quarta-feira, 20 de junho de 2012

A NATUREZA NÃO RECLAMA, VINGA-SE





A palavra grega ISO, que significa igualdade, é a sigla da International Organization for Standardization, ou seja,  Organização Internacional para Normalização, fundada em 1947, e localizada em Genebra, na Suíça. Trata-se de uma entidade não-governamental que edita uma série de normas técnicas, reconhecidas internacionalmente, que visam padronizar e melhorar a qualidade de produtos e serviços de empresas do mundo todo. Milhares de empresas, de mais de uma centena de países, têm investido na busca de um Certificado de Qualidade ISO.Ela pode ser entendida como: – escreva o que e como você faz, e faça como você escreveu.


Do elenco de normas existentes daremos destaque, nesta oportunidade, para a ISO14.001 – Sistema de Gerenciamento Ambiental –, que objetiva prevenir, eliminar ou minimizar os efeitos nocivos ao meio ambiente causados por empresas privadas e públicas. Os passos para a implementação desta norma estão assim definidos: 1.) Comprometimento e definição da política de meio ambiente – 2.) Planejamento do sistema de gestão ambiental (SGA) – 3.) Implementação do SGA – 4.) Medições e avaliações e, 5.) Revisão e melhorias contínuas. Conscientizar, envolver e comprometer – do presidente ao servente – é de fundamental importância para que o SGA atinja as metas pré-estabelecidas. Acompanhar rigorosamente, e validar, cada uma das etapas do processo operacional da fabricação de produtos, e da prestação de serviços, é procedimento obrigatório para garantir o equilíbrio do meio ambiente e a  melhoria continuada da qualidade de vida.


Para que o SGA seja bem-sucedido é recomendável fazer um diagnóstico através do diagrama dos 7Ms: 1)mercado,2)mão-de-obra,3)matéria-prima,4)máquinas,5)método,6)medição e 7)meio ambiente. Essa análise crítica nos levará a reduzir as possibilidades  de poluição, reutilizar parte do que já foi usado, reciclar todo tipo de sucata e reinventar novos processos operacionais para a fabricação de produtos e prestação de  serviços. A agressão ao meio ambiente é, também, um desrespeito à massa consumidora, que está tendo a sua percepção despertada para recusar produtos e serviços de empresas ecologicamente incorretas.


Os gravíssimos problemas que estão ocorrendo com o aquecimento global não devem ser atribuídos apenas á uma parcela da classe empresarial, pois os governantes, também, têm a sua parte de responsabilidade na degradação do meio ambiente. Políticas públicas ineficientes, fiscalização insuficiente, investimentos em saneamento básico aquém das necessidades, excesso de burocracia e corrupção, são  fatores da mesma equação – ações públicas ineficazes.


Além da iniciativa privada e dos órgãos públicos cabe, a cada um dos seis bilhões e seiscentos milhões de habitantes do planeta azul, a sua cota de responsabilidade pela preservação do meio ambiente. Combate de desperdício de toda espécie, redução do volume de lixo, coleta seletiva, jogar o lixo no lixo, incentivos á cooperativas de coleta e implementação da CIPRAM – Comissão Interna de Preservação Ambiental são medidas indispensáveis á qualidade de vida.


A educação pode contribuir para que tenhamos maior consciência sobre a chamada - Pegada Ecológica, que significa o “quanto da terra produtiva, área florestal, energia, habitação, água, mar, urbanização e capacidade de absorção dos dejetos cada pessoa necessita, para viver de forma minimamente digna. A esse conjunto de fatores, Martin Rees e Mathis Wackermagel, deram o nome de pegada ecológica, cujo estudo indica 2,8 hectares para cada pessoa”.


Numa simples reflexão sobre alguns textos da Bíblia (Gênesis 1, 24-31 + 2,1-19 e Deuteronômio 8,7-10), podemos encontrar referências  sobre a preservação do meio ambiente, desenvolvimento sustentável do ser humano e a destinação social dos recursos naturais da terra. Esse Livro Sagrado prevê, até, punição para os que destroem a Terra (Apocalipse 11:18).


por Faustino Vicente  - Advogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – tel. (11) 4586.7426 – Jundiai (Terra da Uva)  São Paulo - Brasil





terça-feira, 19 de junho de 2012

CONVERSA DE BEBES



Isto sim são conversas, é por causa desta e d´outras que acredito na vida Eterna!!! ALELUIA!


