domingo, 17 de abril de 2022

REFLEXÃO DO DOMINGO DE PÁSCOA 2022



1. A RESSURREIÇÃO NA HISTÓRIA:

Meus queridos irmãos e irmãs, desejamos a todos você uma feliz, santa e abençoada Pascoa!

 

A liturgia de hoje nos convida a meditar, a partir de Atos dos Apóstolos 10,34.37-43, sobre o testemunho dos discípulos de Jesus. Pedro comunica a todos o que aconteceu a Jesus, e nós reiteramos: Jesus ressuscitou! Na segunda leitura, Paulo nos chama às coisas do Alto e atesta que Jesus está sentado à direita de Deus, onde estaremos também nós, proximamente, revestidos da glória de Deus. No evangelho, as mulheres anunciam a ressurreição, e Pedro e o discípulo que Jesus amava, diante do sepulcro vazio, recordam as Palavras do Senhor, que ressuscitaria no terceiro dia e a partir daí testemunham o Cristo Vivo. Testemunho esse que perpassa o espaço e o tempo, chegando até os nossos dias.

 

Como será que a mensagem da ressurreição chegou até os nossos dias? Vejamos aspectos da mesma na História e na Sagrada Escritura.

      

a) Na Patrística afirma-se: “se creio na ressurreição sou cristão, do contrário, não!”

Gregos: corpo e alma, e só a alma gozaria de imortalidade ou reencarnação.

Judeus: defende a ressurreição do corpo (carne+alma+espírito), e do contrário vã seria nossa fé (1Cor 15,12).

b) Na Idade Média o discurso muda. Ao invés de falar de ressurreição, fala-se de encarnação. Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, Q53-56 ressurreição de Jesus, e na Suma Contra os Gentios, Q79-96, nossa ressurreição.

c) Na Modernidade - a ressurreição é questionada pelo advento da ciência e da revolução industrial.

Strauss, a ressurreição é algo acontecido aos discípulos (compreensão psicológica, a vitória sobre a crise provocada pelo luto), não a Jesus. A morte é objetiva, já a ressurreição, subjetiva.

d) Na Contemporânea - diferentes ideais sobre a ressurreição. Teólogos protestantes como Karl Barth, diziam que a ressureição é algo que acontecerá depois do fim do mundo, ou seja, fora da história. Católicos, que a salvação começa no hoje. Jon Sobrinho, por exemplo, diz que Deus estava com Cristo na cruz, logo ressurreição para ele é mudar a vida dos que sofrem, baixá-los da cruz (Teoprática).

                                                                               

2. A REFLEXÃO ATUAL busca saber se a RESSURREIÇÃO é: algo que vem de dentro/ou de fora? histórica/irreal? evento para: discípulos ou Jesus? Na verdade ela é origem, gênese e fundamento da fé! A ressureição meus irmãos, é aquilo que professamos no credo, quando professamos que Jesus “Desceu à mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia. Subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Os convido a crer na comunhão dos Santos que junto de Deus nos esperam, a nós, que cremos na ressurreição da carne, na vida eterna.

 

3. A RESSURREIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO:

Antes vale lembrar que há ideia e fé na ressurreição em 2Macabeus 7,9,14 e Ezequiel 37. Os fariseus também acreditavam na ressurreição, porém havia grupos, na época de Jesus, como os Saduceus, que não tinham essa crença (At 23,8). No NT a ressurreição se diz pelo:

 

a) Querigma pascal: “Deus ressuscitou Jesus dos mortos” (1Cor 15,3-7). “O humilhado vive, foi glorificado” (At 2,21-24); 

b) Relatos do túmulo vazio: O relato não prova a ressurreição, mas tem seu valor teológico (Lc 24,1-11),

c) Relato das aparições: Jesus aparece na Galileia: Mt 28,16-20 e Jo 21,15-23, em Jerusalém. A Paulo no caminho de Damasco (1Cor 15,3-5). Todas são aparições exógenas e nelas unem-se visão e audição.

 

4. De fato, não se entende o cristão sem a ressurreição, pois ela é um divisor de água. Há um antes e depois de Cristo. Há um antes e depois da ressurreição!  

