela que seguir a Deus não consiste apenas em cumprir regras; exige entregar o coração.

Por isso, Jesus diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.”

Aqui está o ponto central do Evangelho: Jesus não está simplesmente condenando os bens materiais. Ele está mostrando que nada pode ocupar o lugar de Deus em nosso coração.

Aquele homem tinha muitas riquezas. E talvez o problema não fosse possuir muitos bens, mas ser possuído por eles. Quando Jesus pede que ele abra mão daquilo que o prendia, ele vai embora triste, porque percebe que ainda havia algo que não conseguia entregar.

E nós, o que ainda nos falta?

Essa pergunta precisa chegar ao nosso coração.

Podemos rezar, participar da comunidade, usar a Medalha Milagrosa, servir na Igreja, pertencer ao AMM e ao grupo dos Portadores da Misericórdia, fazer obras de caridade... Mas Jesus continua perguntando:

“O que ainda ocupa o lugar que deveria ser meu?”

Pode ser o dinheiro, o orgulho, a necessidade de reconhecimento, uma mágoa que não conseguimos perdoar, o apego às nossas próprias ideias. Pode ser até o nosso desejo de controlar tudo.

Às vezes, queremos seguir Jesus, mas queremos fazê-lo sem abrir mão daquilo que nos impede de segui-lo plenamente.

Como Portadores da Misericórdia, somos chamados a aprender com Maria, a Mãe da Medalha Milagrosa, que soube dizer “sim” a Deus sem colocar condições. Maria não perguntou o que ganharia. Ela simplesmente confiou.

E São Vicente de Paulo nos ensina que o amor a Deus se concretiza no amor aos pobres, aos pequenos e aos necessitados. Não basta ter fé no coração; é preciso transformar a fé em misericórdia.

O jovem rico saiu triste porque não conseguiu fazer a passagem do “ter” para o “ser”, do “possuir” para o “entregar”, do “cumprir” para o “seguir”.

Uma pergunta para nossa oração

Hoje, diante de Jesus Misericordioso, podemos perguntar:

“Senhor, o que ainda me falta entregar para que eu possa seguir-Te mais livremente?”

Talvez Jesus não esteja pedindo que abandonemos tudo o que temos. Talvez esteja pedindo que abandonemos aquilo que nos impede de amar.

Porque o verdadeiro tesouro não está naquilo que acumulamos, mas naquilo que somos capazes de partilhar por amor.

 

HISTÓRIA PARA FIXAR A MENSAGEM: “A mão fechada”

Conta-se que um homem caminhava por uma estrada quando encontrou uma criança tentando retirar a mão de dentro de um pequeno pote.

A criança chorava porque sua mão havia ficado presa.

O homem tentou ajudá-la, mas não conseguia entender o que estava acontecendo. Então olhou dentro do pote e percebeu que havia algumas moedas.

Solte as moedas — disse ele — e sua mão sairá facilmente.

A criança respondeu:

Mas se eu soltar as moedas, vou perdê-las!

O homem explicou:

Você não está preso porque o pote é pequeno. Você está preso porque não quer abrir a mão.

A criança pensou por alguns segundos. Abriu a mão, deixou as moedas caírem e, imediatamente, conseguiu retirar a mão.

Às vezes, acontece o mesmo conosco.

Não é Deus que está nos prendendo. Somos nós que permanecemos presos àquilo que não queremos entregar.

O jovem rico foi embora triste porque não conseguiu abrir a mão.

Jesus, porém, continua diante de nós com o mesmo olhar de amor e nos diz:

“Solta. Confia. Entrega. Vem e segue-me.”

Que Maria, a Mãe da Medalha Milagrosa, nos ensine a abrir as mãos, o coração e a vida para Deus. E que, como Portadores da Misericórdia e membros da AMM, nunca tenhamos medo de perder aquilo que passa, quando Deus nos chama a conquistar aquilo que permanece.

