A Ilha do Mel é uma ilha brasileira situada na embocadura da Baia de Paranaguá, no estado do Paraná. Muitas pessoas consideram que a ilha tem as melhores praias do estado. Não é permitida a tração animal ou a motor na ilha. Existem muitas áreas onde não é permitida a presença de visitantes. A ilha possui quatro pontos turísticos de destaque: Ao norte, a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, no centro, Nova Brasília (uma espécie de porto e centro turístico) e o Farol das Conchas e ao Sul, Grutas das Encantadas. A Ilha foi tombada em 1975 pelo patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Estado do Paraná.
A ilha foi um dos locais visitados do passeio anual de nosso seminário, realizado em novembro de 2016 em Pontal do Sul – PR. Foi uma experiência extraordinária que valeu apena. Obrigado a Deus, a CM e a todos que fizeram possível o mesmo.
Ver a seguir algumas fotos, juramento de responsabilidade ambiental e links tanto do passeio quanto da ilha em si.
Responsabilidade Ambiental: EU JURO...
Não abandonar lixo na praia, nos acampamentos, ou na água
Nas caminhadas colocar meu lixo em sacos plásticos, depositar em uma lixeira ou trazer de volta
Moderar minha euforia evitando o excesso de barulho
Evitar andar fora das trilhas, porque posso me perder
Não abrir clareiras para acampamentos não fazer fogueiras, que prejudicam o solo e podem provocar um incêndio
Levar desta ilha apenas fotografias e as boas recordações
Respeitar a sinalização para minha própria segurança
Observar os animais à distância, pois podem representar perigo a minha integridade.
Para saber mais sobre o passeio clique aqui Para saber mais sobre a Ilha do Mel clique aqui
João Pessoa é a capital do Estado do Paraíba.
Jampa como é conhecida pelos acolhedores pessoenses, tem como lema intrépida ab origine (intrépita desde a
origem). A capital, com Recife, foi uma das principais cidades da Nova Holanda.
Atualmente tem 791 438 hab, é a quinta cidade mais populosa da
Região Nordeste e a 14ª do Brasil e está situada ao norte do Rio Grande do
Norte, ao sul com Pernambuco, a leste com o Oceano Atlântico e a oeste com o
Ceará. É conhecida como "Porta do Sol", devido ao fato de, no
município, estar localizada a Ponta do Seixas, que é o ponto mais oriental das
Américas, o que faz a cidade ser conhecida como o lugar "onde o sol nasce
primeiro nas Américas".
O nome João Pessoa alude ao Ex-presidente do
Estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, assassinado em 1930,
no Recife - PE. É destaque na cidade o verde das muitas plantas, em muitos
pontos o ar de tranquilidade quase semelhante a uma cidade do interior e seu
patrimônio cultural e histórico, dos quais destacamos:
Centro Cultural de São
Francisco - A
cidade de João Pessoa tem sua origem em 1585, cujo nome, Nossa Senhora das
Neves, quatro anos depois fundou-se o convento de Santo Antônio. Em 1634, os
invasores holandeses o tomaram como fortim, os franciscanos retomam o convento
em meados do séc. XVIII e o ampliam. Em 1983 o SPHAN/Pró-Memória faz-lhe uma
restauração total reabilitando para uso cultural da comunidade paraibana,
tornando-o irradiador de cultura.
Mosteiro de São Bento
– os primeiros beneditinos
chegaram na Paraíba em 1595. A Igreja (dedicada à Nossa Senhora de Mont Serrat) e Mosteiro de São Bento que
duraram cerca de 161 anos para ser construídos, foram iniciados em 1600. O conjunto
foi restaurado com convênio celebrado entre Brasil e Espanha em 1995.
