domingo, 28 de março de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 28 MAR. 2021


Neste Domingo de Ramos, ou Domingo da Paixão, estamos reunidos porque conhecemos a verdade de Jesus. Sabemos que no momento em que decidiu ir para Jerusalém, Ele estava fazendo uma declaração clara de que tinha aceitado a missão do Pai. Ele estava declarando estar pronto para sofrer e morrer pela salvação da humanidade. Naquele momento de Sua entrada em Jerusalém, Jesus estava pronto para oferecer Sua vida em obediência ao Pai. E Ele estava pronto para oferecer Sua própria vida por causa de Seu grande amor por todos nós.

Ao iniciarmos esta Semana Santa, voltemo-nos ao lugar onde esses significativos últimos dias de Jesus aconteceram. E testemunhemos por nós mesmos, como Jesus, através de cada dor, cada ferida e cada gota de Seu sangue, expressou Seu amor genuíno por cada um de nós. E ao nos lembrarmos e refletirmos, possamos ver claramente que aquelas dores, feridas e gotas de sangue foram oferecidas por todos nós pecadores, para nos salvar. Amém

domingo, 21 de março de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 21 MAR. 2021


Ao continuarmos com nossa reflexão sobre as mensagens do tempo da Quaresma, que possamos ser lembrados das palavras importantes que o Senhor nos ensinou hoje.  Que possamos ver também que, como a morte de Jesus, qualquer sofrimento e dificuldade que encontramos também são bênçãos disfarçadas. Parecem ser problemas, mas na verdade são oportunidades de crescimento e renovação. Não podemos esquecer que, como o sacrifício de Jesus na Cruz, nossos próprios sacrifícios são valiosos.  Nossa vida se torna mais significativa por causa desses sacrifícios.  Por fim, ao refletirmos sobre o que Jesus fez por nós, que sejamos encorajados a nos humilhar e buscar o perdão de Deus.  E se for possível nos tornarmos uma fonte de bondade e vida para os outros. Amém

domingo, 14 de março de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 14 mar. 2021


Na verdade, Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu Filho, não para nos condenar, nem para tratar nossas ações erradas com punições, mas para nos salvar. Lembre-se, mesmo na nossa infidelidade, a missão dada a Jesus pelo Pai foi, é e sempre será nos amar e nos fazer felizes, nos trazer conforto, iluminação e esperança.

Sabemos muito bem que foi exatamente isso que Jesus fez quando ainda estava conosco. Ele nos ama incondicionalmente, porque Seu Pai nos ama incondicionalmente. Ele aceitou os sofrimentos e a cruz, mesmo que essa tenha sido, provavelmente, a experiência mais humilhante por causa de Sua obediência à Vontade do Pai. E Jesus esperava que pudéssemos reconhecer o enorme e misericordioso Amor do Pai, por meio de Seus sacrifícios.

domingo, 7 de março de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 07 mar. 2021


Como batizados cristãos, o Espírito Santo veio a nós. Se conservamos essa verdade viva, todos os dias em nossa consciência, teremos presente que Deus e o Espírito Santo estarão presentes em todos nós, e de uma maneira particular, presente em cada pessoa.

Se isso estiver claro para nós, respeitar à dignidade e os direitos de cada um, não será um problema. Se estamos sempre conscientes da presença do Espírito em cada um que nos rodeia, certamente acreditamos que, fazer o bem e compartilhar amor, não será um problema.

A consciência da presença do Espírito não dificultará que nos tornemos povo de Deus, uma igreja real. Uma igreja com um objetivo e missão que é trazer o rosto do amor de Deus para todos, e especialmente para os mais pobres e os abandonados. Uma igreja com um gol nesta jornada – que é a implantação do Reino de Deus.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 28 fev. 2021


Também nosso Senhor quer nos dizer essa mesma mensagem. A vida pode ser difícil por causa dos sofrimentos, mas a vida não para por ai. Portanto, não há razão alguma para desistir, para ficar deprimido e pior, alguns chegariam ao ponto de suicidar-se.

Lembremo-nos, depois de nossa vida física, há uma vida prometida para nós, que é a Vida Eterna. Tudo o que precisamos fazer é permanecer fiéis, acreditar e confiar no Senhor.