No ventre de uma mulher grávida, dois bebés falavam:

- Acreditas na vida pós-parto?

- Claro. Tem que haver alguma coisa. Se calhar estamos aqui a
preparar-nos para o que vamos ser.

- Disparate! Não há vida depois do parto. Como é que seria
verdadeiramente essa vida?

- Não sei, mas com certeza deve haver mais luz que aqui.
    Talvez até consigas andar com os próprios pés e comer com a própria boca.

- Isso é absurdo! Andar é impossível! E comer com a boca!?
Completamente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta.
    Só te digo isto: A vida após o parto não é possível. O cordão
umbilical é muito curto!

- Eu cá tenho a certeza que há alguma coisa. Com certeza apenas
diferente daquilo a que estamos habituados aqui.

- Mas nunca ninguém voltou de lá para contar... o parto é o final e
mais nada! Angústia prolongada na escuridão.

- Bom, não sei como é que vai ser depois do parto, mas tenho a certeza
que a Mãe vai tratar de nós.

- Mãe? Você acredita nisso!? E onde é que ela supostamente está?!

- Onde? Em tudo à nossa volta! Vivemos nela e através dela. Sem ela
nada existiria.

- Eu não acredito nisso! Nunca vi Mãe nenhuma porque simplesmente não existe.

- Então, mas quando estamos em silêncio não a consegues ouvir cantar e
falar? E não a sentes a afagar o nosso mundo?
    Sabes, eu acho mesmo que nos espera a vida real e que esta é só uma
preparação para ela...

- Esquece! Isso são aquelas tretas da fé...

sábado, 9 de junho de 2012

JOVENS DE TODO O BRASIL REÚNEM-SE EM BELÉM PARA ASSEMBLEIA GERAL



Iniciou na última quinta-feira (07/06) e se estenderá até o domingo (10/06) a VI Assembleia Geral da Juventude Mariana Vicentina do Brasil. O evento reúne coordenadores e assessores das seis províncias do país bem como convidados das demais entidades vicentinas e da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB).
“Viver em missão pela unidade da nossa fé” é o tema, e “Dar de si mesmo como Maria” é o lema, que serão amplamente trabalhados durante o evento e nortearão as atividades da JMV Brasil durante os próximos quatro anos.
Na oportunidade será eleito o novo Conselho Nacional, para o período de 2012 a 2016, responsável pela direção da entidade, animação das províncias e representatividade nas instancias eclesiais do país e nos encontros internacionais da associação. A assembleia também marcará o início dos preparativos para o Encontro Internacional de Jovens Vicentinos em Belo Horizonte e para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.
A assembleia reavalia a caminhada nacional e planeja os próximos passos a serem percorridos pelo novo Conselho a ser eleito. E apresenta aos participantes o Estatuto Nacional revisado pela Santa Sé e oficializa a renomeação da entidade no país para Juventude Mariana Vicentina.
Participa da assembleia o ilustríssimo Arcebispo emérito da Arquidiocese de Belém, Dom Vicente Zico, representante da CNBB na plenária.

sábado, 2 de junho de 2012

PROYECTO DE MISIÓN - MOZAMBIQUE AFRICA




1. IDENTIFICACIÓN

Nombre del Proyecto: Misión de Verano
Público a quien se dirige el Proyecto: Misión Vicenciana de la Diócesis de Nacala (Mozambique/África)
Período: Julio y Agosto de 2012
Misionero: Cleber Oliveira
Asociación: Juventud Mariana Vicenciana - JMV