Catedral - Catedral Basílica Nossa Senhora das Neves, cuja origem data de 1585, quando
os colonizadores construíram ali uma capelinha de taipa em honra a Virgem. A construção
atual é de 1881, quando passou a se chamar Catedral Metropolitana, e em 1997
recebe o título de Basílica. Sendo tombada pelo IPHAEP em 1998. Destacamos
ainda a Igreja do Carmo que se encontra ao lado da Cúria Arquidiocesana de Paraíba,
movimentada pelas confrarias que até hoje alimentam a fé dos fieis locais.
Praça João Pessoa - Inaugurada em 1803 costumava reunir
banda de música militares aos domingos para alegrar os transeuntes. Logo,
passou a ser conhecida por praça dos Três Poderes, uma vez que reúne as sedes
do Executivo, Legislativo e Judiciário, hoje também é palco de manifestações
populares. A praça é um bem nacional
uma vez que foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional – IPHAN.
Monumento da Praça JP
- O monumento
central da praça é obra do italiano Umberto Cozzo, e foi inaugurado em 1933 com
a presença de Getúlio Vargas. A inscrição "NEGO" presente na obra faz
referência ao ato de João Pessoa quem em 1929 negou apoio à candidatura de Júlio
Prestes à Presidência da República e passou a apoiar Getúlio como candidato a
seu vice-presidente. Após o assassinado de João Pessoa, a capital do Estado,
que se chamava Cidade da Paraíba foi rebatizada com seu nome em 1930, bem como
se mudou a bandeira do Estado, recebendo as cores preto (luto) e vermelho (sangue),
acrescida da palavra NEGO.
Vale salientar ainda o Farol do Cabo Branco que é um ponto de orgulho para o povo
paraibano já que o mesmo marca o ponto de terra mais a oriente das Américas,
bem como a Estação Cabo Branco de
Ciência, Cultura e Artes que ostenta uma arquitetura planejada pelo
brasileiro Oscar Niemeyer, e talvez o mais característico da cidade, a Lagoa dos Irerês (Parque Sólon de Lucena)
instalada no centro da cidade, revitalizada recentemente, trazendo vida e mais
dinamismo ao coração de João Pessoa.
A cidade é muito agradável, com vasta orla,
praias urbanas e habilitadas para o banho. Nos arredores também a outras opções
como a famosa praia de nudismo (Tambaba). O povo é muito acolhedor e desde
sempre o Estado tem exporta cultura para o país e para o mundo como os
escritores: Augusto dos Anjos, José Lins do Rego e Ariano Suassuna; os cantores
Geraldo Vandré, Elba Ramalho e Herbert Vianna; os políticos: Epitácio Pessoa,
Luiza Erundina e Humberto Lucena, etc.
Perguntar a assembleia o quem vem na sua mente quando se escuta
palavras como: ver, olhar, olha, etc. O que o mundo, as mídias, o nosso
imaginário mostram sobre isso. Eis algumas possíveis respostas:
1. Músicas
·“Olhar 43” – RPM
·Num golpe de olhar... “Renata” – Latino
·Olha bem no fundo dos meus olhos... “De janeiro
a janeiro” – Nando Reis
·Olha pro céu meu amor... “Olha pro Céu” –
Mastruz com Leite
·Veja só você, depois de me perder... “Tarde
demais” – Raça Negra
·Ver teus olhos no espelho... “Olhos no Espelho”
– Adriana Arydes
2. Diversos
·Deus é o olho que tudo ver – Frase/adágio
popular
·Ficarei olhando até que você me entenda –
Frase/adágio popular
·Olha elaaaaa! – Ana Pula Ex-BBB
·Os olhos são espelhos da alma – Frase/adágio
popular
·Pare, olhe e siga – Sinalização de trânsito.
·Na bíblia a palavra “Olha” parece 53 vezes e o
verbo “Olhar” 61 vezes – Bíblia Pastoral da Paulus.
Música para exercitar o olhar: Pedir
que os participantes fiquem em duplas de frente um para o outro e cante,
gesticule e/ou medite uma das musicas a seguir:
1. Na história sempre se ouve,
especialmente nossos pais dizendo frases como:
·“Cuidado,
porque Deus está vendo!”
