segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Terço das Virtudes Vicentinas com Meditações

 




“TERÇO DAS VIRTUDES VICENTINAS”

 

Como rezar:

 

Inicia-se com o sinal da cruz – símbolo dos cristãos que nos exorciza do mal; seguido de um Pai Nosso, “a oração dos pobres” (Papa Francisco, Mensagem para o 1º Dia Mundial dos Pobres), e de uma Ave Maria, em louvor à nossa Mãe. Em seguida, reza-se, no lugar dos cinco Pai Nossos e das 50 Ave Marias do terço, as orações que seguem abaixo, coroando cada mistério com um Glória ao Pai. Finaliza-se o Terço com a oração indicada.

 

·         Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

·         Pai Nosso…

·         Ave Maria…

 

Contas grandes:

Deus, nosso Pai, dai-nos, por intercessão de São Vicente de Paulo, as virtudes missionárias, a fim de melhor seguir vosso filho Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres.

 

Contas pequenas:

Por vossa vida e missão, / morte e ressurreição, / vivamos o zelo, a humildade e a mansidão, / a simplicidade e a mortificação.

 

Conclusão do mistério:

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.

 

Oração conclusiva:

São Vicente de Paulo, exemplo de docilidade ao Espírito, que com, vosso amor afetivo e efetivo, organizastes o serviço dos pobres, promovestes os leigos, renovastes o Clero e a Vida Consagrada, alcançai do Senhor para nós a graça que agora vos pedimos (pedir a graça), e ensinai-nos a crescer na prática das virtudes, seguindo a Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres. Amém

 

Ó Maria concebida, sem pecado. Rogai por nós que recorremos a vós!

 

 

 

Diác. Cleber Teodósio, CM

MISSIONÁRIO VICENTINO

 

TRÊS OPÇÕES DE REFLEXÕES SOBRE AS VIRTUDES VICENTINAS PARA OS MISTÉRIOS DO TERÇO:

 

OPÇÃO 1:

1º mistério – contemplamos a virtude da SIMPLICIDADE

 “A simplicidade é a virtude que mais amo, eu a chamo de meu evangelho.” (SV I, 284)

 

2º mistério – contemplamos a virtude da HUMILDADE

 “Deus abençoa os humildes, está na origem do bem que fazemos, nos chama a fazer grandes coisas.” (SV X, 128)

 

3º Mistério – contemplamos a virtude da MANSIDÃO

“Se não se pode ganhar uma pessoa pela amabilidade e pela paciência, será difícil consegui-lo de outra maneira.” (SV VII, 226)

 

4º Mistério: contemplamos a virtude da MORTIFICAÇÃO

 “A mortificação significa submeter as paixões e os impulsos à razão.” (SV X, 56)

 

5º Mistério – contemplamos a virtude do ZELO APOSTÓLICO

 “Se o amor de Deus é um fogo, o zelo é a sua chama. Se o amor é um sol, o zelo é o seu raio.” (SV XII, 307-308)

 

OPÇÃO 2:

1º mistério – contemplamos a virtude da SIMPLICIDADE

Para São Vicente a virtude da simplicidade educa-nos na capacidade de desenvolver os valores da verdade, da sinceridade, da transparência. Viver plenamente a simplicidade nos ajudará a evitar sermos falsos uns com os outros e muito menos com o povo, por esta virtude somos chamados a ser simples, a dizer as coisas como são, sempre com sinceridade em relação à outra pessoa.

 

2º mistério – contemplamos a virtude da HUMILDADE

São Vicente de Paulo define a Humildade com a virtude que já a característica essencial à nossa missão. A Humildade é a virtude que nos torna capazes de reconhecer e admitir nossas fraquezas e limitações, criando assim a possibilidade de confiar mais em Deus e menos em nós mesmos. A humildade ajuda-nos a nos livrarmos da nossa autossuficiência, a reconhecermos nossa dependência do amor do Criador e nossa interdependência comunitária. Ao mesmo tempo, a humildade nos capacita para reconhecer nossos talentos, que dever ser postos a serviços das outras pessoas. É a virtude que permite aos pobres aproximar-se de nós. É a virtude que nos ajuda a ver com que todos somos iguais aos olhos de Deus. A vivência desta virtude educa-nos e capacita-nos, em contrapartida, para aproximar-nos progressivamente dos pobres.

 

3º Mistério – contemplamos a virtude da MANSIDÃO

Para São Vicente a mansidão se entende como a força, a virtude, que permite a pessoa moderar razoavelmente sua ira e indignação. A mansidão não é agressiva, raivosa, barulhenta. Certamente uma virtude chave na comunidade. É a virtude que ajuda a construir a confiança de uns nos outros, porque, quando somos amáveis, os que são tímidos se abrirão em relação a nós. Por estas razões podemos dizer que a mansidão é a virtude por demais vocacional, como constatou o próprio São Vicente ao escrever: “Se não se pode ganhar uma pessoa pela amabilidade e pela paciência, será difícil consegui-lo de outra maneira”.

 

4º Mistério: contemplamos a virtude da MORTIFICAÇÃO

São Vicente afirma que por esta virtude somos interpelados a morrer para nós mesmos. É a virtude que pede que nos entreguemos totalmente, pensemos primeiro nos outros, pensemos especialmente nos Pobres antes de pensar em nós mesmos. Esta virtude educa-nos para o altruísmo em detrimento do nosso egocentrismo.