E é graças à ressurreição de Jesus, e ao testemunho e à fé pascal dos discípulos na ressurreição que se origina, na Igreja de Cristo:

a) A Cristologia, a partir da qual dizemos quem é Jesus;

b) A Soteriologia, significado salvífico da vida de Jesus para nós;

c) A Eclesiologia do existir cristão, que se dá por meio dos sacramentos e da prática de vida ao modo de Jesus Cristo;

d) A Teologia, que interpreta a revelação e a Trindade como compreensão pós-pascal, e

e) A Nova humanidade, a comunidade de seres humanos batizados e chamados à vida, ao amor e à justiça em, com e por Jesus Cristo.  

 

5. O teólogo belga, Padre Dominicano, Edward Schillebeeckx nos ajuda a alisar as leituras sobre a ressurreição. Ele está convencido de que, depois da morte de cruz, para reconhecer Jesus como o Vivente, os discípulos passaram por uma “experiência de conversão”.

Os discípulos vivenciaram os dois momentos históricos: a morte de Jesus (medo, dispersão e abandono) e a pregação apostólica (coragem, reunião e testemunho fiel), o que fez com que eles voltassem ao caminho, vivessem a fé e anunciassem o Cristo vivo. De fato, o seguimento a Jesus é atitude essencial do ser cristão no Novo Testamento, de maneira que eles teriam que fazer uma retomada do ‘ser discípulo’.

Para que isso ocorresse, os discípulos teriam passado pela experiência da “graça e do perdão” de Jesus, podendo, assim, voltar a reunir-se como comunidade de fé, reassumindo a comunhão atual com Jesus Cristo, confessando-o como sua salvação definitiva, que não terminou com a morte, mas que continua com o Vivente Ressuscitado.

 

6. Este é o convite que a Igreja nos faz continuamente. Especialmente na quaresma somos chamado à conversão, logo ao arrependimento (e perdão dos pecados pelo sacramento da reconciliação), para seguir unido a Jesus Cristo e desfrutar de sua companhia, testemunhando-O com palavras e obras e levando também aos outros, aonde quer que a gente vá, a alegria da páscoa, por meio de nosso amor que se efetiva pela caridade.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!    

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Domingo de Páscoa (Jo 20,1-9) – Missão do Japão 17/04/2022



Jesus é um Deus que é verdadeiro e fiel às Suas promessas e ensinamentos. Esta é uma mensagem importante da Ressurreição.

Outra mensagem significativa para nós é esta. Porque Jesus Cristo quebrou as cadeias da morte por meio de Sua ressurreição, também somos salvos da tragédia do sofrimento eterno e da morte eterna.

A terceira boa notícia da Ressurreição é a Esperança. Com Sua volta à vida, Jesus reitera que a vida dos filhos que são fiéis a Deus não termina com tragédias da vida, como a morte, mas há uma Vida preparada de nós.

Assim, a celebração da Páscoa é um lembrete claro para cada um de nós de que Jesus ressuscitou por nós. Ele ressuscitou para nos dizer que quando a vida é sombria e difícil, não devemos nos desesperar e nos sentir abandonados ou sem esperança. Em vez disso, continuemos confiando e continuemos esperando. Porque é precisamente por isso que Ele ressuscitou. Para aprofundarmos nossa confiança e esperança na misericórdia e amor do Pai por meio dele, o nosso Senhor, Jesus Cristo.

Amém.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Domingo de Ramos: Cristo vai ao encontro da morte com liberdade de Filho – Missão do Japão (Lc 19,28-40 e Lc 22,14-23,56)



Neste Domingo de Ramos, somos encorajados a entender que se queremos que Jesus se torne nosso Rei e Salvador, e que sejamos livres da escravidão do pecado, devemos nos oferecer em obediência à Sua Vontade. Que, se queremos que Ele controle e guie nossas vidas, precisamos viver concretamente a verdadeira essência do Amor. E para Jesus, o Amor é estar pronto para o sacrifício. Amar é esquecer de si mesmo para poder lembrar dos outros. O amor é morrer para si mesmo, para que os outros vivam e cresçam. E mais uma vez para Jesus, aceitar a cruz da vida é uma prova de um amor verdadeiro e grande.

