quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MÁXIMAS DE SÃO VICENTE DE PAULO






A COMPANHIA NA IGREJA...

1.       Tende grande cuidado em vos tornardes boas cristãs pela prática fiel de vossas regras. Deus será com isso glorificado e a vossa Companhia será a edificação para toda a Igreja. (São Vicente de Paulo – 1643)

2.       Se fordes muito fiéis à vossa vocação, sereis todas boas cristãs. (São Vicente de Paulo – 1643)

3.       Pensai que Deus quis colocar na sua Igreja, uma Companhia de pobres meninas do campo, como sois na maior parte, para continuar a vida que Deus teve na terra. (São Vicente de Paulo – 1643)

4.       A vossa vocação é das Maiores dentre as que conheço na Igreja. Humilhai-vos e procurai ser dignas de tão bela escolha. (São Vicente de Paulo – 1643)

5.       A primeira razão que nos obriga a trabalhar sempre e cada vez mais na vossa perfeição, é que Nosso Senhor, desde o seu nascimento trabalhou incansavelmente, padeceu para se tornar agradável ao seu Pai e útil à sua Igreja. (São Vicente de Paulo – 1657)

6.       Se há servas de Deus na Igreja, sois vós. (São Vicente de Paulo – 1653)

7.       Quem não persevera até o fim não recebe a recompensa. Tendes a felicidade de serdes a serva de Deus; deixastes a vossa família, tudo por Ele, para poderdes ser boas cristãs e servas de Deus... pois se há servas de Deus na Igreja, sois vós. (São Vicente de Paulo – 1653)

8.       Vossa vocação é das maiores e mais santas que existe na Igreja. (São Vicente de Paulo – 1641)

9.       Deus suscitou a vossa Companhia na Igreja, em primeiro lugar para honrardes a vida que seu Divino Filho levou sobre a terra, e da vossa fidelidade depende, talvez, a vida de dez mil pessoas. (São Vicente de Paulo – 1634)



EM RELAÇÃO À VIDA COMUNITÁRIA...

1.      “... Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (Jesus) A união é a causa de toda a espécie de bens tanto espirituais como temporais. (São Vicente de Paulo – 1643)
2.      Deus não pode habitar onde houver desunião, e foi para nos fazer ver que após sua ressurreição, quando aparecia aos apóstolos suas primeiras palavras eram: “A paz esteja convosco”. (São Vicente de Paulo – 1643)
3.      Se entre vós houvesse desunião e se não fosse possível dar-lhe remédio, deveria tirar-se as que fossem causa dela. (São Vicente de Paulo – 1643)
4.      A desunião causa todos os males: expulsa o amor de Deus e do próximo, gera guerras e inquietações, faz perder a vocação, desagrada a Deus, torna as almas indignas da Sagrada Comunhão e separa-vos umas das outras. (São Vicente de Paulo – 1643)
5.      Se houvesse desunião entre vós, poderia acontecer que Deus irritado, destruísse a vossa Companhia. (São Vicente de Paulo – 1643)
6.      Deus proíbe que se aproxime do Santo Altar as pessoas que estiverem em desunião com o próximo. “Se fores oferecer sacrifício e te lembrares que tens alguma coisa contra teu próximo... Mc. 523-34. (São Vicente de Paulo – 1643)
7.      Deveis viver sempre em tão grande união que não sejais capazes, aliás, que nunca sejais capazes, com a graça de Deus, de vos zangardes umas com as outras. (São Vicente de Paulo – 1643)
8.      Deveis crer que Deus dará sua unção a tudo o que os superiores fizerem a respeito da união na comunidade.  (São Vicente de Paulo – 1643)
9.      Que excelente meio de união pedirem perdão umas às outras! (São Vicente de Paulo – 1643)
10.   Deveis viver reciprocamente em grande união e não vos queixardes nunca umas das outras. (São Vicente de Paulo – 14/06/1643)
11.   Deveis ter grande respeito umas às outras, lembrando que estais igualmente ao serviço de Nosso Senhor. “Tratai-vos uns aos outros com mui5to respeito, honra e benevolência.” Rm 12,10. (São Vicente de Paulo – 1643)
12.   Não faleis nunca uma contra a outra, mas abandonai antes a vossa vontade para fazerdes a da vossa Irmã. (São Vicente de Paulo – 1643)
13.   O respeito que deveis umas às outras deve ser sempre acompanhado duma sólida cordialidade, à maneira como os anjos se respeitam reciprocamente. (São Vicente de Paulo – 1644)
14.   Respeito e cordialidade são sinal de verdadeiras Filhas da Caridade. Sem estas virtudes dirão de vós que tendes o hábito das Filhas da Caridade, mas não o sois. (São Vicente de Paulo – 1644)
15.   Acautelai-vos do espírito de desconfiança. Ele gera a desunião. (São Vicente de Paulo – 1644)
16.   O respeito cordial pede que vos saudeis mutuamente quando vos encontrardes. Deveis saudar-vos porque sois templos de Deus. (São Vicente de Paulo – 1644)
17.   Respeitar-nos-emos se soubermos ocultar o defeito das outras. (São Vicente de Paulo – 1644)
18.   O respeito cordial vos fará interpretar bem tudo o quanto as vossas Irmãs disserem. (São Vicente de Paulo – 1653)
19.   É característica dos filhos do demônio ter sempre espírito de contradição, de desunião, de inimizade, deixar-se guiar pelas máximas próprias e não ser nunca da opinião das outras. (São Vicente de Paulo – 1644)
20.   Trazeis o belo nome de Filha da Caridade que quer dizer filhas muito cordiais, muito boase muito sinceras. (São Vicente de Paulo – 1644)
21.   Vivei de tal maneira que dizer Filha da Caridade seja o mesmo que dizer paraíso, porque onde está Deus está também o paraíso. (São Vicente de Paulo – 1644)
22.   Acolhei a todas as vossas Irmãs com respeito cordial, sem empregar termos afetados. Sede fáceis de contentar e não obrigueis as vossas Irmã que estiverem convosco a usarem de afetação e constrangimento, com receio de que leveis a mal suas palavras ou ações. (São Vicente de Paulo – 1644)
23.   Que o vosso coração esteja alegre ou não, pouco importa, contanto que o vosso rosto esteja sempre alegre. (São Vicente de Paulo – 1644)
24.   Não vos habitueis a ralhar umas com as outras. (São Vicente de Paulo – 1644)
25.   Não digais palavras desagradáveis como: sois enfadonha, teimosa ou outras semelhantes... se vos acontecesse ter esta falta, ponde-vos de joelho e pedi perdão sem demora. (São Vicente de Paulo – 1644)
26.   Que a vossa comunicação seja sempre sincera e leal, isto é, cordial. (São Vicente de Paulo – 1644)
27.   Se não suportardes a vossa Irmã, se não tolerardes esta outra, vós é que sois a imortificada. (São Vicente de Paulo – 1644)
28.   Deveis amar-se umas às outras e conservarem-se sempre abaixo umas das outras, considerando-se devedoras de grande respeito umas com as outras. (São Vicente de Paulo – 1646)
29.   Deveis prever antes de ir ter com vossas Irmãs a maneira como deveis proceder. Se tiverdes algum desgosto não o deixar transparecer; e se elas o tiverem deveis suportá-las com mansidão e compadecer-se sem se queixar às outras o que se passa. (São Vicente de Paulo – 1646)
30.   Deveis fazer esforços por adquirir em vossos corações a mansidão, pois transparecerá sempre exteriormente o que se é interiormente; e para isto, não conservar ressentimento algum do que acontecer entre vós; mas logo que notardes fazei uma reparação e harmonizareis o vosso coração. (São Vicente de Paulo – 1646)
31.   Ainda que o vosso coração esteja triste e cheio de amargura pelo desgosto que a vossa Irmã disse ou fez, não deixeis de ser respeitosas, cordiais, humildes e mansas para com ela, e o vosso coração sentirá uma grande consolação. (São Vicente de Paulo – 1646)
32.   Atendei a opinião umas das outras e submetei-vos tanto quanto possível a ela, pois é um grande testemunho de respeito e de humildade julgar tanto quanto possível que a sua Irmã julga as coisas com mais critério que ela própria. (São Vicente de Paulo – 1646)
33.   Quando vosso coração murmurar, quando disserdes algumas palavras agressivas ou ofensivas, oh! Pedi perdão, pois deveis tranqüilizar o coração de vossa Irmã e o vosso que se duvida deve sentir pesar por esta falta. (São Vicente de Paulo – 1646)
34.   Quando desgostardes algumas de vossas Irmãs ou as tiverdes desedificado com alguma falta habitual, imponde-vos uma penitência. (São Vicente de Paulo – 16460
35.   Nosso Senhor encarregou-nos de levar o fardo umas das outras e no-lo ensinou durante toda a sua vida. (São Vicente de Paulo – 1646)
36.   Nada altera tanto a caridade e a união como a falta de suporte mútuo e isto atinge toda a Companhia. (São Vicente de Paulo – 1646)
37.   É por falta de humildade e conhecimento de nossa fraqueza que acusamos nossas Irmãs, e é a demasiada estima de nós mesmas que faz com que lhe imputemos faltas de que somos culpadas. (São Vicente de Paulo – 1644)
38.   Seria bom quando alguma se dirigisse a nós para se lamentar de sua companheira não a escutar ou mudar de conversa... eis um bom meio para cortar a raiz deste maldito pecado..., pois se não houvesse auditores, não haveria maldizentes. (São Vicente de Paulo – 1646)
39.   Se suportardes as nossas Irmãs, escondendo ou desculpando suas faltas, Deus permitirá que elas nos prestem igual caridade, e temos sempre ocasião de reconhecer que cada uma de nós tem grande necessidade desta caridade. (São Vicente de Paulo – 22/10/1646)
40.   Pelo suporte que tivermos umas com as outras será Deus glorificado, porque isto impedirá que nasça entre nós a inveja com que é tantas vezes ofendido. (São Vicente de Paulo – 1646)
41.   Se acontecer falardes de alguém, ide e dizei-lhe: aqui estou para pedir-vos perdão... aconteceu-me falar tal e tal coisa de vós, peço que me perdoeis e que peçais a Deus que seja misericordioso comigo. (São Vicente de Paulo – 16460
42.   Se não houvesse Irmãs para escutar, não haveria Irmãs para se queixar. (São Vicente de Paulo – 22/10/1646)
43.   Sede fiéis, modestas, mostrai-vos sempre alegres e de bom humor, ainda que o desgosto que ela vos deu vo-lo impeça; pois não vos verá muito tempo proceder deste modo sem que faça depois mais do que desejaríeis. (São Vicente de Paulo – 16544)
44.   Fostes tirada duma condição humilde e por conseqüência as delicadezas e sensibilidades do mundo não vos são naturais nem habituais. (São Vicente de Paulo – 1644)
45.   Ainda que fôsseis de condição nobre, estáveis obrigadas a desfazer-vos de todas as delicadezas e vãs satisfações que por natureza e hábito tivésseis adquirido. Não era o Filho de Deus mais do que vós? (São Vicente de Paulo – 1644)
46.   Seria bonito, ver uma menina habituada a viver rusticamente, e que nunca conheceu manjares delicados nem vaidades, vir... sob aparente desejo de servir a Deus, e mal tivesse chegado, esquecesse que descendia de pais simples... e quisesse elevar-se acima do que deve. (São Vicente de Paulo – 1644)
47.   Ninguém desagrada tanto a Deus como um murmurador. (São Vicente de Paulo – 1640)
48.   As antigas devem ser exatas em todas as observâncias, fazerem aquilo que for mandado, ou, fazer aquilo que mandam fazer às outras, escolherem o pior para si, suportar os pequenos defeitos das recém vindas, Animá-las com palavras e consolá-las em seus pequenos aborrecimentos, animar as mais novas, testemunhar-lhes respeito, aprovar seus trabalhos, receber de bom grado o que disserem ou fizerem e sobretudo absterem-se de lhes falar e de considerá-las como estranhas e de escarnecer de sua maneira de ser. (São Vicente de Paulo – 1641)
49.   Se não pudéssemos esconder o mal de outra co-Irmã seria melhor calar o vosso pecado. (São Vicente de Paulo – 1641)
50.   A Filha da Caridade que discute, murmura, censura, prefere seu modo de pensar ao dos superiores, ou ao das suas Irmãs, e que quer que lhe concedam tudo, faz o ofício do demônio. É um demônio.  (São Vicente de Paulo – 15/11/1654)