 

5º Mistério – contemplamos a virtude do ZELO APOSTÓLICO

Podemos identificar o zelo apostólico com paixão pela humanidade. O zelo é a consequência de um coração verdadeiramente compassivo. Trata-se da paixão por Cristo, paixão pela humanidade e paixão especialmente pelo pobre. O zelo é a virtude verdadeiramente missionária. Expressa-se em forma de disponibilidade, de disposição para o serviço e a evangelização mesmo quando as forças físicas já estão decadentes.

 

OPÇÃO 3:

 

As virtudes vicentinas foram apresentadas por São Vicente como as faculdades da alma de toda a Congregação (RC, II,14). “As cinco limpidíssimas pedras de Davi, com as quais em nome do Senhor dos Exércitos venceremos o infernal Golias” (RC, XII, 12). Conhecer as Cinco Virtudes Vicentinas é essencial para aqueles que desejam trilhar o caminho espiritual de São Vicente de Paulo. A partir da leitura e vivência das máximas do Evangelho, São Vicente selecionou cinco virtudes que devem emoldurar o caráter daqueles que desejam trabalhar na evangelização dos pobres, através do Carisma Vicentino: Simplicidade, Humildade, Mortificação, Mansidão e Zelo Apostólico.

 

 

1º mistério – contemplamos a virtude da SIMPLICIDADE

Para São Vicente a simplicidade educa-nos na capacidade de desenvolver os valores da verdade, da sinceridade e da transparência. Por esta virtude somos chamados a ser simples.

Assim o expressa numa carta a Francisco du Coudray, em 6 de novembro de 1634: “Você sabe que a bondade de seu coração me deu, graças a Deus, a liberdade de lhe falar com toda confiança e sem nada lhe ocultar; creio que sabe disso pela minha conduta com você. Jesus, meu Deus! Terei que reconhecer com pena algo do que disse ou fiz contra a santa simplicidade? Deus me guarde, padre, de agir assim com alguém. É a virtude que mais aprecio e na qual ponho mais atenção em meu proceder, segundo creio; e, se me é permitido dizê-lo, diria que obtive alguns progressos na prática desta virtude, pela misericórdia de Deus” (I, 310s).

“Pelo que se refere a mim, não sei, mas parece-me que Deus me deu um gosto tão grande pela simplicidade, que eu a chamo meu Evangelho. Sinto uma devoção especial e consolo ao dizer as coisas como são” (IX,546).

O missionário, à imitação de Cristo, deve ser simples nos seus discursos, “se quer que o povo o entenda, quando anuncia a Palavra de Deus” (XI,347 – conselhos ao Pe. Antônio Durand, 1656).

 

2º mistério – contemplamos a virtude da HUMILDADE

A humildade, definida do São Vicente, é a virtude que é essencial a missão vicentina. É aquela que torna capaz de reconhecer e admitir nossas fraquezas e limitações, confiando, desta forma, mais em Deus. É a virtude que permite aos pobres aproximar-se de nós. É a virtude que nos ajuda a ver que todos somos iguais aos olhos de Deus.

Escreve a Férmin Get a 8 de março de 1658: “Não digamos: eu fiz tal ato bom, porque devemos fazer tudo em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo” (VII,91). “Tenha muito cuidado em nada atribuir a si mesmo. Se fizer assim, comete latrocínio e causa injúria a Deus, que é o único autor de todo bem”, escreve a Santiago Pesnelle a 15/10/1658 (VII,250).

Em uma carta a Carlos Nacquart de 22/03/1648 escreve falando sobre a graça da vocação: “Somente a humildade é capaz de receber esta graça. A ela deve seguir um total abandono de tudo o que você é e de tudo o que poderia ser junto com uma suprema confiança no soberano Criador” (III,256).

“Concede-nos que a humildade seja a virtude característica da Missão. Oh! virtude santa, como sois bela! Oh! Pequena Companhia, como sois digna de amor, se recebeis a graça de Deus” (XI,489). É também a virtude característica da Filha da Caridade (IX,1069).

“É a virtude de Jesus Cristo, a virtude de sua santa Mãe, a virtude dos maiores santos, e finalmente é a virtude dos missionários” (XI,745).

“Que será da Companhia se viveis em humildade? Fareis desta pequena Companhia um paraíso, e as pessoas dirão que este é um dos grupos mais felizes do mundo” (IX,1000).

“... nossa finalidade são os pobres, a gente vulgar do povo; se não nos acomodamos a eles, não os poderemos servir em nada; o meio pelo qual podemos tornar-nos úteis é a humildade, porque a humildade faz com que nos ‘aniquilemos...’” (XII,305. Conf. De 22/8/1659).

“Já é algo que alguém se afeiçoe particularmente a este desprezo de si mesmo, porém não basta: é necessário afeiçoar-se também ao desprezo pela Companhia. Não basta que aceitemos as humilhações cada qual em particular; devemos aceitá-las em geral, contentes de que se diga que a Missão é inútil na Igreja, que é composta de alguns pobres homens...” (XII, 203 – Conferência de 18/4/1659)

 

3º Mistério – contemplamos a virtude da MANSIDÃO

São Vicente dizia que a mansidão se entende como a força, a virtude que permite a pessoa a moderar, razoavelmente, sua ira e indignação. É a virtude que ajuda a construir a confiança de uns nos outros, porque, quando somos amáveis, os que são tímidos se abrirão em relação a nós.