No momento de Sua entrada em Jerusalém, Jesus estava pronto para oferecer Sua vida em obediência ao Pai, bem como, para oferecer Sua própria vida, devido Seu grande amor por cada um nós.

Ao iniciarmos esta Semana Santa, voltemos ao lugar onde esses significativos últimos dias de Jesus aconteceram. E testemunhemos por nós mesmos, como Jesus, através de cada dor, cada ferida e cada gota de Seu sangue, expressou Seu amor genuíno por todos nós.

E enquanto nos lembramos e refletimos, que todos possamos ver claramente, que aquelas dores, feridas e gotas de sangue foram oferecidas pelos nossos pecados para nos salvar.

Amém

quinta-feira, 31 de março de 2022

Vai e não peques mais (Jo 8,1-11). Missão do Japão 03/04/2022



A mensagem que nosso evangelho gostaria de enfatizar é clara. Todos nós precisamos de perdão, porque como qualquer outra pessoa, nós também somos culpados de pecado. Como qualquer outra pessoa, cometemos alguns erros na vida. E de alguma forma, cada um de nós merece o castigo de Deus.

Mas nosso Deus não é assim. Ele não é um Deus punitivo. Ele é Amoroso e Misericordioso. É por isso que até agora Ele continua nos dando a oportunidade e nos encorajando à reconciliação. Ele nos traz algumas situações e pessoas para nos ajudar a encontrar o caminho de volta a Ele.

Isso é o que Jesus quer que entendamos melhor, que mesmo sendo pecadores e que caiamos sempre na tentação do pecado, Ele não quer julgar nem condenar. Em vez disso, Ele oferece Sua misericórdia e perdão, dando-nos oportunidades de perceber nossas falhas, esperando que O busquemos. 

Lembre-se, mesmo na realidade de nossa pecaminosidade, Ele continua a nos encher de graças e outras bênçãos para nos inspirar a perceber como Deus é bom para nós, apesar de sermos pecadores. Para que, aprendendo com Ele, façamos o mesmo com os outros, ou seja, que em vez de julgamento ou condenação ao pecador, ofereçamos compreensão, misericórdia e amor. Como Jesus em relação a nós, demos ao pecador a chance de mudar. 

Amém.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Um Pai espera a volta do Filho (Lc 15,1-3.11-32). Missão do Japão 27/03/2022


Através desta história do evangelho, somos lembrados de que nosso Pai não mudou o que Ele começou desde o princípio. Lembre-se, Ele nos criou por causa de Seu Grande Amor. Agora, mesmo que tantas vezes tenhamos nos tornado infiéis, esse Grande Amor permanece. Nada mudou. É por isso que Ele é capaz de aceitar e perdoar qualquer um que retorne.

Durante este tempo de Quaresma, que todos nós reconheçamos e compreendamos este Grande Amor e Misericórdia do Pai por nós. Que possamos perceber que mesmo que tenhamos pecado muito, e não importa quão graves sejam esses pecados, não há razão alguma para ter medo, vergonha ou desânimo em nosso desejo de voltar para Ele. Porque a verdade é que nenhum pecado ou erro na vida é imperdoável para nosso Pai Amoroso. Porque o Amor do Pai é maior que qualquer pecado.

Da mesma forma, ao refletirmos sobre o sofrimento de Jesus, que é o símbolo concreto do Amor de Deus por nós, compreendamos melhor o que é o Amor Cristão. Da cruz, antes de morrer, Jesus falou com o Pai, dizendo-lhe para perdoar aqueles que causavam o Seu sofrimento porque eles não sabiam o que estavam fazendo. Jesus é, de fato, o reflexo perfeito do Pai.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Deus não nos salva sem nós. (Lc 13,1-9) Missão do Japão 20/03/2022

 


O que Cristo afirmou e concordou foi o fato de que o pecado pode realmente nos levar a uma verdadeira tragédia na vida. E essa tragédia é o mal da condenação eterna, dada àqueles que rejeitam a oferta da salvação e escolhem viver nas trevas e na vida tortuosa e pecaminosa.