2. JUSTIFICACIÓN

"Id por todo el mundo…" (Mc 16,15), me imagino que cuando el Señor dijo estas palabras era consciente de la necesidad de las gentes de más allá de las fronteras. Hoy, viviendo en un "mundo pos-moderno" se ver, tal vez más que nunca, la necesidad de llevar y/o ser buena noticia para los demás. En el mundo hay muchas personas que carecen de nuestra ayuda y servicio, y es por esto que con este proyecto queremos volcar nuestra acción en el país africano ‘Mozambique’, y precisamente en la Misión Vicenciana llevada por padres, hermanas y jóvenes laicos, junto a la Comunidad Macúa en Nacuxa y Nacala. Hoy, a pesar del país ya haber realizado su cuarta elección democrática, que representa un éxito de participación y responsabilidad a nivel nacional, todavía se presentan en la sociedad macúa vivencias de degradación humana, social y moral: corrupción en todos los sentidos, falta de posibilidades laborales, falta de incentivo y creatividad en la juventud, discriminación  femenina, sumadas al hecho de que 15% de la población es VIH positiva y 45%, analfabeta, tasas que le elevan la situación de pobreza  La misión es llevada a cabo en la Diócesis de Nacala, que está situada en el norte del país y tiene 2.200.000 habitantes, donde apenas 13,1% es católico, la gran mayoría es musulmana o practicantes de religiones tradicionales. La misión se compone tres parroquias: San Juan Baptista, San Agustín y San José de Matibane, donde además del ejercicio primero de la Iglesia, que es el anuncio de la Buena Nueva, se dedican al servicio en la educación, salud, comunicación  y promoción social de los empobrecidos.

2. OBJETIVO GENERAL
Servir junto a la Comunidad Vicenciana, en Nacala - Mozambique, durante los meses de julio y agosto de 2012.

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS   

a)      Convivir en la Comunidad de JMV;
b)      Visitar miembros/grupo de JMV Mozambique;
c)       Celebrar la Palabra o Eucaristía;
d)      Impartir clase de refuerzo escolar  a niños;
e)      Servir a los enfermos de SIDA en el Centro Akumi;
f)       Impartir Curso de Formación para jóvenes líderes y educadores;
g)      Participar en programas radiofónicos.

      
4. METODOLOGIA

El trabajo misionero será desarrollado de forma conjunta, con base en la oración y  según las decisiones tomadas en común teniendo siempre en cuenta atender las necesidades de la Comunidad. 

5. CRONOGRAMA

ACTIVIDADES
JULIO (3 semanas)
AGOSTO (4 semanas)
1
Convivir y colaborar con la comunidad laica de JMV España instalada en Nacala.
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2
Compartir experiencias y vivencias con JMV Mozambique (Consejo Nacional y/o Grupos de Base).


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3
Participar de Celebraciones de la Palabra o Eucarísticas en la sede y en las comunidades rurales de la misión.
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4
Impartir clase de refuerzo escolar a los niños de la Escuela Comunitaria “Cristo é Vida”.
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5
Ayudar, una vez por semana, en el atendimiento de los enfermos de SIDA en el Centro Akumi.
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6
Impartir en tres secciones, un curso de formación (autoconocimiento, liderazgo y dinámicas de grupo), para jóvenes líderes y educadores, en el Centro Pastoral “Sao Vicente de Paulo”.

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7
Participar en programas radiofónicos de la emisora de “Radio Watana”.    
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6. RECURSOS

6.1. Humanos

ESPECIFICACIÓN
1
Misionero, Cleber Oliveira, que se unirá a un equipo de misioneros, de diferentes países que llevan la Misión en el País. 

6.2. Materiales y Económicos 

ESPECIFICACIÓN
VALOR
1
Gasto del Viaje (ida y vuelta) del misionero.
1.600,00€
2
Actividades descritas arriba, en el apartado 5 (hospedaje, alimentación, transporte interno, material escolar, religioso y de higiene/limpieza, copias de textos, etc.).
200,00€*
TOTAL:

1.800,00
*Valor simbólico, ya que casi totalidad de los gastos, en la misión, serán sostenidos por la misma.  

7. COLABORADORES

·         JMV España;
·         JMV Brasil;
·         Comunidad de Laicos Vicencianos (Nacala);
·         Padres Paúles;
·         Hijas de la Caridad de San Vicente de Paúl;
·         Secretariado Internacional de JMV y
·         Amigos.