São Vicente escreve a Luísa de Marillac a 1º de novembro de 1637: “Se a doçura do seu espírito precisa de um pouquinho de vinagre, peça-o emprestado a Nosso Senhor. Oh! Mademoiselle, como Ele sabia encontrar o acridoce, quando necessário!” (I,408).

Escreve a Dionísio Laudin, superior de Lê Mans, a 7 de agosto de 1658: “Assim pois, padre, pode continuar com ele, fazendo-o guardar o que pode do regulamento, conforme o espírito de Nosso Senhor, que é ao mesmo tempo suave e firme. Se não se ganha uma pessoa pela mansidão e pela paciência, será difícil ganhá-la de outro modo” (VII,197)

“Não há pessoas mais constantes e mais firmes no bem do que os que são mansos e pacíficos; pelo contrário, os que se deixam levar pela cólera e pela paixão dos desejos irascíveis, são geralmente muito inconstantes, porque agem pelos ímpetos e impulsos. São como as correntezas, que só têm força e violência nas enchentes e secam logo após ter passado o temporal, enquanto que os rios, que representam as pessoas pacíficas, correm sem ruído, com tranquilidade, sem jamais secar” (XI,752).

“... são as pobres gentes que vem a se confessar, toscos, ignorantes, tão fechados e, por assim dizer, tão animais, que não sabem quantos deuses há e nem quantas pessoas em Deus; ainda que se lhes diga cinquenta vezes, no final continuarão sendo tão ignorantes como no princípio... Se alguém não tem mansidão para aguentar a sua rusticidade, que poderá fazer? Nada; ao contrário, assustará essas pobres gentes” (XII, 305 – Conferência de 22/8/1659).

 

4º Mistério: contemplamos a virtude da MORTIFICAÇÃO

Esta é a virtude que nos pede para que entreguemos ao trabalho vicentino. Devemos nos entregar aos Pobres. Com a mortificação conhecemos o altruísmo.

“Padres, tenhamos sempre este exemplo diante dos nossos olhos e nunca percamos de vista a mortificação do Senhor, e que estamos obrigados a nos mortificar, para podermos segui-lo. Ponhamos nossos afetos sobre os seus, para que seus passos sejam a regra dos nossos no caminho da perfeição. Os santos são santos por terem seguido suas pegadas, por saberem renunciar a eles mesmos e por se terem mortificado em tudo” (XI,524).

“Outro meio, minhas filhas, que as ajudará muito na oração, é a mortificação. São duas irmãs tão estreitamente unidas que nunca estão separadas. A mortificação vai na frente e a oração a segue; de modo que, minhas queridas irmãs, se quereis ser mulheres de oração, como é necessário, tereis que aprender a vos mortificardes” (IX,391).

“Em relação ao que você me propôs a respeito de trabalhar seriamente para mortificar o juízo e a vontade dos seminaristas”, escreve São Vicente a Pedro de Beaumont, “dir-lhe-ei, senhor, que isto não se pode fazer de uma vez, mas pouco a pouco, com mansidão e paciência. A mortificação, como as outras virtudes só se adquire por meio de atos repetidos” (V,415s).

 

5º Mistério – contemplamos a virtude do ZELO APOSTÓLICO

Pode ser identificado como a paixão pela humanidade. É a paixão de Jesus pela humanidade e, em especial, pelo Pobre. O zelo é a virtude missionária, pois expressa a vontade de evangelizar independente das circunstâncias.

“Peçamos a Deus que dê à Companhia esse espírito, esse coração que nos faz ir a qualquer parte, esse coração do Filho de Deus, coração de Nosso Senhor, coração de Nosso Senhor que nos dispõe a ir como ele iria e como teria ido se sua sabedoria eterna tivesse achado conveniente ir para trabalhar pela conversão das pobres nações. Para isso ele enviou seus apóstolos e nos envia como a eles, para levar seu fogo a todas as partes” (XI,190.281.590).

“Vejam, meus padres e irmãos, devemos ter em nosso interior esta disposição, e até este desejo, de sofrer por Deus e pelo próximo, de nos consumirmos por eles. Oh! quão felizes aqueles aos quais Deus concede estas disposições e desejos! Sim, padres, é preciso que nos ponhamos totalmente a serviço de Deus e a serviço do povo; temos de nos entregar a Deus para isto, consumirmos-nos por isto, dar nossas vidas por isto, despojarmos-nos para nos revestirmos de novo; ao menos, querer estar nesta disposição, se ainda não a temos; estar dispostos e preparados para ir aonde Deus quer, seja às Índias ou a outra parte; numa palavra, expormos-nos voluntariamente ao serviço do próximo, a fim de dilatar o reino de Cristo nas almas. Eu mesmo, embora já seja velho e de idade, não deixo de ter dentro de mim esta disposição e estou inclusive disposto a ir às Índias para ali ganhar almas para Deus, mesmo que tenha de morrer no caminho ou no navio” (XI,258.158.292).

Insiste com Luísa de Marillac (I,1158): “Tenha cuidado de conservar sua saúde por amor a Nosso Senhor e de seus pobres membros, e evite trabalhar demasiado. É uma astúcia do diabo que engana muitas almas boas, levando-as a fazerem mais do que podem, para que logo não possam fazer nada”.

 

ORAÇÃO DA FAMÍLIA VICENTINA

Senhor Jesus, Tu que te fizeste Pobre, / Faze que tenhamos os olhos e o coração voltados para os Pobres/ E que possamos reconhecer-Te neles;/ Em sua sede, em sua fome, em sua solidão e em sua dor.