Como aos apóstolos, Jesus nos convida a esperar esse dia. E sonhar com o momento de estar com Ele na Ressurreição e no Seu Reino.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 21 fev. 2021


Nesta Quaresma, mais uma vez, somos encorajados a considerar seriamente a mudança de nossos corações.

Neste tempo litúrgico, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus. Para acreditar n’Ele e permitir que Ele continue vivo em nossas vidas. A graça de Deus está transbordando. Repetidamente, Deus manifestou Seu amor e misericórdia. Mas o triste é que a maioria de nós ainda é o mesmo impenitente, desobediente e hipócrita. Mesmo assim, apesar dessa verdade, Deus continua nos convidando.

Que nesta Quaresma, todos sejamos tentados a mudar o coração. E que essa mudança nos defenda contra a tentação do pecado. Amém

domingo, 14 de fevereiro de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 14 fev. 2021

É evidente na liturgia da Palavra de hoje que Jesus nada tem a não ser o desejo de que sejamos livres e felizes. É por isso que Ele traz a cura por meio de Seu amor misericordioso e cheio de perdão por nós, para que possamos viver uma vida, verdadeiramente feliz. E como um desafio para nós, Jesus quer que façamos o mesmo. Se Jesus oferece e dá a cura para nós, como Seus seguidores, Ele quer que sejamos instrumentos de cura para outras pessoas. Nosso amor e bondade para com as outras pessoas, especialmente aquelas que estão feridas e sofrendo, com a bênção de Deus, certamente, trará cura e alegria para os seus corações.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

MISSÃO DO JAPÃO – 07 fev. 2021: V Domingo do Tempo Comum


Espero que possamos ver isso muito claramente. Para que em meio a qualquer sofrimento que possamos ter nesta vida, reconheçamos ainda Deus presente em nosso meio. Que ainda podemos ver Jesus oferecendo Sua ajuda, Sua preocupação e Seu amor. E, como São Paulo, possamos ser igualmente entusiasmados em compartilhar esta verdade de Jesus, a verdade do evangelho da salvação. E como Jesus, como cristãos, que possamos nos tornar sinais da bondade de Deus para os outros.

A vida é um presente de Deus. Portanto, Deus deseja que ela permaneça tão bonita quanto Ele nos deu. A vida é bela, especialmente se esta vida está cheia de tamanha confiança e segurança em Jesus, que é o Amor Belo e concreto do Pai por cada um de nós. Amém.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Comentário sobre o filme: "O Garoto" de Charles Chaplin



O filme “O garoto” é mudo e em preto e branco, gravado nos Estados Unidos e lançado em 1921. Pertence ao gênero comédia dramática e foi dirigido e estrelado por Charles Chaplin.

Chaplin foi um grande artista da sétima arte, seu legado e genialidade são difíceis de ser superados, pois o brilhante trabalho que fez com os recursos que se tinha disponível naquela época, em comparação com o tempo atual, percebe-se que Chaplin foi um gigante do cinema. Seus filmes trazem, majoritariamente, o humor, aspecto pelo qual, por meio de seu personagem mais emblemático, o “vagabundo”, ele terce crítica aos problemas sociais, econômicos e/ou políticos de seu tempo. 

No filme sem questão, além de denunciar a diferença de classe, enfatizando os problemas porque passam os pobres, mostra os valores ligados à ética e à justiça. Tais valores são identificados nos personagens da mãe solteira que depois de sair de um hospital de caridade com seu filho recém-nascido, vive a dor de perceber que não tem as condições necessárias para criar o bebê, não por questões econômicas, mas pelos preconceitos maquiados de valores morais da sociedade de não aceitar “mães solteiras” ou “filhos da perdição”. A mãe, desejando o melhor para o seu filho, deixa o mesmo em um carro luxuoso carro de uma família rica, com o um bilhete, pedindo que quem o encontrasse cuidasse dele. Porém o veículo é roubado e quando os ladrões percebem que no banco detrás há um bebê, eles o abandonam numa rua da periferia da cidade, mostrando assim toda falta de caridade no coração daqueles dois homens. Minutos depois, um “Vagabundo” passa por ali e encontra a criança. De início ele tenta se desfazer da criança, mas é impedido por um guarda que acreditava ser dele o bebê. Depois ele vai se afeiçoando da criança que logo conquista todo o seu carinho, cuidado e amor. O garoto cresce e retribui o amor a seu “pai”, um cuida do outro. Mesmo vivendo pobremente, vivem bem, pois no lar tem proteção, abrigo, alimentação e uma boa convivência. 

