quinta-feira, 2 de junho de 2022

Pentecostes - Missão do Japão: 05/06/2022 (Jo 20,19-23)

 



O Espírito Santo de Deus não veio a nós somente no dia do nosso batismo. Ele ouviu e aceitou as promessas batismais que nós mesmos fizemos. Em nosso batismo, prometemos rejeitar satanás e tudo que está relacionado a ele. Prometemos permanecer fiéis à fé católica e aceita-lo como nosso defensor. Prometemos viver os ensinamentos cristãos, custe o que custar, para provar que somos, de fato, filhos do Deus Misericordioso e Amoroso. E todas essas promessas, renovamos, durante a Páscoa, como sinal de nosso compromisso contínuo com nosso Deus Fiel.

Com a promessa cumprida de Deus como pano de fundo, vamos verificar e avaliar a nós mesmos. O que aconteceu com as promessas que fizemos durante o nosso batismo, e que renovamos todos os anos na Páscoa? Nossa vida atual manifesta uma rejeição a Satanás e tudo que está relacionado a ele, como, a ganância, a desonestidade, o materialismo? Temos sido bons promotores e defensores da nossa fé católica cristã? Vivemos bem e voltamos a ensinar aos outros os ensinamentos que recebemos da Igreja?

Através desta vinda do Espírito Santo, Jesus cumpriu Sua promessa de permanecer conosco. E nós? Temos cumprido as promessas que fizemos durante nosso batismo? Amém

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Solenidade da Ascensão do Senhor: Lc 24,46-53 (29/05/2022: Missão do Japão)



O evento da Ascensão, se não for bem compreendido, não tem significado algum. Porque, na verdade, a Ascensão, mesmo que não seja tão grande quanto o Nascimento ou a Ressurreição de Jesus, ensina-nos muitas coisas significativas e necessárias para nos ajudar a fortalecer nossa fé e confiança em Jesus.

Primeiro, a Ascensão, quer nos dizer que Jesus já alcançou a plenitude de Sua Glória. O que significa que Ele agora está sentado em Seu Trono, à direita do Pai e é um com o Pai em Dignidade e Poder.

Em segundo lugar, a Ascensão nos fala da vinda do Espírito Santo. O Advogado, que ajudará cada discípulo, com conhecimento e inspiração, a continuar a missão de Jesus.

Terceiro, em Sua Ascensão, somos chamados e convidados a uma Grande Esperança. A Esperança de que Jesus foi diante de nós, ao Reino, para preparar um lugar para todos.

Na Ascensão, a partida física de Jesus aconteceu por muitas Boas Razões. Acontece para o nosso crescimento como cristão. Acontece para fortalecer nossa Esperança como herdeiros do Reino. Acontece para nos assegurar o Amor de Deus, como Seus filhos.

Amém

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Espírito Santo de Amor: Missão do Japão - 22/05/2022

 


João 14,23-29

Quem possui e vive concretamente o amor autêntico certamente experimentará e reconhecerá o movimento do Espírito Santo em sua vida. Da mesma forma, pessoas com amor transbordante experimentarão conexão com Jesus. Porque quem possui amor genuíno realmente ouve e vive concretamente a Palavra e o Mandamento de Deus. Somente esse tipo de pessoa será mais sensível aos movimentos do Espírito Santo e à obra de Deus em sua vida.

Na verdade, há muito tempo, o Espírito Santo já veio a nós. E quando fomos batizados, Ele se tornou mais pessoal para nós. Porque Ele veio e habitou em nossos corações e em nosso ser.

Recordemos, portanto, que um presente especial, para tornar as coisas melhores e inspiradoras, nos foi dado. Lembre-se sempre que uma arma poderosa, para ir contra o mal neste mundo, nos foi concedida. Sejamos sensíveis à presença do Espírito em nós. Permita que Ele se mova em nossas vidas e nos leve a manifestar nossa verdadeira identidade, de filhas e filhos de Deus.

Da mesma forma, lembre-se de que não há razão para temer e duvidar. O Espírito Santo está presente. Ele está dentro de nós. Ele está ao nosso alcance. Viva-o!