·“Deus vê e
castiga”
·“Esse é
olho que tudo vê (mostrando a pirâmide com olho no centro), etc.
Porém estudando a Palavra
descobrimos que o olhar de Deus para nós não é de um Deus castigador, mas um
olhar de pai/mãe, amor, cuidado, carinho, misericórdia, ternura, etc.
2.Deus nos olhou primeiro, nos
conheceu primeiro e nos amou primeiro, também nós somos convidados a fazer o
mesmo: olhar, conhecer e amar a Deus.
3. Em Gn 1, 1s, vemos que Deus
criou o firmamento, a terra, o céu, as águas, os peixes, os animais, as
plantas, o universo... Ele criou, olhou para a sua criação e viu que tudo era
bom.
Deus criou o homem (homem e
mulher - Gn 1,27) a sua imagem e semelhança... Ele olhou para a sua obra prima
e viu que era boa.
4. Podemos concluir assim que
Deus os vê com bondade, como pessoas boas. E nós, como olhamos? Como vemos
Deus?! Deus nos fez bons, porém eu tenho me preservado nessa bondade?
a) Como me
apresento para Deus?
b) Que vida
eu levo hoje?
c) Como as
pessoas me veem?
d) Sou uma
pessoa transparente ou vivo de máscaras?
e) Deus me
vê com amor e misericórdia, o outo me vê com as minhas máscaras, porém eu, como
eu me vejo?
5. Não importa como o mundo
nos vê. Deus o faz com misericórdia. Abramos a nossa bíblia e vejamos algumas
passagens onde Jesus volta para nós o seu olhar amoroso. O olhar de Cristo é:
a) Olhar misericordioso
– Vocação de Mateus (Mt 9, 9):
Jesus viu Mateus e o chamou, ele
deixou tudo e seguiu o Mestre. Mateus, por ser cobrador de imposto, era visto,
pelo povo da época, como pecador, pessoa ruim, de má fama. Jesus, porém não viu
a aparência, mas a essência, Jesus viu o coração (I Sm 16, 7). Mateus viu
misericórdia no olhar de Jesus e já não quis tira os seu olhar do Messias.
(Esse é o lema episcopal do Papa Francisco: “miserando atque elegendo” escolhido pela misericórdia de Deus).
b) Olhar
diferenciado – Visita a Zaqueu (Lc 19, 1s)
c) Olhar inclusivo
– Mulher adúltera (Jo 8, 1s)
d) Olhar
relacional – Jantar na casa de pecadores (Mc 2, 15s)
e) Olhar de
perdão - Pai misericordioso (Lc 15, 11s)
6. Jovem, “Olha quem te olha!”
Não olha para o pecado, mas sim, olha para Deus!
Cantar o refrão:
“Olha Quem te olha
É Jesus que quer te conhecer, abre teu coração!
Olha Quem te olha e não permita que mais nada
Te faça sair dessa visão”
7. Deus está olhando para mim,
para nós, mas, infelizmente, nós desviamos nosso olhar do sagrado. Para onde
estamos olhando!? Para onde olha o jovem hoje?!
a) Escolhas
egoístas, individualismo.
b)
Emancipação desordenada – cada um que ser senhor de si, quando somos chamados a
deixar Deus ser o Senhor de nossa vida.
c)
Consumismo desembreado – colaborando ainda mais a destruição do planeta. Eis a
preocupação do Papa Francisco escrevendo a Laudato
Si
d) Contra
valores – Valorizando o mundano em detrimento do sagrado
e) Longe,
as ilusões do mundo – esquecendo quem olha por nós, a nossa família, a nossa
mãe. Voltemos um olhar para ele e estejamos com eles – os nossos
familiares.