Uma cena inusitada no filme é o caso do garoto sair jogando pedras nas janelas da vizinhança e o pai, que é vidraceiro, passa atrás oferecendo seu serviço de conserto, algo considerado errado, mas foi a forma humorada que o Diretor encontrou para mostrar o drama de quem precisa ser criativo para poder sobreviver em um mundo tal rico, mas tal desigual, bem como, para denunciar as falcatruas que acontecem no mundo trabalho por parte de grandes empresários. 

Noutra parte do enredo, a mãe, que passou a cantar ópera, arrependida de ter abandonado o filho tinha empreendido uma busca a encontrá-lo, inclusive agora daria recompensa a quem o encontrasse. Já o lar do Vagabundo é visitado por agentes do orfanato da cidade que tentam extrair a criança e deixá-la aos cuidados do Estado, pois vivia um duro estado de pobreza. Porém os laços de amor criados entre os dois impede a separação. Tempo em que a mãe os encontra e os acolhe em sua casa.

Apesar de mostrar uma situação complicada e uma triste realidade de sofrimento por que passam a maioria das pessoas que são vítimas da pobreza, Chaplin termina o longa com uma mensagem positiva, onde independente de nossos limites e fraquezas, no fim, o que nos move, o que vence e o que vale são o amor, a solidariedade e a entrega gratuita de nossa vida a gerar vida nas outras pessoas e no mundo. 



REFERÊNCIAS 

CHAPLIN, Charles. O garoto. Filme, p&b, 68 min., Estados Unidos, 1921. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=8Fc5fwLWHYc> Acesso em 03 set. 2020


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

“LES MISÉRABLES”: experiência mística, religiosa e espiritual

 



O presente trabalho pretende expressar relatos de nossa experiência mística, religiosa, espiritual a partir do filme americano: “Les misérables” (1998), dirigido por Bille August, sexta adaptação para o cinema do romance “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, 1862. Descreveremos em que sentido o filme marcou nossa vida, destacando os recursos utilizados pelo realizador, contextualizando-o dentro dos conceitos e reflexões que desenvolvemos durante as aulas da disciplina: “Temas especiais de Comunicação e Pastoral: Cinema e Pastoral, FAJE – 2020.2”.

O filme gera empatia nos que o assistem, pois é rico em ensinamentos, valores e deixa claro que o bem sempre vence o mal. É um convite a acreditar na humanidade, que um ato de bondade gera vários outros e que é possível dar a volta por cima, chegar ao cume da montanha, vencer apesar das dificuldades.

O pano de fundo para o romance de Victor Hugo é a realidade político/social do povo francês (Revolução Francesa, 1789 a Revolução da Primavera dos Povos, 1832-1848), especialmente os pobres, por isso o nome “miseráveis”, ainda que no decorrer do enredo veremos que essa miséria não se limita a social. O romance teve mais 50 adaptações para o cinema, televisão ou teatro, onde se tornou um dos musicais mais visto da história e foi premiado muitas vezes nas várias formas adaptadas. No Óscar 2013, “Os Miseráveis” (2012) por exemplo, teve oito indicações e levou três estatuetas: atriz coadjuvante, mixagem de som e maquiagem.   

Analisaremos o filme “Les misérables” (1998), em questão em quatro partes. Na primeira, vemos que após cumprir 19 anos de prisão com trabalhos forçados por ter roubado comida, Jean Valjean (Liam Neeson) tem liberdade condicional e não se apresenta às autoridades de segurança do Estado. Inicialmente, ele é acolhido por um bispo (Peter Vaughan), que lhe dá comida e abrigo. Porém tanto rancor havia na sua alma que no meio da noite rouba os talheres e agride seu benfeitor. Logo Valjean é preso pela polícia com toda aquela prata e é levado até o bispo, que diz aos policiais ter lhe dado a prataria e ainda pergunta a Valjean por qual motivo esquecera os castiçais, avaliados em pelo menos dois mil francos. Este gesto extremamente nobre do religioso devolve a fé que aquele homem amargurado tinha perdido.

