quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

Missão do Japão 24/12/2023: Natal do Senhor – Missa da Noite, ANO B (Lc 2,1-14) Homilia



O Evangelho de Lucas nos diz que o nascimento do nosso Salvador foi repleto, não de complicações ou extravagâncias. Foi tudo simplicidade, naquela noite silenciosa.

Mesmo assim, foi um primeiro Natal muito especial porque a noite foi iluminada naturalmente por uma linda e brilhante estrela. Anjos estavam lá cantando. Pessoas comuns, representadas pelos pastores, deixaram o trabalho e reuniram-se alegremente para ver o Menino. As pessoas mais sábias e ricas, representadas pelos três reis magos, viajaram de muito longe para oferecer os presentes mais caros e significativos. O recém-nascido foi o centro e o foco da celebração.

O primeiro Natal foi todo sobre Jesus. Era sobre o amor de Deus. Tratava-se de alegria autêntica, doação e partilha.

O Natal não é apenas um evento especial, mas um evento importante, não apenas para os crentes cristãos, mas, na verdade, para toda a humanidade

Assim, o Natal nos diz para levarmos Jesus em nossos corações e levá-lo a qualquer lugar que formos. Porque quando Jesus está conosco, trazemos não apenas alegria, mas também, amor e paz para todos.

Papai Noel, comidas como bolos de Natal, festas, presentes são apenas símbolos do Natal. Eles não estariam aqui se Jesus não tivesse nascido. Então o Natal é sobre Jesus. Somente Jesus. Sempre Jesus!

Missão do Japão 24/12/2023: 4º Domingo do Advento, ANO B (Lc 1,26-38) Homilia



Um dos acontecimentos mais importantes de toda a história da salvação, além do nascimento de Jesus, é definitivamente o momento em que Maria deu o seu SIM à missão que lhe foi confiada. E essa missão era ser mãe do Salvador.

Em nosso evangelho, somos informados de que no plano de salvação, Deus escolheu o ser humano, na pessoa de Maria, para fazer parte de Seu Plano Divino. E verdadeiramente, para a humanidade, este é um grande privilégio. Maria foi a primeira. Mas, certamente, ela não foi a última. Depois dela, houve ainda outros que foram convidados a participar ativamente no Plano de salvação de Deus.

Neste tempo de Advento e no próximo Natal, Deus está nos dizendo que ainda há muito a fazer para cumprir sua missão de salvação. Passos já foram dados, porém precisa-se avançar mais; Ele procura outros seres humanos, como Maria, que sejam humildes e corajosos o suficiente para dizer SIM ao Seu convite.

Neste 4º Domingo do advento, Deus continua buscando pessoas que estejam dispostas e animadas para se tornarem instrumentos para levar a mensagem de salvação. E dar a conhecer Jesus e a Sua Boa Nova de Amor ao povo de Deus.

A mensagem deste domingo é dirigida, particularmente, a cada um de nós: Estamos disponíveis para Jesus? Estamos dispostos a participar ativamente no plano de salvação de Deus? Sim ou não?

Amém.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Missão do Japão 17/12/2023: 3º Domingo do Advento, ANO B (Jo 1,6-8.19-28) Homilia

 



Durante este advento, se estivermos preparados, reconciliados com Deus, então teremos motivos para nos alegrar.

Se decidimos ter um relacionamento melhor com as pessoas, pedimos perdão se as ofendemos e as perdoamos quando vieram até nós em busca de perdão, então há um motivo para sermos felizes.

Se por nossa causa os outros se tornam felizes e pacíficos, iluminados e inspirados, então há uma razão para nos alegrarmos.

Que apesar de algumas dificuldades da vida, as famílias e as comunidades continuam unidas e juntas no enfrentamento das exigências da vida, então este apelo à alegria é muito apropriado!

Há um motivo para nos alegrarmos porque nossa vida ainda é boa. Há uma razão para nos alegrarmos porque permitimos que a Luz de Cristo brilhasse nas nossas vidas e porque escolhemos fazer o bem e ser testemunhas da Bondade de Cristo para os outros.