f)
Hedonismo – o prazer como estilo de vida
g) Pecados
virtuais – games e pornografia
h) Apologia
a desgraça dos outros – envio de vídeos que denigrem a dignidade das pessoas
via watts app
i) Comunicação
do isolamento das redes sociais – o mundo virtual se sobrepondo ao mundo real,
as comunidades online sendo mais valorizadas que a comunidade paroquial,
comunidade de vida.
j) Queima
de etapas – criança quer ser jovem, jovem adulto, adulto criança.
l) Para o
próprio umbigo – narcisismo
m) “Do
contra” – gerando desintegração social e cultural
n)
Competição – quando somos chamados à cooperação e a solidariedade
o) Afetividade
autônoma, prazer pessoal
p)
Indiferença religiosa
r)
Informação, contrário de formação
s) Material
(ter e poder), esquecendo-se do espiritual (ser)
t) Drogas
u) Ídolos e
famosos – quando os verdadeiros modelos são Jesus, Maria e os Santos
v) Livros e
textos de ficção, bruxaria e magias negras – quando devemos conhecer mais sobre
a Palavra, textos edificantes e que trazem luz, harmonia e paz para o mundo
x) Vida
alheia (Dizia um professor meu que a vida dos outros é sempre mais
interessante) – quando olhamos demais para a vida alheia esquecemos de cuidar a
nossa. Tiremos a trave de nosso olho! (Mt 7, 5)
z) Critico
destrutivo - quando deveria ser construtivo e motivador, uma vez que o mundo já
tem críticos demais devemos ser um motivador de pessoas.
8. A saída para tudo isso é um
encontro pessoal com Jesus Cristo. Olhemos para Cristo presente no sacrário,
olhemos para Cristo que está presente no irmão.
a) Esqueçamos
de todos os “ISMOS”: egoísmo, pessimismo, individualismo, e potencializemos o
“DADE”: comunidade, fraternidade, igualdade, etc.
b) Olhemos
para Cristo como ele nos olha. Esse olhar nos traz a verdadeira felicidade. O
próprio Jesus Cristo disse que são feliz os que trazem esse olhar, os que
praticam a misericórdia, porque alcançarão ainda mais misericórdia para esse
mundo.
Ainda sobre
a felicidade, a Palavra coloca, em Lc 11, 27s, que certo dia quando Jesus
estava ensinando, uma mulher da multidão
exclamou: “Bem-aventurada àquela que te deu à luz, e os seios que te
amamentaram!” Ele, porém, afirmou: “Antes disso, mais felizes são todos aqueles
que ouvem a Palavra de Deus e lhe obedecem”. Eis ai o segredo de uma vida
feliz. Ser como Jesus não só no olhar, mas nas palavras e especialmente, nas
obras, nas ações.
9. O homem se faz por modelos,
já que desde criança, agimos por imitação. O primeiro exemplo é Cristo, como
temos visto desde o inicio dessa fala. Agora porém apresentaremos três outros modelos
que souberam olhar como Ele nos olha.
a) Maria – via do testemunho. Maria soube olhar para Deus e colocar em prática
seu projeto. Seu silêncio é um silencio que fala, porque ela fala por suas
obras, por suas ações, por seus gestos. Assim como para o seu filho Jesus, hoje
também ela olha por nós, pois Jesus nos a deu como mãe (Jo 19, 26-27). Peçamos
esse olhar de Maria cantando:
Mae,
olha por mim.
Acontece, às
vezes nos sentimos sós,
E pensamos
que ninguém olha por nos
E que somos
como criança perdida
Mas esse,
coração criança
Mesmo
perdido
Busca
força,
E com um
grito
Chama por
alguém
Que nunca
vai deixa-lo assim
Chama mãe,
vem olhar por mim.
