domingo, 27 de dezembro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 27 nov. 2020


Neste primeiro domingo do Advento, assim como na celebração de Cristo Rei no domingo passado, traz-nos um convite a nos olharmos e nos perguntarmos se realmente estamos preparados para o Dia do Juízo.

Se isso acontecesse a qualquer momento em nossa vida, estariamos realmente prontos? Além disso, este Domingo do Advento nos convida a verificar se o Amor está vivo e comovente em nossas vidas pessoais e em nosso relacionamento com os outros. Porque, de fato, a presença do amor em nossas vidas, é o fator chave para garantir-nos o nosso lugar no Reino. Sua ausência significará apenas, que não estamos prontos, que não nos preparamos. E, portanto, despreparados para entrarmos no Reino Celestial.

Com esse advento, prometamos estar conectados com o Senhor, por meio de nós mesmos transformados, e a nunca perdê-Lo de vista. Amém.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Webinário Direitos Humanos e a Doutrina Social da Igreja

 


No dia 10 de dezembro de 2020, a JMV Brasil realizou um webinário com o tema: “Direitos humanos e a doutrina social da Igreja”, que foi moderado pelo ex-JMV e atual seminarista da Congregação da Missão, Cleber Teodósio. Os convidados na ocasião foram:

Ir. Gizele Barbosa: produtora de conteúdo e eventos online da Paulinas Cursos EaD. Membro da Comissão de Espiritualidade e Formação contínua da Congregação das Irmãs Paulinas e atua há mais de 12 anos com formações em paróquias e comunidades de todo o país nas áreas de Juventudes, Teologia e Comunicação. Também é escritora e autora do livro “A menina que cuidava dos pobres: vida de Santa Dulce dos pobres”, publicado por Paulinas Editora; e

Ismênio Bezerra: especialista em gestão pública, Consultor de Marketing, Gestão, Planejamento, Gerenciamento de Crises e Inovação. Professor da AESP - Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará onde leciona as cadeiras de Direitos Humanos, Sociedade, ética e cidadania. É pesquisador de trajetórias juvenis e foi da JMV por 20 anos, na Província de Recife.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi lançada pela Organização das Nações Unidas, em Paris, em 10 de outubro de 1948, completando em 2020, 72 anos de existência. Os Direitos Humanos são uma categoria de direitos básicos assegurados a todo e qualquer ser humano, não importando a classe social, raça, nacionalidade, religião, cultura, profissão, gênero, orientação sexual ou qualquer outra variante possível que possa diferenciar os seres humanos.

Ficou claro que:

  • Os Direitos Humanos não foram criados por alguém.
  • Os Direitos Humanos são universais.
  • Os Direitos Humanos não são uma pessoa.

Mas

  • Os Direitos Humanos são uma categoria de direitos básicos e inalienáveis.
  • Garantem direitos básicos a todos os membros da espécie humana.
  • Seus primeiros reconhecimentos ocorreram na Revolução Americana e na Revolução Francesa.
  • Foram oficializados, no século XX, por meio da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU.
  • Possuem como objetivo garantir direitos fundamentais, como a vida, a liberdade, a saúde e a segurança das pessoas, bem como o direito à defesa e ao justo julgamento a quem seja acusado de um crime.

 

E claro, a Família Vicentina (FV) é chamada a atuar na área dos Direitos Humanos e o faz a partir da ONU com 05 ramos (AIC, CM, CDCSVDP, SSVP, Federação das Irmãs de Caridade) https://www.congregationofthemission-un-ngo.com/ E destacou-se ainda os prêmios e homenagens que alguns membros da FV ganharam por sua atuação a favor dos pobres, como é o caso do Documentário do Padre Opeka de Madagascar premiado no Festival de Cine de Brooklyn (Nova York, junho 2020); das Filhas da Caridade da América Central, premiadas neste mês de dezembro pelo Gabinete de Direitos Humanos do Arcebispado de Guatemala, por seu trabalho junto aos pobres e da Irmã Inês Barros de Lima da Província de Fortaleza (in memoria) que foi homenageada no dia 10/12/2020, às 17h, na praça do Ferreira em Fortaleza com o prêmio Frei Tito de Alencar de Direitos Humanos, indicada pelas Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.  