  

ORAÇÃO...

1.      Se quiserdes ser ouvida por Deus nas vossas orações, escutai a Deus na leitura e nas meditações. (São Vicente de Paulo – 1643)
2.      Uma oração simples eleva-se pela reta intenção e torna-se grande aos olhos de Deus.  (São Vicente de Paulo – 1645)
3.      O vosso primeiro pensamento deve ser para Deus. Tudo quanto fizerdes durante o dia receberá sua força desta primeira oferta feita a Deus. (São Vicente de Paulo – 1634)
4.      O oração é o centro da devoção e deveis ardentemente desejar habituar-vos a ela. (São Vicente de Paulo – 1634)
5.      Tanto quanto possível, eu vos exorto a que façais a oração antes de sair de casa. E que a façais juntas. (São Vicente de Paulo – 1640)
6.      Sede fiéis à vossa e daí conta umas às outras do emprego do tempo da meditação, particularmente de vossas resoluções, que deveis dizer simplesmente. (São Vicente de Paulo – 1640)
7.      Sendo a oração a primeira das vossas ocupações, o vosso espírito estará cheio de Deus todo o dia. (São Vicente de Paulo – 1640)
8.      É o próprio Deus quem diz: “... a oração curta e fervorosa penetra os céus”. Ecl 34,21. (São Vicente de Paulo – 1640)
9.      Nunca desanimeis... Se tendes boa vontade Deus vos concederá o dom da oração, contanto que sejais animadas de grande desejo de lhe agradar. (São Vicente de Paulo – 1658)
10.   Deus se compraz com os pequeninos e com os pobres por isso são muitas vezes mais sábios na oração do que os doutos. Não desanimeis as que não são inteligentes. Nosso Senhor será o vosso pedagogo. Ele vos ensinará como se faz às criancinhas que ainda não sabem nada. Não vedes como nas escolas mostram as letras aos pequeninos e pouco a pouco vão aprendendo. (São Vicente de Paulo – 1658)
11.   A oração é para a alma o que a alma é para o corpo. (São Vicente de Paulo – 1658)
12.   A oração é a vida da alma como a alma é a vida do corpo. Assim como um corpo sem alma é um cadáver, assim uma pessoa que não faz oração não tem vigor nenhum. (São Vicente de Paulo – 1658)
13.   Sair da oração sem fazer um bom propósito é não ter feito oração. (São Vicente de Paulo – 1658)
14.   Aquelas que forem humildes farão melhor a sua oração do que aquelas que aprenderam métodos de oração pela ciência, se não for acompanhados de humildade. (São Vicente de Paulo – 1658)
15.   A oração é para a alma, o que o ar é para a vida. Logo que falta o ar ao homem, este morre porque o ar anima sua vida animal, Assim, é impossível que uma Filha da Caridade possa viver sem oração. (São Vicente de Paulo – 17/11/1658)
16.   As filhas da caridade devem amar tanto a oração como o corpo ama a alma. (São Vicente de Paulo – 1658)
17.   Desde que uma Irmã seja fiel à oração, não andará, mas correrá nos caminhos do Senhor... e chegará a um alto grau de amor a Deus. (São Vicente de Paulo – 1658)
18.   Se de manhã sois chamadas a atender a um doente, deveis deixar a oração, mas é preciso arranjar tempo para a fazer e nunca faltar.  (São Vicente de Paulo – 1643)
19.   O vestido da alma é a oração e deixar de fazê-la é tirar-lhe. Por isso importa que vos afeiçoeis mais do que nunca à oração. (São Vicente de Paulo – 1658)
20.   A oração é a elevação do nosso espírito a Deus para lhe testemunhar o amor que lhe temos ou para expor-lhe as nossas necessidades. Por isso é necessário sair de si mesma. (São Vicente de Paulo – 1658)
21.   Uma Filha da Caridade tem necessidade de oração como o peixe tem necessidade da água para viver. (São Vicente de Paulo – 1658)
22.   O terço é uma oração muito eficaz se o rezarmos bem. Foi o Espírito Santo que inspirou esta oração. Deveis rezá-lo pelos pobres. Rezar com grande devoção, atenção. Ele é o breviário da Filha da Caridade. Não deveis rezar outras orações que tirem o tempo de rezar o terço diário. (São Vicente de Paulo – 08/12/ 1658)


CONFIANÇA NA DIVINA PROVIDÊNCIA E PRESENÇA DE DEUS...