É minha mãe,
Que consola meu coração
Que me guia pela mão
Que me ensina a caminhar
É minha mãe
Que faz o sol estremecer
Me dá Jesus me faz viver
Me faz ter fé
Me faz amar
Ensina-me a
dizer sim
A dar tudo
de mim
Molda-me a
teu jeito
Me põe
junto a teu peito
E me leva
ao Salvador.
b) Santa Tereza D’Ávila – via da oração mental.
Santa Teresa
de Jesus (*1515 +1582). Virgem e Doutora da Igreja. Natural de Espanha, foi uma
freira carmelita, mística e santa católica do século XVI, importante por suas
obras sobre a vida contemplativa através da oração mental e por sua atuação
durante a Contra Reforma e sua colaboração para a Ordem Carmelita. Canonizada
em 1622, pelo Papa Gregório XV. Sugere-nos olhar Aquele que nos olha por meio
de exercícios espirituais: (Aplicar os exercícios
a seguir com musicas instrumentais ao fundo)
i) Gn 1, 31 – Deus viu tudo o que tinha
feito e era muito bom. Ao concluir sua obra Deus fez um passeio pelo
jardim... Saiamos nós também a contemplar a criação, as coisas e as pessoas ao
nosso redor, e a perceber a bondade em cada ser.
ii) Mc 10, 46-52 – A cura do cego Bartimeu.
Como Bartimeu, clamemos a Jesus: “Cristo, tem de piedade de mim”, “Senhor,
que eu veja!” Sinta Jesus se aproximando de você, sinta as mãos de Jesus sobre
seus olhos, curando-os, tirando as traves para ver o mundo, o outro, a sua própria
vida com um novo olhar.
iii) Mc 6, 34s – Jesus e a multidão.
Jesus desceu da barca, viu a multidão e teve compaixão daquele povo, porque
parecia como ovelha sem pastor.Imaginemo-nos
como integrantes daquela multidão, para onde Jesus dirige seu olhar, deixe-se contemplar
por Jesus, sinta-se uma daquelas ovelhas e aprenda com aquele olhar.
c) São Vicente de Paulo – Via da contemplação,
pois Vicente era contemplativo na ação.
Vicente de
Paulo (*1581 + 1660) Padroeiro das Obras de Caridade. Natural da França. Foi um
sacerdote católico francês, fundador da Congregação da Missão, Filhas da
Caridade e Damas da Caridade. Um dos grandes protagonistas da Reforma Católica
na França do século XVII. Canonizado em 1737, pelo Papa Clemente XII. São Vicente
nos sugere um olhar de caridade que se transforme ação em prol de cristo na
pessoa dos pobres.
i) Lc 10, 25s – O Bom Samaritano. Na parábola
nos é apresentado três olhares. O primeiro de um sacerdote (olhar de repúdio),
o segundo de um levita (olhar de indiferença), o terceiro de um samaritano
(olhar de compaixão). Os dois primeiros não se importaram com aquele homem, que
foi atacoado por ladrões. Já o terceiro, o samaritano: viu, compadeceu-se,
aproximou-se, limpou as feridas, colocou-o no transporte, levou-o a pensão,
cuidou dele, encomendou que o dono da pensão também o fizesse e pagou as
despesas!
ii) São Vicente direciona o olhar de Santa
Luisa. Luisa de Marilac era uma mulher dócil ao amor de Deus e íntima de
seu Santo Espírito. Teve inicialmente uma vida conturbada. Abalada pela morte
da mãe, por viver sem os cuidados do pai, rejeitada no convento, morte do marido
e por ter um filho bastante difícil sofria bastante e se olhava para Deus
buscando forças. Vicente torna-se seu confessor e orienta-lhe que olhe para o
pobre, faça algo em prol do outro, seguindo um tríplice princípio que também
serve para nós:
1º “Amar a Deus com a força de nossos
braços e o suor de nossa fronte;
2º ver Jesus Cristo no próximo, amando
e servindo a Nosso Senhor em cada um, e cada um em Nosso Senhor; e
3º Não adiantar-se à Divina
Providência, esperando com calma sua voz de mando".