Essa é a primeira cena onde valores, como a misericórdia, são exercidos. Como Valjean que a partir daquele momento resolveu ser um novo homem, o gesto daquele bispo nos fala que é preciso confiar mais nas pessoas; que diante de Deus somos todos iguais, ou seja, seu amor alcança todos os seus filhos; ensinando-nos ainda que devemos dar outra chance, àqueles que erram. Chama nossa atenção para o fato de que, também nós podemos promover oportunidade de crescimento para nós mesmos e para os nossos irmãos; que podemos e devemos fazer a diferença na vida das pessoas.

Na segunda parte do filme, Valjean aparece vivendo em uma nova cidade há nove anos, ele é o novo prefeito e principal empresário daquele local. Sua paz acaba, porém, quando Javert (Geoffrey Rush), um guarda da prisão que segue a lei inflexivelmente, tem praticamente certeza de que o prefeito é o ex-prisioneiro, que nunca se apresentou para cumprir as exigências do livramento condicional, mas ele não consegue provar que o prefeito e Jean Valjean são a mesma pessoa. Vale salientar que penalidade para esta falta era prisão perpétua.

Nesta parte o enredo nos ensina que podemos dar a volta por cima e que apostar no bem e que aderir a sua proposta é a melhor saída. Valjean soube valorizar a oportunidade que a vida lhe deu. E nós, o que fazemos com cada dia, cada situação, cada oportunidade na vida que Deus nos dá? Por outro lado temos a imagem de Javert, um escravo da lei, que nos faz recordar o farisaísmo de um grupo de judeus da antiga Aliança que tomava a lei pela lei. Como seguidores de Jesus Cristo, não devemos nos esquecer do ensinamento Mestre, ao sinalar que lei foi feita para o homem, não o contrário (Mc 2,27). Não podemos colocar a lei em primeiro lugar, mas a vida, a dignidade humana, o amor entre todos. Aliás, esta é a lei que nos ensina Jesus, a lei do amor, não um amor qualquer, mas o amor como o d’Ele (Jo 13,34-35).

Na parte terceira, o filme mostra que Fantine (Uma Thurman), uma das empregadas de Valjean, que tem uma filha, Cosette (Claire Danes), fora do casamento, que é cuidada por terceiros, é despedida e se vê obrigada a prostituir-se e é presa. Seu ex-patrão, Valjean, descobre o que acontecera, usa sua autoridade para libertá-la e a acolhe em sua casa, pois ela está muito doente. Sentindo que ela pode morrer ele promete cuidar da filha e assim o faz. Porém, antes de pegar a criança sente-se obrigado a revelar sua identidade para evitar que um prisioneiro, que acreditavam ser ele, fosse preso no seu lugar; momento em que também Fantine vem a falecer.

            Aqui o filme mostra os atos de bondade praticados por Valjean, fruto das experiências de misericórdia que ele experimentou. Ensinando-nos, portanto a também praticar o bem ás pessoas que estão ao nosso redor. As cenas nos falam de empatia, acolhida, compaixão, sofrer com a dor do outro. Dá para ver a crise de consciência em Valjean: “revela sua identidade e é preso, ou a omite e deixa que um inocente miserável morra em seu lugar?”. A humildade, a simplicidade e o amor afetivo e efetivo são caminhos seguros que nos levam a prática do bem, da verdade e da justiça. É nesta parte também onde se plasmam os conceitos de beleza, verdade e bondade presentes na Via pulchritudinis.