1.      Começai sempre todas as vossas orações pela presença de Deus. (São Vicente de Paulo – 1634)
2.      Amemos muito a Deus e lembremos que Nosso Senhor disse estando no mundo: “Se alguém me ama viremos a ele...” falando de seu Pai e do Espírito Santo e as almas conduzidas pela santa providência serão como um navio conduzido com segurança pelo piloto. (São Vicente de Paulo - 1634)
3.      Não pretendais resolver qualquer coisa para vossa subsistência, confiai sempre na Providência. (São Vicente de Paulo - 1634)
4.      Basta-vos amar a Deus para serdes muito sábias. (São Vicente de Paulo - 1640)
5.      A vossa firmeza é a santa Providência. Foi ela que estabeleceu a vossa Companhia. (São Vicente de Paulo - 1642)
6.      Deus não vos faltará nunca se lhe fordes fiéis. (São Vicente de Paulo - 1642)
7.      Deveis praticar a obediência para com a Divina Providência, nas incomodidades que puderdes ter. (São Vicente de Paulo – 1642)
8.      Deveis ter tão grande confiança, tão grande devoção e tão grande amor para com a Divina Providência, que se ela não vos tivesse dado este tão belo nome de Filhas da Caridade, que nunca deveis mudar, deveríeis ter o de Filhas da Providência, porque foi ela que vos fez nascer. (São Vicente de Paulo – julho de 1642)
9.      Que se há de fazer no mundo senão a santíssima vontade de Deus? Jesus Cristo veio ao mundo para fazer a vontade de seu Pai, o que fez durante toda a sua vida. Uma Filha da Caridade que se propôs a imitar Nosso Senhor, ousaria fazer outra coisa? (São Vicente de Paulo – 1652)
10.   Deveis amar Nosso Senhor como uma criança ama sua mãe, terna e afetuosamente, de maneira que não pode se separar dela. (São Vicente de Paulo – 1653)
11.   Não importa ir a Deus seca ou amorosamente, contanto que se vai fielmente. (São Vicente de Paulo – 1653)
12.   Deus trata seus servos de modo diferente. No começo lhes dá grandes consolações, pelo menos a alguns,mas depois permite para seu maior bem, que sejam assaltados por grandes tentações. A outros fá-los andar sobre espinhos. (São Vicente de Paulo – 1653)
13.   Toda a ordem vem de Deus e quem resiste a esta ordem resiste a Deus. (São Vicente de Paulo – 1654)
14.   Terão grande confiança na Divina Providência e abandonar-se-ão a ela como uma criança nos braços de sua ama. (Conferência – p. 780)
15.   Deveis ter absoluta confiança em Deus para irdes para onde a Providência vos enviar.  (Conferência – p. 783)
16.   Foi Deus quem vos chamou para seu serviço. Deveis esperar que Ele vos conceda a graça de o fazer com virtude. (Conferência – p. 793)
17.   Nosso Senhor fez uma Companhia mais dele do que vossa, da qual vós sois membros. Deveis ir para onde Deus vos mandar. Sois filhas da Caridade, deveis ir para onde vos pedirem.   (São Vicente de Paulo – 1655)
18.   A providência vos reuniu com o fim de honrardes a sua vida humana na terra. Cada membro participa do bem que faz todo o corpo.  (São Vicente de Paulo – 31/07/1634)


SERVIÇO DOS POBRES...

1.       Vossa vocação é das maiores e mais santas que existem na Igreja, pois não sois só para servir os corpos dos pobres doentes, mas também para os instruirdes no que puderdes.  (São Vicente de Paulo – 31/07/1641)
2.       Deveis exercitar-vos na leitura, para vos tornardes aptas a ensinar as meninas. Aplicai-vos a isto seriamente, pois é um dos dois fins para que vos deis a Deus: O SERVIÇO DOS POBRES DOENTES e a INSTRUÇÃO DA JUVENTUDE, principalmente nos campos. A cidade está quase toda fornecida de Irmãs. É portanto justo irdes trabalhar nos campos. A providência vos reuniu com o fim de honrardes a sua vida humana na terra. Cada membro participa do bem que faz todo o corpo.  (São Vicente de Paulo – 1641)
3.       As Filhas da Caridade que forem escolhidas agora ou no futuro para uma fundação devem ser pedras preciosas, diamantes em firmeza na sua vocação e na prática das regras, rubis de amor de Deus e de caridade para com o próximo, esmeraldas, topázios e opalas, ornadas de belas virtudes que transpareçam como cores belas. (São Vicente de Paulo – 1643)
4.       Como as árvores só dão fruto segundo sua semente, é de crer que as que vierem depois de vós não irão pretender a maiores virtudes que aquelas que vós praticardes. (São Vicente de Paulo – 1634)
5.       Para ser boa Filha da Caridade deve-se ter deixado: pai, mãe, bens, pretensão ao lar, isto é o que o filho de Deus ensina no Evangelho; deve-se TER DEIXADO A SI MISMA, porque se deixar tudo e se conservar a vontade própria, se não deixar a si mesma, nada se fez. (São Vicente de Paulo – 1640)
6.       Honrai os desígnios de Deus sobre vós desde toda a eternidade; e ainda que vos tenham parecido pequenos até agora, ou parecido quase nada, sabei que estes desígnios são muito grandes, pois são de amar e servir e honrar a vida de Jesus Cristo na terra. (São Vicente de Paulo – 1640)
7.       Não basta ser Filha da Caridade só de nome, é preciso sê-lo realmente. (São Vicente de Paulo – 1641)
8.       Deveis ter em grande importância o nome que trazeis. (São Vicente de Paulo – 1641)
9.       A inveja afasta-nos da nossa vocação. Acautelai-vos das más conversas de companheiras descontentes ou pouco afeiçoadas à sua vocação. (São Vicente de Paulo – 1648)
10.    Sois filhas de Nosso Senhor e tendes de vos parecer com Ele. (São Vicente de Paulo – 1653)
11.     Deveis pensar com freqüência que a vossa principal ocupação e o que Deus vos pede particularmente é o grande cuidado em servir os pobres, que são Nosso Senhor. (São Vicente de Paulo – 1643)
12.     Deveis tratar os pobres com doçura e cordialidade, pensando que foi para isso que Deus vos instituiu e reuniu e formou a vossa Companhia.  (São Vicente de Paulo – 1643)
13.     Podemos esperar muitas graças servindo as pobres criancinhas, abandonadas de todos, exceto da Divina Providência, que vos escolheu para servi-las. (São Vicente de Paulo – 1643)
14.    Se as pessoas do mundo se reputam muito honradas por servirem os filhos dos grandes, quanto mais vós por terdes sido chamadas a servir os filhos de Deus. (São Vicente de Paulo – 1643)
15.    Deus tem grande prazer em ver o serviço que prestais às pobres criancinhas abandonadas. (São Vicente de Paulo – 1643)
16.    Comprazei-vos em servir as crianças pobres e em fazer tudo quanto vos for possível para a sua conservação. Nisto assemelhar-vos-eis a Santíssima Virgem, pois sereis ao mesmo tempo virgens e mães. (São Vicente de Paulo – 1643)
17.    Sois os anjos da guarda das pobres criancinhas. (São Vicente de Paulo – 1643)
18.    Eis o dever de uma verdadeira Filha da caridade: dar todos os seus cuidados aos pobres, para que não somente o corpo recebe o socorro que lhes deveis dar, mas também para que suas almas gozem do bem que com a permissão de Deus recebe por vosso intermédio. (São Vicente de Paulo – 1645)
19.    O serviço dos pobres deve ser preferido a tudo o mais. (São Vicente de Paulo – 1645)
20.    Não estejais nunca com algum pobre sem lhe dar alguma instrução. (São Vicente de Paulo – 1645)
21.    Quando deixardes a oração e a Santa Missa pelos pobres nada perdereis, pois servir os pobres é ir a Deus, e deveis ver a Deus nas suas pessoas. (São Vicente de Paulo – 1634)
22.    O tempo que vos sobrar do serviço dos pobres deveis empregá-lo bem. Não estejais nunca sem fazer nada. (São Vicente de Paulo – 1634)
23.    Honrai os doentes e considerai-os sempre como vossos amos. (São Vicente de Paulo – 1634)
24.    Deus prometeu que jamais faltará alguma coisa às pessoas que tivessem o cuidado dos pobres. (São Vicente de Paulo – 1634)
25.    Podeis fazer todo o bem que quiserdes. Se não o fizerdes bem, de nada servirá. (São Vicente de Paulo – 1640)
26.    Não vos contentais em fazer o bem, mas fazei-o como Deus quer, isto é, o mais perfeitamente possível, tornando-vos dignas servas dos pobres. (São Vicente de Paulo – 1640)
27.    Instruir com palavras é muito, mas o exemplo tem grande poder sobre os corações. (São Vicente de Paulo – 1640)
28.    Procurai aperfeiçoar-vos servindo os pobres. (São Vicente de Paulo – 1642)
29.    Não seria o bastante por Deus e pelo próximo dar apenas o alimento e os remédios aos doentes, se não ajudássemos, segundo os desígnios de Deus, com o serviço espiritual que lhe devemos. (São Vicente de Paulo – 1642)
30.    Não tendes direito senão vos alimentar e a vos vestir; o que sobra pertence aos sérvio dos pobres. (São Vicente de Paulo – 1643)
31.    Para tirar os nossos irmãos da miséria, se necessário, deveríamos vender-nos a nós mesmas. (São Vicente de Paulo – 28/12/1649)
32.    A uma serva dos pobres a atitude certa é” nada pedir e nada recusar”...  numa palavra, não é lícito a alguma alma amar alguma coisa mais do que a Deus.  (São Vicente de Paulo – 1657)
33.    Preferir os pobres a tudo o mais, isto não pode vir das criaturas, mas de Deus! É Ele mesmo que faz estas obras; serve-se de nós como instrumentos para mostrar quanto se quer servir de nós. (São Vicente de Paulo – 1654)
34.    A primeira coisa que Nosso Senhor nos pede é que o amemos soberanamente e que façamos todas as nossas ações por seu amor. A segunda é que nos amemos mutuamente como irmãs que ele reuniu em seu amor e aos pobres como seus senhores visto que Nosso Senhor está neles e eles em Nosso Senhor. (São Vicente de Paulo – 1641)
35.    Sede modestas tornando-vos dignas servas dos Pobres. (São Vicente de Paulo – 1640)
36.    É preciso não vos apegar a outra coisa senão a Deus. (São Vicente de Paulo – 1659)
37.    Ainda que não gozeis da consolação de sentir a ternura deste amor, não deixeis de tê-lo fazendo o que fazeis por amor a Deus e aos Pobres. (São Vicente de Paulo – 1649)
38.    Sendo servas dos pobres, não deveis ser tratadas melhor que seus senhores. (São Vicente de Paulo)
39.    Servindo os Pobres servimos a Jesus Cristo. (São Vicente de Paulo)
40.    Servis a Jesus Cristo na pessoa dos Pobres. (São Vicente de Paulo)
41.    Dez vezes por dia irá uma Irmã visitar os doentes, dez vezes encontrará Deus. (São Vicente de Paulo)
42.    Ides visitar os encarcerados, encontrareis Deus. Prestais serviços às pobres criancinhas, nelas servis a Deus. Como isto é cativante. (São Vicente de Paulo)
43.    Os Pobres são vossos intercessores junto de Deus. (São Vicente de Paulo)
44.    Deveis tratar os Pobres com grande doçura, pensando que eles devem abrir o céu para vós; com respeito, lembrando-vos que é a Nosso Senhor que prestais este serviço. (São Vicente de Paulo)
45.    Deus ama os Pobres, e em conseqüência, ama aqueles que amam os Pobres. (São Vicente de Paulo)
46.    Deveis correr para as necessidades do nosso próximo, como se corre para o fogo. (São Vicente de Paulo)
47.    Para servir as pobres crianças, são precisas as Irmãs mais virtuosas, porque como forem as tias, assim serão as crianças. Se forem boas serão boas; se forrem más, serão más também, porque farão facilmente o que as tias fazem. Se vos zangais, tornar-se-ão impertinentes; se cometerdes imprudências diante delas, fá-las-ão também. Se murmurardes, murmurarão; se se condenarem, atacar-vos-ão, não duvideis, porque para isto contribuístes. (São Vicente de Paulo – 1654)
48.    Deveis servir os pobres doentes com grande caridade de maneira que sintam que os trateis com um coração cheio de compaixão por eles. (São Vicente de Paulo – 1658)
49.    Deveis trabalhar para ganhar a vida e serdes muito exatas em empregar o tempo, do que Deus vos pedirá contas. (São Vicente de Paulo – 1643)
50.    Respeitai os médicos, Não só porque são mais do que vós e porque são sábios, mas também porque Deus vo-lo recomenda. (São Vicente de Paulo – 1643)
51.    Desde as mulheres que serviam o Filho de Deus e aos apóstolos, não se fundou na Igreja de Deus, nenhuma Instituição com o fim de servir o pobre. Procurai tornar-vos perfeitas e santas, pois não deveis esperar que as que vierem depois de vós para seguirem os vossos exemplos sejam melhores que vós, porque de ordinário, cada coisa produz outra semelhante. (São Vicente de Paulo – 05/07/1640)