Amém.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

PRAEDICATE EVANGELIUM: CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DE FRANCISCO SOBRE A REFORMA DA CÚRIA ROMANA

 


Ir. Cleber Teodósio, CM

 

Semelhante a São Vicente de Paulo, que primeiro vivia, e só depois formaliza suas obras, o Papa Francisco parece conduzir seu pontificado. Desde que começou seu Ministério Petrino, Francisco vinha dando sinais de que a Cúria Romana precisava passar por transformações. Depois de quase 10 anos de reflexão, junto ao Conselho de Cardeais e de encaminhamentos de pequenas mudanças internas e gestos pessoais, que dizem muito sobre a austeridade de seu papado, a nova Constituição Apostólica que faz valer o axioma “Curia semper reformanda”, foi promulgada, em Roma, na Solenidade de São José, em 19 de março de 2022, e em vigor na Solenidade de Pentecostes, em 05 de junho do mesmo ano.

Recorrendo a portais de notícias católicos, assim como os sites da CNBB e do Vaticano[1] concluímos que o Documento é sucessivo e substitui as constituições apostólicas Regimini Ecclesiae Universae (1967) de Paulo VI, anteriormente suplantada pela Pastor Bonus (1988) de João Paulo II. Ainda que, conforme o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, “engana-se e é até fantasioso pensar numa reforma que perturbaria todo o sistema curial”, pois um princípio importante seguido na elaboração do documento é o de Tradição, de modo que a Nova Constituição faz "reflorescer" as esperanças e expectativas do Concílio Vaticano II.

Acredita-se porém, que talvez o maior passo de renovação desta Constituição seja a abertura para o protagonismo dos leigos na Igreja. A antiga, Pastor Bonus defendia que "os assuntos que requerem o exercício da potestade de governo devem ser reservados àqueles que são agraciados com a ordem sagrada" (PB n.7). A nova, Praedicate Evangelium, admite que leigos e leigas podem servir na Cúria Romana, assumindo liderança de Dicastérios ou outros organismos. Algo que já está em voga, desde a admissão do leigo, Paolo Ruffini, como Prefeito do Dicastério para a Comunicação. Vale salientar que também o termo "Congregação", cujas presidências supunha ser apenas cardeais, passa a “Dicastério”, sugerindo assim que todos os batizados podem exercer este ofício: clérigos, consagrados e leigos. Assim, vemos que o critério da nova Constituição para lideranças na Cúria, já não é o grau da Ordem, mas o Batismo, de modo que, realiza plenamente o que foi estabelecido pelo Concílio e já implementado pelas leis canônicas, onde se reconhece que em virtude do batismo entre todos os fiéis há uma verdadeira igualdade na dignidade e no agir.

A Praedicate Evangelium está organizada em 11 capítulos e tem 250 artigos a saber: I. Preâmbulo, II. Princípios e critérios para o serviço da Cúria Romana, III. Regras gerais (artigos 1-43), IV. Secretaria de Estado (44-52), V. Dicastérios (53-188), VI. Órgãos de justiça (189-204), VII. Órgãos econômicos (205-227), VIII. Escritórios (228-237), IX. Advogados (238-240), X. Instituições ligadas à Santa Sé (241-249) e XI. Regra transitória (250).

Destacaremos, a seguir, alguns pontos chaves desta Constituição Apostólica, identificados por Elena Magariños, da revista espanhola Vida Nueva Digital (2022). Vejamos:

1. A Cúria Romana não estará mais apenas a serviço do Papa, mas a serviço de todas as dioceses. Documento também defende a criação de mecanismos de colaboração e trabalho em rede entre os dicastérios, cobrando dos membros da Cúria e colabores dos diferentes dicastérios, integridade pessoal e profissionalismo.

2. A Constituição Apostólica reduz o número de dicastérios, unindo aqueles cuja finalidade era muito semelhante ou que se complementavam com o objetivo de tornar o trabalho mais eficiente. Assim como as congregações da Cúria Romana, os pontifícios conselhos passam a ser, todos eles, dicastérios.

3. Sobre a proteção de menores, o Documento rege que passe à Cúria a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, unindo-a ao Dicastério para a Doutrina da Fé, cuja tarefa é assessorar e aconselhar o Romano Pontífice e também propor as iniciativas mais adequadas para a proteção dos menores e de pessoas vulneráveis.