Na quarta e última parte, o longa narra a perseguição obstinada de Javert a Valjean, que foge com a menina Cosette à Paris, ali, auxiliado por um carroceiro que ajudara no passado, arruma emprego no colégio interno de freiras, onde vive com simplicidade com a filha adotiva. Ele deseja que ela se consagre a Deus naquela congregação, mas seu coração é atraído pelo jovem estudante/insurgente, Marius Pontmercy (Hans Matheson), que lutava por liberdade democrática, contra o regime político francês. Inicialmente Valjean resiste, mas logo aceita esse relacionamento, pois só deseja a felicidade de Cosette. Em meio às lutas armadas, barricadas e motins gerados pelos movimentos, Valjean tenta fugir à Inglaterra, mas termina por algumas vezes, cara a cara com Javert, inclusive o salvando das mãos dos insurgentes. Na última cena desses fatídicos encontros, Valjean parece deixar-se prender, os dois estão às margens do rio Sena e Javert pede que os guardas os deixe a sós, tempo em que diante da bondade do perseguido, Javert entrega-lhe sua carta de liberdade tira a própria vida, jogando-se no rio.

            Mais uma vez, o que se vê nesta parte, é a vitória do bem, os valores humanos resistem mesmo sufocados por circunstancias difíceis. Nas primeiras cenas, da parte em questão, vemos que até o menor bem que fazemos terá sua recompensa (Mt 10,42). Depois vemos o amor desinteressado, gratuito e livre (1Cor 13,1-13) de Valjean para com sua filha Cosette, ele procurou a partir de sua “conversão” ser um homem honrado, todo entregado aos valores cristãos, empregando todas as suas forças na realização do bem. Ele teve oportunidade de tirar a vida daquele que lhe perseguia, mas não o fez. Na vida isso nos ocorre com frequência, temos nossos desafetos e muitas vezes podemos praticar o mal e agir contra essas pessoas, porém o conselho do Mestre Jesus é que amemos e rezemos por nossos inimigos (Mt 5,44). O amor é mais forte que a morte e foi por falta de amor que Javert se desesperou e tirou a própria vida, por não compreender um amor que se faz doação, ele agia em nome da lei escrita no papel, não conseguiu transcrevê-la no coração.

Outra vez aludimos a Via pulchiritudinis ao nos fixarmos no belo que o filme emprega. De fato, pela beleza podemos chegar a Deus, porque ela desperta em nós o desejo de buscá-lo pela contemplação, e nesse quesito o filme não deixa a desejar, apesar de o figurino ser bonito e digno, a beleza que falamos aqui está além daquilo que os olhos podem ver, está na mensagem de bondade que o longa entrega.  

O filme veio de encontro ainda, com o conteúdo apresentado pela professora Carla que integra a Pastoral Carcerária no Uruguai, bem como os “pobres, pretos e analfabetos” brasileiros que são vítimas do sistema que os persegue, prende, extermina em nome de uma lei que mata, com julgamentos injustos e seletivos, onde os pequenos não têm voz ou vez. O que acontecia na França do início do século XIX, continua ocorrendo hoje, seja no Uruguai, no Brasil e em inúmeros países do mundo onde o ser humano é deixado em segundo lugar ficando em primeiro, os interesses de mercado. Porém é consolador saber que a justiça de Deus é certa, e se dará no tempo d’Ele. Deus não desampara os pobres e anuncia bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, a quem também, segundo o Evangelho, pertence o reino dos céus (Mt 5,10).

O longa uma ferramenta efetiva que pode ser utilizado nos serviços pastorais, especialmente junto aos fiéis pobres, alocados nas periferias geográficas e existenciais, pois sua mensagem é atual, consistente e de fácil identificação. Ninguém melhor que os pobres para entender dos dramas humanos tratados no filme, uma vez que sua relação com situações similares não são teoria, mas pratica de vida.    

            Definitivamente o caminho para uma vida com dignidade para todos, passa pelo exercício do amor, única lei capaz de conseguir fazer com que a humanidade continue sua jornada pela terra sendo de fato o que é: humana, cujos valores como o bem, o belo e vero sejam máximas experimentadas por todos e por todas. Talvez o grande mérito do filme é que convida ajuda humanidade a acreditar na humanidade.

 


REFERÊNCIA

BÍBLIA de Jerusalém. Nova. ed. rev. e ampl. 9. reimpr.  São Paulo: Paulus, 2013.