CARIDADE...

1.      A Filha da Caridade deve amar soberanamente a Deus. Amá-lo mais do que qualquer coisa, mais do que pai, mãe, parentes, amigos ou uma criatura qualquer. Amar a Deus é amá-lo mais do que a si mesma. De fato, se alguma coisa surgisse contrária à vontade de Deus, ou fosse mister morrer por ele, seria melhor morrer do que agir contra a sua Santíssima vontade, e contra seu puro amor. (São Vicente de Paulo)
2.      Se sois Filhas da Caridade, deveis tê-la em primeiro lugar entre vós. (São Vicente de Paulo – 1640)
3.      A caridade que deveis ter é a caridade para com Deus, para com o próximo e para com vós próprias. (São Vicente de Paulo – 17/04/1653)
4.      Suportarão suas companheiras em suas pequenas imperfeições, assim como gostariam que as suportasse em ocasiões semelhantes. (São Vicente de Paulo)
5.      Quem ama cumpre a caridade, à qual pertence o suporte mútuo e o tomar sobre si as enfermidades dos outros. (São Vicente de Paulo)
6.      Sempre que manifestais a cordialidade para com o próximo, praticais uma virtude que merece o céu em recompensa. (São Vicente de Paulo)
7.      A verdadeira Filha da Caridade é a que está vestida da caridade e da humildade. (São Vicente de Paulo)
8.      O nome que tendes vos obriga a amar todos os ofícios. (São Vicente de Paulo)
9.      Não é o número de anos que torna uma Irmã digna do honroso nome da Filha da Caridade, mas o estar interiormente revestida da Caridade, isto é, do hábito da caridade para com Deus e para com o próximo. Isto é o que na realidade constitui a Filha da Caridade. Sim, a caridade é uma espécie de vestido nupcial que adorna a alma e sem o qual não se pode ser agradável a Deus. “Expulsai daqui esse miserável que não tem a veste nupcial, e lançai-o fora!” Mt. 12,12-13. (São Vicente de Paulo)
10.    Eis os três sinais pelos quais se conhece a verdadeira Filha da Caridade:
·  Amar a Deus sobre todas as coisas;
·  Amar o próximo.
·  Amor de umas para com as outras como verdadeiras Irmãs. (São Vicente de Paulo – 04/03/1658)
11.    Quereis que vos estimem? Fazei outro tanto com vossas Irmãs. (São Vicente de Paulo – 04/11/1658)
12.    A caridade passa acima de todas as regras. É preciso que todas aceitem isso. Ela é uma grande senhora. É preciso fazer o que ela manda. Nesse caso é deixar Deus por Deus. Deus chama-as para fazer oração e ao mesmo tempo para ir ver com urgência um pobre doente. É isto que se chama deixar Deus por Deus. (São Vicente de Paulo – 04/11/1658)
13.    Não é bastante a uma árvore dizer ao seu dono: “Meu Senhor, sou vossa”. É preciso dizer mais: “E todos os meus frutos”. (São Vicente de Paulo – 04/11/1658)
14.    Não é bastante ouvir os Pobres. O principal é trabalhar na perfeição para servi-los como Deus quer... faltar a isto é dormir. (São Vicente de Paulo – 04/11/1658)
15.    A Irmã que comunga, vai à missa ou faz qualquer outra coisa sem a preocupação de a fazer bem, essa é pior que as virgens loucas do Evangelho. (São Vicente de Paulo –17/11/1658)
16.    As Filhas da Caridade têm que ir para toda a parte... é absolutamente necessário que sejais muito virtuosas. (São Vicente de Paulo – 24/11/1659)
17.    Desprendei-vos de tudo o que não seja Deus e encontrareis as maiores alegrias que se possa desejar na terra. (São Vicente de Paulo – 24/08/1659)
18.    Servindo os pobres só deveis ter em vista Deus, não fazer caso dos elogios, nem das injúrias a não ser para fazer bom uso delas, aceitando com gosto o que lhes custar para honrar os desprezos feitos ao Filho de Deus na Cruz, por aqueles que tantos favores dele receberam. (São Vicente de Paulo –1659)