Lembre-se, o amor de Deus por nós é profundo e eterno. Esta é a razão pela qual nosso Senhor Jesus nunca se cansa de nos convidar a nos arrependermos de nossos pecados, a recomeçar e renovar nossas vidas, e a fazer todos os esforços, para torná-las dignas do Reino. Não esqueçamos a história da figueira. Foi dada uma segunda chance de viver e dar frutos. Nós somos os mesmos. Apesar de sermos pecadores, ainda recebemos bênçãos de Deus. Esperando que com esses cuidados d’Ele, nos tornemos pessoas melhores e demos frutos. Amém.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Deus se faz “Aliado” do homem (Lc 9,28b-36): Missão do Japão 13/03/2022



Há duas coisas importantes que este evangelho gostaria de enfatizar para nós. Primeiro, Jesus quer dizer não apenas aos primeiros discípulos, mas a nós, seus seguidores nos dias de hoje, que em tempos de dificuldades e desafios, não há outro a quem recorrer, a não ser a Deus, através de nossas orações. Assim como aconteceu com os 03 apóstolos, quando nos relacionamos com Deus em nossos momentos conturbados e difíceis, nosso espírito se eleva. Em nosso momento de oração, seremos iluminados e seremos levados a compreender nossa situação. Em nossos momentos de oração, somos libertados da confusão e da tristeza. Porque quando oramos a Deus, Ele nos dá a paz e nos assegura a Esperança.

Em segundo lugar, Jesus nos lembra que a verdadeira alegria, depois de todos os sofrimentos, prometida aos primeiros discípulos, também é prometida a nós. Porque quando Jesus aceitou Sua Cruz, Ele aceitou aquele sofrimento por todos, inclusive por nós. E quando Ele aceitou, Ele mudou a imagem de todo sofrimento, ou seja, os nossos sofrimentos já não são apenas sofrimentos experimentados, mais do que isso, todo sofrimento é um meio de salvação e um caminho para a vida eterna. Como discípulos de Jesus, o sofrimento não é o nosso fim, se continuarmos a viver em fidelidade a Ele. Ao lado de nossa fidelidade, está, certamente receber, a prometida Felicidade no Reino.

sábado, 5 de março de 2022

Libertação, dom e compromisso: Missão Japão 06/03/2022



Primeiramente, nosso evangelho hoje, diz-nos que as tentações estão sendo usadas pelo mal durante nosso tempo de necessidades e fraquezas. E verdadeiramente, as palavras do diabo são doces e convidativas. Mas então, pensemos com cuidado, para onde tudo isso nos levará? O que essas coisas farão conosco? Lembre-se que Jesus não cedeu.

Em segundo lugar, através desta experiência de jejum de Jesus, estamos sendo lembrados de que durante esses tempos de tentações, nossa defesa mais forte sempre será a Palavra de Deus, que nos levará a rezar.

Terceiro, está claro em nosso evangelho que nossas orações e sacrifícios, juntamente com as boas obras, são nossos melhores meios para combater as tentações e enganos do mal. E, sem dúvida, são os meios para alcançar a vida eterna no Reino Definitivo.

Esta é a Boa Nova que Jesus quer que todos entendamos melhor, enquanto estamos no tempo da quaresma. Que esta tempo litúrgico, entre outras coisas, seja um tempo de alegria. Porque durante este momento, somos lembrados da Esperança que Jesus plantou no coração de todos os Seus seguidores. Que apesar da realidade da vida ser difícil, e às vezes pesada, nós, que acreditamos em Jesus, temos a capacidade de rejeitar e vencer o pecado e o mal. Através de nossos sacrifícios, orações e obras de misericórdia, podemos contribuir para a destruição do mal. Amém

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Somos naturalmente bons (Lc 6,39-45): Missão do Japão 28/02/2022



Como sempre digo, nossa natureza é bondade porque somos criação de Deus. Nosso batismo nos agraciou com a presença de Deus. É Ele mesmo que vem a nossa pessoa. Somos naturalmente pessoas boas. Podemos ser indivíduos imperfeitos por causa de nossa natureza humana, mas não nos esqueçamos de que somos capazes de produzir bons resultados que reflitam nossa identidade de cristãos.