Apesar do cenário aparentemente conturbado, ainda temos a graça de Deus. E hoje nesta Missa, no 3º Domingo do Advento, Ele nos chama a preparar o caminho do Senhor com a nossa vida de santidade e de justiça. Ele está nos chamando para um processo de mudança, porque Ele quer que estejamos perto d’Ele. Estes são motivos suficientes para nos sentirmos felizes e alegres, porque o próprio Deus nos quer de volta. O próprio Deus deseja que nos aproximemos d’Ele e nos unamos a Ele na alegria e no amor. Amém.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Missão do Japão 10/12/2023: 2º Domingo do Advento, ANO B (Mc 13,33-37) Homilia



Todos nós somos pecadores. Ninguém está isento. E é por isso que repetidamente, especialmente durante este tempo de espera pela vinda do Senhor, ouvimos esta mensagem de conversão. Esta voz do deserto. A voz de João Batista, a dizer-nos para “preparar o caminho do Senhor, abrir-lhe um caminho reto”.

A mensagem não é apenas para um grupo específico de pessoas. Não é só para quem tem poucos ou talvez não tão graves erros ou pecados na vida. A chamada é para todos.

Lembre-se, Jesus disse uma vez: “Eu sou o Bom Pastor e vocês são minhas ovelhas”. Ele quer que todos nós sejamos como o cordeiro. Que quando manchados com a sujeira do pecado, O busquemos, peçamos perdão e sejamos limpos novamente.

Através da voz de João Batista, Nosso Senhor nos traz a mensagem de esperança neste 2º Domingo do Advento. E este grande profeta, João, através da sua própria vida de humildade e simplicidade, está nos dizendo para reconhecermos humildemente a presença do pecado nos nossos corações e nas nossas vidas. Jesus, através de João, com voz amorosa, chama-nos a uma mudança de vida. E esperançosamente e eventualmente, Jesus, através de nós, chamará outros, especialmente aqueles que estão perto de nós, como as nossos familiares e amigos, para fazerem o mesmo.

Mais uma vez, neste domingo, somos convidados à conversão. Somos encorajados a uma renovação de nós mesmos. Significa apenas que há esperança. Isso significa apenas que há uma grande chance de estarmos melhores e preparados para a vinda de nosso Senhor. Amém.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Missão do Japão 03/12/2023: 1º Domingo do Advento ANO B (Mc 13,33-37) Homilia



Neste 1º Domingo do Advento, somos lembrados que, enquanto esperamos pelo regresso de Jesus, devemos viver uma espera ativa, ou seja, esta deve ser uma esperança viva. Significa que enquanto estamos nesta fase de espera, transformação e conversão contínuas também estão acontecendo dentro e fora de nós. Não será um tempo passivo, mas de mudança significativa acontecendo em nós, tornando-nos preparados e dignos para a vinda de Jesus. Significa também que quando esperamos, não apenas pensamos e pronunciamos a palavra Esperança. Em vez disso, acreditamos nesta realidade e permitimos que esta esperança nos leve na direção certa.

Tanto a primeira como a segunda leitura nos dizem o que deve acontecer em nós. Isaías orou pelo perdão da culpa de Israel. Paulo incentiva a reconciliação e a impecabilidade interior. Ambas as leituras implicam que uma mudança de coração e um melhor relacionamento com os outros certamente nos garantirão dignidade e preparação para nos encontrarmos com o Senhor em Seu retorno.

Este primeiro domingo do Advento, tal como a celebração de Cristo Rei no domingo passado, é um convite a olhar para dentro de nós mesmos e perguntar se estamos realmente preparados para o Dia do Juízo Final. Se isso acontecer a qualquer momento da nossa vida, estamos realmente prontos? Além disso, este Domingo do Advento convida-nos a verificar se o Amor está vivo e atuante em nossa vida pessoal e na nossa relação com os outros. Porque, de fato, a presença do amor em nossas vidas é fator chave para nos assegurar nosso lugar no Reino. A sua ausência significará infelizmente que não estamos preparados, que nós não nos preparamos. E, portanto, não estaríamos qualificados para entrarmos no Reino Celestial.

Neste advento, prometamos estar conectados com o Senhor, através de nosso eu transformado, bem como, nunca perdê-Lo de vista. Amém.

Fichas sobre a nova tradução do Missal Romano (3ª Edição)

 


NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

FICHA 01

 

 

 

Orientação: antes da celebração, o presidente ou outra pessoa faz a explicação do tema a seguir, com as palavras abaixo ou outras semelhantes. Se preferir, poderá fazê-lo também ao final da celebração, junto com os avisos.