iii) Ter uma grande intimidade com o Senhor
- Ele lia todos os dias as Sagradas Escrituras e orientou seus coirmãos a
fazer o mesmo: “Cada dia os padres e clérigos lerão um capítulo do Novo
Testamento e respeitarão o livro como regra de perfeição cristã e para melhor
aproveitamento o lerão ajoelhados, com a cabeça descoberta e no final da
leitura farão os três atos seguintes:
1º Adorar as verdades contidas no
capítulo,
2º Aplicar-se para ter os mesmos
sentimentos com os quais Nosso Senhor os pronunciou, e
3º Esforçar-se para praticar os
conselhos ou preceitos ali contidos.”
Foi na
Palavra que São Vicente descobriu e pode aplicar na sua realidade esse olhar
que incluía e dava dignidade aos desamparados. São Vicente de Paulo teve um
olhar de compaixão e misericórdia, capaz de indignar-se frente a tudo aquilo
que era desumano: “Como ser um cristão e ver seu irmão sofrendo sem chorar com ele? Sem
ficar doente com ele? É não ter caridade, é ser cristão de fachada; é não ser
humano, é ser pior que os animais”. O olhar de Vicente percebeu o Pobre
na sua dimensão pessoal e social. Olhando ao seu redor, ele reconheceu a dor e
o sofrimento dos Pobres e colocou todos os seus dons a serviço do povo
sofredor, pois, para ele, o Pobre.
iv) Um olhar de caridade para com o próximo
implica em:
·Trazê-lo para junto de nós;
·Acolher a pessoa em nossa vida;
·Colocar-se no lugar do outro;
·Entender a sua história;
·Ocupar-se da situação do irmão;
·Tomar conta dele;
·Ajuda-lo a ser melhor;
·Entender a dor e o sofrimento do outro;
·Ver as múltiplas formas de pobreza que acometem
o corpo, a mente e a alma de tantos irmãos espalhados pelas periferias de nossa
sociedade;
·Lutar para transformar as realidades, as estruturas
de pobrezas;
·Libertar-se de preconceitos que nos afastam dos excluídos;
·Levar-nos ao encontro do Cristo agonizante na
pessoa dos Pobres.
10. Para concluir apresentamos colaborações de dois grandes bispos da
Igreja que nos ensinam a bem direcionar nosso olhar: Papa Francisco (Bispo
de Roma – Itália) e Dom Helder Câmara (Bispo de Olinda e Recife – Brasil).
a) Para o Papa Francisco, é nos
sacramentos que devemos procurar Jesus:
“Deixemo-nos
olhar pelo Senhor na oração, na Eucaristia, na Confissão, nos nossos irmãos,
especialmente naqueles que se sentem postos de lado, que se sentem mais
sozinhos. E aprendamos a olhar como Ele nos olha” – Homilia em Cuba em 21 set.
2015.
b) Dom Helder convida que mudemos o nosso
olhar.
“Conta-se
que, certa vez, Dom Helder Câmara celebrava a missa em uma pequena comunidade.
No momento da comunhão quando os fiéis recebiam a Hóstia, na fila, colocou-se
uma pessoa alcoolizada. Ela estava totalmente bêbada e quando se aproximou para
receber a Eucaristia, Dom Helder, sem titubear, deu-lhe a comunhão naturalmente
como tinha feito com as demais pessoas que estavam na fila. É claro que muitos
ficaram indignados em presenciar tal comportamento. Uma das pessoas presentes,
não se conteve e veio falar com Dom Helder depois da Missa. “Dom Helder,” –
perguntou ela – “O Senhor não viu que aquela pessoa que foi receber a comunhão
estava bêbada?”. E Dom Helder, olhando para ela, disse: “Sim, minha filha, eu
vi que aquele homem estava bêbado. Eu só não vi as causas por que ele tinha
bebido e estava bêbado”. (cf. Um Olhar de
Caridade, Mizaél Donizetti Poggioli, p. 120-121).