 

A Doutrina Social da Igreja Católica (DSI) é como uma verdadeira revolução antropológica, cuja proposta é anunciar a verdade de Cristo na sociedade. É anuncio da verdade de Cristo na sociedade

Os principais documentos da Igreja em que se funda a sua Doutrina Social, dentre muitos outros documentos e alocuções dos Papas são:

  • Papa Pio IX: Qui pluribus, 1846 e Quanta cura, 1864.
  • Papa Leão XIII: Rerum Novarum ("Das coisas novas" - Sobre a Situação dos Trabalhadores - crítica aos materialismos comunista e capitalista), 1891, Imortale Dei e Quod apostolici muneris, 1878.
  • Papa Bento XV: Ad Beatissimi, 1914.
  • Papa Pio XI: Quadragesimo Anno ("No quadragésimo ano" - Sobre a Reconstrução da Ordem Social), 1931; Divini Redemptoris (Condenação do comunismo), 1937; Non abbiamo bisogno (Condenação do Fascismo) e Mit brennender Sorge (Condenação do Nazismo), 1937.
  • Papa Pio XII: Fidei Donum, 1957 e Ad apostolorum principis.
  • Papa João XXIII: Mater et Magistra ( "Mãe e Mestra" - Cristianismo e Progresso Social), 1961 e Pacem in Terris (Paz na Terra), 1963.
  • Concílio Vaticano II: Gaudium et Spes ("Alegria e Esperança" - A Igreja no Mundo Atual), 1965.
  • Papa Paulo VI: Populorum Progressio ("O progresso dos povos" - Sobre o Desenvolvimento dos Povos), 1967; Octogesima Adveniens ( "Chegando a octogésima" - Convocação à Ação), 1967; Sínodo dos Bispos: A Justiça no Mundo, 1967; Humanae Vitae, 1968 e Evangelii Nuntiandi ("O Evangelho a anunciar" - A Evangelização no Mundo Atual), 1975.
  • Papa João Paulo II: Redemptor Hominis (O Redentor da Humanidade), 1979; Laborem Exercens (Sobre o Trabalho Humano), 1981; Sollicitudo Rei Socialis (A Solicitude Social da Igreja), 1987; Centesimus Annus (O Ano Centenário), 1991; Tertio Millenio Adveniente (O Ano Jubilar 2000), 1994 e Evangelium Vitae (O Evangelho da Vida), 1995.
  • Carta dos Direitos da Família, Vaticano: Tipografia Poliglota Vaticana, 1983.
  • Papa Bento XVI: Deus Caritas Est, 2005; Caritas in Veritate, 2009.
  • Papa Francisco: Laudato Si', 2015; Fratelli tutti, 2020 (sobre a fraternidade e a amizade social).

O objetivo da DSI é mostrar que o ser humano é o centro e o fim de todo desenvolvimento econômico, político, cultural, religioso, etc. Ele não pode ser usado como instrumento e ficar à margem. Por isso se trabalha a dignidade do homem na DSI, afinal “a glória de Deus é o homem vivo”, como dizia Santo Irineu. O próprio Jesus falou: "eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10,10b)

Pensando na juventude, a Igreja publicou o DOCAT, uma excelente fonte de informação sobre justiça social para jovens, ajudando-os a conhecer e viver a Doutrina Social da Igreja. Ele é um ótimo e prático complemento do YOUCAT, o popular catecismo para jovens baseado no Catecismo da Igreja Católica. Acesse o site e baixe no seu celular o app: https://www.youcat.org/pt/products/docat



Dentre outras falas Ir. Gizele sinalou que:

  • Os Direitos Humanos remontam ao tempo antes de Jesus.
  • Os Direitos Humanos são superiores as 30 determinações da declaração
  • Conceito de pessoa resplandece e encontra espaço na declaração dos DH
  • A dignidade da pessoa (imagem e semelhança de Deus)
  • Falou sobre nossa relação com o outro a partilha, a solidariedade, a igualdade e a teologia do cuidado
  • Como os conceitos de Direitos Humanos e Doutrina Social se desenvolvem na história.

Ismênio falou sobre:

  • Relacionou a pessoa de Dom Helder com a temática
  • As pastorais sociais: Pastoral da Criança, As diversas pastorais da Juventudes, com especial destaque para a pastoral do Campo
  • A Igreja Católica sempre cuidou dos pobres. Mas foi em Puebla que ela escreveu a caneta sua opção preferencial pelos pobres.
  • Muitos padres, religiosas, leigos foram mortos devido sua opção pelos pobres.
  • São Vicente de Paulo e Santa Luisa de Marillac já tinham optado pelos pobres no século 17.
  • É muito difícil falar dos DH nas forças armadas.
  • Jesus acolhe a mulher adúltera    
  • “A verdade não é a mentira repetida tantas vezes que muda-se em verdade”

 

As três perguntas principais foram:

  1. Me chamou a atenção quando você citou Leão 13 e Paulo 6º que foram muito corajosos em falar a favor dos pobres e agora Francisco com seu papado. Mas e Jesus? Quais os sinais dos atuais Direitos Humanos e Doutrina Social vocês percebe nas ações de Jesus?
  2. Como trabalhar a temática Diretos Humanos em uma sociedade cada vez mais infestada por fake news e em um país que relativiza a dignidade do ser humano e toma máxima para si ​"bandido bom é bandido morto"?  Qual seria o papel da igreja em tudo isso?
  3. A Teologia da Libertação é uma resposta do povo de Deus à necessidade da Igreja se aproximar ainda mais dos povo, dos pobres? A quem serve a desconstrução da Teologia da Libertação e das Comunidades Eclesiais de Base?
  4. Como os grupos de jovens hoje poderiam está fazendo vivo, ação, fazendo prática a declaração dos direitos humanos e a Doutrina Social da Igreja? Que tipo de ação poderia ser desenvolvida para fazer vivo esses dois documentos? Qual o papel da vida consagrada neste contexto em face ao cenário atual de descaso com a vida humana?

 

Nas falas finais Ir. Gizele falou sobre a

  • Viver a vocação.
  • Responder o chamado!
  • Ter Identidade.
  • Grupo de jovem não só oba-oba é ação concreta que se faz, se realiza, se dá na caminhada como igreja junto aos pobres.

 

Ismênio concluiu sua fala convidando a ser:

  • Sal da terra e luz do mundo!
Não podemos dizer o que os jovens devem fazer, mas iluminá-los a que eles orientados pela Sagrada Escritura, pelos eventos da história, pelo Cristo que se encontra hoje nos sofredores, eles possam atuar a partir de si.


Veja a live na íntegra neste link:

https://www.youtube.com/watch?v=AhoKlpP4boo




domingo, 22 de novembro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 22 nov. 2020

Portanto, lembremo-nos: se oferecermos amor e servirmos genuinamente aos nossos irmãos e irmãs, sobretudo aos que mais precisam, é quase certo que pertenceremos àqueles que serão favorecidos por Cristo Rei. Porém, é também quase certo, que faremos parte da condenação eterna, preparada para aqueles que se recusam a amar, e se nos recusamos a ser fiéis.

Apenas uma pergunta curiosa. Se este mesmo dia é o Dia do Juízo, e Cristo Rei nos separará em dois grupos, com o tipo de vida que vivemos e com a forma como nos relacionamos, a que lado de Cristo Rei seremos colocados? Para a esquerda ou para a direita? Amém.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Retiro da PBCM e celebração dos 200 anos, Caraça 2020



Missionários (Padres, Diácono, Irmãos e Estudantes de Teologia) da Província Brasileira da Congregação da Missão (PBCM), seguindo os devidos protocolos de segurança requeridos neste tempo de pandemia, estão reunidos de 09 a 13/11/2020, no Santuário do Caraça (Catas Altas – MG), para seu retiro espiritual anual, com o tema: “Ir ás fontes da vocação vicentina e nela saciar nossas sedes”. O retiro está sendo assessorado pela recém formada Comissão de Espiritualidade da PBCM. No dia 09, a Comunidade do Santuário acolheu os coirmãos que chegavam. Atividades próprias do encontro se deram a partir da manhã do dia 10, destacamos quatro delas: a) I Colocação, b) Hora Santa e c) Eucaristia ministradas pelo Pe. Vandeir Oliveira, CM e d) Roda de conversa, apresentada pelo Pe. Denilson Matias, CM.

O 2° Dia do Retiro teve como meditação a temática: “Conformar a vida ao núcleo indenitário da consagração vicentina, voltar às fontes e centrar a vida em Cristo, Evangelizador dos Pobres”, momento ministrado pelo Pe. Alexandre Nahass, CM. No período da tarde, os participantes do retiro rezaram um terço missionário, lembrando, em cada uma das contas, de um coirmão falecido. A recordação das virtudes desses coirmãos prosseguiu na Eucaristia. À noite Pe. Eli Chaves, CM, reuniu todos os presentes, em torno da realidade provincial, numa franca roda de conversa.  

O 3º Dia do Retiro foi marcado pelo perdão e reconciliação. Depois da III Meditação: “Missão Cristã Vicentina: uma experiência exodal”, ministrada pelo Pe. Francisco Ermelindo, CM, tivemos no período da tarde uma oração comum penitencial dinamizada pela equipe, que nos motivou dá-nos e aderir o perdão que Deus nos oferece por meio do sacramento da reconciliação. O momento, concluído com a Eucaristia, foi rico em espiritualidade e em bênçãos do Senhor sobre a vida de cada um dos participantes. À noite tivemos a roda de conversa entorno das Comissões da Província, a saber: formação, espiritualidade, comunicação, missão, ação social e vocacional.    