 

Irmãos e irmãs, no próximo domingo iniciaremos o Tempo do Advento, em preparação para o Natal do Senhor. Neste dia, com toda a Igreja do Brasil, passaremos a utilizar a nova tradução do Missal Romano, o livro que contém as orações para a celebração eucarística.

 

Após 20 anos de tradução, a recepção dessa nova edição do Missal Romano coincidirá com os 60 anos da promulgação da Constituição Apostólica sobre a Liturgia (Sacrosanctum Concilium), do Concílio Vaticano II e, por isso, será uma feliz oportunidade para aprofundarmos a teologia eucarística, expressa naqueles elementos que a reforma litúrgica resgatou da antiga tradição, como a participação ativa dos fiéis, o uso da língua de cada país, a concelebração, a abundância na leitura da Palavra de Deus etc.

 

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que não mudou-se o rito da Missa, mas apenas os textos contidos no Missal, a fim de atender a uma maior fidelidade ao original latino e à dimensão poética dos textos, garantindo uma sóbria elegância característica do rito romano.

 

Queremos aproveitar essa ocasião para realizar, em todas as Paróquias da nossa Arquidiocese, um mutirão de formação, em todas as celebrações dominicais. A cada domingo, vamos aprofundar um rito ou oração da Missa, para que, compreendendo melhor o mistério que celebramos, possamos colocar em prática o que celebramos, de modo “que a Eucaristia
se torne na vida o que significa na celebração” (
Papa Bento XVI. Sacramentum Caritatis, n.89).

Arquidiocese de Belo Horizonte

Pastoral Litúrgica – Formação Litúrgica (Missal Romano, 3ª edição)

 

 

1º DOMINGO DO ADVENTO

FICHA 02

 

 


Irmãos e irmãs, neste 1º domingo do Advento, iniciando um novo ano litúrgico, a Igreja do Brasil passa a utilizar, de forma obrigatória, a nova tradução do Missal Romano, aprovada pela Santa Sé no início deste ano.

 

A cada domingo, queremos apresentar uma novidade dessa nova tradução, de modo a facilitar nossa participação na liturgia. Uma mudança se dará justamente no convite que o presidente faz à assembleia reunida para tomar parte no sacrifício eucarístico, logo após a apresentação das oferendas.

 

Para permanecer mais fiel ao original em latim, uma das fórmulas de convite do presidente será assim, a partir de agora: “Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso”. Atenção às mudanças, mas também ao seu sentido: há apenas um sacrifício oferecido na celebração da Missa: o próprio Jesus Cristo, que se manifesta, se imola e se dá em alimento nos dons do pão e do vinho.

 

Este sacrifício é oferecido pelo presidente, que associa a si o povo reunido, que, por isso, responderá: “Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja”. A mudança, para ser mais fiel ao latim, está apenas na inserção do pronome “sua”, mas vale a pena recordar que essa é uma resposta ao convite do presidente e que, portanto, não se dirige a Deus. Por essa razão, não se diz: “Receba, ó Senhor...”, mas: “Receba o Senhor...”, pois é a assembleia respondendo ao convite do presidente para a oferta do sacrifício.


 

 

2º DOMINGO DO ADVENTO

FICHA 03

 

 

 

Obs.: sugere-se que, neste dia, utilize-se a 1ª fórmula do ato penitencial (Confesso), tendo em vista a presente explicação. A melhor alternativa, até que tenhamos novas composições, seria fazê-lo rezado e, após a “absolvição”, cantar o “Kyrie eleison”.

 

Irmãos e irmãs, dando continuidade à apresentação das mudanças da 3ª edição do Missal Romano, atentos ao apelo de conversão deste domingo, veremos a mudança que houve na primeira fórmula do rito penitencial, o “Confesso”.

 

Para ser mais fiel ao original em latim, se dirá: “... pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria...”. A inserção deste “minha culpa”, com o gesto de bater no peito por três vezes, atende também ao acordo feito pelos países de língua portuguesa, a fim de que as aclamações dos fiéis fossem sempre as mesmas nestes países.