Mudemos nosso olhar. Adotemos o
olhar misericordioso de Jesus e olhemos como ele nos olha!
Pe. Mól, CM (Provincial da PBCM) e Pe. Tavrič, CM (Superior Geral)
5 de julho de 2016. Nosso dia começou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Padre Gregory Gay, em seu último ato como 24º Superior Geral. Ao final da celebração, a Assembleia invocou a bênção do Senhor sobre o Padre Gregory, prorrompendo depois em vibrante aplauso para dizer do reconhecimento agradecido de toda a Congregação pela fecundidade de seu generalato ao longo dos 12 últimos anos.
Na sala magna, reunidos os 113 delegados, sustentados pela comunhão espiritual de tantos irmãos e irmãs espalhados pelo mundo, invocamos o Espírito Santo e procedemos à eleição do novo sucessor de São Vicente para os próximos seis anos. Depois do terceiro escrutínio, acolhemos a novidade do Espírito na pessoa do Padre Tomaž Mavrič, atual Vice-Visitador da Vice-Província de São Cirilo e São Metódio, que compreende três países Ucrânia, Rússia e Bielorrússia. O que sabemos a respeito de sua trajetória é ainda muito pouco. Nasceu no dia 9 de maio de 1959, em Buenos Aires (Argentina), filho de migrantes eslovenos. Foi admitido à Congregação a 11 de dezembro de 1976, emitiu os Votos Perpétuos no dia 8 de abril de 1982 e foi ordenado presbítero em 29 de junho de 1983. Tendo passado por vários países (Canadá, Eslovênia, Rússia, Irlanda, Eslováquia e Ucrânia, onde residia até agora), possui ampla experiência ministerial: missão entre os pobres, pastoral paroquial, orientação de retiros, animação vocacional, formação dos nossos, governo provincial, etc. Conhece várias línguas: espanhol, russo, inglês, esloveno. Agora, temos o Padre Mavrič como 25º Superior Geral da Congregação da Missão e da Companhia das Filhas da Caridade, legitimamente escolhido nesta 42ª Assembleia. Ao novo sucessor de São Vicente, acolhemos com espírito de fé e gratidão sincera, prestamos obediência e oferecemos nossa colaboração, assegurando-lhe nossa proximidade espiritual e nossa recordação na próxima Eucaristia que celebrarmos.
A Assembleia prosseguiu, analisando os primeiros dos 11 postulados enviados pela Cúria e pelas Províncias, trabalho ao qual daremos continuidade nos próximos dias. Pedimos aos Coirmãos que continuem a acompanhar-nos com suas preces.
Senhor... •Ajuda-me a ser discípulo, não funcionário de Deus; •Ajuda-me a ter altruísmo com o meu próximo; •Ensina-me a ter um coração agradecido; •Livra-me do pecado da fofoca; •Permite-me ser ouvido para o outro; •Que Deus esteja no meu pensar, falar e fazer. No meu ontem, hoje e sempre; •Que entenda que preciso de Deus e do outro para viver melhor; •Que eu aja com humanidade, tratando bem os meus irmãos; •Que eu dedique mais tempo a oração; •Que eu entenda que não posso ser feliz, bom e útil sozinho, senão em relação com Deus e com o outro; •Que eu entenda que não sou melhor que os outros; •Que eu exercite o dom do cuidado; •Que eu me compadeça com o sofrimento, a perca, a dor do outro, dos perseguidos, dos injustiçados; •Que eu não seja indiferente ao teu coração e amor; •Que eu reconheça o valor do e no outro; •Que eu reze pelos meus parentes vivos e falecidos, bem como por aqueles que são esquecidos pelos seus; •Que eu seja eu em todos os lugares; •Que eu seja sinal de Deus na minha família, na rua e em meio ao mundo; •Que eu seja um instrumento nas mãos de Deus; •Que eu tenha sede de Deus e busque sempre o fortalecimento de minha fé; •Que eu Ti receba na Eucaristia com muito fervor e Ti sirva na pessoa dos mais necessitados; •Que eu use meu tempo livre para fazer coisas boas; •Que eu vele pela dignidade das pessoas, e não exponha as pessoas; •Que o critério para toda minha ação seja Cristo. •Amém.