4. A Caridade e a Missão ganham destaque na nova Constituição, pois é criado um novo Dicastério para o Serviço da Caridade (Esmola Apostólica), que realizará assistência e ajuda aos necessitados de qualquer lugar do mundo, em nome do Papa; bem como se criará um grande 'ministério' para a Evangelização no qual se unifica o trabalho realizado hoje pela Congregação para a Evangelização dos Povos (Propaganda Fide) e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. Ambos se fundem e se tornam o Dicastério para a Evangelização, presidido diretamente pelo Papa.

5. A Cultura e a Educação também aparecem fundidos, de modo que o Pontifício Conselho para a Cultura e a Congregação para a Educação Católica se tornam o Dicastério para a Cultura e a Educação, que por um lado se dedicará à promoção cultural e animação pastoral, e por outro, a desenvolver os princípios da educação nos centros de estudos católicos.

Na coletiva acontecida na sala de imprensa da Santa Sé, em 21/03/2022, o secretário do Conselho de Cardeais, Dom Marco Mellino disse que “todos os dicastérios gozam da mesma dignidade jurídica e todos exercem o poder de jurisdição, por isso a ordem da sua colocação na lista não tem valor jurídico em si”. Ainda que a escolha de colocar em primeiro o Dicastério para a Evangelização "torna explícita a perspectiva da atividade missionária na qual se realizou a visão geral da reforma da Cúria".

Podemos perceber que a Praedicate Evangelium aponta para uma Cúria mais sinodal, bem como que procura promover o sentido de colegialidade e responsabilidade pastoral, e uma sã descentralização para garantir a rápida eficácia da ação pastoral. Oxalá todas estas novidade ajude a Igreja de Cristo seguir cada vez mais fiel ao Evangelho de Jesus. Assim seja!

 

TEODÓSIO, Cleber. Praedicate Evangelium: constituição apostólica do Papa Francisco. In Informativo São Vicente: Província Brasileira da Congregação da Missão. Vol. LVI. Nº 318. Jan. Fev. Mar. 2022. Disponível em: <https://www.pbcm.org.br/documentos/120422-b8N1usvsFGuPL.pdf> Aceso em 13 abr. 2022



[1] Revista Vida Nueva Digital, Instituto Humanitas Unisinos, Bollettino da Sala Stampa della Santa Sede, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Vatican News.

sábado, 7 de maio de 2022

Mensagem da Comunidade do Caraça os Ir.Cleber, CM, Ir. Tulio, CM e Ir. Allan, CM



Estimados Ir.Cleber, CM, Ir. Tulio, CM e Ir. Allan, CM

Sejam bem-vindos!

Que Deus ilumine a cada um de vocês neste retiro em preparação para a ordenação Diaconall

A Diaconia da Igreja decorre da sua intima união à missão do próprio Cristo, que disse de si mesmo: "Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos" (Mc 10,45). Jesus definiu a sua missão como um serviço que, no fundo, era a realização da vontade do Pai e do seu designio de salvação. É assim que Ele se apresenta como Servo que deseja ser reconhecido, seguido e imitado: "Eu estou no meio de vós como aquele que serve" (Lc 22,27): "Dei-vos o exemplo para que vós possais agir como Eu agi em relação a vós" (Jo 13,15). A atitude do servo supõe a obediência. Servir é obedecer e pôr a vida a serviço da vontade e do projeto do Pai que O enviou. "É preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e faço como o Pai me mandou" (Jo 14,31). Portanto, quem aceita seguir Jesus, como seu discípulo, assume a condição de servo, com a vocação de servir.

A Diaconia na Igreja católica tem a sua origem na Diaconia de Jesus. O diaconato é sacramento da caridade aos pobres e excluídos. Vocês, queridos Coirmãos, são ordenados para o serviço da Palavra,da caridade e da liturgia, especialmente para os sacramentos do batismo e do matrimônio; também para acompanhar a formação de novas comunidades eclesiais, especialmente nas fronteiras geográficas e culturais, onde ordinariamente não chega a ação evangelizadora da Igreja" (DAP 205). Isto quer dizer que vocês, futuros diáconos, não são ordenados para vocês mesmos, nem para se colocar acima dos demais leigos, nem para desempenhar funções diferentes da dos presbíteros e dos bispos, mas para a missão, além do mundo que nos rodeia, para além das fronteiras da fé. Pelo testemunho de vida doada à missão, incorporados a Jesus Cristo, servo e servidor, vocês, por meio do sacramento da ordem, devem revelar a dimensão especial da Diaconia do ministério ordenado, ajudando a construir um mundo mais de acordo com o projeto de Deus.