8. RESULTADOS ESPERADOS

Se espera, que a partir de esta experiencia de misión los implicados directos logren 95% de satisfacción, que sean generados y fortalecidos vínculos de amistad, solidaridad y crecimiento mutuo.

9. EVALUACIÓN Y SEGUIMIENTO

La evaluación y el acompañamiento se dará en todo el tiempo del desarrollo del proyecto en reuniones periódicas con los misioneros. En tales reuniones se analizarán el trabajo realizado y los feedbacks del público del proyecto. 

Madrid, 20 de mayo de 2012

Cleber Oliveira
MISIONERO

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Felizes Festas!!!


“O Natal não é um tempo, é uma pessoa, um menino, o pequeno Filho de Deus que segue buscando onde nascer. Oferece-lhe um lugar em seu coração e conhecerá o verdadeiro sentido do Natal”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Las Calles de Madrid



Una vez en Madrid, tu siempre desearás regresar, la ciudad es bella, sus calles ni hablar, es una maravilla por donde pasa, ven acá a confirmar

Sus calles esconden misterios, son escenarios de luz, unas te llevan a la gloria, algunas hasta la cruz, pero todas de seguro, buena sensación producen.

Los edificios son obras, que te pueden inspirar; alegría y compañía, en sus plaza vas a encontrar; no se admire se un día, cuando por Madrid camines, tu corazón te lata, como el de un enamorado está.

domingo, 2 de outubro de 2011

Meu Aniversário - 2011

Meu dia de aniversário foi sendo excelente. Pela manhã, missa na Capela da Casa Provincial Santa Luisa, onde servi como coroinha, pela tarde fui com P. Pavol ao Vale dos Caídos, lugar onde estão enterrados vários corpos padecidos durante guerras espanhola, foi um momento de reflexão, onde pude refletir um pouco o valor da vida, o lugar é gracioso e muito bonito. Pela noite fomos a um Show Filipino na Basílica da Milagrosa. - Eles foram premiados em Londres em 2010: http://www.youtube.com/watch?v=pBLNlXe9Ae0 Eles cantaram e dançaram classicamente e divinamente bem - um verdadeiro espetáculo. Para finalizar a noite, saímos para jantar com Pe. Fernando. Durante todo o dia, desde la primeira hora recebi maniestações de carinho de meus amigos e familiares, por meio da red, que foram muito atentos e afectuosos. Obrigado a todos. Os amo. Obrigado meu Deus por tudo. Amém, aleluia!!!


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

São Vicente de Paulo: um místico a serviço dos pobres


“Lembre-se, padre, de que vivemos em Jesus Cristo pela morte em Jesus Cristo, e que temos de morrer em Jesus Cristo pela vida de Jesus Cristo e que nossa vida tem que estar oculta em Jesus Cristo e cheia de Jesus Cristo, e que para morrer como Jesus Cristo, tem que se viver como Jesus Cristo”. (P. Coste I, 295, 320).

Os místicos são pessoas que vivem mergulhadas em Deus. A Igreja da época de São Vicente era marcada pela vida monástica, pois o Concílio de Trento tinha enclausurado os religiosos. A meta era alcançar a perfeição na vida puramente contemplativa, separada do mundo. A reflexão teológica e a piedade ajudavam a cultivar uma vida santa. A leitura das Regras Comuns deixadas por São Vicente mostra claramente o rigor disciplinar e ascético a que estavam submetidos os religiosos.

São Vicente percebeu que a vida de clausura não levava à verdadeira santidade, que tal estilo de vida não tinha fundamentação evangélica, pois lendo o Evangelho descobriu que Jesus foi enviado para evangelizar os pobres (cf. Lc 4, 18); descobriu que Jesus não viveu uma vida enclausurada, distante das pessoas. A meditação evangélica e a triste situação da vida dos pobres de seu tempo levaram-no a concluir que Jesus é o missionário Pai, o evangelizador dos pobres.