19.    Servindo os doentes só deveis ter em vista Deus. Oh!é uma grande coisa ver só Deus em tudo o que fazemos. (São Vicente de Paulo –1659)
20.    O estado de disponibilidade é o estado dos anjos. Estão sempre atentos em fazer a vontade de Deus. (São Vicente de Paulo –1659)
21.    Quem diz uma Filha da Caridade disponível, diz um anjo. (São Vicente de Paulo –1659)
22.    Não devemos exagerar as coisas, mas desculpar sempre o nosso próximo. (São Vicente de Paulo –1659)
23.    Não podemos dar a conhecer as imperfeições de nossas Irmãs a quem quer que seja sem ofender a Deus... Se forem ainda novas na Companhia pensemos que erram por não estarem ainda acostumadas na Companhia. Se forem as mais antigas, pensemos que temos de procurar durante toda a vida a perfeição, pois até aos santos Deus permitia que caíssem algumas vezes, para que se conhecessem a si mesmos. (São Vicente de Paulo –1659)
24.    A Companhia durará enquanto durar a caridade... a caridade é a alma das virtudes e o paraíso das comunidades...sejamos caridosas , cultivemos a doçura e o espírito de tolerância mútua e Deus fixará morada em nossa Companhia. (São Vicente de Paulo)
25.    A cordialidade é um efeito da caridade: Assim, se a caridade fosse uma maçã, a cordialidade seria a cor. Se fosse uma árvore, a cordialidade seria as folhas e os frutos... se fosse o fogo, a cordialidade seria a chama.
26.    O suporte mútuo é o ABC da caridade cristã, uma questão de bom senso e de bom coração, e mais ainda, de justiça. (Coste  - IV, 452)
27.    Vossa principal tarefa é ter grande cuidado em servir os pobres. Quando prestais serviço aos pobres sereis genuínas Filhas da Caridade, isto é, Filhas de Deus, e estareis imitando Jesus Cristo.
28.    Dez vezes por dia, uma Irmã ira visitar os doentes, dês vezes encontrará. Ides ver os encarcerados, lá encontrareis a Deus. Prestais serviços às pobres criancinhas, a Deus nelas encontrareis. Como isto é cativante! (Coste IX, 252)
29.    Preparai-vos para sofrer; não penseis que só tereis rosas; também encontrareis espinhos. (São Vicente de Paulo – setembro 1659)



HUMILDADE...

1.      É humilde a Irmã que escolhe o pior para si deixando o melhor para suas co-irmãs, que deseja ser tida como a última, fala todo o bem possível de suas Irmãs, está sempre alegre e disponível. (Coste IX, 604-605)
2.      Quanto mais humilde for uma pessoa, mais caridosa será para o próximo. (Coste XI, 2)
3.      A caridade é a alma das virtudes e a humildade é que as atrai e concretiza. Desde que estivermos vazios de nós mesmos Deus encherá de si, pois não pode suportar o vazio. (Coste XI, 2)
4.      Importa não buscarmos coisa alguma em proveito nosso ou para elogio. Não o dizemos abertamente, mas abertamente nos gloriamos. “Eis isto ou aquilo...”. Como se revela a febre pelo calor, assim se revela o orgulho pela língua. (Coste IX, 676)
5.      “Deus dá sua graça aos humildes e rejeita os orgulhosos.”
6.      É preciso ser humilde para ser simples.


SIMPLICIDADE...

1.      A simplicidade faz com que não usemos de astúcia, nem palavras ambíguas, nem mentiras; faz com que digamos coisas contrárias ao que pensamos, pois tudo  isso é tão contrário à simplicidade como a água difere do fogo. (Coste X, 335)
2.      A simplicidade faz agir simples, remetente, sem hipocrisia, sem artifício ou vã pretensão. É contrário à simplicidade possuir quartos bem enfeitados, comprazer-se em coisas vãs e inúteis, na variedade das coisas necessárias, quando bastava uma só, falar em estilo empolado, enfim, não ter outras vistas senão Deus. (Coste XII, 173-175)
3.      A simplicidade consiste em: dizer as coisas como são, cumprir as ordens sem indagar os porquês, não procurar a estima das criaturas, nada fazer às ocultas e não usar de equívocos. (Coste IX, 605)
4.      Deus gosta de se comunicar às almas simples. (Coste IX, 391)
5.      A simplicidade torna a fé mais viva... dá-nos segurança... faz-nos amados, pois todo o mundo gosta das pessoas simples, aproxima-nos de Deus. (Coste XII, 171)
6.      A simplicidade, eu a chamo meu evangelho. (São Vicente de Paulo)



OUTRAS VIRTUDES...