Deus abençoe a cada um de vocês e o orientador do retiro, Pe. Luís Carlos, para que tenham frutuoso tempo de oração!

Estamos alegres com a presença de vocês! Com certeza das nossas orações,

Comunidade Missionaria do Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens - Caraça

domingo, 17 de abril de 2022

REFLEXÃO DO DOMINGO DE PÁSCOA 2022



1. A RESSURREIÇÃO NA HISTÓRIA:

Meus queridos irmãos e irmãs, desejamos a todos você uma feliz, santa e abençoada Pascoa!

 

A liturgia de hoje nos convida a meditar, a partir de Atos dos Apóstolos 10,34.37-43, sobre o testemunho dos discípulos de Jesus. Pedro comunica a todos o que aconteceu a Jesus, e nós reiteramos: Jesus ressuscitou! Na segunda leitura, Paulo nos chama às coisas do Alto e atesta que Jesus está sentado à direita de Deus, onde estaremos também nós, proximamente, revestidos da glória de Deus. No evangelho, as mulheres anunciam a ressurreição, e Pedro e o discípulo que Jesus amava, diante do sepulcro vazio, recordam as Palavras do Senhor, que ressuscitaria no terceiro dia e a partir daí testemunham o Cristo Vivo. Testemunho esse que perpassa o espaço e o tempo, chegando até os nossos dias.

 

Como será que a mensagem da ressurreição chegou até os nossos dias? Vejamos aspectos da mesma na História e na Sagrada Escritura.

      

a) Na Patrística afirma-se: “se creio na ressurreição sou cristão, do contrário, não!”

Gregos: corpo e alma, e só a alma gozaria de imortalidade ou reencarnação.

Judeus: defende a ressurreição do corpo (carne+alma+espírito), e do contrário vã seria nossa fé (1Cor 15,12).

b) Na Idade Média o discurso muda. Ao invés de falar de ressurreição, fala-se de encarnação. Santo Tomás de Aquino, na Suma Teológica, Q53-56 ressurreição de Jesus, e na Suma Contra os Gentios, Q79-96, nossa ressurreição.

c) Na Modernidade - a ressurreição é questionada pelo advento da ciência e da revolução industrial.

Strauss, a ressurreição é algo acontecido aos discípulos (compreensão psicológica, a vitória sobre a crise provocada pelo luto), não a Jesus. A morte é objetiva, já a ressurreição, subjetiva.

d) Na Contemporânea - diferentes ideais sobre a ressurreição. Teólogos protestantes como Karl Barth, diziam que a ressureição é algo que acontecerá depois do fim do mundo, ou seja, fora da história. Católicos, que a salvação começa no hoje. Jon Sobrinho, por exemplo, diz que Deus estava com Cristo na cruz, logo ressurreição para ele é mudar a vida dos que sofrem, baixá-los da cruz (Teoprática).

                                                                               

2. A REFLEXÃO ATUAL busca saber se a RESSURREIÇÃO é: algo que vem de dentro/ou de fora? histórica/irreal? evento para: discípulos ou Jesus? Na verdade ela é origem, gênese e fundamento da fé! A ressureição meus irmãos, é aquilo que professamos no credo, quando professamos que Jesus “Desceu à mansão dos mortos. Ressuscitou ao terceiro dia. Subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Os convido a crer na comunhão dos Santos que junto de Deus nos esperam, a nós, que cremos na ressurreição da carne, na vida eterna.