O 4º Dia deu-se o encerramento do Retiro com a Eucaristia, bem como cerimônia de inauguração do monumento em homenagem à chegada dos primeiros Missionários Lazaristas no Brasil 1820-2020, cuja placa traz a seguinte frase do Pe. Lauro Palu, CM:

"E de repente vemos bem claro o que Deus nos fez nestes 200 anos ou fez por meio de nós. Foram duas frentes soberbas de trabalho escondido, mas enormemente eficaz: as Missões e os Seminários, nossa história, nosso futuro, nossa responsabilidade, nossa profecia. É um apelo de Deus, claro como o quê. E aqui estamos, para continuar a empreitada, a luta, a aventura, a certeza, no meio dos percalços, mas confiantes, por sabermos que esses 200 anos não passaram em vão, não passaram sem deixar sua marca em nossos corações, não nos desencorajaram."

Nas estátuas estão representados o Pe. Leandro Rebello Peixoto e Castro e Dom Antônio Ferreira Viçoso, primeiros missionários lazaristas no Brasil, acolhendo um jovem seminarista, no Santuário do Caraça, onde tudo começou.








domingo, 15 de novembro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 15 nov. 2020

 Nesta missa, peçamos a Deus que nos abençoe e nos torne a todos sábios para compreender que já não importa se os dons são muitos ou poucos. O importante é que a bondade de Deus está se movendo e atuando em nossas vidas e na vida de outras pessoas todos os dias. E os dons são usados ​​adequadamente por nós. Assim, quando chegar a hora de fazermos um relatório ao nosso Criador, ficaremos felizes em dizer a Ele: “Missão cumprida”. E, tendo dito isso, Deus certamente nos diria: “Muito bem. Venha comemorar Comigo ”. Amém.

domingo, 8 de novembro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 08 nov. 2020

 Irmãos e irmãs, o evangelho de hoje descreve claramente o que se espera de nós, como seguidores de Jesus.

Um verdadeiro cristão, sabe muito bem que, sua vida na terra é apenas uma jornada em direção à verdadeira vida no Reino. E a vida na terra é uma oportunidade que Deus nos dá, para nos prepararmos para a dignidade da vida eterna e da celebração eterna no Reino.

Um discípulo de Jesus sabe muito bem que essa preparação, nada mais é que: saber compartilhar, perdoar, responder às necessidades dos outros e, sobretudo, amar de todo o coração.

Um verdadeiro cristão tem uma perspectiva. Ele sabe que para ser digno de entrar no Reino, ele precisa estar preparado, para ser uma pessoa transformada. Não amanhã, nem no próximo mês, e muito menos no próximo ano. Mas no aqui e no agora. Amém.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

27 lições aprendidas de São Vicente de Paulo


1. Vicente passou 25 anos tentando encontrar-se, tentando evitar queimar a largada e tentando se livrar de sua própria ambição.

Lição: É normal ficar um pouco perdido no caminho quando se está à procura de si.


2. Vicente esteve deprimido por 3 anos e meio. Encontrar-se é um trabalho árduo.

Lição: Se você estiver atravessando o inferno, continue caminhando sem parar. (Sir Winston Churchill, primeiro-ministro da Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial).


3. Vicente passou sua vida até aos 36 anos (1617) procurando por si mesmo, procurando Deus, e por uma renda estável para que ele pudesse se retirar em grande estilo. Ele encontrou, com efeito, sua missão pessoal no serviço aos pobres.

Lição: Às vezes o que você encontra é muito melhor do que o que você procurava.


4. Vicente sentiu que havia falhado com a sua família e teve receio de ir vê- los; mas quando foi até lá e os encontrou, receberam-no amavelmente. Depois, ele retornou para Paris e nunca mais os viu. Ele chorou por três meses.

Lição: Às vezes é bom retornar a nossa casa familiar. Às vezes, algumas boas lágrimas ajudam.


5. Vicente viveu com a nobreza (a família dos Gondi), mas fazia suas refeições com os servos.

Lição: Humildade e simplicidade sempre funcionam bem com as pessoas.


6. Vicente finalmente tinha descoberto sua missão: anunciar a Boa Nova aos pobres, a mesma missão de Jesus-Cristo. Ele encontrou seu modelo.

Lição: É bom ter uma missão pessoal na vida. É ainda melhor se ela for altruísta e nobre. 


7. Os historiadores descrevem o período em que Vicente viveu como parte da chamada pequena idade glacial. Metade das colheitas se perderam; a fome aumentou num ritmo galopante e o número de pobres, exponencialmente.