1.      Como o orgulho é a causa de todos os males, assim a humildade é a origem de todo bem. (São Vicente de Paulo – 15/03/1654)
2.      Os que vão à guerra levam armas para se defender. As vossas armas serão: a humildade, a mansidão, a condescendência. (São Vicente de Paulo – 12/11/1653)
3.      A obediência nunca anda só. Com ela tereis o temos de Deus, o amor ao próximo, o amor da vocação e muitas outras virtudes. (São Vicente de Paulo –1633)
4.      Fazer a vontade de Deus é começar o paraíso neste mundo. (São Vicente de Paulo – 1633)
5.      Não é suficiente fazer o bem. É preciso fazê-lo como nos é ordenado. (S. Vicente de Paulo –1653)
6.      Aquele que apesar de todas as dificuldades, procura fazer o que pode por amor de Deus, é fiel. (São Vicente de Paulo – 1653)
7.      A filha da Caridade que não mortifica a sua língua não é Filha da Caridade. (São Vicente de Paulo – 1657
8.      Uma ação feita por obediência é um raio de luz que chega ao céu. (São Vicente de Paulo – 1657)
9.      À medida que uma Irmã se afeiçoa à pobreza, a caridade aumenta e o amor de Deus cresce nela. (São Vicente de Paulo - 1656)
10.    Se pudéssemos ver a alma de uma Filha da Caridade que ama a pobreza, e que não se afeiçoa a nada que é o espírito do mundo, vê-la-íamos luminosa como o sol. (São Vicente de Paulo –1656)
11.    Procurai com todas as vossas forças adquirir as virtudes da caridade, humildade e simplicidade. (São Vicente de Paulo –1653)
12.    Que todos possam ver em vós, indo e vindo, a transparência do espírito de caridade, humildade e duma grande simplicidade e que jamais useis de astúcias. (São Vicente de Paulo – 1653)
13.    Uma filha da Caridade que não tiver a humildade e a caridade está morta´pois não tem o seu espírito. (São Vicente de Paulo –1653)
14.    Deus quer que as Filhas da Caridade se exercitem nas virtudes da humildade, simplicidade e caridade. (São Vicente de Paulo –1653)
15.    Não sereis Filhas da Caridade se não estiverdes prontas a prestar serviços lá onde necessitam de vós. (São Vicente de Paulo –1653)
16.    Jamais haverá paz onde não houver obediência. (São Vicente de Paulo –1650)
17.    Imitareis a Nosso Senhor e a Santíssima Virgem na sua obediência quanto à habitação e mudança de lugares. (São Vicente de Paulo –1642)
18.    Se sois verdadeiramente pobres, sereis verdadeiramente ricas, pois Deus é o vosso tudo. Confiai nele. (Vicente de Paulo – 1642)
19.    Sois verdadeiramente Filha da Caridade se não ambicionardes nada, se vos contentardes com o que vos dão como por graça de Deus. (São Vicente de Paulo – 1642)
20.    Jesus preferiu a santa obediência à sua própria vida. (São Vicente de Paulo –1642)
21.    Sereis agradáveis a Deus na medida em que fordes obedientes. (São Vicente de Paulo –1642)
22.    A obediência é para as Filhas da Caridade o que o barco é para os que navegam. (São Vicente de Paulo – 1642)
23.    Devemos obedecer voluntária, prontamente, pontual, alegre, com discernimento e principalmente para agradar a Deus. (São Vicente de Paulo – 1642)
24.    A obediência deve ser a principal virtude das Filhas da Caridade. (São Vicente de Paulo – 1642)
25.    Deveis ser muito mansas e cordiais... uma escola de todas as virtudes. (São Vicente de Paulo – 1642)
26.    Mortificai os sentidos e bem depressa achareis em vós transformação e grande facilidade para o bem. (São Vicente de Paulo – 1640)
27.    Muitas vezes a caridade corre grande perigo pela imortificação dos sentidos. (São Vicente de Paulo –1640)
28.    Deveis estar na disposição de irdes para toda a parte onde vos mandarem e até de o poder dizer: “Não sou daqui nem dali, mas de qualquer parte onde aprouver a Deus que eu esteja.” (São Vicente de Paulo – 1634)
29.    Para possuir a pobreza, deveis despojar-vos de tudo e nada ter de vosso. (São Vicente de Paulo –1634)
30.    Sem respeito não se tem mansidão e sem mansidão não se tem caridade. (São Vicente de Paulo –1643)
31.    Eu vos exorto a que tenhais uma grande devoção a Santíssima Virgem. (São Vicente de Paulo –1645)
32.    Só a Deus pertence fazer-nos deixar tudo. (S. V. de P. – 1644)
33.    Humilhai-vos tanto quanto puderdes. ( Vicente de Paulo – 1644)
34.    Enquanto fordes humildes, estareis em segurança. (São Vicente de Paulo – 1644)
35.    É a intenção que dá peso a todas as nossas obras, para as tornar meritórias diante de Deus. (São Vicente de Paulo – 1649)
36.    Quem quer adiantar na virtude deve querer que suas faltas sejam conhecidas, aceitar que se avise os superiores... até considerar-se feliz em que os outros descubram seus defeitos. (São Vicente de Paulo – 1647)
37.    Quando fordes visitar uma casa, não faleis nunca dos defeitos que tiverdes notado. Considerai-vos sempre a mais imperfeita, sobretudo levai olhos e ouvidos, mas leveis língua. (São Vicente de Paulo – 1646)
38.    Como há Filhas da Caridade que perdem muito por sua culpa! Servem os pobres, vão e vêm, matam-se para não fazer nada, quando seguem sua própria vontade... Há grandes vantagens na obediência, visto o filho de Deus preferir obedecer a fazer a sua vontade. (São Vicente de Paulo – 1655)
39.    Se tivessem anjos era preciso que fossem enviados para servir as crianças. Ali são precisas as mais virtuosas. Se for boa, serão boas; se for má, se-lo-ão porque farão facilmente o que as tias fazem. Se vos zangais, tornar-se-ão impertinentes, se cometerdes imprudências diante delas, fá-las-ão; se murmurardes, murmurarão; se se condenarem, atacar-vos-ão porque para isto contribuístes. (São Vicente de Paulo – 1654)
40.    Todas as Filhas da Caridade devem amar a Deus, e sempre a Deus... e não dizer jamais coisa alguma que seja mal, nunca se queixar, nunca murmurar, não se divertir a custa de outrem, nem dos externos, nem dos de casa; Falar bem de Deus e do próximo, e deste modo nosso coração se manterá no amor de Deus. (São Vicente de Paulo – 1649)
41.    Uma Filha da Caridade que se zanga com sua Irmã, que a contrista, que assim se conserva, sem procurar se reconciliar pela prática do respeito e da mansidão, oh! desde então não é mais Filha da Caridade, nem se fale mais disso... acabou-se. Só tem o hábito. (São Vicente de Paulo – 1646)
42.    A desordem é o caminho é o caminho da perdição. (São Vicente de Paulo – 1640)
43.    Instruir com palavras é muito, mas o exemplo tem outro poder sobre os corações. (São Vicente de Paulo – 1640)
44.    Deveis fazer o que fez o Filho de Deus na terra. (São Vicente de Paulo – 1640)
45.    Deus começou a sua Igreja pelos pobres. (S. V. de Paulo – 1634)
46.    A Providência jamais vos falhará. (São Vicente de Paulo – 1634)
47.    Sejais apenas de Deus. (São Vicente de Paulo – 1634)
48.    Honrai os doentes e considerai-os vossos amos. (São Vicente de Paulo – 1634)
49.    Servir os pobres é ir a Deus e deveis ver a Deus nas suas pessoas. (São Vicente de Paulo – 1634)
50.     Acautelai-vos das palavras dissolutas e demasiado livres. (São Vicente de Paulo – 1634)
51.    Começai sempre vossas ações pela presença de Deus. (São Vicente de Paulo – 1634)
52.    Vosso primeiro pensamento deve ser para Deus. (S. V. de P – 1634)
53.     Amai-vos mutuamente como irmãs que Jesus Cristo uniu com o laço de seu amor. (São Vicente de Paulo – 1640)


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

...UM SIM QUE SE RENOVA



Fortaleza – CE, 15 de novembro de 2012

Querido(a)s Amigo(a)s,

Que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Estávamos rezando por você quando pensamos em escrever-lhe essa carta. Algo nos une e isso faz-lhe alguém muito especial! Desde logo agradecemos a Deus e a você por dedicar um pouco de seu precioso tempo a essa leitura. Muito obrigado!
Supomos que não lhe seja estranho a singular festa que anualmente celebramos em novembro, dia 27, a Festa de Nossa Senhora das Graças, ou simplesmente da Virgem da Medalha Milagrosa. Deus, por meio de sua infinita bondade, quis que nós, membros da Família Vicentina, fôssemos os percussores de uma grande mensagem: “anunciar Cristo Jesus aos empobrecidos, por meio da Medalha Milagrosa”, enviando a sua Santíssima Mãe naquele 18 de julho, ao encontro da então noviça Catarina Labouré... na referida aparição, entre outros assuntos, a Virgem Maria, pediu expressamente à hoje Santa Catarina, que uma associação de jovens fosse formada, nasceu como Filhos e Filhas de Maria e atualmente a conhecemos por Juventude Mariana Vicentina, estando presente em todos os continentes, distribuída em mais de 60 países, e o Brasil tem a graça de ser um deles desde 1865.
Muitos foram os caminhos por onde passou a Associação; bastantes foram os lugares que acolheram e seguem reunindo grupos, inúmeros foram os jovens que beberam e continuam recebendo os bens espirituais de tão especial Associação. As vitórias do Movimento Juvenil são verdades que ficaram escritas nas páginas de nossa história; mas também devemos reconhecer que nem tudo foi fácil. Ultimamente são muitos os empecilhos que tendem a travar o caminhar da juventude católica em todo o mundo, de igual modo a JMV Brasil é vítima de tais fenômenos daninhos, de forma que necessita de um novo impulso, a fim de que possa revigorar as suas forças e seguir tornando real o sonho de nossa querida Mãe.  
Foi vendo tal realidade que no final da VI Assembleia Nacional da JMV Brasil (Belém-Julho/2012), jovens adultos, provenientes da referida Associação, acordaram reunir-se na cidade do Rio de Janeiro, a inícios do atual mês, para celebrar o I Encontro Nacional de Jovens Desembocados, que objetivou criar uma Assessoria Leiga para fortalecer, dar continuidade ou iniciar grupos de JMV no Brasil; no encontro se formulou um objetivo geral, que se fará efetivo no desenvolvimento das cinco pistas de ações a serem trabalhadas durante o ano que se inicia. (Ver mais no plano anexo)
Assim desejamos com este texto, reconhecer o muito que você já fez pela JMV e o quanto agradecido somos por saber que a Associação segue resistindo no tempo e no espaço, graças o vosso sim, dado em algum lugar de um passado não tão distante. Hoje buscamos reavivamento, Deus quer permitir-lhe que, mais uma vez, renove o seu “sim” e reintegre-se a Associação, direta ou indiretamente, unindo-se a nós, com a sua oração, o seu apoio, o seu serviço. Esperamos um feedback! Obrigado pelo seu SIM!
Que as bênçãos de Deus Pai, que com Cristo e o Espírito Santo é uno, sejam derramadas, por meio das mãos generosas de Maria, nossa Mãe, sobre você e sobre vossa família. Desejamos rever-lhe em breve, para unidos ajudar no novo florescer da JMV Brasil.  Contamos com você!