 

Essa mudança, bem como outras, exigirão de nossa parte um esforço para que nossas orações não sejam mais mecânicas – sob o risco de nos esquecermos essas mudanças – mas brotem de nosso interior. Como Pedro, que negou Jesus por três vezes, também eu, pecador, batendo três vezes no peito, reconheço o meu pecado, à semelhança daquele cobrador de impostos do evangelho de Lucas, que batia no peito e dizia: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador” (Lc 18,13).


 

3º DOMINGO DO ADVENTO

FICHA 04

 

 

 

Irmãos e irmãs, prosseguindo com a apresentação das mudanças nos textos das orações e respostas da nova edição do Missal Romano, neste domingo da alegria iremos tratar da aclamação memorial, que encontra-se no centro da oração eucarística, logo após a narrativa da instituição ou consagração.

 

Duas foram as razões para a mudança no texto. Para ser mais fiel ao latim, o presidente não dirá mais “Eis o mistério da fé”, mas apenas: “Mistério da fé!”, ao que se seguirá a aclamação do povo: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”.

 

Outra mudança se deu para facilitar a participação do povo, naqueles dias em que se optar por outra aclamação. Nestes casos, a aclamação estará de acordo com o convite feito pelo presidente. Assim, quando ele disser: “Mistério da fé e do amor!”, a assembleia dirá: “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda”. E, quando disser: “Mistério da fé para a salvação do mundo!”, os fiéis dirão: “Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição”.

 

Aproveitando: essa aclamação não faz parte da consagração (cf. IGMR 151) e, justamente por ser uma aclamação, os fiéis que estiverem ajoelhados, levantam-se para dizê-la ou cantá-la de pé, proclamando o mistério da Páscoa de Jesus: sua morte, ressurreição e ascensão aos céus. Por isso, especialmente aos domingos, essa aclamação deveria ser sempre cantada, para melhor expressar a alegria pascal nela contida.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Missão do Japão 26/11/2023: Solenidade - Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (Mt 25,31-46) Homilia



Hoje é o 34º e último domingo do calendário litúrgico da Igreja. Também hoje toda a Igreja celebra a Festa de Cristo Rei.

A leitura do Evangelho diz-nos que no dia do Juízo, aqueles que, durante a sua vida, ajudaram os pobres e os marginalizados serão abençoados por Cristo com a graça de entrar no Reino. Isto porque, para Jesus, qualquer coisa boa que uma pessoa faz a outra, é uma coisa boa feita a Ele.

Por outro lado, o evangelho nos diz que o Cristo Rei certamente recusará, a fazer parte do Reino, aqueles que forem colocados a sua esquerda, porque durante sua vida eles se recusaram a ajudar os pobres e necessitados. E para Cristo, não ajudar ou preocupar-se com quem precisa, equivale a não fazer nada de bom a Ele.

O evangelho de hoje é, de fato, uma boa previsão do que acontecerá no último dia. E dá uma dica importante para todos nós, sobre o que precisamos fazer, se quisermos ser colocados ao lado dos bem-aventurados e evitar fazer parte daqueles que serão amaldiçoados.

Gostaria de lembrar a todos que, definitivamente, nosso Senhor quer que estejamos lá no Dia do Julgamento, do lado direito, e não do lado esquerdo.

Portanto, lembremo-nos disto: se oferecermos amor e servirmos genuinamente os nossos irmãos e irmãs, especialmente aqueles que mais precisam, é quase certo que pertenceremos àqueles que serão favorecidos por Cristo, o Rei. Porque se não, também é quase certo que faremos parte da condenação eterna, preparada para aqueles que se recusam a amar e a ser fiéis.

Apenas uma pergunta curiosa. Se hoje mesmo for o Dia do Juízo Final, e Cristo Rei nos separar em dois grupos, com o tipo de vida que vivemos e com a forma como nos relacionamos uns com os outros, a que lado de Cristo Rei seremos colocados? Para a esquerda ou para a direita? Amém.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Missão do Japão 19/11/2023: 33º Domingo do Tempo Comum (Mt 25,14-30) Homilia



O nosso Evangelho de hoje, que utiliza a Parábola dos Talentos, diz-nos que ninguém neste mundo tem talento ou dom algum por si mesmo. Cada um foi presenteado por Deus. E se olharmos mais profundamente para dentro de nós mesmos, perceberemos que não se trata apenas de um talento, mas de vários.

Com o uso da parábola, somos informados que Cristo deseja salientar que todo dom ou todo talento que temos, foi nos dado com um propósito.