Lição: É bom ter um grande desafio na vida. Você pode fazer a diferença de alguma maneira.


8. A França esteve em guerra durante toda a vida de Vicente, exceto nos últimos meses. A decapitação de dissidentes religiosos era comum. Uma grande parte do clero era incompetente, corrupta, ou ambos.

Lição: Não deixe que o ambiente o desencorage; você pode fazer a diferença de alguma maneira. 


9. Entre 1610 e 1660, a população de Paris aumentou de cerca de 200.000 para mais de 400.000 hab.. A cidade não podia fornecer água, comida, nem dispor de um serviço de coleta de dejetos, suficientes para tal população. As doenças aumentaram significativamente.

Lição: Às vezes, o crescimento piora as coisas. Tente ver, de alguma maneira, as oportunidades.


10. Vicente teve conselheiros e escolheu os melhores, como o padre Pierre de Bérulle e São Francisco de Sales. Vicente tornou-se con- selheiro e ajudou outras pessoas a descobrir o melhor delas: Jean- Jacques Olier, Santa Joana de Chantal, e Santa Luísa de Marillac.

Lição: Conselheiros fazem a diferença. Tenha um bom. Seja você mesmo um bom.


11. Em Luísa de Marillac Vicente encontrou a parceira perfeita para construir seu modelo de empreendimento que provocará uma mudança de impacto no mundo. Luísa, como Vicente, era imperfeita e tinha suas dificuldades, mas, juntos, eles foram uma fonte de inspiração.

Lição: Pessoas imperfeitas são tudo o que temos; aceite-as e trabalhe com elas. 


12. Um monge ofereceu a Vicente uma enorme propriedade, São Lázaro, fora dos limites da cidade de Paris. Ela tinha 74 hectares e para percorrer seu perímetro à pé, o tempo gasto era de uma hora e meia. Vicente a recusou porque, segundo ele, ela era muito grande, muito dispendiosa e mudaria a Congregação. Ele estava certo. O monge queria passar a propriedade para frente.

Lição: A primeira lei da economia: nada é gratuito. Cuidado com os cavalos de Tróia e com ofertas grátis. Jim Collins nos encoraja a ter metas grandes, “cabeludas” e audaciosas – em inglês, BHAGs, Big Hairy Audacious Goals. Trata-se de descobrir seu grande e audacioso objetivo. Quanto ao monge e a Vicente, à primeira vista, nenhum dos dois viu aí uma oportunidade.


13. Apenas um ano mais tarde Vicente aceitará São Lázaro e se mudará para lá. Neste lugar havia pessoas com problemas mentais, leprosos, filhos rebeldes de nobres, sacerdotes com problemas e muitos pobres. Agora, São Lázaro estava funcionando com mais de 600 lugares e prosperou desde o início.

Lição: Às vezes, leva-se um certo tempo para que todas as peças de um bom plano encaixem-se. (“Deus o fez”). Vincente descobriu seu grande e audacioso objetivo, com a ajuda de Deus.


14. Vicente tinha 1 metro e 73 centímetros de altura.

Lição: Tamanho não é tudo. Não é necessariamente uma pessoa grande que faz uma grande diferença.


15. Vicente soube equilibrar e fazer interagir na sua vida e no seu trabalho, oração, reflexão e ação.

Lição: É muito mais fácil viver uma vida equilibrada, se você mixa os componentes básicos. 


16. Vicente viveu concretamente a vida, só mais tarde redigirá as regras. Ele escreveu as regras da Congregação da Missão 33 anos depois da fundação da mesma.

Lição: Viva a vida de maneira reflexiva, faça pequenas mudanças no caminho.


17. Vicente viveu 80 anos. Ao morrer, pensou que não tinha feito o suficiente. A expectativa de vida no seu tempo era de 35-37 anos.

Lição: Você pode ter muito mais tempo e ocasião para fazer o bem do que você merece. Nunca é tarde demais para começar. Oscar Schindler, refletindo sobre sua vida (no filme “A Lista de Schindler”) disse: “Eu poderia ter feito mais!” Conta-se que, quando Vicente estava no seu leito de morte, alguém lhe perguntou o que ele teria feito de maneira diferente em sua vida, e ele disse “mais”.


18. Vicente era de origem camponesa, de uma família de agricultores relativamente confortável, e era também um bom conhecedor do direito, sendo muito eficiente em matéria de procedimento jurídico.

Lição: Conheça suas raízes e poderá ajudar as pessoas que trabalham com você. 