Um forte abraço,

Cleber Oliveira
ASSESSOR DA JMV
Newsletter Novembro 2012


Ø  VOCÊ SABIA que o Secretariado Internacional da JMV está emitindo um certificado para todas as pessoas que fizeram sua consagração na JMV?! Caso deseje o seu, escreva-nos para jmvbrasil@gmail.com. É grátis!
Ó Maria concebida sem pecado. Rogai por nos que recorremos a vós! 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

RASGOS DE LA CULTURA MACUA



  “Yahatàníhíwa ní Mulaku”
- Reconciliados con Dios -

Introducción
El texto a seguir presenta rasgos de la Cultura Macua, una parte de la población de Mozambique que vive en el norte del país. 


Historia y Aspecto General

·         La República de Mozambique es un país situado al sureste de África, a orillas del Océano Índico. Es habitada desde el paleolítico; por los Árabes, desde el siglo XI de la era cristiana. En 1498 desembarcó allí, Vasco da Gama, transformando el país en una colonia portuguesa, que fue independizada el 25/06/1975, por Samora Machel, del FRELIMO (Frente de Liberación Mozambiqueño), que, contra el RENAMO (Resistencia Nacional Mozambiqueña) inició una guerra civil que se extendió desde 1977 hasta 1992 y que causó graves problemas sociales y económicos en el país. El acuerdo de paz entre las guerrillas fue mediado por la Comunidad San Egidio y firmado en Roma en 1992. Casi 50% de la populación es analfabeta. Por tener renta per cápita baja recibe muchas ayudas externas.

·         El nombre “Mozambique” viene de un nombre de un jeque Árabe: Mussa Ben Mbiki, que vivía en la Isla de Mozambique, quien presta su nombre al país, que actualmente tiene 21 distritos. Nampula, uno de ellos, es una de las ciudades más pobladas del país y la más “pura” formada por una sola etnia – el Macua. En todo caso la cultura macua se concentra en el centro de la región norte, en el litoral y en las ciudades más pobladas ha sufrido mucha influencia árabe, occidental y cristiana.

·         La Colonia ha sido quien ha unido el País, pues en él hay grandes diferencias en las distintas zonas, culturas, lenguas, etc.

·         La Lengua Macua, además de en Nampula, es hablada en otras regiones del país, en Tanzania y en Malawi.

·         La primera capital del país fue la Isla, seguida por Nampula y luego fue transferida para Lourenço Marques, actual Maputo, pues los colonizadores portugueses temían perder tierras de la colonia a los ingleses que habían conquistado Sudáfrica.

·         La cultura del litoral de Nampula es árabe, porque estos ya actuaban con el comercio, desde cerca 300 años antes de la llegada de los portugueses en la zona.

·         La cultura mozambicana no está escrita, pero es generacional – se transmite de padre a hijo. No es científica, dicen.


Educación y Ritos de Iniciación

·         En las familias, la educación se dar por la intimidación: “vamos venderte se no te porta bien”, dicen.

·         En 2013 será implantada por el gobierno la educación infantil, hasta la fecha sólo se aplicaba la primaria y la secundaria, que terminan por no estudiar por no disponer de recursos para pagar las matrículas. Las escuelas, normalmente, tienen estructuras precarias y carecen de materiales didácticos básicos; algunas llegan a tener como aula un árbol de manguera; por pizarra, un trozo de madera;  como sillas, una estera de paja tirada en el suelo; como cuaderno, la arena; como lápiz, el propio dedo. – ¡Una cosa que da pena! – A pesar de estas dificultades se nota gran interés por parte de los educandos y satisfacción con lo poco que tienen.             

·         En las familias, los padres educan a los niños y las madres a las niñas, normalmente por separado, aunque en algunas regiones lo hacen en común.

·         A diferencia del sur, en el norte del país los hombres hacen las tareas de casa, incluso la mayoría de los empleados domésticos son hombres.

·         El rito de iniciación de los chicos se da entre los 9 a 13 años de sus vidas, separados de la sociedad – normalmente en un campamiento en medio de la floresta y últimamente en escuelas en las ciudades – son circuncidados y se les enseña, durante la recuperación de la herida, las tareas propias del hombre; respecto a los adultos: a ser pasivos – no hacer nada sin autorización; que hay un Dios del cielo y otro de la tierra que hay que respetarlos.

·         Se les cuenta que Dios es como un “monstruo” muy peligroso, que creó el mundo y el día que se le antoje va a destruirlo. Enseñan que se debe respectar a los antepasados, a la creación, a no cortar determinadas plantas - el “pau preto” por ejemplo, alegando que en caso de que lo corten un miembro de su familia morirá; que está prohibido contaminar el agua, hacer queimadas – en caso de que lo hagan son billones de vidas las que se matan y le hieren a Dios. Se aprende el cuidado a los mayores, discapacitados – “Se no se cuida de uno de estos es a Dios a quien le rechaza”, dicen, y etc.

·         Normalmente, en el país, quiénes cuidan de los mayores y discapacitados son los niños. En el rito se aprende a tratar las enfermedades, a realizar los primeros auxilios y a sepultar a los muertos – No se puede dejar un cuerpo expuesto aunque se esté solo, lo correcto es  enterrarlo e ir a avisar a los demás. Hay una presentación del cuerpo humano, donde los adolescentes lo estudian parte por parte, y se les enseña  cómo hacer una buena higiene personal e intima.

·         Aprenden que el dueño de casa necesita ser un hombre fuerte. Los familiares de la novia, tras algunos días de la boda de la pareja, suelen ir a la casa de los mismos y pegan el hombre de la casa, de forma que si este no los expulsa del lar, protegiendo la esposa y la casa, los familiares llevan la novia a casa de sus padres, extinguido así el matrimonio.

·         El hombre es responsable por cuidar de la familia, y mantenerla, trabajar en el campo, cazar, ahuyentar y huir de animales con técnicas como subida en árbol, etc. – en la época del colonialismo los nativos mozambicanos huían de los portugueses trepando en arboles. Las enseñanzas finales a los chicos hacen alusión a la boda.

·         El rito de iniciación para las chicas se da con la primera menstruación, que supone transmisión de enseñanzas parecidas a las ofrecidas a los chicos, a ellas también se les dice cómo cuidar de la casa de la familia y de su propio matrimonio.

·         En el rito la chica aprende que la sexualidad es un tema tabú, que cuando esté menstruada debe usar un pañuelo rojo en la cabeza o pintar la cara con una pasta blanca extraída de un árbol, período en que no puede hacer la comida ni tener relación sexual, tema que no puede ser comentado con nadie, ni con el esposo, que sólo se entera por las señales ya citadas o por una pitada de sal a más que la mujer pone en la comida en el primero día del ciclo.

·         Aprenden que poden rezar a Dios o a los Ancestrales para tener hijostener hijos es una bendición para una familia, ellos les dicen a los hijos, primera suerte, segunda, tercera y así por delante – algunas salen solas rumbo a un árbol donde la gente tiene costumbre de ir allí para rezar, y piden para tener hijos; en el caso de que consigan quedarse embarazadas vuelven allí para parir, acompañadas de Comadronas, porque los hombres, inicialmente, no pueden participar del parto y en caso de que el bebe de problema en nacer, las Comadronas aplican sus técnicas para paliar los dolores de la mujer mientras le dicen palabrotas a los padre del niño que está a nacer - asocian a dificultad del parto a las posibles traiciones que tendría hecho el esposo durante el período de gestación.

·         En temas de muerte, una mujer solo puede hacer el rito de sepultar a un cuerpo si es de su propio hijo, en el caso de que nunca los tenga, podrá hacer un funeral de uno pariente próximo.

·         En el rito, mientras los chicos hacen la circuncisión, las chicas hacen la estimulación de los grandes labios. El hecho de encontrar una mujer o un hombre que no hayan realizado tales procesos, es motivo de vergüenza para él mismo y/o de anulación del matrimonio.    

·         Antes el rito de iniciación duraba seis meses, con un tiempo se quedó en tres y últimamente suele durar apenas un mes – “diciembre” que coincide con las vacaciones escolares. Hay una preocupación y trabajo, por parte de la Iglesia Católica de adaptar los ritos de iniciación, ya que algunas costumbres de la cultura que no son compatibles con la visión de la misma; algo parecido también ocurren con las otras religiones con actuación en el País.       
   

Economía y Política

·         La economía está basada en la pesca, extracción de minerales y madera.