Neste sentido, São Vicente percebeu que o ministério presbiteral na Igreja só tem sentido se o presbítero se colocar a serviço dos pobres, porque este foi o ofício do Filho de Deus. Aqui está a centralidade do carisma e da espiritualidade vicentina. Fora deste ofício divino não há missão verdadeiramente cristã e vicentina. Na Igreja, a Família Vicentina tem a missão profética de desempenhar este ofício divino. Certa vez, Karl Rahner, um dos maiores teólogos da Igreja do séc. XX afirmou que no séc. XXI não haveria separação entre ser cristão e ser místico.

Para entender o jesuíta Karl Rahner seria necessário discorrer a história dos grandes místicos nos diversos períodos da história do Cristianismo. Aqui não é lugar para isto, mas, a partir do testemunho de São Vicente podemos ousar algumas afirmações, pois graças ao Espírito do Senhor, no séc. XVII, fora da vida monástica ele conseguiu ser um místico no serviço dos pobres.

Anthony de Mello, SJ, um místico cristão de espiritualidade oriental falecido em junho de 1987, aos 56 anos de idade, em sua obra Apelo ao amor, falando da santidade afirma: “O segundo atributo da santidade é a ausência de esforço” (p. 50). Ser místico é ser santo a partir do amor, no amor e para o amor. Segundo A. de Mello, a santidade não é fruto do esforço humano, não pode ser desejada, não é fruto da consciência da pessoa nem pode existir juntamente com os apegos.

O místico é uma pessoa livre dos apegos. Ele só precisa do amor para viver. O apego às pessoas, às coisas e a si mesmo é causa de impedimento para que exista o místico. Este não se preocupa com nada, a não ser com o amor; amor que não é posse do outro, mas abertura permanente para o outro. Abertura não para a dependência do outro, mas para o amor para com o outro. O místico não depende de ninguém para ser feliz. Ele não é especial para ninguém nem pessoa alguma lhe é especial.

Para o místico, o outro é simplesmente pessoa. Esta não lhe representa superioridade nem inferioridade. Neste sentido, o medo deixa de existir em sua vida. As ameaças, os condicionamentos, constrangimentos, perseguições, incompreensões e até a morte não significam nada para o místico: nada disso tira a sua vida. Elogios, aplausos, críticas, premiações, honras e tantas outras coisas tidas como boas e que são oferecidas aos homens também não significam nada para o místico: ele não depende destas coisas para viver. A isto chamamos liberdade.

No interior da Paraíba aprendi com um místico a seguinte verdade: “Tu não dependes do louvor nem da crítica para viver, mas somente do amor. Ama e serás verdadeiramente livre. O que importa é Jesus e a força de Deus, o Espírito. Quando estiveres convicto disto nada mais te interessará, mas somente o amor, pois é o amor que permanece para sempre, o resto é apego e passa”. Viver segundo esta verdade é ser místico. O Evangelho mostra que Jesus foi assim: livre. Por isso que sua mensagem pode ser chamada Evangelho da liberdade.

Para viver num estado místico de vida é preciso cultivar a atenção ao essencial, deixando de lado tudo aquilo que tenta desviar e/ou desvirtuar. Há muitas coisas neste mundo que não levam à verdadeira felicidade, o místico se despoja de todas estas coisas. Neste sentido, o místico é uma pessoa livre das ilusões, da alienação e da agonia provocada pela pressa e pela busca desgastante de ser feliz. Quando percebeu que a verdadeira felicidade se encontra na fonte da vida, que é Deus, o místico não perde o seu tempo com coisas supérfluas e/ou futilidades.

Assim foi São Vicente, não fez outra coisa na vida senão amar o próximo, preferencialmente os pequenos e sofredores. Nestes encontrou a felicidade, encontrou Deus. As autoridades religiosas e civis, assim como as mulheres e homens ricos da época ficavam admirados ao vê-lo e escutá-lo; assim como as multidões ficavam admiradas diante de Jesus de Nazaré. Quem viu São Vicente esteve diante de homem entregue a Deus e aos irmãos. A isto chamamos santidade.

Infelizmente, o barulho e as coisas produzidas pelo homem têm levado à perturbação e ao consumismo. As pessoas perdem a paz de espírito consumindo, incansavelmente. A doutrina mercadológica é: consuma e seja feliz! Esta doutrina invadiu as Igrejas cristãs e estas manejam grandes somas de dinheiro. O mercado religioso oferece todas as bênçãos e milagres que as pessoas precisam para serem escravas e perturbadas da cabeça. É uma verdadeira maldição! No fundo, as pessoas nunca se libertam, e não se libertam porque foram buscar a libertação no lugar errado.