Portanto, quando um cristão pratica comportamentos ou atitudes negativas, isso significa que algo está muito errado em sua estrutura interior, que há problemas por dentro.

Por que temos relacionamentos negativos com as pessoas ao nosso redor?

Por que não temos interesse e entusiasmo em ir à Missa?

Por que somos facilmente irritáveis ​​e sem paciência com as pessoas e com as situações em que nos encontramos?

Porque talvez nossa vida de oração tenha sido fraca. Essa fraqueza, em nossa conexão com Deus, permite que o diabo armazene cada vez mais o mal em nossos corações. A bondade que está naturalmente presente está sendo pressionada. É por isso que o bem não é produzido, mas o mal.

Portanto, se queremos manter e continuar produzindo comportamentos positivos, atitudes cristã e bons frutos, enchamos nossos corações com a bondade do Senhor. Mantenhamos vivo nosso relacionamento com Jesus através de nossas orações fervorosas, boas leituras e reflexões sobre a Palavra de Deus. Façamos todo o possível para sermos nutridos por Jesus, através dos Seus Sacramentos, especialmente a Eucaristia e o Sacramento da Reconciliação (Confissão). Estejamos sempre conscientes do fato de que Deus nos abençoa todos os dias, apesar de sermos imperfeitos.

Sim, nenhum de nós é perfeito. Mas somos criação e filhos de Deus, e somos salvos e amados por Jesus. Estas são verdades poderosas e abençoadas que certamente nos qualificariam como agentes da bondade e do amor de Deus. Amém.

 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Uma comunidade transformada pelo amor (Lc 6,27-38)

 


Somos filhos de Deus. E como Seus filhos, pressupõe que O imitemos. Só podemos ser chamado de seus filhos genuínos se vivermos de acordo com Seus exemplos.

Amar o próximo como a nós mesmos, acredito, não significa literalmente comprar coisas materiais ou mimá-los, da maneira, talvez, que mostramos nosso amor por nós mesmos. Não. Significa respeitá-los como respeitamos a nós mesmos. Tratemo-los bem, como tratamos a nós mesmos. Evitemos machucá-los, porque as pessoas que estão em sã consciência não se machucam.

Da mesma forma, amar seus inimigos, não significa literalmente dar uma festa, dar-lhes presentes em ocasiões especiais, etc. Significa, inicialmente, mesmo que sejam considerados inimigos, não torcer para que lhes aconteça algo de ruim.

Como cristãos, não se espera que amaldiçoemos as pessoas quando elas estão contra nós ou nos fazem o mal. Não recorremos à vingança ou violência, mas à oração. Devemos orar por sua conversão, por seu crescimento e por sua humildade. O amor ao próximo é sempre uma marca distintiva de um cristão.

Amém.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

PROJETO DA PASTORAL JUVENIL DA PARÓQUIA PAI MISERICORDIOSO

 


1) Nome do projeto

A Juventude Vive!

2) Objetivos

Geral

Promover uma pastoral juvenil orgânica, engajada, viva, discípula e missionária de Jesus, evangelizador dos jovens.

Específicos

Dinamizar, envolver, promover, articular e congregar as juventudes da Paróquia Pai Misericordioso.

Envolver a juventude da Paróquia Pai Misericordioso nas atividades da pastoral local.

Formar os jovens para a corresponsabilidade na PPM e cuidado com a casa comum.

3) Justificativa

A juventude da Paróquia Pai Misericordioso é uma juventude plural. A paróquia está situada no bairro Conjunto Paulo VI, mas alcança outros bairros vizinhos. Por estar localizada na periferia da cidade, tem uma estrutura física precária. Seus moradores são trabalhadores que majoritariamente servem noutros pontos da cidade. As famílias são de classe média baixa ou baixa. Logo as condições de vida dos jovens são marcadas por desafios, que além das questões própria da adolescência/juventude, enfrentam as carências no cumprimento dos direitos que rezam os artigos V e VI da Constituição Federal. Afim de amenizar essa situação, incluir, congregar, dignificar e evangelizar as juventudes da área paroquial, resolvemos implantar o presente projeto.  