19. Vicente era um trabalhador infatigavel e tinha um temperamento muito forte, era bom em fazer mímicas, podia contar boas histórias e se relacionava bem com as mulheres.

Lição: Conheça os seus dons, seus pontos fortes e suas limitações – potencialize-os.


20. Vicente vendeu um cavalo alugado e desapareceu por dois anos; depois contou uma grande história para explicar sua ausência. Mais tarde, ele tentou reaver o que ele chamou de “aquelas cartas miseráveis” contendo a história da qual ele nunca falou.

Lição: Tudo bem se você tiver coisas em seu passado que não fazem sentido; faça sempre o bem.


21. Vicente foi aos camponeses pobres. Em seu tempo, 98% da população vivia nos campos, não nas cidades.

Lição: Vá onde há necessidade; não a espere vir até você. Quando Vicente tomou posse de São Lázaro, ele disse à sua equipe para não esperar que os hóspedes pedissem uma toalha ou um sabão, mas que providenciasse tudo para eles, com diligência. (Quando a polícia prendeu o famoso ladrão de bancos Willie Sutton, um policial perguntou-lhe o motivo pelo qual ele roubava bancos. Ele respondeu: “Porque é lá que o dinheiro está”.) 


22. Vicente pregou um sermão de “um milhão de dólares” que mudou a sua vida e as vidas dos pobres na França. Este sermão, que ele pregou em Folleville, surpreendeu-o e está na origem da descoberta da missão de toda a sua vida. Posteriormente, a senhora de Gondi oferece um fundo de US$ 2,5 milhões para a missão de Vicente.

Lição: Seja atento às pessoas, depois tente ser bom no uso da palavra, seja na fala ou na escrita, e será um líder de fato. 


23. Ele pregou um segundo sermão também famoso. À partir deste, muitas pessoas se sentiram motivadas à dar alimentos e medicamentos à uma família; eram tantas pessoas que formaram um grande cortejo rumo àquela casa. Vicente olhou, viu aquilo, e percebeu imediatamente que havia ali uma grande caridade, contudo estava fracamente organizada. Seu maior dom, o de servir os pobres, passa pela sua capacidade de organizar o esforço das pessoas – é a primeira vez na história mundial.

Lição: Esteja atento às suas experiências, você pode encontrar seu maior talento. 


24. Vicente foi capaz de convencer o governo a mudar a forma como os prisioneiros eram tratados, para que as vidas deles se tornassem mais humanas.

Lição: Nunca subestime seu próprio poder e sua influência para fazer o bem.


25. Vicente não tinha medo de mudar as regras quando necessário. Também não tinha medo de deixar as coisas que não funcionavam.

Lição: Todo mundo comete erros; aprenda com eles e siga em frente.


26. Antes de envolver o clero no serviço aos pobres, ele teve de trabalhar na reforma e na educação do mesmo.

Lição: O melhor lugar para começar é, sempre que possível, o lugar onde você se encontra. Nós não podemos fazer isso sozinhos; lembremos que seguidores são líderes também.


27. Vicente escreveu a um de seus gestores – managers –, sobre o qual ouvira queixas de que estava servindo comida e vinho de má qualidade. Ele disse-lhe para servir boa comida e bom vinho aos que trabalham no serviço dos pobres.

Lição: Cuide de seu pessoal; celebre pequenos sucessos.


Fonte: Fragmento do texto do Pe. J. Patrick Murphy, CM

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

CONGREGAÇÃO DA MISSÃO, “200 ANOS DA CASA MÃE: NO CORAÇÃO DA CIDADE, UM CORAÇÃO MISSIONÁRIO”.



A atual Casa Mãe da Congregação da Missão celebra nesse 2018 seus 200 anos. Um dos pontos altos da festa se deu em 21 de maio, dia em que pela primeira vez a Igreja celebrou a “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” - título recém decretado pelo Papa Francisco. Constou na programação uma missa presidida pelo Superior Geral, Pe. Tomaž Mavrič, CM que se deu na capela de São Vicente, onde Pe. Christian Bad, CM abril, oficialmente, o colóquio, cujo tema: “200 anos da Casa Mãe: no coração da cidade, um coração missionário”, logo fez-se uma breve visita aos altares dos santos Regis Clet e Gabriel Perboyre, bem como ao relicário de São Vicente de Paulo, quando todos foram convidados a se dirigirem à sala Baude, passando pela sala de comunidade, onde estavam expostas algumas fotos e cartas originais de uma amostra realizada pela Sociedade de São Vicente de Paulo e as Filhas da Caridade na ONU, em Genebra, ano passado. Uma vez na sala de conferência, os mais de cem ouvintes: leigos, Filhas da Caridade, Missionários Vicentinos e amigos que frequentam a Capela, foram saudados pela entusiasmada Ir. Michelle Marvaud, FC, que cerimoniou o encontro, no qual mais de dez oradores discursaram sobre personagens ilustres da Casa.