Suscita em nossa Família Vicentina/ A unidade, a simplicidade, a humildade/ E a chama de Caridade que inflamou o coração de São Vicente de Paulo.

Dá-nos a força para que, fiéis à prática dessas virtudes,/ Possamos contemplar-Te e servir-Te na pessoa dos Pobres / E um dia unirmo-nos a Ti e a eles no teu Reino. / Amém

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Missão do Japão 11/09/2022. 24º Domingo Tempo Comum C (Lc 15,1-32 – Forma breve: Lc 15,1-10) Homilia

 


Esta parábola, mais do que qualquer outra coisa, nos diz por que Jesus e Seu evangelho são Boa Nova. Alguém disse que, se o restante dos quatro Evangelhos se perdesse, exceto esta parábola, ainda teríamos o coração da mensagem de Jesus: Deus é Amor e Misericordioso.

Desde a época em que o Pai criou o mundo por causa de Seu Amor transbordante, esse Amor por Sua criação nunca mudou. Mesmo que muitas vezes nos tornemos filhos pródigos e infiéis, por causa desse amor inabalável de Deus, Ele permaneceu fiel a nós. Porque Deus nos vê como santos em potencial, e não pecadores para sempre.

O evangelho deste domingo, além de ser uma Boa Nova para nós pecadores, também nos faz questionar sobre nossa própria atitude para com os pecadores. Nós nos parecemos com o irmão mais velho, que se colocou como juiz? Somos semelhantes, no sentido de que, como este irmão mais velho, também temos corações endurecidos, incapazes de compartilhar o perdão?

Podemos seguir a deixa do próprio São Paulo. Depois de perceber que Deus o havia perdoado por meio de Jesus, Paulo glorificou a Deus tornando-se um instrumento de divulgação da Boa Notícia. Lembre-se, cada vez que perdoamos, cada vez que oferecemos paz e misericórdia, espalhamos a Boa Nova do Amor de Deus. E toda vez que fazemos essas coisas, provamos que somos, de fato, filhos do Pai.

Amém

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Missão do Japão 04/09/2022. 23º Domingo Tempo Comum C (Lucas 14,25-33) Homilia



O Evangelho nos diz que é preciso sacrificar algumas coisas na vida, como as relações familiares e é preciso suportar a cruz da vida, para provar a fidelidade a Jesus e ser considerado digno do dom da vida eterna.

Ao colocar essas exigências, Jesus não está relativizando o valor do 4º mandamento, “amar e honrar os pais”, muito menos desvalorizando a importância à tendência natural das pessoas de cuidar dos outros. Mas o que Jesus quer nos lembrar é que, um verdadeiro discípulo reconhece a forma mais elevada do Amor. E esse amor é Amor por Deus.

Porque se uma pessoa tem esse tipo de Amor, certamente ela é capaz de deixar para trás qualquer coisa. Se alguém tem esse amor profundo por Deus, é capaz de carregar a cruz que lhe foi dada, por mais pesada que pareça. Um discípulo, que dá prioridade ao seu amor pelo seu Criador, certamente será capaz de seguir Jesus, apesar dos desafios que lhe são exigidos.

Lembremo-nos, ao seguir o Senhor, não há exigência de uma personalidade agradável. Nem mesmo alto desempenho acadêmico. Você não é obrigado a ser bom em inglês ou especialista em informática. O que Jesus precisa são aquelas pessoas cujas mentes e corações estão abertos aos Seus ensinamentos. Aqueles que são capazes de amar e perdoar.

As exigências de Jesus parecem duras e pesadas demais. Mas lembre-se, as dificuldades dos requisitos não são nada comparadas às grandes bênçãos que receberemos se pudermos suportar as exigências de seguir o Senhor.

Amém.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Missão do Japão 28/08/2022. 22º Domingo Tempo Comum C (Lucas 14,7-14) Homilia


Diz-se que certa vez foi feita uma pergunta a Santo Agostinho: “Que virtude é mais importante e necessária de se ter?” E sua resposta foi: “Humildade”. Quando lhe perguntaram qual era a segunda, ele disse: “Humildade”, e perguntado qual a terceira, sua resposta foi: “Humildade”.

A nossa liturgia de hoje, especialmente o Evangelho, recorda-nos esta grande virtude.

O que é humildade? O que há de bom em ser humilde? Aonde essa humildade nos levará?

Humildade significa Verdade. Porque ser humilde é um reconhecimento e valorização da nossa própria personalidade. É integridade, sinceridade e honestidade. Uma pessoa que tem humildade conhece sua própria força, assim como sua própria fraqueza. Uma pessoa humilde certamente se esforçará para fortalecer sua fraqueza e usar adequadamente sua força. E uma coisa importante é esta: uma pessoa humilde sabe muito bem a quem dará o crédito por sua bondade e realizações. Ela sabe que certamente isso pertence a Deus, a Fonte e Razão de tudo o que ela tem.

Em nossa primeira leitura, nos é dito que, se formos humildes, Deus certamente encontrará bondade em nós e nos abençoará com a graça necessária. Mas se manifestarmos o contrário, sendo repugnantes, orgulhosos e muito autoconfiantes, seremos envergonhados. Porque, como diz o evangelho, “quem se exalta será humilhado”.