O verdadeiro tesouro começa quando aprendemos a abrir as mãos.

Missão do Japão: 16/08/2026: Solenidade da Assunção. Ano A Homilia



Tema: “Comunidades vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”

Lema: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46)


Meus irmãos e minhas irmãs,

Celebramos hoje, com grande alegria, a Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria. Maria, aquela que soube acolher a vontade de Deus, é elevada ao céu de corpo e alma. A sua Assunção é a confirmação de que a vida entregue a Deus nunca é perdida. Aquilo que é vivido no amor, na fidelidade e no serviço encontra sua plenitude em Deus.

E esta solenidade nos ajuda a olhar também para a vocação à vida religiosa consagrada. O tema que nos acompanha é muito bonito e profundamente atual: “Comunidades vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão”, iluminado pelo lema dos Atos dos Apóstolos: “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas”.

Maria nos mostra que toda vocação nasce de um encontro, amadurece no testemunho e se realiza na missão.


1. Maria: mulher do encontro

O Evangelho começa dizendo: “Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa”.

Maria havia acabado de receber o anúncio do anjo. Poderia permanecer voltada para si mesma, contemplando a grandeza do mistério que acontecia em sua vida. Mas não. Ela se coloca a caminho para encontrar Isabel.

Aqui encontramos uma primeira característica de toda verdadeira vocação: quem encontra Cristo não permanece parado.

A vocação religiosa não é simplesmente uma escolha profissional, uma busca por segurança ou uma maneira de viver. É, antes de tudo, uma resposta a um encontro pessoal com Jesus Cristo.

Maria encontrou-se com Deus e, por isso, colocou-se a caminho.

Uma comunidade vocacional deve ser justamente um espaço onde os jovens possam fazer essa experiência: ser acolhidos, escutados, acompanhados e ajudados a discernir a voz de Deus.

Quantas vezes Deus chama, mas não encontramos ambientes onde sua voz possa ser escutada!

Por isso, nossas comunidades precisam ser comunidades que geram encontros: encontro com Cristo, encontro com a Palavra, encontro com a Eucaristia, encontro com os pobres e encontro fraterno entre as pessoas.

Uma comunidade que não acolhe, não escuta e não testemunha a alegria do Evangelho dificilmente despertará novas vocações.


2. Maria: mulher do testemunho

Quando Maria chega à casa de Isabel, acontece algo extraordinário. João Batista estremece no ventre de sua mãe, Isabel reconhece a presença de Deus e proclama:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”

Maria não precisou fazer um grande discurso vocacional. Sua própria vida era testemunho.

Ela carregava Jesus e, por onde passava, levava Jesus.

Esta é uma pergunta importante para todos nós, especialmente para aqueles que vivem a vida consagrada:

Quando as pessoas encontram uma pessoa consagrada, encontram Jesus?

O mundo de hoje não precisa apenas de discursos sobre vocação. Precisa de testemunhas vocacionais.

Jovens precisam encontrar religiosos e religiosas felizes, pessoas apaixonadas por Cristo, profundamente humanas, capazes de viver a fraternidade, de servir os pobres e de anunciar o Evangelho com alegria.

A primeira leitura apresenta uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas. A tradição cristã reconhece nela uma imagem de Maria, mas também podemos contemplar a Igreja: uma comunidade chamada a permanecer fiel mesmo em meio às lutas.

A vida consagrada também possui essa dimensão de testemunho: mostrar que é possível viver para Deus, perseverar na fé e permanecer fiel à missão mesmo quando surgem dificuldades.

O lema nos recorda: “Perseverantes e bem unidos...”

Não basta começar. É preciso perseverar.

Não basta fazer promessas. É preciso viver a fidelidade cotidiana.

Não basta estar juntos. É preciso construir comunhão.


3. Maria: mulher da missão

Depois de encontrar Isabel, Maria proclama o Magnificat:

“A minha alma engrandece o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.”