 

3. A RESSURREIÇÃO NO NOVO TESTAMENTO:

Antes vale lembrar que há ideia e fé na ressurreição em 2Macabeus 7,9,14 e Ezequiel 37. Os fariseus também acreditavam na ressurreição, porém havia grupos, na época de Jesus, como os Saduceus, que não tinham essa crença (At 23,8). No NT a ressurreição se diz pelo:

 

a) Querigma pascal: “Deus ressuscitou Jesus dos mortos” (1Cor 15,3-7). “O humilhado vive, foi glorificado” (At 2,21-24); 

b) Relatos do túmulo vazio: O relato não prova a ressurreição, mas tem seu valor teológico (Lc 24,1-11),

c) Relato das aparições: Jesus aparece na Galileia: Mt 28,16-20 e Jo 21,15-23, em Jerusalém. A Paulo no caminho de Damasco (1Cor 15,3-5). Todas são aparições exógenas e nelas unem-se visão e audição.

 

4. De fato, não se entende o cristão sem a ressurreição, pois ela é um divisor de água. Há um antes e depois de Cristo. Há um antes e depois da ressurreição!  

E é graças à ressurreição de Jesus, e ao testemunho e à fé pascal dos discípulos na ressurreição que se origina, na Igreja de Cristo:

a) A Cristologia, a partir da qual dizemos quem é Jesus;

b) A Soteriologia, significado salvífico da vida de Jesus para nós;

c) A Eclesiologia do existir cristão, que se dá por meio dos sacramentos e da prática de vida ao modo de Jesus Cristo;

d) A Teologia, que interpreta a revelação e a Trindade como compreensão pós-pascal, e

e) A Nova humanidade, a comunidade de seres humanos batizados e chamados à vida, ao amor e à justiça em, com e por Jesus Cristo.  

 

5. O teólogo belga, Padre Dominicano, Edward Schillebeeckx nos ajuda a alisar as leituras sobre a ressurreição. Ele está convencido de que, depois da morte de cruz, para reconhecer Jesus como o Vivente, os discípulos passaram por uma “experiência de conversão”.

Os discípulos vivenciaram os dois momentos históricos: a morte de Jesus (medo, dispersão e abandono) e a pregação apostólica (coragem, reunião e testemunho fiel), o que fez com que eles voltassem ao caminho, vivessem a fé e anunciassem o Cristo vivo. De fato, o seguimento a Jesus é atitude essencial do ser cristão no Novo Testamento, de maneira que eles teriam que fazer uma retomada do ‘ser discípulo’.

Para que isso ocorresse, os discípulos teriam passado pela experiência da “graça e do perdão” de Jesus, podendo, assim, voltar a reunir-se como comunidade de fé, reassumindo a comunhão atual com Jesus Cristo, confessando-o como sua salvação definitiva, que não terminou com a morte, mas que continua com o Vivente Ressuscitado.

 

6. Este é o convite que a Igreja nos faz continuamente. Especialmente na quaresma somos chamado à conversão, logo ao arrependimento (e perdão dos pecados pelo sacramento da reconciliação), para seguir unido a Jesus Cristo e desfrutar de sua companhia, testemunhando-O com palavras e obras e levando também aos outros, aonde quer que a gente vá, a alegria da páscoa, por meio de nosso amor que se efetiva pela caridade.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!    

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Domingo de Páscoa (Jo 20,1-9) – Missão do Japão 17/04/2022



Jesus é um Deus que é verdadeiro e fiel às Suas promessas e ensinamentos. Esta é uma mensagem importante da Ressurreição.

Outra mensagem significativa para nós é esta. Porque Jesus Cristo quebrou as cadeias da morte por meio de Sua ressurreição, também somos salvos da tragédia do sofrimento eterno e da morte eterna.

A terceira boa notícia da Ressurreição é a Esperança. Com Sua volta à vida, Jesus reitera que a vida dos filhos que são fiéis a Deus não termina com tragédias da vida, como a morte, mas há uma Vida preparada de nós.

Assim, a celebração da Páscoa é um lembrete claro para cada um de nós de que Jesus ressuscitou por nós. Ele ressuscitou para nos dizer que quando a vida é sombria e difícil, não devemos nos desesperar e nos sentir abandonados ou sem esperança. Em vez disso, continuemos confiando e continuemos esperando. Porque é precisamente por isso que Ele ressuscitou. Para aprofundarmos nossa confiança e esperança na misericórdia e amor do Pai por meio dele, o nosso Senhor, Jesus Cristo.