Tomando a palavra, Pe. Christian Mauvais, CM, Provincial da França, recordou novembro de 1817, data em que os missionários chegaram ao 6º arrondissement de Paris; insistiu que o colóquio fazia memória ao passado, mas também queria fazer refletir sobre o futuro, graças ao dinamismo dos missionários que já passaram por ali. “A Casa da rue de Sèvres, 95,” matizou ele, “continua assumindo o desafio da formação (Universidade Saint John, acolhida de missionários que fazem especializações em Paris, abertura de espaço para a biblioteca de estudos agostinianos); também empreende iniciativas de solidariedade como o espaço que permite co-habitar pessoas em situação de indigência; bem como, o futuro espaço de lar diurno para mulheres em situação de rua e a abertura de um lar infantil”. E concluiu sua fala manifestando o seguinte desejo: “que os membros da Casa Mãe, escutando a história, resgatem o sentido missionário desses padres, para que o São Lázaro de nossos dias siga tendo um coração que bate por Jesus e assim traga mais vida à nossa casa”.


Outra vez com a palavra, Ir. Marvaux recordou que os personagens que seriam tratados no colóquio, foram missionários vicentinos que perfilam a história da Congregação despois da Revolução Francesa; alguns, durante as revoltas de 1830, e outros viram as duas guerras mundiais; de forma que o recorte vai de 1787 a 1956.


Pe. Luigi Mezzadri, CM introduziria as falas seguintes, mas por problema de transporte, não pode chegar a tempo, de modo que, o texto por ele escrito, foi lido. Nele, Pe. Mezzadri esclareceu que antes de chegar a esta Casa Mãe, a Congregação viveu sua primeira crise no marco da luta contra o jansenismo, época em que a comunidade contava com numerosos coirmãos nos seminários, mas a recepção das bulas papais contra as ideias de Cornelius Jansenius (Bispo de Ypres), originou fortes tensões na Igreja da França, vários bispos se posicionaram a favor ou contra da ordenação de candidatos ao sacerdócio, dos quais não se pudesse assegurar a retidão doutrinal de seus professores. O que levou ao fechamento de seminários e despertou temores entre os coirmãos poloneses e italianos, considerando que toda a Congregação poderia ser afetada com um conflito que era essencialmente francês. Mas como nem o direito nem os costumes exigiam que a Casa Geral fosse transferida à Roma e, dado que as relíquias do Fundador e o maior número de missionários estavam na França, tudo levou a manter a Casa Geral em Paris, decisão essa, homologada pela Assembleia Geral de 1724.

 


 
Dos personagens destacados, dois eram superiores gerais: padres Jean-Baptiste Étienne (1801-1874), considerado por alguns, como o segundo fundador após São Vicente, pelo expressivo crescimento da Congregação, e Eugène Boré (1809-1878), orientalista de renome e de fino sentido político, que levou as Filhas da Caridade à Turquia, para quem o Sultão construiu o Hospital da Paz sede das mesmas até hoje. Sete sacerdotes, dentre eles os padres: São João Gabriel Perboyre (1802-1840), primeiro santo da China; Armand David (1826-1900), naturalista que ajudou a descobrir mais de 200 espécies vegetais e animais, inclusive o panda gigante chinês; Guillaume Pouget (1847-1933), especialista em exegese bíblica, que adotou o método histórico-crítico em seus escritos, influenciando inclusive os textos do Vaticano II; Fernand Portal (1855-1926), aberto ao ecumenismo, à formação e à juventude, e Charles François Jean (1874-1955), profundo conhecedor de antigas línguas bíblicas e culturas afins, chegando a cunhar o conceito “contexto bíblico”, para explicar a cultura inerente à revelação. E finalmente um irmão coadjutor: François-Casimir Carbonnier (1787-1873), exímio pintor que revestiu as paredes da Casa Mãe com sua arte, de quem um dia se referiu François Morlot, Cardeal de Paris: “É necessário ser um santo para idealizar tais cenas".