Nosso Senhor certamente ficará feliz em saber que os dons que Ele nos deu estão em bom uso e, claro, desenvolvidos. Ele certamente ficará feliz em saber que os presentes não estão sendo desperdiçados. Pelo contrário, estão dando frutos e afetando positivamente a vida de outras pessoas. É claro, portanto, meus amigos, que os dons e talentos que nos foram dados não se destinam a que tiremos vantagem dos outros, nem sirvam de competição, muito menos para espalhar negatividade. Esses presentes nos são dados para tornarmos a vida uns dos outros feliz e significativa.

Nesta Missa, peçamos a Deus que nos abençoe e nos torne suficientemente sábios para compreender que não é mais importante se os dons são muitos ou poucos. O que é importante é que a bondade de Deus se mova e atue nas nossas vidas e nas vidas dos outros todos os dias, e os dons sejam usados adequadamente por nós. Para que quando chegar a hora de prestarmos contas ao nosso Criador, tenhamos prazer em dizer-Lhe: “Missão cumprida”. E tendo dito isto, Deus certamente nos diria: “Muito bem. Venha comemorar comigo”.

Amém.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Missão do Japão 12/11/2023: 32º Domingo do Tempo Comum (Mt 25,1-13) Homilia



Se olharmos para as nossas vidas, perceberemos que, de alguma forma, um elemento essencial e necessário é o aspecto da preparação ou estar pronto.

Nós nos preparamos porque queremos que as coisas sejam tranquilas e devidamente ordenadas. Preparamo-nos, para que possamos ter um futuro melhor. Preparamo-nos para ter a certeza de que estamos prontos para enfrentar qualquer eventualidade que surja em nosso caminho.

A preparação ou o aspecto de estar pronto é muito enfatizado em nossas vidas. Não só porque é importante em relação às coisas materiais e físicas da vida, mas também é significativo quando falamos da Vinda do nosso Senhor e do Reino de Deus.

Assim como no caso do Noivo, cuja chegada não era conhecida pelas virgens, nós também não sabemos quando acontecerá a Segunda Vinda. Ou simplesmente, quando terminará a nossa vida na terra. Isso, ninguém sabe. É por isso que Jesus nos diz para ficarmos atentos, preparados e prontos o tempo todo.

Irmãos e irmãs, nosso evangelho hoje descreve claramente o que se espera de nós, como seguidores de Jesus. Um verdadeiro cristão sabe muito bem que a sua vida na terra é apenas um caminho rumo à verdadeira vida no Reino. E a vida na terra é uma oportunidade dada para nos prepararmos para a dignidade da vida eterna e a celebração eterna no Reino.

Um discípulo de Jesus sabe muito bem que preparar-se significa saber partilhar, perdoar, responder às necessidades dos outros e, sobretudo, amar com todo o coração. Um verdadeiro cristão tem visão. Ele sabe que para ser digno de entrar no Reino precisa estar preparado e ser uma pessoa transformada pela Graça. Amanhã não. Nem no próximo mês. Muito menos no próximo ano. Mas agora. 

Amém.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Missão do Japão: Três reflexões em um post


Missão do Japão 05/11/2023:
 31º Domingo do Tempo Comum (Mt 23,1-12) Homilia

“Eles não praticam o que falam. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros”. Foi assim que Jesus descreveu os fariseus e os mestres da Lei aos Seus ouvintes.

No entanto, você acha que Jesus se referia, com estas palavras, apenas com relação aos fariseus de Seu tempo? Ou ainda, pretendia que Suas advertências fossem dirigidas apenas aos líderes da Igreja? Talvez não. Porque, na verdade, estas palavras de Jesus também têm algo a ver conosco. E as Suas advertências vão, não apenas aos líderes da Igreja, como os bispos e padres, mas para cada ser humano. Especialmente, para todos os cristãos.

“Eles não praticam o que falam”. Até que ponto somos sinceros com as palavras que falamos? Quando afirmamos que somos cristãos, isso significa que realmente vivemos da maneira que Cristo deseja que vivamos? Muitos de nós afirmamos que somos cristãos, mas, infelizmente, muitos de nós também criticamos e julgamos facilmente os outros. Dizemos que somos cristãos, mas não é verdade que muitas vezes alguns de nós vivemos, contrariamente a esta identidade?

“Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros”. Quão genuínas são as nossas intenções quando praticamos boas ações? Como, por exemplo, a boa prática de vir à Igreja para a missa. Será porque acreditamos que há alegria em estarmos juntos como uma comunidade em nome de Jesus? Da mesma forma, qual é o nosso motivo quando oferecemos ajuda a outras pessoas, como os pobres e os sem-teto? Será que o fazemos porque acreditamos ser esse o querer de Jesus e que como cristãos esta é a nossa responsabilidade?

Estas palavras de Jesus não têm a intenção de fazer-nos sentir culpados. Mas nos encorajam todos nós presentes nesta celebração, a fazer-nos uma auto avaliação. Quão sinceros somos como seguidores do Senhor? Quão genuínos são nossas motivações quando praticamos atos de caridade?

Se acontecer de percebermos que somos um pouco semelhantes a esses líderes de Israel, o Senhor nos chama a aceitar humildemente o nosso limite. E com humildade, aprendamos a padronizar os motivos de nossas ações e comportamentos de acordo com os de Jesus. Somente por causa do Amor. Sempre por amor. Amém.


Missão do Japão 29/10/2023: 30º Domingo do Tempo Comum (Mt 22,34-40) Homilia

Neste domingo em nosso evangelho, nosso Senhor foi questionado por Seus críticos com a pergunta “qual é o maior mandamento da Lei?”. O amor sincero a Deus e ao próximo foi a resposta de Jesus a essa pergunta. A partir desta resposta de Jesus, podemos compreender que antes de mais nada estamos aqui neste mundo não para nos ocuparmos em definir o que é o AMOR. Mas para ter certeza de que estamos realmente encarnando isso em nossa vida cotidiana como nossa resposta ao maior e mais importante mandamento que Deus nos deu. O que na verdade Jesus quer que façamos é concretizar o AMOR, no seu verdadeiro sentido, nas nossas vidas. AMOR não como mero conceito. Mas o AMOR concreto. Amor não apenas um substantivo... ou um tópico de discussão... mas AMOR como uma palavra de ação.

A preocupação de Jesus com os fariseus e seus outros críticos era que o AMOR, muito mais que AMOR por Deus, era apenas uma coisa de cabeça. Eles poderiam falar e pregar longamente sobre isso, mas tinham dificuldades de vivê-lo de forma concreta. Com retórica, eles ignoraram e condenaram os pobres ao ostracismo, e relegaram as viúvas e os órfãos como sem importância. Bem como, manipularam as pessoas simples, apenas para fazê-las seguir suas próprias regras e mandamentos que foram manipulados para se protegerem. E sem esquecer como trataram o próprio Jesus, quando Ele começou a criticar os seus valores, as suas leis e o seu modo de vida. Se eles realmente entendiam o amor, e se o seu amor por Deus era real, por que todas aquelas ações que obviamente eram contrárias ao significado que Jesus nos mostrou?

Mais uma vez aqui diante de nós está Jesus pendurado na cruz salvífica. Desta Cruz podemos deduzir que para Jesus AMOR é oferecer-se como ato de obediência ao Pai que tanto O amou. É oferecer-se a si mesmo pelas pessoas que seu Pai também ama. Nunca é apenas da boca para fora. É desistir da própria vida por uma grande causa. Suas ações vêm do fato de que Ele ama o Pai, de todo o coração, alma e entendimento. E esse Amor sincero o levou a manifestar um AMOR essencialmente altruísta.

Meus queridos amigos, todos nós AMAMOS a Deus, certo? Mas é verdade? É real? É concreto? Tem eco na vida das pessoas ao nosso redor?

Novamente, todos nós amamos a Deus, certo? Mas será que o tipo de vida que vivemos podemos dizer honestamente “SIM”? “Amar os pobres é amar a Deus da maneira certa; servi-los bem é servi-Lo bem; para honrar Nosso Senhor, devemos imitá-Lo". São Vicente de Paulo.