Amém.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Domingo de Ramos: Cristo vai ao encontro da morte com liberdade de Filho – Missão do Japão (Lc 19,28-40 e Lc 22,14-23,56)



Neste Domingo de Ramos, somos encorajados a entender que se queremos que Jesus se torne nosso Rei e Salvador, e que sejamos livres da escravidão do pecado, devemos nos oferecer em obediência à Sua Vontade. Que, se queremos que Ele controle e guie nossas vidas, precisamos viver concretamente a verdadeira essência do Amor. E para Jesus, o Amor é estar pronto para o sacrifício. Amar é esquecer de si mesmo para poder lembrar dos outros. O amor é morrer para si mesmo, para que os outros vivam e cresçam. E mais uma vez para Jesus, aceitar a cruz da vida é uma prova de um amor verdadeiro e grande.

No momento de Sua entrada em Jerusalém, Jesus estava pronto para oferecer Sua vida em obediência ao Pai, bem como, para oferecer Sua própria vida, devido Seu grande amor por cada um nós.

Ao iniciarmos esta Semana Santa, voltemos ao lugar onde esses significativos últimos dias de Jesus aconteceram. E testemunhemos por nós mesmos, como Jesus, através de cada dor, cada ferida e cada gota de Seu sangue, expressou Seu amor genuíno por todos nós.

E enquanto nos lembramos e refletimos, que todos possamos ver claramente, que aquelas dores, feridas e gotas de sangue foram oferecidas pelos nossos pecados para nos salvar.

Amém

quinta-feira, 31 de março de 2022

Vai e não peques mais (Jo 8,1-11). Missão do Japão 03/04/2022



A mensagem que nosso evangelho gostaria de enfatizar é clara. Todos nós precisamos de perdão, porque como qualquer outra pessoa, nós também somos culpados de pecado. Como qualquer outra pessoa, cometemos alguns erros na vida. E de alguma forma, cada um de nós merece o castigo de Deus.

Mas nosso Deus não é assim. Ele não é um Deus punitivo. Ele é Amoroso e Misericordioso. É por isso que até agora Ele continua nos dando a oportunidade e nos encorajando à reconciliação. Ele nos traz algumas situações e pessoas para nos ajudar a encontrar o caminho de volta a Ele.

Isso é o que Jesus quer que entendamos melhor, que mesmo sendo pecadores e que caiamos sempre na tentação do pecado, Ele não quer julgar nem condenar. Em vez disso, Ele oferece Sua misericórdia e perdão, dando-nos oportunidades de perceber nossas falhas, esperando que O busquemos. 

Lembre-se, mesmo na realidade de nossa pecaminosidade, Ele continua a nos encher de graças e outras bênçãos para nos inspirar a perceber como Deus é bom para nós, apesar de sermos pecadores. Para que, aprendendo com Ele, façamos o mesmo com os outros, ou seja, que em vez de julgamento ou condenação ao pecador, ofereçamos compreensão, misericórdia e amor. Como Jesus em relação a nós, demos ao pecador a chance de mudar. 

Amém.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Um Pai espera a volta do Filho (Lc 15,1-3.11-32). Missão do Japão 27/03/2022


Através desta história do evangelho, somos lembrados de que nosso Pai não mudou o que Ele começou desde o princípio. Lembre-se, Ele nos criou por causa de Seu Grande Amor. Agora, mesmo que tantas vezes tenhamos nos tornado infiéis, esse Grande Amor permanece. Nada mudou. É por isso que Ele é capaz de aceitar e perdoar qualquer um que retorne.

Durante este tempo de Quaresma, que todos nós reconheçamos e compreendamos este Grande Amor e Misericórdia do Pai por nós. Que possamos perceber que mesmo que tenhamos pecado muito, e não importa quão graves sejam esses pecados, não há razão alguma para ter medo, vergonha ou desânimo em nosso desejo de voltar para Ele. Porque a verdade é que nenhum pecado ou erro na vida é imperdoável para nosso Pai Amoroso. Porque o Amor do Pai é maior que qualquer pecado.