Uma pessoa que não é humilde é muito cheia de si mesma. Acreditando que qualquer conquista que obtenha, quaisquer coisas boas que possua, são todas por causa de sua própria capacidade. Não inclui a contribuição de outros. Não considera as oportunidades e situações trazidas a ela que a ajudaram, de uma forma ou de outra. E o pior de tudo, para ela, Deus não está no controle. Porque para ela, Deus está tão distante e nunca se relaciona com ela e com qualquer vitória que ela consiga. Infelizmente, para pessoas assim, a vida termina em condenação e sofrimento eternos.

Se tivermos em nós, porém, a qualidade da humildade, isso nos levará a fazer qualquer coisa que seja boa. Seremos encorajados a fazer uma obra de bondade sem esperar nada em troca; sem condições. Seremos encorajados para amar e servir honestamente os outros, especialmente os necessitados, porque este é o verdadeiro fruto da humildade. E este comportamento cristão, de serviço e amor, nos conduzirá definitivamente ao Grande Banquete no Reino de Deus, com Cristo e com todos os que viveram fielmente a sua vocação cristã.

Lembremo-nos: a humildade nos deu o dom da salvação. Foi porque Deus se humilhou, se tornou homem como nós, exceto no pecado, que nos foi dada a chance de estar com Deus na vida futura. Apesar do fato de que Ele é Deus e Poderoso, Deus em Jesus, ofereceu Sua própria Vida, para nos dar Vida. Ele tomou a Cruz, sofreu e morreu, para aliviar nosso fardo e termos a chance de viver eternamente em Seu Reino.

Amém.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

Missão do Japão: Homilia: 20º Domingo do Tempo Comum C (Lucas 12,49-53)

 




O Evangelho de hoje não foi escolhido ou lido para causar confusão. No entanto, pode parecer um pouco confuso. Todos sabemos que desde o princípio, nosso Senhor Jesus é o Príncipe da Paz. Ele vem a nós como uma fonte de harmonia. Mas aqui no evangelho segundo Lucas, Jesus proclama fortemente que Ele veio “não para estabelecer a paz, mas a divisão.”

Com as palavras que Jesus usou, Ele honestamente revela que há exigências em segui-Lo. Jesus revela aos seus “pretensiosos” evangelizadores a verdade e o que esperar se eles aceitarem a responsabilidade de se tornarem mensageiros da Boa Nova.

Em certo sentido, Jesus está dizendo a Seus discípulos que, se eles escolherem se tornar Seus instrumentos na divulgação do Evangelho, primeiro, eles devem esperar oposições e críticas. Infelizmente, essas oposições e críticas não são apenas de qualquer estranho, porém ainda mais, das pessoas próximos ou queridos a eles, como suas famílias. Em segundo lugar, de certa forma, Jesus está lhes dizendo que, enquanto proclamam a verdade, denunciam e atacam os males e os valores errados ao redor, aqueles que lhes são queridos, até mesmo suas próprias famílias, podem estar inseridos neste grupo.

Isso é realmente doloroso e difícil. Mas esta é um alerta honesto de Jesus para aqueles que desejam se tornar Seu discípulo.

Isso é inevitável. Já que a mensagem de Jesus não é só “leite e mel”. Não é doçura e luz. Como sabemos, a Palavra de Deus é como uma “espada de dois gumes”. Quando a verdade da Palavra atinge alguém que não está vivendo de acordo com a Palavra, é realmente doloroso.

Continuando nossa reflexão, vemos que, mesmo que a divisão pudesse ser o resultado do trabalho dos discípulos de Jesus, a verdade ainda permanece que Jesus veio trazer a Paz. Mas a Paz que Ele traz não é uma “paz falsa”, assim como a que o mundo nos dá. A Paz de Jesus não se baseia em concessões, barganhas, meias verdades ou equilíbrio de poder. Não é ceder ao errado, quando é conveniente. Não é disposição para acompanhar o mal quando é lucrativo.

É uma paz que avalia e transforma o coração humano. É uma paz que se alcança pela Cruz de Cristo e pela ação purificadora do Espírito. A Paz de Jesus é real, duradoura e pode levar à nossa salvação. Porque esta Paz não vem do egoísmo e nem da ganância.

Talvez a única pergunta para nós neste domingo seja: Estamos todos prontos para aceitar o desafio do discipulado cristão? Estamos preparados para correr o risco de uma possível divisão?

Se estamos, de fato, prontos para nos tornarmos seguidores fiéis e verdadeiros evangelizadores de Jesus, isso significa que estamos “em chamas” e ardendo de amor por Jesus.

Mas se não estivermos, talvez a pergunta seja: O que aconteceu com o “fogo” ateado por Jesus quando fomos batizados? 

Amém.

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

NOTÍCIA: Terço das Virtudes Vicentinas



Todas as quartas-feiras, às 19h, acesse Lazaristas Brasil nas redes sociais e reze conosco!


Desde o dia 13 de julho, o Serviço de Animação Vocacional Vicentino (SAVV) tem rezado, todas as quartas-feiras, às 19h, via redes sociais, um modelo de oração denominado Terço das Virtudes Vicentinas. A intenção está em pedir a Deus as Virtudes Evangélicas: Humildade, Simplicidade, Mansidão, Mortificação e Zelo Apostólico. O Diác. Allan, animador vocacional da PBCM, é quem está a frente da iniciativa e convida a todos os que quiserem se reunir, virtualmente, nesta corrente de oração.