Missão do Japão 22/10/2023: 29º Domingo do Tempo Comum (Mt 22,15-21) Homilia

“Dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus”. Embora a declaração de Jesus promovesse dois valores positivos, alguns estudiosos das escrituras dizem que Jesus na verdade deu peso à segunda parte.  Os estudiosos das escrituras dizem que se olharmos mais profundamente na declaração de Jesus, a ênfase estava na verdade mais nas palavras “Dai a Deus o que é de Deus”.  Os inimigos de Jesus tentaram enganá-Lo para revelar as Suas opiniões políticas, especialmente sobre o pagamento de impostos. O que Seus inimigos não perceberam, porém, é que Ele estava tentando fazê-los avaliar seus valores, especialmente no que diz respeito a Deus.  Ele queria que eles se vissem em relação à verdadeira questão – que é o relacionamento das criaturas com Deus, o Criador.

Isto, penso eu, é o que Jesus realmente queria enfatizar. Que as pessoas do seu tempo já tinham esquecido a sua verdadeira relação com Deus. Eles estavam muito focados na legalidade.  Sobre questões políticas de seu tempo. Mas ignoravam e davam menor importância a um relacionamento sincero e fiel com Deus.  Eles se concentraram mais em suas leis, costumes e tradições.  Pois já tinham como certa a sua ligação com o Criador.

O que creio, não está longe de muitas pessoas do nosso tempo, mesmo entre nós que somos cristãos batizados.  Muitos de nós nos concentramos mais nos assuntos deste mundo, mas esquecemos um que é muito essencial.

Não devemos esquecer que, antes de mais nada, somos criação de Deus.  Somos filhos de Deus.  Portanto, se há algo que devemos priorizar é o nosso relacionamento com Ele.  Como diz o ditado, “coloque Deus em primeiro lugar e Ele coroará os seus esforços com sucesso”.

Temos nos entregado a muitas coisas em nossas vidas. Mas será que realmente nos oferecemos e nos comprometemos a ser fiéis a Deus?  Amém.

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

ORAÇÃO PARA PROMETER NÃO BEBER BEBIDAS ALCOÓLICAS, NÃO USAR DROGAS, NÃO FUMAR



Senhor, tu sabes que eu te amo e que me arrependo profundamente de ter desperdiçado minha vida no vício e de ter feito sofrer as pessoas que amo.

É por isso que Senhor, quando percebo o grande erro que cometo, diante de ti e da Santíssima Virgem Maria

Eu _________________________ (Nome completo)

PROMETO parar de beber, usar drogas ou fumar durante o período de:

______________________________________

(Estipule tempo, pode ser o resto da sua vida)

Faço essa promessa de começar a viver do jeito que tu queiras e reconquistar o carinho de quem amo.


______________, ____ de _______________ de ______

(Local, Datos)

___________________________________

Assinatura

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Missão do Japão 15/10/2023: 28º Domingo do Tempo Comum (Mt 22,1-14) Homilia



Não entrarei em uma análise acadêmica desta parábola em minha homilia. Deixe-me apenas dizer que a parábola é obviamente sobre o esforço de Deus para convidar as pessoas a estarem com Ele no Reino, para celebrar o Grande Banquete. Infelizmente, alguns dos convidados no passado não apenas não prestaram atenção ao Seu chamado, mais também continuaram a viver uma vida contrária aos valores do Reino.

O que eu gostaria que víssemos é a verdade de que Deus fez um convite. Eu acredito que isso é muito importante. E os convidados não foram apenas as pessoas de antigamente. Também nós, as gerações presentes e também as futuras, somos convidados a participar no Grande Banquete.

Embora exista um convite para entrar no Reino e celebrar, também existe um requisito para poder entrar e participar. Precisamos ser dignos do Reino e da celebração. É suficiente ser um frequentador regular da missa? É suficiente ser filantropo ou doador para boas causas? É suficiente orar?

É bom ir regularmente à missa, ser filantropo ou orar. Mas estas não são garantia suficiente da nossa entrada para a vida eterna.

Somos fiéis a Deus? Estamos amando e perdoando os outros? Se estivermos, então, Deus certamente ficará feliz em nos receber. Ele certamente ficará encantado em celebrar o Grande Banquete conosco. Amém.


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

ENCUENTRO FRATERNO CON ESTUDANTES VICENTINOS DE CIUDAD DEL MÉXICO 2023


La Iglesia de Cristo, las ramas de la Familia Vicentina, especialmente la Congregación de la Misión, hemos celebrado con mucha alegría a San Vicente de Paúl el 27 de septiembre. En este 2023, he tenido la dicha de celebrar, memorablemente esta fiesta en el Seminario Mayor de Teología de la Congregación de la Misión Provincia de México, al sur de la ciudad, en Tlalpan Centro.