Da mesma forma, ao refletirmos sobre o sofrimento de Jesus, que é o símbolo concreto do Amor de Deus por nós, compreendamos melhor o que é o Amor Cristão. Da cruz, antes de morrer, Jesus falou com o Pai, dizendo-lhe para perdoar aqueles que causavam o Seu sofrimento porque eles não sabiam o que estavam fazendo. Jesus é, de fato, o reflexo perfeito do Pai.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Deus não nos salva sem nós. (Lc 13,1-9) Missão do Japão 20/03/2022

 


O que Cristo afirmou e concordou foi o fato de que o pecado pode realmente nos levar a uma verdadeira tragédia na vida. E essa tragédia é o mal da condenação eterna, dada àqueles que rejeitam a oferta da salvação e escolhem viver nas trevas e na vida tortuosa e pecaminosa.

Lembre-se, o amor de Deus por nós é profundo e eterno. Esta é a razão pela qual nosso Senhor Jesus nunca se cansa de nos convidar a nos arrependermos de nossos pecados, a recomeçar e renovar nossas vidas, e a fazer todos os esforços, para torná-las dignas do Reino. Não esqueçamos a história da figueira. Foi dada uma segunda chance de viver e dar frutos. Nós somos os mesmos. Apesar de sermos pecadores, ainda recebemos bênçãos de Deus. Esperando que com esses cuidados d’Ele, nos tornemos pessoas melhores e demos frutos. Amém.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Deus se faz “Aliado” do homem (Lc 9,28b-36): Missão do Japão 13/03/2022



Há duas coisas importantes que este evangelho gostaria de enfatizar para nós. Primeiro, Jesus quer dizer não apenas aos primeiros discípulos, mas a nós, seus seguidores nos dias de hoje, que em tempos de dificuldades e desafios, não há outro a quem recorrer, a não ser a Deus, através de nossas orações. Assim como aconteceu com os 03 apóstolos, quando nos relacionamos com Deus em nossos momentos conturbados e difíceis, nosso espírito se eleva. Em nosso momento de oração, seremos iluminados e seremos levados a compreender nossa situação. Em nossos momentos de oração, somos libertados da confusão e da tristeza. Porque quando oramos a Deus, Ele nos dá a paz e nos assegura a Esperança.

Em segundo lugar, Jesus nos lembra que a verdadeira alegria, depois de todos os sofrimentos, prometida aos primeiros discípulos, também é prometida a nós. Porque quando Jesus aceitou Sua Cruz, Ele aceitou aquele sofrimento por todos, inclusive por nós. E quando Ele aceitou, Ele mudou a imagem de todo sofrimento, ou seja, os nossos sofrimentos já não são apenas sofrimentos experimentados, mais do que isso, todo sofrimento é um meio de salvação e um caminho para a vida eterna. Como discípulos de Jesus, o sofrimento não é o nosso fim, se continuarmos a viver em fidelidade a Ele. Ao lado de nossa fidelidade, está, certamente receber, a prometida Felicidade no Reino.

sábado, 5 de março de 2022

Libertação, dom e compromisso: Missão Japão 06/03/2022



Primeiramente, nosso evangelho hoje, diz-nos que as tentações estão sendo usadas pelo mal durante nosso tempo de necessidades e fraquezas. E verdadeiramente, as palavras do diabo são doces e convidativas. Mas então, pensemos com cuidado, para onde tudo isso nos levará? O que essas coisas farão conosco? Lembre-se que Jesus não cedeu.

Em segundo lugar, através desta experiência de jejum de Jesus, estamos sendo lembrados de que durante esses tempos de tentações, nossa defesa mais forte sempre será a Palavra de Deus, que nos levará a rezar.

Terceiro, está claro em nosso evangelho que nossas orações e sacrifícios, juntamente com as boas obras, são nossos melhores meios para combater as tentações e enganos do mal. E, sem dúvida, são os meios para alcançar a vida eterna no Reino Definitivo.

Esta é a Boa Nova que Jesus quer que todos entendamos melhor, enquanto estamos no tempo da quaresma. Que esta tempo litúrgico, entre outras coisas, seja um tempo de alegria. Porque durante este momento, somos lembrados da Esperança que Jesus plantou no coração de todos os Seus seguidores. Que apesar da realidade da vida ser difícil, e às vezes pesada, nós, que acreditamos em Jesus, temos a capacidade de rejeitar e vencer o pecado e o mal. Através de nossos sacrifícios, orações e obras de misericórdia, podemos contribuir para a destruição do mal. Amém