 4) Nosso ponto de partida

Jovens que desejam viver seu ideal cristão engajados na Paróquia Pai Misericordioso atuando desde pastoral juvenil.

5) Nosso ponto de chegada:

Implantação do presente projeto no seio paroquial;

Fortalecer os grupos de jovens em 65% nas comunidades da Paróquia, acompanhando os grupos já existentes e criando novos grupos onde ainda não existem;

Eleição da coordenação paroquial da pastoral juvenil (02 anos: Coordenador, Secretario e Tesoureiro e seus vices e assessores adultos)

Cada grupo de jovens pode ter um assessor de juventude adulto para acompanhar o grupo em suas atividades;

Que as juventudes organizadas tenham atuação pastoral ativa no seio da Igreja e da comunidade paroquial.

 

6) Tempos de Passagens

A vida de um grupo de jovens pode ser comparada as etapas da vida de um ser humano, ainda que não tenha que seguir essa ordem, a saber: Nascimento (surpresas), Infância (acompanhamento), Adolescência (consciência do “eu” grupal), Juventude (assume compromissos com mais seriedade), Adulto (estabilidade e multiplicação) e Morte – Vida Nova (Vira semente de novos grupos). Resumidamente essas etapas se dão em três fases:

Nucleação: Convocação, acolhida, alegria da instalação de um no novo grupo ou no grupo. (Duração da fase 1 ano)

Iniciação: Esclarecem-se as motivações e o graus de consciência e adesão a Jesus Cristo, quando o jovem inicia um processo de amadurecimento pessoal e comunitário em sua caminhada de fé na comunidade. (2 anos)

Militância: É a fase “madura” do jovem e do grupo. Militante refere-se à ação eficaz do cristão e o seu compromisso, seu testemunho, sua luta e sua atuação concreta no mundo e na própria Igreja, colocando em prática seu “projeto de vida”. (3 anos)

Observação: Ao início (ou fim) de cada fase dessas o jovem poderia ganhar, em um retiro com um rito de passagem, um símbolo que marcaria sua caminhada no seio do grupo, como por exemplo: nucleação: medalha, iniciação: bíblia e militância: cruz.

Vale salientar que cada passagem de etapa da vida do grupo deve ser marcada com avaliações da caminhada, planejamento das atividades, celebração, festas, apresentação cultural, passeios para marcar os tempos como passagens. A cada ano uma revisão. Celebrar o caminho feito, conflitos superados, lideranças que estão assumindo os projetos, etc.

 

7) Etapas do Planejamento

O caminho percorrido para execução de atividades com a juventude pode partir de trabalhos em forma projetos, para tal, deve-se convocar uma equipe, apresentar um pré-projeto, fazer o levantamento dos temas tratados nos grupos de jovens, conhecer as necessidades dos/as jovens, visitar as escolas, os grupos, conversar com os professores ou assessores de jovens, anotar todas as conversas e demandas etc., e organizar as ideias que foram mais fortes, fazer orçamento, prever gastos, tempos e recursos, para assim confeccionar projetos a serem executados pela juventude da paróquia.

Conforme escuta realizada com os jovens da PPM, as atividades deste projeto trarão os seguintes eixos:

Espiritualidade: Reafirmar a espiritualidade libertadora (ofício, Leitura Orante da Bíblia, escolas populares de liturgia, Bíblia, etc.) visando despertar a espiritualidade do cuidado.

Ação: Promover campanha para enfrentamento dos ciclos de violência (simbólica, psicológica, financeira, doméstica, sexual e midiática) contra os mais vulneráveis (desempregados, mulheres, homoafetivos, negros, periféricos sociais e existenciais) e campanhas de promoção social, educação e qualidade de vida.

Formação: Trabalhar a formação integral, considerando a importância e necessidade de aproximar, conhecer as diversas Galileias Juvenis, dinamizando as ações, adotando os direitos humanos como um tema transversal/gerador que perpasse as dimensões, inclusive a dimensão ecológica/ambiental.