Levando em consideração esses grandes nomes, pode-se ver como a Casa Mãe - que era local de residência e/ou trabalho de cada um deles, constituiu-se um foco de radiação evangélica, mas também, científica, verdade passível de comprovação no arquivo, cuidadosamente, preservado pelo Pe. Claude Lautissier, CM. O colóquio foi encerrado com a palavra do Pe. Roberto Gomez, CM que propôs fazer da Casa, um lugar de encontro de diversas correntes da sociedade, sabendo conjugar teologia, espiritualidade e apostolado - três elementos integrantes da herança legada por São Vicente, bem como, fez perceber que a Casa Mãe, de fato, é "um coração missionário no coração da cidade", uma vez que não é um lugar curvado sobre si mesmo, mas aberto ao mundo, de forma que compete a cada membro da mesma seguir vivendo esta missão repensando como praticar a internacionalidade e responder aos desafios do mundo e da Igreja hoje.


Visita ao Pe. Vandeir quando o mesmo estudava em Paris

 

Essa abertura da Casa Mãe alcança muitos missionários que oportunamente passam pela mesma, já seja para encontros formativos, CIF’s ou outros estudos que demandam longa permanência, como é o caso do Pe. Vandeir Barbosa, CM que viveu ali até o ano passado, concluindo seu Mestrado em Cristologia pela Universidade Católica de Paris, quem nos falou da experiência de ser parte direta desses 200º aniversário: “A Casa Mãe da CM para mim, no tempo em que  fiz parte da comunidade como padre, estudando e exercendo o ministério, é um lugar de relacionamento com e de abertura à riqueza de diferentes culturas, - éramos treze nacionalidades diferentes na comunidade local, tendo como língua em comum o francês -, de abertura às vivências do carisma vicentino, de aprendizado e de estudos, de contato geográfico-espiritual e cultural com lugares onde Vicente passou, residiu ou inspirou algo. É uma das experiências mais valiosas e que me ajudará por toda a minha vida enquanto homem e padre da CM. Percebo também que esforços vem sendo feitos diante dos desafios atuais do mundo e do contexto francês para tornar a Casa Mãe cada vez mais acolhedora e capaz de viver de maneira criativa e fiel o carisma de São Vicente de Paulo.”

domingo, 1 de novembro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 01 nov. 2020

Neste domingo, ao celebrarmos o Dia de Todos os Santos, Jesus, nosso Senhor, está nos dizendo que a única maneira de ser abençoado e feliz é viver a vida, como os santos viveram suas vidas. Afinal, os santos viviam de acordo com os ensinamentos de Jesus. Eles viveram da maneira que Jesus viveu. Seguindo a Via Sacra, eles encontraram Jesus.

Lembremo-nos, fazemos parte da Criação de Deus. Somos todos santos em potencial...

domingo, 25 de outubro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 25 out 2020

 Sem dúvidas, Jesus quer nos dizer que qualquer amor que sintamos, seja amor a Deus ou amor ao próximo, nunca deve ser apenas algo da boca para fora. Tem que ser algo concreto. Tem que ser algo verdadeiro e honesto. Deve ser experimentado por outros, especialmente os pobres e os necessitados.

sábado, 17 de outubro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 17 out 2020

Muitos de nós nos concentramos mais nos assuntos deste mundo, mas esquecemos de um, que é mais essencial, ou seja, nosso relacionamento com o Senhor. Não devemos esquecer que antes de mais nada, somos criação de Deus. Somos filhos de Deus. Portanto, se há algo que devemos priorizar, é nosso relacionamento com Ele. Como diz o ditado, “coloque Deus em primeiro lugar e Ele irá coroar os seus esforços com sucesso”, *ou como diria São Vicente de Paulo “Cuidemos dos negócios de Deus e ele cuidará dos nossos”.*

Temos nos dedicado a muitas coisas em nossas vidas. Mas nós realmente nos oferecemos e nos comprometemos a ser fiéis a Deus? Amém.

sábado, 10 de outubro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 10 out 2020

É bom ir regularmente à missa, fazer caridade e rezar. Mas isso não é garantia suficiente de nossa entrada na vida eterna.

O que nos tornará “vestidos” adequadamente para o céu, é o bom estado de nossa pessoa. O que nos tornará dignos do Reino é a conversão de nossos corações.

Somos fiéis a Deus? Estamos amando e perdoando os outros? Se assim é, então, certamente Deus ficará feliz em nos receber. Ele com certeza terá o prazer de celebrar o Grande Banquete conosco. Amém.


domingo, 4 de outubro de 2020

MISSÃO DO JAPÃO – 03 out 2020

"Aqui está novamente:" Como filhos de Deus e povo eleito, temos que perceber que estamos em uma missão.  E essa missão é garantir que se mantenham vivos os ensinamentos e qualidades de Jesus, onde quer que estejamos e o que quer que façamos.  Como igreja, somos enviados para anunciar a Boa Nova de Jesus, a fim de levar esperança e iluminação.  Para levar amor e felicidade a todos "