Conforme lembrou o Diác. Cléber Teodósio, CM, a importância de rezar foi enfatizada pelo Superior Geral da Congregação da Missão, Pe. Tomaž Mavric, CM, em uma carta que o mesmo cita o exemplo de Cristo: “Jesus rezava com frequência, retirando-se para um lugar de solidão onde pudesse ficar sozinho com Deus-Pai”. "Se até Jesus, que é Filho Unigênito de Deus, via a necessidade da oração, quanto mais nós, suas criaturas".


E continua Pe. Mavric: “ao longo da história e ainda hoje, muitos santos e outros cristãos dedicaram e dedicam tempo em seus empreendimentos e serviços cotidianos para ir ao “deserto” para ficarem sozinhos com Jesus. Possa a nossa oração se tornar um presente que oferecemos uns aos outros. Sejamos testemunhas do poder transformador da oração.”


Existem muitas formas de oração:


  • a litúrgica, aquela que se realiza dentro de um rito sagrado, a missa ou a liturgia das horas, por exemplo;
  • a comunitária, sem fórmula fixa, mas realizada com um conjunto de pessoas, comum nas comunidades eclesiais missionárias, como o ofício divino das comunidades, terço ou ofício de Nossa Senhora, e
  • a mental, modo recomendado por São Vicente de Paulo a seus missionários, cujo formato, aproxima-se ao que popularmente conhecemos como leitura orante da Palavra de Deus ou lectio divina.

 

Desse modo, podemos compreender que a oração não se limita à leitura de textos, repetição de fórmulas, posições corporais e regras que se deva seguir.


Para conseguir viver uma experiência salutar de oração somos convidados a aproximar-nos de Deus por meio de um diálogo amigo. Utilizando um modo de rezar que nos faça sentido, e nessa relação com o Criador, apresentemos louvores, pedidos e agradecimentos, bem como, escutemos e deixando-nos guiar pelo Espírito de Deus.


Deus quis ficar mais perto de nós por meio da encarnação de seu Filho, logo somos convidados a compartilhar com Jesus Cristo, a nossa vida e ver n’Ele o modelo primeiro a ser seguido. Esse encontro com Jesus, na oração, implica a adesão do mesmo em nossas vidas, desejos, sonhos e projetos. Quando damos esse passo conseguimos sentir a força transformadora da oração em nossa caminhada.


 “TERÇO DAS VIRTUDES VICENTINAS”



 Como rezar:


Inicia-se com o sinal da cruz – símbolo dos cristãos que nos exorciza do mal; seguido de um Pai Nosso, “a oração dos pobres” (Papa Francisco, Mensagem para o 1º Dia Mundial dos Pobres), e de uma Ave Maria, em louvor à nossa Mãe. Em seguida, reza-se, no lugar dos cinco Pai Nossos e das 50 Ave Marias do terço, as orações que seguem abaixo, coroando cada mistério com um Glória ao Pai. Finaliza-se o Terço com a oração indicada.


Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Pai Nosso…

Ave Maria…

 

Contas grandes:

Deus, nosso Pai, dai-nos, por intercessão de São Vicente de Paulo, as virtudes missionárias, a fim de melhor seguir vosso filho Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres.


Contas pequenas:

Por vossa vida e missão, / morte e ressurreição, / vivamos o zelo, a humildade e a mansidão, / a simplicidade e a mortificação.


Conclusão do mistério:

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora é sempre. Amém.


Oração conclusiva:

São Vicente de Paulo, exemplo de docilidade ao Espírito, que com, vosso amor afetivo e efetivo, organizastes o serviço dos pobres, promovestes os leigos, renovastes o Clero e a Vida Consagrada, alcançai do Senhor para nós a graça que agora vos pedimos (pedir a graça), e ensinai-nos a crescer na prática das virtudes, seguindo a Jesus Cristo, Evangelizador dos Pobres. Amém


Ó Maria concebida, sem pecado. Rogai por nós que recorremos a vós!


Fonte: Site da PBCM


sexta-feira, 8 de julho de 2022

Pe. Benedito Walter de Araújo, CM (IN MEMORIAN)

 


Reproduzimos a seguir texto sobre a vida do Pe. Walter Araújo, CM, escrito pelo Pe. Célio Del’Amore, CM a pedido do Pe. Eli Chaves, CM, visitador provincial, em carta datada de 25 de novembro de 1996, que comunicava aos coirmãos a páscoa de Pe. Walter.

 

"Mais uma vez a irmã Morte bate à porta de nossa querida Província. Agora foi chamado para a Pátria definitiva e eterna o nosso querido Pe. Benedito Walter de Araújo, CM.

Nascido em Bela Cruz - CE, no dia 02/9/1931. Filho de José Anselmo de Araújo, que ainda vive, e Dona Joana Alice de Araújo, falecida há alguns anos. Restam irmãs e sobrinhos, em seu torrão e muitos primos e parentes espalhados no Ceará, Rio e São Paulo. Teve infância alegre feliz. Após os estudos preliminares em sua cidade, foi para a Escola Apostólica São Vicente de Paulo, no Barro Vermelho, Fortaleza - CE, que pertencia à Província do Rio. Concluído o Seminário Menor, veio para Petrópolis - RJ, com mais a três colegas. Era a terceira turma de apostólicos, formados naquele estabelecimento, muito precário no início, mas depois convertido num belo edifício, construído pelo Pe. Josefino Cabral.