Articulação: Aproximar e estabelecer parcerias com as pastorais e organismos sociais que possibilite uma ação transformadora nas várias realidades juvenis e ao mesmo tempo garantir viabilidade e fortalecimento de nossa organização e formação ampla.

Transversal: Formação bíblico-teológica para redescobrir o ser humano a partir da sua integridade, com um olhar especial para os mais pobres.

Celebração/Ócio criativo: Acolher, celebrar e alegra-se com a juventude que busca está com Cristo que vive e quer-nos vivos!

 

8) Cronograma (Ações concretas)

Reuniões, cursos, retiros, gincanas, rodas de conversas etc.

O quê?

Como?

Onde?

Quando?

Quem?

1

Divulgação do Projeto

Criação de um instagram (Júlia/Camily), cartaz (Cleber)

Paróquia, comunidades, internet, escolas, rua

Fev.2021

Comissão da Juventude CJ

2

Acompanhar os grupos de jovens existentes

Sendo presença

Comunidades

A partir de Fev.2022

Comissão da Juventude CJ

3

Eleger uma coordenação para a pastoral juvenil da PPM

Em Assembleia/

Reunião

Com. São José

04/06/2022

Todos os jovens da PJ

4

Criar grupos de jovens nas comunidades da paróquia onde ainda não tem.

Convocando-os em aviso na igreja, pelas redes sociais e boca a boca

Comunidades

Fev 2022

Comissão da Juventude CJ

5

Reuniões mensais da Comissão da Juventude CJ

Missa seguida de Reunião

Com. São José

Segundo domingo do mês, 15h

CJ

6

Dia Nacional da Juventude

Encontrão com dinâmicas, passeios, missa, etc.

Com. Paroquial

Praça da Estação

Sitio/Parque

etc.

30 Outubro

Todos os jovens

7

Retiros de final de etapa

Dia de retiro

Serra da Piedade ou Caraça

Novembro

Grupos por etapa

8

Missa da Juventude

Celebração

com participação ativa dos jovens

Cada mês em uma comunidade diferente

Ver calendário da comunidade

Todos os jovens

9

Encontrões da Juventude com missa abertas aos familiares

Formações, dinâmicas e espiritualidade

Nos setores

15mai. Set.2

(Sem. Cidadania)

07Ago. Set.3

(Sem. Estudante)

30Out. Set.1

(DNJ)

Todos os jovens

10

Participação nos eventos da juventude da Arquidiocese

Cristo é o show,

Peregrinação à Serra da Piedade, etc.

Conforme o evento

Conforme o evento

Todos os grupos

 

9) Avaliação – O que é avaliar?

Evitar o dualismo: bom/positivo e mau/negativo, luzes e sombras pois tudo é marcado por contradições. Reconhecê-las no processo, identificar os conflitos da proposta e que foi gerado nas relações entre as pessoas. É importante para o amadurecimento e acrescentar novas propostas inovadoras.

 

10) Comunicação (Divulgação para quem?)

Divulgar o projeto nas missas e celebrações, nas pastorais, nas redes sociais, cartaz na paróquia, nas escolas, clubes de futebol, academias, no boca a boca, etc. Divulgar em todos os locais onde tenha jovem. 

 

11) Recursos humanos

Envolva as pessoas (jovens) da comunidade. Nenhuma pessoa se envolve se ela não pode decidir, sentir que o projeto é dela e que é da sua responsabilidade. Não usar termos neoliberais: como “voluntariado”, mas missionários, seguidores/as de Jesus, leigos/as comprometidos/as. Na Igreja há “colaboradores”; há batizados/as, sujeitos da ação: sacerdotes/profetas/reis.

 

 

12) Recursos financeiros

Os recursos que serão usados no projeto, precisam estar bem claros. Deve-se prever e registrar cada gasto, pois facilita a prestação contas.