·         Muchos viven de la agricultura de subsistencia y de la artesanía, últimamente con la apertura de la Zona Franca de Nacala algunos con más fuerza física y/o instrucción trabajan en la muchas fábricas que si instalan en la región; dichas industrias son atraídas por los incentivos fiscales del gobierno del País, por su abundancia de materia prima y mano de obra barata. El Porto de Nacala es un avanzo avance, pero a la vez un problema, para la región, ya que los productos que allí llegan, primero se van al sur del país y solo después vuelven al norte, luego, más caros y, de cierta forma, atrasados. Como casi todo, pese su clima tropical y vasta costa marítima, el turismo aun no está desarrollado en el país debido la falta de estructuras – se está construyendo el Aeropuerto Internacional de Nacala, creación de hoteles, pavimentación de algunas calles principales y re construcción de los edificios coloniales ubicados en la Isla de Mozambique fue declarada patrimonio mundial de la humanidad por la UNESCO. Los mejores empleos son llevados por extranjeros – asiáticos, europeos y americanos, el poder económico está en las manos de pocos. Se nota cierta pasividad por parte de los nativos, ya sea por el desconocimiento o por la costumbre generada por las constantes ayudas internacionales al País, aun que haya señales de esperanza de cambios y de mejora del nivel de vida de la población.     

·         A nivel de política, ya se ha hecho algo, pero todavía hay mucho qué hacer. Infelizmente se ve monopolio de poder y corrupción en muchas instancias de la sociedad. Aunque en la televisión – abiertas sólo hay dos cadenas, una de ellas es del gobierno – hacen buena publicidad de las políticas realizadas/gestionadas por el gobierno. En la TV, se nota una preocupación, de parte de sus realizadores, con el social, hay varios anuncios de amor a la patria; revalorización de la cultura local y cuidados de la salud, el bienestar social, el patrimonio público, etc. Se ven también movimientos sociales de mujeres, aunque tímidos.            

 
Religión

·         Su divinidad máxima es Dios “MULUCO” y los Ancestrales. La Devoción Mariana es pequeña.

·         Suelen dejar comida en tumbas o al pie de arboles sagrados para los muertos, pues creen en la continuidad de la vida.

·         Evocan los espíritus para pedir lluvia, curaciones, concebir hijos, etc.

·         La grande parte de los mozambicanos de esta región son musulmanes, el resto son católicos y pertenecientes a otras religiones, aunque profesen una religión de las citadas, lo hacen al mismo tiempo que con la religión tradicional propia de la cultura a que de hecho le dan más crédito. 

·         Especificidades litúrgicas: Antes, el Evangelio era escuchado de pie, pero por las enfermedades de la gente, las madres que portaban bebes, mayores, etc., la Iglesia vio por bien dejar que la gente lo escuchase sentada. Allí no se hace Procesión de la Palabra, pero un rito de exhibición de la biblia acompañado de tres palmas sincronizadas, seguida por un canto de alabanza y evocación de la Palabra para que entre en el corazón de cada participante. Normalmente son cantadas en idioma local las oraciones del Credo y del Padre Nuestro, porque llegan más a los feligreses.    

·         En las parroquias están organizadas pequeñas comunidades que durante la semana se reúnen allí para rezar y en los fines de semana se van a la sede parroquial. Cada comunidad tiene su templo - se tratan de pequeños lugares, en su gran mayoría construidos  con madera y adobe, aun sin puertas o ventanas puestas, con un modesto altar, sin bancos, piso de tierra, sin electricidad, en definitiva, casi sin ninguna estructura. Pero, normalmente, la gente es muy buena, cantan muy bien y también son responsables, pese a la gran influencia externa en relación a la religión que ya empieza afectar principalmente los más jóvenes.   


Cultura y Organización Social

·         Luego que nace un niño, este ya tiene un padrino que darle un nombre y se torna responsable por él. El padrino debe ser una persona de fuera de la familia, que pasa a integrar la familia una vez apadrinando al niño, ganando, inclusive, el poder de “propiedad” sobre el niño.

·         El padrino anuncia previamente a los familiares el nombre que desea poner al niño. Normalmente son nombres que ya fueron utilizados por los antepasados o que recuerdan una situación importante para la tribu y/o familia. En caso de que el nombre aluda a una persona que fue mala, la familia no le deja al padrino que se lo ponga en el niño.

·         Los problemas sociales y decisiones más importantes de las comunidades son resueltos y/o tratados por líderes comunitarios y familiares bajo a un Embondeiro - árbol sagrado para los macuas.

·         Los macuas son bastantes “ritualistas y/o formales”: No pueden ver personas muertas antes que hayan hecho el rito de iniciación; no pueden entrar en la celebración litúrgica mientras se realiza un rito, pero sólo en los intervalos entre uno y otro; no pueden entrar en un servicio sin pedir permiso tres veces, caso no se le responda, sí, entra; no pueden entrar en una habitación sin que se pregunte tres veces, caso no se le responda, no si puede entrar… Las cosas más importantes en la cultura se le hacen sentados, aunque los hombres también puedan hacer de cócoras y las mujeres de rodillas. Los mensajes importantes, como el anuncio de fallecimiento de alguien, por ejemplo, es siempre dada al jefe de la tribu y ese lo anuncia a los demás. Para anunciar que se llega en una casa se baten tres palmas o se hacen ruidos como toses. Siempre se pide permiso para entrar en las casas.   

·         La boda normalmente se da con gente próxima, tíos, primos - casamientos concertados, etc. La unión conyugal se puede da por la elección de parte de los hijos, de los padres  o por heredad, por ejemplo, si se muere tu tío tendría que tu ir a unirse a tu tía en el matrimonio, pero con el tiempo eso se estar cambiando. La homosexualidad está incluida en el rol de los temas tabús, sí la hay pero es muy discreta y discriminada.

·         Los macuas no pagan dotes para unirse a una mujer y suelen quedar a vivir con la suegra de parte de la mujer hasta tener el segundo hijo, para aprender de ella como vivir.    

·         El poder familiar/generacional se da por parte de la familia de la mujer, de forma que el “patriarca” del grupo de familiares cercano es siempre el tío mayor de la familia de la esposa. Ese tiene mucho poder sobre los demás.

·         Aun que algunos sean un tanto cerrados – casándose entre sí ya sea por lazos tribales, religiosos, culturales, otros son más abiertos, de forma que se ver familias formadas por padres cristianos y madres musulmanas, y viceversa, unidos en matrimonio y conviviendo pacíficamente bajo el mismo techo.          

·         Un dato curioso es muy común ver personas, principalmente hombres, orinando en la calle, algunos se ponen de rodillas para hacer sus necesidades fisiológicas. “Eso hay en todos lados,” pero no se compara a lo que ocurre allí.  

·         La muerte está muy presente entre la gente mozambicana. La media de vida es de aproximadamente 52 años. Es muy común ver familias con historia de muerte de parientes próximos y encontrar gente enferma, de las más variadas dolencias, desde un simple resfriado hasta una SIDA – 15% de la población es soro positiva. Los funerales no son motivo de alegría en sí, pero tienen aire de fiesta, algunos los celebran a gran escala como si fueran una boda o algo parecido, incluso piden dinero prestado para hacer funerales o celebrar cumpleaños de muerte. En los pequeños pueblos del centro del país, a los niños de hasta dos o tres meses no se les hace funeral, los entierran sin rituales - a veces solo se enterrando los miembros de la casa/familia, ya en el litoral hasta a los abortos les hacen funeral. Para señalar el dolor por la muerte de alguien, hombres y mujeres se quitan todo el pelo de la cabeza y se visten con más modestia aún.  

·         Las tierras no suelen tener cercados, las plantaciones de juca, judías, maíz, etc. están alrededor de las comunidades rurales. Tampoco las casas tienen quintales cercados, cocinan fuera en horno a carbón y allí mismo comen y reciben sus invitados, las pequeñas casitas - de adobe y cubiertas de pajas, una o tres dependiendo del tamaño de la prole,- funcionan casi que exclusivamente como dormitorio. La gente lleva una vida extremamente simple, por debajo del nivel de pobreza.     


Conclusión

Tras un rápido estudio sobre la cultura Macua sumada y tras mi experiencia de compartir con la misión vicenciana, los parroquianos y demás miembros de las comunidades locales durante siete semanas – veranos de 2012, en Nacala, pude dar un poco de mí y también aprender de ellos. Mucho aun resta por descubrir pues se sabe que hay cosas propias de cada cultura que no tenemos que salir valorando entre buenas o malas, son lo que son y se merecen nuestro respeto. Lo escrito arriba es fruto de mi corta experiencia en el lugar y sirve para que el lector tenga una ligera visión de qué es “el norte de Mozambique”.