Pe. Garcia, CM preside um noitário do triduo em honra a N. Sra. de Fátima
Sem dúvida, umas das mais singulares e belas histórias que a humanidade já ouviu, refere-se a um episódio que se deu entre 1916 e 1920, na região montanhosa chamada Serra d’Aire – Cova da Iria, Portugal. Três pastorinhos – duas meninas, de dez e sete anos, e um menino de nove – contaram ter visto seis vezes uma Senhora toda vestida de luz, em cima de um arbusto. Falava-lhes e logo após desaparecia. Na última das aparições, na presença de setenta mil pessoas, realizou um admirável milagre para provar a veracidade do que dizia. (1)
Dois pastorinhos – Jacinta Marto e Francisco Marto morreram pouco depois, como a Senhora predissera. O tempo confirmou mais tarde as outras profecias: a revolução bolchevique, os horrores da Segunda Guerra Mundial e a ameaça do marxismo, que chegou a pairar sobre o mundo todo. A Senhora afirmou que, se os seus desejos fossem atendidos, Ela haveria de converter a Rússia e a paz reinaria no mundo; do contrário, muitas nações da terra seriam flageladas e escravizadas.
Comunidade de Cercadinho participa do triduo en honra a N. Sra. de Fátima
A terceira pastorinha – Lúcia dos Santos entrou para o Carmelo em Coimbra, falecendo em 2005, aos 97 anos. As três crianças viam Nossa Senhora, porém só a Lúcia foi dado a graça de ouvir e falar com Aquela sobre quem Isaias escreveu que “daria à luz ao Filho de Deus”, (Is 7,14) quem o Arcanjo Gabriel saudou como “Cheia de Graça”, (Lc 1,28) e quem ainda profetizaria de si mesmo, ser “bem-aventurada por todas as gerações”. (Lc 1,45)
Em vários momentos essa Senhora mudou o curso da história. Manifestando-se outras vezes em diversos lugares e situações, a saber: à jovem Bernadete em Lourdes, à noviça Catarina Labouré em Paris, ao indígena Diego em Guadalupe, aos pescadores em Aparecida, aos jovens em Medjugorje, etc.
Em nossos dias, e aqui em nosso meio, Ela também deseja trazer e semear sua mensagem de paz e de esperança, antes da consumação dos séculos, quando conforme predisse São João, surgirá “vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre sua cabeça”. (Ap 12,1)
Detalhes da apresentação das aparições encenada pelas crianças e jovens da Comunidade
A oração do Santo Rosário, recomendada sabiamente pela Mãe de Deus, é poderosa na união das famílias e fortalecimento da comunidade. O Papa Francisco, em muitas ocasiões, porém especificamos aqui duas - Encontro de Jovens Vocacionados no Vaticano 2013 e na visita ao Quênia África 2015, pediu que, por favor, rezemos o terço e mostrando um terço que trazia no bolso, afirmou que sempre o tinha consigo, para rezar.
Nesse dia 13 de maio de 2016, nós também da Paróquia Santo Antônio de Orlenas, somos convidados a nos unir à Comunidade Nossa Senhora de Fátima, a aproximar-nos de Cristo, da Virgem e dos irmãos por meio da oração, da eucaristia e da festa que temos a alegria de celebrar. Participe!
(1) WALSH, William Thomas. Nossa Senhora de Fátima. São Paulo: Quadrante, 1996
Publicado na Folha de Orleans - By Alison Medeiros e Cleber Teodosio