 

BIBLIOGRAFIA

COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA A JUVENTUDE. Plano de ação: Pastoral da juventude - Triênio 2020 a 2022. Brasília, 2020. Disponível em: <https://planotrienal.pj.org.br/wp-content/uploads/2020/12/PlanoTrienal_PJNacional-_20-22.pdf> Acesso em 26/11/2021

 

PAPA FRANCISCO. Exortação apostólica pós-sinodal Christus vivit: aos jovens e a todo o povo de Deus. Libreria Editrice Vaticana, 2019. Disponível em: <https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20190325_christus-vivit.html> Acesso em 26/11/2021.

 

Belo Horizonte MG, 27 de novembro 2021

Festa de Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa

 

Comissão Juvenil da PPM:

Ana Luiza, Camily Cristina, Eliza Cristina, Grazielle Santos, Júlia Aprígio,

Ir. Lucia Maria Fonseca e Ir. Cleber Teodósio, CM

 

Apoio:

Equipe Missionária da PPM e Pároco Pe. Gentil Silva, CM

 

 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Um anúncio que transforma o mundo: as bem-aventuranças (Lc 6,17.20-26)



No evangelho, as pessoas que Jesus chama de felizes, o mundo as chama de miseráveis. E as pessoas que Jesus chama de miseráveis, o mundo as chama de felizes e bem-aventuradas. Cristo está enganado? Ele quer que as pessoas sejam pobres, odiadas e insultadas, que chorem e sofram? Claro que não.

O que Ele está tentando nos dizer é que o padrão e a exigência do mundo para alcançar a real felicidade, não são verdadeiros. Você não pode ser verdadeiramente feliz ainda que fosse a pessoa mais rica, poderosa e famosa do mundo. A educação mais alta que você pode obter, não pode garantir uma vida autêntica e alegre. Não é porque você está rindo agora, que você não se preocupa com o que comer no dia seguinte, ou o que vestir no próximo evento, que signifique que você é a pessoa mais feliz do mundo. Definitivamente não!

Nosso Senhor é firme em dizer que a Felicidade é alcançada na humildade e no ser altruísta. Alcança-se quando promovemos a paz e a harmonia, a generosidade e a partilha. Ela é alcançada através da nossa fidelidade a Deus. E em nossa fidelidade a Ele, somos capazes de ver e apreciar a beleza de nossos sacrifícios e nossas cruzes na vida.

Sim, as cruzes que temos em nossas vidas, como dizem, são bênçãos disfarçadas. Como a Cruz de Jesus. Não era apenas sofrimento e morte, mas significa a graça da salvação. Assim, também nossas próprias cruzes são na verdade graças escondidas atrás das dificuldades e desafios da vida. E essas cruzes, como a Cruz de Jesus, não são símbolos de desesperança. Semelhante a Cruz de Jesus, elas são a presença e expressão do AMOR. E quando o Amor está presente, certamente, a autêntica Felicidade também estará presente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Missão do Japão 30/01/2022: Avança para águas mais profundas (Lc 5, 1-11)



Meus queridos amigos, não vamos colocar em nossas mentes essa noção errada de que o chamado para ser instrumentos de Deus para pregar e difundir a Boa Nova do amor de Deus é reservado apenas aos sacerdotes, irmãs ou missionários leigos. O Chamado é para todos. Seja qual for a situação ou qualquer papel que você esteja desempenhando na vida, você é chamado para se tornar servo de Deus. Por exemplo, vocês que são casados, são chamados a levar os ensinamentos de Jesus em suas próprias famílias, tanto em palavras quanto em ações. Todo jovem é chamado por Deus para falar e atualizar os Ensinamentos de Jesus diante de seus amigos. Para alguns de vocês que ainda são solteiros, vocês são chamados por Deus para compartilhar com seus colegas de trabalho e amigos o amor perdoador de Deus. Não apenas trabalhar e competir. Aos idosos, você está sendo chamado por Jesus para falar com a geração mais jovem sobre os valores aprendidos de Jesus. Não apenas histórias sobre como a vida era diferente nos primeiros tempos ou como a vida era difícil durante a guerra. Fale com eles sobre como Deus é bom para você. E como Deus abençoou suas vidas.

Lembremos sempre que você e eu somos chamados por Deus para o mesmo objetivo. Nosso negócio é garantir que Jesus seja conhecido e imitado. Temos apenas uma Vocação: ser cristãos autênticos. Amém.