Felizmente, no silêncio da vida das Igrejas e do mundo há mulheres e homens místicos. Eles não aparecem porque o aparecer lhes é incompatível. São tão simples que, na maioria das vezes, morrem sem ser percebidos. Isto lhes é motivo de alegria, sinal de foram fiéis ao princípio evangélico da humildade, que exige discrição e simplicidade. Os místicos são pessoas de ações singelas e palavras profundas, quando discursam incomodam bastante, porque aproveitam para proclamar Jesus, Boa Nova do Pai para a vida e a liberdade do gênero humano.

São Vicente permite-nos dizer, finalmente, que a mística vicentina se dá numa vida que se encerra no amor aos pobres, numa vida que é pleno estado de caridade. Ele nos ensina que deixar-se conduzir pelo Espírito nos leva irresistivelmente ao encontro rosto do outro. E como dizia o filósofo francês E. Lévinas, o rosto do outro me fala, me interpela, me incomoda, clama por socorro, liberta-me. A isto chamamos alteridade. Não há prática do amor sem a alteridade. Que São Vicente interceda a Deus por nós!


Tiago de França

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Madrid - Capital da Juventude



Uma maré de jovens banha Madrid e os Vicentinos dentro...

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Rosa, Ruth, Dani, Ana, Isabel, José, Gema, Bea, Ir. Juani, Ir. Isabel, padre Juanjo, padre Óscar… e assim até 160 nomes mais, de voluntários vicentinos que já estão em Madrid. O objetivo destes dias é preparar os alojamentos e receber a formação necessária para exprimir ao máximo o Encontro de Jovens Vicentinos (EJV), e posteriormente a JMJ.

Os kms acumulados e as horas de viagem não pesam nas mochilas de nossos voluntários que, desde a terça-feira pela manhã, estão enchendo de trabalho todas as comissões para ter uma ideia global do funcionamento do EJV e da JMJ. Pouco a pouco vão se perfilando as responsabilidades e chegando a conclusões de tarefas que terão que desenvolver os voluntários durante esses dias, que resultam do mais variado: vigilância nos corredores, informar aos peregrinos, coordenação de ornamentação e painéis informativos, preparar os dormitórios, limpar as zonas comuns, coordenar aos responsáveis dos centros de alojamento, protocolos de evacuação e emergências, etc.

O trabalho dos voluntários se apóia na oração, já que não podemos esquecer o que realmente nos trouxe aqui. Esses momentos de oração comunitária se unem a formação que nossos voluntários vicentinos estão recebendo nestes dias. Está formação está enfocada em polir nossa atitude em relação ao peregrino, e sempre vista sobre o carisma vicentino e de serviço. A paciência, a hospitalidade, a acolhida e o espírito de sacrifício serão algumas das riquezas que os voluntários irão descobrindo nestes dias.

O caminho do voluntário começou, tu, peregrino, és parte de nossos passos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Texto na Cruz da JMJ

"Queridos Jovens, ao encerrar o Ano Santo, confio a vocês o sinal deste ano jubilar: A Cruz de Cristo! Levem-na pelo mundo, como sinal do Amor do Senhor Jesus à humanidade, e anunciem a todos que só em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção."

Papa João Paulo II

Roma, Páscoa de 1984

Encerramento do Ano Jubilar da Redenção

sexta-feira, 15 de julho de 2011

18 de Julho de 2011


Amad@s Tod@s,

Estamos apenas a 72 horas, do grande momento. O DIA INTERNACIONAL DA JMV.

Esperamos que possamos celebrar-lo da melhor maneira possível, seja com missas, encontros, lazer, ação concreta no serviço aos pobres, confraternização, consagração mariana, etc, etc...

Nós do SIJMV o viveremos intensamente e claro unidos a todos, de forma direta ou indireta - postando em nossas redes sociais imagens, mensagens, RT e tags (#18dejulho #diaINTERNACIONALdaJMV #HappyDayJMV) que expressam a alegria de participar da JMV e de celebrar esse dia tão importante para nós que formamos a Grande Família que é a JMV.