 

AUGUST, Bille. Les Misérables. Filme, colorido, 131 min., Estados Unidos, 1998.  Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=vwNaNuelTls&t=264s> Acesso em 15 out. 2020.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

TESTEMUNHO: “A Alegria da Missão, a partir do manancial da Família Vicentina”

 

Sou Cleber Teodósio, seminarista da Congregação da Missão e desejo compartilhar minha experiência missionária como vicentino leigo e estudante realizada a partir da “Família Vicentina”: organização eclesial da qual surge uma fonte de possibilidades de ação, amor e serviço.


“Até aqui o Senhor nos conduziu”, e como sempre, fazendo-o com presteza. Muitas são as oportunidades que o Senhor nos dá na vida, sempre nos guiando por seus caminhos e permitindo-nos experimentar o bom criado, bem como, ajudando-nos a superar nossas amarras, limites e dificuldades. As pessoas, situações ou coisas que cruzam a nossa vida podem nos ensinar algo, cabe a cada um de nós, com a luz de Deus, extrair desses encontros o bem que eles têm a oferecer, e por sua vez, colaborar para que tudo e todos que passem por nós saiam ou partam melhores.


Meu nome é Cleber Fábio Oliveira Teodósio, ou simplesmente Fábio, sou estudante da Província Brasileira da Congregação da Missão e integro a maravilhosa realidade promovida pelo Escritório Internacional da Família Vicentina e FAVILA: as Confrarias Vicentinas, atuando, especialmente, em três delas: Rádio e TV, Design Gráfico & Publicidade e Tradutores. Em todas elas procuro oferecer o melhor de mim. Na primeira atuo como secretário; na segunda colaboro com a criação de materiais gráficos, e na terceira ajudo com traduções, tema esse que desejo discorrer um pouco mais.


Eu sempre tive uma admiração especial pelas línguas, ainda que por viver num país continental e de sistema educacional deficiente, sempre tive dificuldade de aprender novas línguas. Mas o Senhor tinha reservado para mim uma missão, e por meio do Superior Geral da Congregação da Missão, Pe. Gregory Gay, CM, chamou-me ao voluntariado internacional da JMV (Juventude Mariana Vicentina) em Madrid Espanha, onde ficaria por três anos. Aceitei o desafio, e mesmo sem falar o Castelhano, fui à Europa, em setembro de 2009. Ali tive a oportunidade de aprender o Espanhol e estudar algo de Inglês. Participando de encontros internacionais da Família Vicentina, tanto em Lisboa, quanto em Paris, ficava encantado com o trabalho dos tradutores, que a partir de suas cabines, faziam chegar em cada um dos participantes, a comunicação da mesa principal, em vernácula. Aquilo era maravilhoso e me perguntava quando também poderia atuar como tal.


Dez anos depois, já no Brasil, conheci as Confrarias Vicentinas, e na primeira reunião com todos os coordenadores das confrarias, viu-se a necessidade de que tivéramos tradutores de espanhol para outras línguas, uma vez que as mesmas já cresceram e além das Américas, atingiram países da Europa e África. Fui convidado a traduzir do Espanhol para Português e atuei nesta função. Foi a minha primeira vez como tradutor simultâneo. Traduções por escrito, já fazia desde 2007, mas falada, era estreia. Fiquei muito tenso, mas confiei que, com a graça de Deus, tudo ia sair bem, e conseguimos bons resultados. Esta experiência abriu precedente para várias outras: reunião de articulação do Conselho Nacional da Família Vicentina de Belize, Reunião de Avaliação do Encontro Internacional de Líderes da Família Vicentina e claro, os webinares mensais das Confrarias Vicentinas elaborados pelas mesmas e transmitidos pelos canais virtuais da Ozanam TV.


Todas estas experiências são motivo para agradecer a Deus pela oportunidade de servir, de somar com a Família Vicentina e colaborar para que o Carisma Vicentino seja conhecido, amado e vivido. Agradeço ao Senhor pela oportunidade que Ele me dá e continuo aberto ao serviço com a Família. Sei que muito ainda tenho para aprender, e mais ainda posso colaborar, de modo que me coloco a disposição, para conforme a vontade de Deus, que se dá por meio de meus superiores, atuar com mais precisão, audácia e sabedoria.                   