Entrou para o Noviciado em 17/01/1951, juntando-se à turma que chegara do Caraça, formando um belo grupo de catorze seminaristas, dos quais sete seriam padres. Pronunciou seus santos Votos Perpétuos em 18/01/1956. Foi ordenado sacerdote por Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, em 15/02/1959. Designado para trabalhar na mesma Escola Apostólica de Fortaleza, voltou com muita alegria e disposição para o trabalho. Era dotado de bela voz. Gostava de cantar. Embelezava a liturgia sempre que executava os cânticos religiosos; enchia de vida e som a Comunidade, sobretudo nos recreios comunitários.

Criada a Província de Fortaleza, com os coirmãos de origem holandesa, preferiu ficar com os coirmãos da Província do Rio e foi colocado em São Paulo, Moinho Velho, como Vigário Paroquial, depois Pároco. Transferido depois para Vila Rubim/Vitória - ES, daí foi para a Ilha de Itaparica - BA. Após o acidente que vitimou o Pe. Manoel Lemos, CM e que tanto o abalou, foi perdendo o uso da razão. Muito sofreu em clínicas de repouso e hospitais. Isso lhe foi calvário por mais de vinte e cinco anos. Agora já mais calmo e tranquilo, gozou de longas férias junto de seu pai e irmãs.



Regressando de Bela Cruz, feliz e alegre por estar em sua comunidade na Casa Central, em agosto, levou uma queda com fratura do fêmur. Foi o começo do fim. Cercado do carinho dos Coirmãos, Irmãs e Enfermeiros, internado há doze dias no Hospital São Vicente de Pauto-Matoso, adormeceu no Senhor, no dia 18/11/1996, às 4:55hs, como fiel lazarista e imitando São Vicente.

Trasladado seu corpo para a Casa Provincial, teve solene e concorrida missa de corpo presente: nove padres e mais de 60 Irmãs de Caridade e de outras congregações e muitos admiradores e amigos. Foi sepultado no Cemitério São João Batista-Botafogo/RJ, livre agora das fadigas e sofrimentos, sob a proteção de Maria, nossa Mae".

Pe. Eli conclui sua missiva aos coirmãos conclamando:

Rezemos pelo nosso Pe. Walter. Junto a Deus, interceda ele por nós, para que possamos ser fiéis e zelosos em nossa caminhada missionária de serviço aos pobres.



quinta-feira, 7 de julho de 2022

O Bom Samaritano. Missão do Japão 10/07/2022: (Lc 10,25-37)



Para nós hoje, há três coisas importantes que o Senhor quer nos lembrar com esta parábola do Bom Samaritano.

Primeiro, a parábola quer nos dizer que o amor genuíno não hesita em agir como tal. Não é discriminatório. Não é exigente. O amor atende às necessidades humanas à medida que as encontra.

Segundo, a história quer nos dizer que nossa posição na vida não pode nos garantir a salvação. Não é porque você é um líder de um grupo religioso na Igreja, um frequentador regular da Igreja, um padre, uma irmã, que você tem um lugar garantido no Reino. Não! Mas o que conta é o bem que fazemos, em nossas vidas, para as outras pessoas.

Terceiro, somos lembrados de que é importante que nosso conhecimento da lei, humana ou divina, não pare ou permaneça como mero conhecimento. Porque o bem que você sabe terá mais valor se o usar, se o aplicar bem em sua vida.

Certamente, todos nós sabemos que, como cristãos, nossa missão é espalhar amor. Sabemos que, como filhos de Deus, espera-se que realizemos esse chamado para ajudar. Mas o mero conhecimento não mudará nossa sociedade. O mero conhecimento não fará diferença. Como o Bom Samaritano, vamos traduzir nosso conhecimento das boas obras e bondade em realidade. Não pensemos apenas na beleza de amar e ser bom. Vamos fazer isso! Vamos vivê-lo!

Amém.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Corpus Christi – Missão do Japão: 16/06/2022

 


Meus queridos amigos, o Corpo e Sangue de Jesus, que também chamamos de Santa Eucaristia, é certamente uma dessas provas do desejo autêntico de nosso Senhor de nos guiar em nosso caminho de volta ao Pai. O pão e o vinho, que se tornam Seu verdadeiro Corpo e Sangue cada vez que celebramos a Missa, é a maneira amorosa que Jesus encontrou para dar um significado mais profundo à nossa vida de cristãos.

Esta é a Verdade e a Graça do Corpo e Sangue de Jesus que oferecemos e celebramos nesta Missa. A verdade essa, digo aqui com tristeza: muitas vezes não é mostrada, e não vivida em nosso cotidiano. Quando olhamos ao redor, mesmo entre as comunidades cristãs, vemos ganância, egoísmo, raiva, ódio, orgulho e corações implacáveis. Porque isto é assim? Recebe-lo deve ser a fonte das coisas boas que fazemos para nós mesmos, para os outros e para o próprio Deus. Isso deve nos encorajar a viver fielmente nossa fé. Isso deve nos moldar e nos formar para nos tornarmos uma Igreja, Um Verdadeiro Corpo de Cristo.

Na celebração da Missa, muitos de nós recebemos durante a comunhão o Corpo de Cristo. Isto é muito bom. Mas isso tem algum efeito em nossas vidas cotidianas? Nos tornamos pessoas melhores? Boas palavras e pensamentos saem de nós? Nos tornamos como Jesus preocupados com as necessidades e situações dos outros, especialmente os pobres ao nosso redor? Desenvolvemos uma conexão mais profunda com Deus, por meio de nossa maneira de nos relacionarmos uns com os outros?