Compartilho através deste link, a CARTA 18 DE JULHO da Presidenta Internacional da JMV - Yasmine Cajuste.

Divulguem entre os membros de seu grupo e celebrem com alegria o nosso dia!

Continuemos no amor de Deus.

"O tempo é hoje!"

Cleber Oliveira

Voluntário Internacional JMV


quinta-feira, 14 de julho de 2011

A carta do jovem ao mundo.

por Cleber Pagliochi

Oi. Atualmente falam muito de mim, me vêem como baderneiro, como violento, como imaturo, sem responsabilidade. Uns até querem mudar isso, me chamando de futuro, mas mal conseguem dizer algo. Outros esquecem que passaram pelo que passo e atiram em mim. Morri muitas vezes e continuo morrendo nas ruas, nas favelas, no trânsito. Morro pela bala de revólver, pela droga, pelos automóveis, que, aliás, andam muito rápido, morro. Morro pela ambição do mundo, pela vontade de buscar dinheiro, pela falta de possibilidades de comer. Morro pela irresponsabilidade dos outros, pela minha também, mas queria gritar que não quero mais morrer.

Ah esqueci de dizer meu nome, me chamo jovem, tenho entre 15 e 30 anos, sou magro e gordo, baixo, médio e alto, as vezes sou negro, outras vezes sou branco, pardo, adquiro muitas raças, ah aproveitando isso queria dizer que não devia existir esse negócio de divisão de raças, somos todos iguais. Tenho olhos verdes, azuis, castanhos, negros, depende apenas da pessoa que estou e que sou. Meus cabelos? Ah, eles também tem várias cores, as vezes resolve mudar um pouquinho e faço novos modelos, pinto eles de vermelho, azul, mas é só meu jeito de dizer que quero coisas novas. Eles podem ser curtos e compridos, dependendo de como estou e como vejo a vida.

Estou meio assustado hoje com esse mundo, por isso resolvi escrever esta carta. Queria dizer o quanto amo a vida, o quanto adoro viver. Queria mudar o pensamento de vocês, adultos, sobre mim, vocês já viveram o que vivo, num contexto diferente, mas viveram, também forma sonhadores, deveriam me entender. Se não conseguir mudar, gostaria que pelo menos essas linhas que escrevo servissem pra você repensar sua vida, olhar para tudo o que viveu e pedir se valeu a pena.

Estava dizendo que estou assustado com o mundo de hoje. É verdade. Olho para os adultos e vejo homens e mulheres sérios(as), depressivos, se matando pela ambição, passando por cima de tudo para conseguir o que quer. Não quero como jovem viver essa vida. Sou jovem afinal. Poxa, será que não me entendem?

Quero um mundo diferente. Não quero essa herança que me deixam. Não quero revólveres, não quero tanques e aviões de guerra, só quero viver!! Que me deixem viver!! O jovem quer viver, me ouçam...não quero rios poluídos, arvores caindo, geleiras derretendo, enchentes, terremotos, lixo. Poxa, só quero viver, será que é pedir demais? Não sou descartável como as embalagens, como os carros, sou de carne e osso, sou humano, sou gente também. Não quero brigar contigo.

Todos os dias olho-me no espelho ao acordar, para ver se ainda sou eu mesmo, se não mudei, se não é uma máscara de mim que está ai. Para ver se consigo olhar nos meus olhos e dizer que estou vivo e me amo como sou. Sou tão feliz como jovem. Queria dizer que ser jovem é uma vocação, não é apenas uma fase da vida da gente, depois passa e acaba, uma etapa para ser adulto. Meu coração arde como jovem.

Quero mudar o mundo, não importa como. Mas não quero morrer, não quero ver outro jovem caindo por causa das drogas, da violência. Não quero ver as lágrimas da mãe que perdeu seu filho, da moça mãe solteira, do moço de rua. Você me ajuda a mudar? Pode me alcançar sua mão e vamos juntos caminhar? Vamoss.....!!!!!