O Magnificat é o canto de uma mulher que reconhece que sua vida pertence a Deus.

Maria não se coloca no centro. Deus está no centro.

E aqui encontramos a essência da vida consagrada: não viver para si, mas para Deus e para os irmãos.

O religioso consagrado é chamado a transformar sua própria vida em oferta.

Oferta na oração.

Oferta na comunidade.

Oferta no serviço.

Oferta na missão.

Oferta junto aos pobres.

Oferta no anúncio do Evangelho.

Por isso, uma comunidade vocacional não pode ser apenas um lugar onde se fala de vocação. Deve ser uma comunidade que vive vocacionalmente.

Uma comunidade que acolhe jovens, acompanha seus questionamentos, apresenta a beleza da vida consagrada e permite que eles vejam, concretamente, como se vive o Evangelho.


4. “Partiam o pão pelas casas”

O lema desta celebração nos leva ao início da Igreja:

“Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas.”

É uma imagem belíssima de comunidade.

Eles perseveravam.

Eles estavam unidos.

Eles partilhavam o pão.

Eles viviam a fé juntos.

Aqui encontramos três elementos fundamentais para qualquer vocação consagrada: comunhão, Eucaristia e missão.

A vocação não amadurece isoladamente.

Ninguém se torna religioso ou religiosa sozinho.

A vocação precisa de uma comunidade que sustente, corrija, encoraje, perdoe e acompanhe.

Por isso, nossas comunidades religiosas precisam recuperar sempre a beleza de partir o pão juntos, de rezar juntos, de celebrar juntos, de trabalhar juntos, de sofrer juntos e de servir juntos.

Uma comunidade dividida contradiz o Evangelho que anuncia.

Uma comunidade sem alegria dificilmente despertará vocações.

Uma comunidade sem missão perde o sentido de sua consagração.

Mas uma comunidade perseverante, unida e missionária torna-se um verdadeiro anúncio vocacional.




5. A Assunção: a esperança de toda vocação

A segunda leitura nos oferece a chave para compreender a Assunção:

“Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.”

Maria é a primeira criatura humana a participar plenamente da vitória de Cristo.

Sua Assunção nos recorda que a última palavra não é da morte, nem do sofrimento, nem do fracasso. A última palavra é de Deus.

E isso é profundamente vocacional.

Quem entrega sua vida a Cristo pode enfrentar renúncias, incompreensões, cansaço e desafios. Mas sabe que sua vida tem um destino maior.

Maria nos ensina a caminhar olhando para o céu, mas com os pés firmes na terra.

Olhar para o céu para não perder a esperança.

Olhar para a terra para não esquecer a missão.


Conclusão

Queridos irmãos e irmãs,

Nesta Solenidade da Assunção, peçamos a Maria que interceda por nossas comunidades e, de modo especial, pelas vocações à vida religiosa consagrada.

Que nossas comunidades sejam verdadeiras comunidades vocacionais:

Comunidades de Encontro, onde as pessoas encontrem Cristo;

Comunidades de Testemunho, onde se veja a alegria de seguir Jesus;

Comunidades de Missão, onde ninguém tenha medo de sair para anunciar o Evangelho e servir os pobres.

Que o nosso lema se torne realidade entre nós:

“Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas.”

E que Maria nos ensine a dizer todos os dias, como ela:

“Eis aqui a serva do Senhor.”

Senhor Jesus,

chama jovens para tua Igreja.

Desperta vocações à vida consagrada.

Dá-nos comunidades acolhedoras, alegres e missionárias.

Que nossos religiosos e religiosas sejam testemunhas apaixonadas do Evangelho.

E que Maria, Assunta aos céus, nos ensine a viver com os olhos voltados para Deus e o coração aberto para os irmãos.

Maria, mulher do encontro, do testemunho e da missão, rogai por nós!

Nossa Senhora da Assunção, rogai pelas vocações à vida consagrada! Amém.