Amém.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Santíssima Trindade - Missão do Japão: 12/06/2022 (Jo 16,12-15)



Comunico-vos que a Festa da Santíssima Trindade nos lembra o seguinte:

Primeiro, esta festa nos lembra que a Santíssima Trindade nos deu as ferramentas necessárias para nos ajudar, não apenas a viver uma vida santa, mas nos ajudar a construir uma bela família de fiéis. Para nos ajudar a construir uma comunidade unida inspirada no amor e na harmonia que está presente no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

Em segundo lugar, esta festa nos lembra que enquanto coisas negativas estão presentes no mundo, estamos equipados com a armadura necessária para nos proteger e lutar contra a tentação do diabo. A Santíssima Trindade nos vestiu com as armas para nos ajudar a combater a negatividade, a indiferença, a ganância, o egoísmo, a desunião, etc.

Por fim, a festa nos lembra que mesmo que sejamos imperfeitos, mesmo que tenhamos falhado muitas vezes, mesmo que estejamos feridos e machucados pela difícil realidade de nossas vidas, a verdade é que temos um valor. Lembre-se que somos assinados pelo mistério da Santíssima Trindade. Portanto, não importa o que aconteça, somos valiosos porque somos amados. E essa é a maior bênção que nunca devemos esquecer.

Conhecer a doutrina da Trindade é importante. Mas torna-se mais significativo quando sabemos que a Trindade não é apenas uma verdade flutuante, mas uma realidade relacionada a nós e é realmente responsável pela maneira como vivemos nossas vidas.

 

Amém.

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Pentecostes - Missão do Japão: 05/06/2022 (Jo 20,19-23)

 



O Espírito Santo de Deus não veio a nós somente no dia do nosso batismo. Ele ouviu e aceitou as promessas batismais que nós mesmos fizemos. Em nosso batismo, prometemos rejeitar satanás e tudo que está relacionado a ele. Prometemos permanecer fiéis à fé católica e aceita-lo como nosso defensor. Prometemos viver os ensinamentos cristãos, custe o que custar, para provar que somos, de fato, filhos do Deus Misericordioso e Amoroso. E todas essas promessas, renovamos, durante a Páscoa, como sinal de nosso compromisso contínuo com nosso Deus Fiel.

Com a promessa cumprida de Deus como pano de fundo, vamos verificar e avaliar a nós mesmos. O que aconteceu com as promessas que fizemos durante o nosso batismo, e que renovamos todos os anos na Páscoa? Nossa vida atual manifesta uma rejeição a Satanás e tudo que está relacionado a ele, como, a ganância, a desonestidade, o materialismo? Temos sido bons promotores e defensores da nossa fé católica cristã? Vivemos bem e voltamos a ensinar aos outros os ensinamentos que recebemos da Igreja?

Através desta vinda do Espírito Santo, Jesus cumpriu Sua promessa de permanecer conosco. E nós? Temos cumprido as promessas que fizemos durante nosso batismo? Amém

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Solenidade da Ascensão do Senhor: Lc 24,46-53 (29/05/2022: Missão do Japão)



O evento da Ascensão, se não for bem compreendido, não tem significado algum. Porque, na verdade, a Ascensão, mesmo que não seja tão grande quanto o Nascimento ou a Ressurreição de Jesus, ensina-nos muitas coisas significativas e necessárias para nos ajudar a fortalecer nossa fé e confiança em Jesus.

Primeiro, a Ascensão, quer nos dizer que Jesus já alcançou a plenitude de Sua Glória. O que significa que Ele agora está sentado em Seu Trono, à direita do Pai e é um com o Pai em Dignidade e Poder.

Em segundo lugar, a Ascensão nos fala da vinda do Espírito Santo. O Advogado, que ajudará cada discípulo, com conhecimento e inspiração, a continuar a missão de Jesus.

Terceiro, em Sua Ascensão, somos chamados e convidados a uma Grande Esperança. A Esperança de que Jesus foi diante de nós, ao Reino, para preparar um lugar para todos.

Na Ascensão, a partida física de Jesus aconteceu por muitas Boas Razões. Acontece para o nosso crescimento como cristão. Acontece para fortalecer nossa Esperança como herdeiros do Reino. Acontece para nos assegurar o Amor de Deus, como Seus filhos.

Amém

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Espírito Santo de Amor: Missão do Japão - 22/05/2022

 


João 14,23-29

Quem possui e vive concretamente o amor autêntico certamente experimentará e reconhecerá o movimento do Espírito Santo em sua vida. Da mesma forma, pessoas com amor transbordante experimentarão conexão com Jesus. Porque quem possui amor genuíno realmente ouve e vive concretamente a Palavra e o Mandamento de Deus. Somente esse tipo de pessoa será mais sensível aos movimentos do Espírito Santo e à obra de Deus em sua vida.

Na verdade, há muito tempo, o Espírito Santo já veio a nós. E quando fomos batizados, Ele se tornou mais pessoal para nós. Porque Ele veio e habitou em nossos corações e em nosso ser.

Recordemos, portanto, que um presente especial, para tornar as coisas melhores e inspiradoras, nos foi dado. Lembre-se sempre que uma arma poderosa, para ir contra o mal neste mundo, nos foi concedida. Sejamos sensíveis à presença do Espírito em nós. Permita que Ele se mova em nossas vidas e nos leve a manifestar nossa verdadeira identidade, de filhas e filhos de Deus.

Da mesma forma, lembre-se de que não há razão para temer e duvidar. O Espírito Santo está presente. Ele está dentro de nós. Ele está ao nosso alcance. Viva-o!

Amém.