 

Las celebraciones alusivas a la fiesta de nuestro Santo Fundador constaron de un Triduo y la Eucaristía Solemne muy bien organizado por los Estudiantes locales. He tenido el honor de presidir en el 2º Día del Triduo (26 septiembre). Pensé en hacer la celebración el portugués, pero a la hora nos fuimos al castellano, y salió según le pareció al Espíritu. El 27 por la mañana nos reunimos pronto en la capilla del seminario, y con devoción cantamos las Laudes, seguida de las Mañanitas a San Vicente de Paúl. Al medio día hubo “casa abierta” a invitados de otros seminarios y amigos, que participaron de la riquísima comida mexicana (Pozole, un platillo prehispánico), seguida de un torneo deportivo entre los seminaristas de las diferentes congregaciones que se hicieron presentes, y que jugaron vóley, básquet y fútbol; al final ganó el equipe anfitrión (¡Felicidades a los Estudiantes Vicentinos!). Por la noche, la capilla del seminario se quedó pequeña para la gran satisfacción de los invitados y residentes, al celebrar solemnemente a San Vicente de Paúl con eucaristía presidida por el Visitador Provincial, padre Juan Rodríguez, y concelebrada por los formadores, el padre Antonio Guadalupe Escobedo y el padre Arturo Ernesto Hernández, y por mí, padre Cleber Teodosio, estudiantes y demás miembros del Pueblo de Dios presentes. La noche ha sido clausurada con una deliciosa cena, inaugurando un local en la parte externa del seminario, propia para ese tipo de convivencia y fraternidad.


 

El 28, por la noche, compartí con los chicos una ponencia, cuyo título fue: “Ser sacerdote según San Vicente de Paúl”, un texto del P. Corpus Delgado, que hemos trabajado en el Master en Vicencianismo[1], complementado por el texto de la identidad del colegiado brasileño de los “Padres de la Caminada”. También compartimos con los chicos experiencias ya en ejercicio en Brasil, y archivo sobre la celebración del IV Centenario de Fundación de la Congregación de la Misión, concluimos la noche con la celebración de la Eucaristía. 


 

Entre los huecos de las actividades propias del seminario, he tenido la gracia de visitar algunos lugares especiales del País, comenzando por la Basílica de la Virgen de Guadalupe, Centro Histórico de la Ciudad del México, Castillo de Chapultepec, Museo Frida Kahlo y Pirámides de Teotihuacán. Cada uno de los lugares visitados presentan un sinfín de conocimientos demostrando cual rica, fuerte y vibrante es la religiosidad, cultura y fuerza del pueblo mexicano.  


 

No bastase toda esa maravilla que el buen Dios me permitió vivir, súmale a eso, momentos preciosos vividos en la Ciudad de Panamá, donde he tenido largas horas de conexión que se mudaron en minutos, con lo grande que es el corazón de los panameños o americanos que viven allí, y que no midieron esfuerzos para brindarme ratos inolvidables, tales como conocer gente nueva, visitar el canal, celebrar y concelebrar con los cohermanos, las hijas de la caridad y con la gente de la parroquia.


 

Por todas estas experiencias, sólo me resta agradecer a Dios, a la Congregación, a mis cohermanos de Brasil, México y Panamá y demás amigos que la vida me fue presentando, semillas que pido a Dios, saber cultivar. Dios los bendiga a todos, ojalá volvamos a vernos pronto, por allá o por acá. Aquí tienen su casa.




[1] Curso fruto de la Asamblea General de la Congregación de la Misión, Chicago 2016, a cargo del SIEV y ministrado, on-line, por la Universidad de Deusto (España). El Máster facilita a los miembros de la Congregación y de la Familia Vicenciana un camino para estudiar la historia y la espiritualidad vicenciana, les brinda herramientas para su mejor comprensión y actualización y les facilita medios para hacerse competentes para la animación pastoral, la formación y el acompañamiento en el servicio a los pobres.

Ver a seguir más momentos eternizados:

Comida Mexicana

Panama City

Inés y P. Gregorio

Teotihuacán festeja al encender la antorcha de los Juegos Panamericanos Lima 2023

Pirámides de Teotihuacán

Castilo de Chapultepec

Museo Frida Kahlo