Caso você também deseje colocar-se a serviço de Deus nos pobres, una-se a nós com seus talentos, habilidades ou profissão, fazendo parte da Confraria Vicentina, conforme a lista a seguir, que mais lhe chamar a atenção. Escreva um e-mail para o respectivo coordenador e boas vidas!

 

Confraternidad

Coordinador(a)

Correo

1

Advogados Vicentinos

Alexander Laínez Cruz

carloslainez24@gmail.com

2

Amas de Casa

Liliana Castellanos Guerrero

lilianacyg@hotmail.com

3

Assessores Vicentinos

Alexandra Chacón Esquivel

alexache33@hotmail.com

4

Design Gráfico & Publicidade

Víctor Martell

martell.victor@gmail.com

5

Educadores Vicentinos

P. Fernando Sánchez CM

pf44tnch@gmail.com

6

Ex-alunos Vicentinos

Angela Medina

vocestv@hotmail.com

7

Indígenas Vicentinos

P. José Fitzgerald 

civicentina@gmail.com

8

Meninos e Meninas Vicentinas

Sor Fanny Mora Ruales

sorfanny.mora@hotmail.com

9

Músicos Vicentinos

Javier Chento

chento@famvin.org

10

Periodistas y Escritores Vicentinos

Eduardo Adamez

eadames0306@gmail.com

 

11

Poetas Vicentinos

Yudith Guerra

judithmgf@gmail.com

12

Psicólogos Vicentinos

Ada Ferreira   

adaferreira@hotmail.com

13

Rádio e TV Vicentinas

P. Roberto Adrián CM

roberto_adrian@hotmail.com

14

Redes Sociais

Lily De Leon

conviredes@gmail.com

15

Reflexão Bíblica

Claudia Rivera

cnavarrete05@yahoo.com

16

Tradutores Vicentinos

Tomasz Zielinski

toma@famvin.org

17

Vicentinos na fronteira/diáspora

Víctor López

isvictrop@gmail.com

 


Entre em contato conosco e nos veremos em breve!

Ver também em: famvin.org

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

CELEBRAÇÃO DA PALAVRA: Aniversário



*1.ACOLHIDA*

*Celebrante -* Iniciemos esse momento cantando: 

*Todos -* _Em Nome do Pai, em nome do Filho e do Espírito Santo, estamos aqui (2x) Para louvar e agradecer, bendizer e adorar, estamos aqui, Senhor, a teu dispor Para louvar e agradecer, bendizer e adorar, te aclamar, Deus trino de amor_

*Celebrante -* Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. 

*Todos -* Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


*2.MOMENTO PENITENCIAL*

*Celebrante -* Ó Deus, bendito sejais pela água que fecunda a terra e dá vida a toda vossa criação. Ela não apenas refaz as nossas forças, mas é sinal de que nos renovais interiormente em vossa aliança. Venha sobre nós o vosso Espírito, para que banhados em vosso sangue possamos ser criaturas novas, agora e para sempre.

*Todos -* Amém

- Senhor, tende piedade de nós. _Senhor..._

- Cristo, tende piedade de nós. _Cristo..._

- Senhor, tende piedade de nós. _Senhor..._

*Celebrante -* Deus de amor e misericórdia tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna!

*Todos -* Amém


*Celebrante -* Coloquemos nossas intenções...

*3.OREMOS*

*Celebrante -* Ó Deus, nosso Pai, enviastes o vosso Filho ao mundo e infundistes em nós o Espírito Santo, revelando-nos o vosso mistério de amor. Concedei que, professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a unidade onipotente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 

*Todos -* Amém


*4.LITURGIA DA PALAVRA*

*Celebrante -* Aclamemos a Palavra de Deus cantando:

_Aleluia, aleluia, aleluia, aleluuuuia! (2x)_

*Evangelho: Mateus 7,24-29*

*Celebrante –* O Senhor esteja convosco. 

*Todos -* Ele está no meio de nós!

*Celebrante -* Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, narrado por Mateus. 

*Todos -* Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo disse Senhor a seus discípulos: «Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha.

Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática, é como o homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, e a casa caiu, e a sua ruína foi completa!». 

Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, as multidões ficaram admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os doutores da Lei.

_Reflexão_


*5.PRECES*

*Celebrante -* Elevemos a Deus nossa oração em forma de louvor, agradecimento e preces, dizendo: Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.

*Todos -* Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.


*1.* Pela aniversariante do dia, para que seja abençoada por Deus com saúde, paz e vida longa. Bem como, siga sendo sinal de unidade, fé e esperança dentro de nossa família. *Rezemos!*

*Todos -* Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.


*2.* Agradecemos a Deus pelos pais e mães aqui presentes. A eles o nosso reconhecimento no mais íntimo dos nossos corações, por ter nos ensinado a vislumbrar as razões mais sinceras que motivam os nossos sentimentos e nossas atitudes. *Rezemos*

*Todos -* Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.


*3.* Senhor Deus, derrame as bênçãos necessárias em nosso irmãos, que vivem e ensinam a importância da família, correspondendo aos planos de amor determinado por Deus. *Rezemos*

*Todos -* Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.


*4.* O nosso louvor a Deus pelos genros e netos de nossa família. Que o Senhor os ajude a continuar educando os filhos e juntos acolham a graça de seguir os valores cristãos em cada lar. *Rezemos*

*Todos -* Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.


 *5.* Aos amigos da aniversariante e nossos, que sejam abençoados por Deus, pois a amizade cria laços, confere segurança, apoio e facilita a experiência da fé e do amor de Deus. *Rezemos*

*Todos -* Ajudai-nos, Senhor, a viver em vosso amor.


*Celebrante –* Acolhei ó Deus pai de bondade todos nos nossos pedidos, por Cristo nosso Senhor. Amém!


*6.BENÇÃO DA CASA*

*Celebrante –* Estendamos a mão sobre esta água e rezemos: _“Abençoa, Senhor, esta água...”_ 

(Aspergir as pessoas e a casa)


*Celebrante –* Guiados pelo Espírito do Ressuscitado e iluminados por seu divino ensinamento, façamos a oração que Jesus Cristo nos ensinou: Pai Nosso... Ave Maria... Gloria ao Pai... 


*7.OREMOS*

*Celebrante -* Ó Deus, alimentados e fortalecidos em nossa fé, nós vos agradecemos pela vossa presença em nossa vida e na caminhada de vossa Igreja. Dai a todos nós, batizados, força e coragem para continuarmos a missão que Jesus nos confiou. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!


*8.PALAVRA FACULTADA*

(Neste momento pode-se fazer homenagens a aniversariante)

 

*9.BÊNÇÃO*

*Celebrante -* O Senhor esteja convosco. 

*Todos -* Ele está no meio de nós!

*Celebrante -* Que o Senhor os abençoe e os guarde

*Todos -* Amém

*Celebrante -* Que o Senhor os trate com bondade e misericórdia

*Todos -* Amém

*Celebrante -* Que o Senhor olhe para vocês com amor e lhes dê a paz.

*Todos -* Amém

*Celebrante -* Abençoe-nos Deus Pai, todo misericordioso. Pai, Filho e Espírito Santo.

*Todos -* Amém

*Celebrante -* Fiquemos todos na paz do Senhor! 

*Todos -* Graças a Deus!


10.Todos - *CANTO DOS PARABÉNS*






domingo, 27 de dezembro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 27 nov. 2020


Neste primeiro domingo do Advento, assim como na celebração de Cristo Rei no domingo passado, traz-nos um convite a nos olharmos e nos perguntarmos se realmente estamos preparados para o Dia do Juízo.

Se isso acontecesse a qualquer momento em nossa vida, estariamos realmente prontos? Além disso, este Domingo do Advento nos convida a verificar se o Amor está vivo e comovente em nossas vidas pessoais e em nosso relacionamento com os outros. Porque, de fato, a presença do amor em nossas vidas, é o fator chave para garantir-nos o nosso lugar no Reino. Sua ausência significará apenas, que não estamos prontos, que não nos preparamos. E, portanto, despreparados para entrarmos no Reino Celestial.

Com esse advento, prometamos estar conectados com o Senhor, por meio de nós mesmos transformados, e a nunca perdê-Lo de vista. Amém.